Você lisossomo, eu amor vencido.

5 Literatura Adormecida, Capuccino e Lótus Vermelha.


Notas iniciais
trilha sonora adequada: lost watch, seabar. espero que gostem, hahahaha boa leitura ♥.

– Então, podemos começar isso com você dizendo seu nome – os cotovelos apoiados no balcão e as jabuticabas fixadas na boca de Ana. Esta cruzou as pernas.

– Eu diria que isso não é o início de algo pra ser um começo – tamborilava os dedos na peça ébano em sua frente, recoberta por copos vazios e papéis sujos de batom carmim.

– Então, Eu Diria Que Isso Não É o Início De Algo Pra Ser Um Começo, o que faz perdida por aqui? – serviu-se de um gole do Martini.

– Talvez a mesma coisa que você – suspirou.

Sabia que estava agindo pretensiosamente, e se ele fosse um cara legal, não merecia perder a noite com a grosseria de uma garota mediana enquanto havia uma sala cercada por gente mais como ele e menos como ela. Mas o ar indefinido que esse estranho tinha, o modo como as suas pupilas estavam banhadas em alguma substância enigmática, prendiam-na, o que a irritava. Onde estava Antônio, agora? Com quem ele estava? Desejava que ele a tirasse dali.

– Não, garotas como você não frequentam lugares como estes – ergueu o braço estalando os dedos no ar. O bartender se aproximou – traga mais uma dose, por favor. Olhou a taça intacta de Ana – do mais, eu não estou perdido.

– O que você quer dizer com “garotas como eu”?

– Não a conheço para fazer afirmações a seu respeito. Mas, olhe a maioria das mulheres presentes aqui. Nenhuma delas anda com os olhos fixos nos pés, como se quisessem evitar qualquer tipo de contato visual. Pelo contrário, todos os esforços estão voltados em chamar atenção em seus saltos a 15cm do chão, riem alto e flertam com qualquer cara que aparentam ter grana – entornou a taça – não é difícil detectar uma partícula diferente em um meio tão homogêneo – fitava as estantes preenchidas de garrafas por detrás do balcão, os dedos cruzados abaixo do queixo — seu desconforto é entregue pela forma que morde os lábios e suas mãos não pararam um minuto se quer desde que ofereci um drink. Garotas como você frequentam bibliotecas municipais e barzinhos com karaokê. Há a possibilidade de erro e posso estar sendo equivocado, mas, se caso estivesse, você não estaria me fuzilando e suas bochechas não estariam com uma aparência febril.

Os olhos de Ana cresceram, estava furiosa. Perfumes franceses não deviam apenas trazer no frasco uma grana gorda, mas também a arrogância para quem o usava. O que há de errado com essas pessoas? Não só vestem casacos de grifes, mas também a certeza de que o mundo gira em torno deles e que estão certos sobre tudo? Ele a olhara por um tempo patético e já tinha a ficha exata do que ela sentia, pensava e de certo ângulo, gostava. Sentiu-se invadida e antiquada.

– Você não me conhece – exaltou-se.

– Tem razão, não a conheço – observou-a de esguio – a bebida foi só um pretexto pra que isso ocorra, o que não foi muito eficaz.

– Oh, e lá vai mais uma afirmação incontestável – Droga, Ana Clara, cale-se. Sua boca não correspondia mais aos comandos cerebrais e não demoraria muito até ela começar expelir asneiras.

– Você não tocou na sua taça enquanto eu estou, vejamos, na terceira? E eu ainda não sei o seu nome.

– Se serve de consolo eu também não sei o seu – serviu-se de um gole, entortando o nariz em seguida – o que tem nisso?

O rapaz gargalhou com a inexperiência da menina, inclinando a cabeça para trás. Ana divertiu-se também, não contendo o riso. Não estava tão avessa como há poucos minutos atrás, sentia-se mais relaxada e a vontade na presença do estranho. Ela queria saber um pouco mais a respeito daquele que lhe pagou um drink. Não tinha outras intenções e não poderia ter. Ela sabia que ele seria o tipo de cara que dormiria com ela e não ligaria no dia seguinte, era melhor manter um pé atrás a fim de evitar sentimentos hemorrágicos, ou algo do gênero. E bem, havia Antônio. Não entendia o porquê, mas não conseguia tirá-lo do pensamento.

– London Dry Gin e um pouco de Vermute Seco, não é tão ruim, se quiser eu peço um suco, ou uma água com gás – sorriu.

– Ana Clara.

– Quer que eu peça Ana Clara? Acho que não tem esse tipo de..

– Meu nome. É Ana Clara – sibilou constrangida, interrompendo-o.

– Uma pena – deu de ombros.

– Como?

– Uma pena que não tem. Seria interessante embebedar-me com Ana Clara – as contas escuras do ruivo cercavam-na e ela não sabia para onde olhar senão para aquele véu negro.

– Aspirina alguma resolveria sua ressaca depois — ironizou

– Conheço bem.

Tremia por dentro e não era pelo vento gélido o qual adentrava pela porta aberta. A mão dele deslizou pelo balcão alcançando as unhas curtas as quais tentou retirar. Segurou-a pelas pontas, apertando com pouca força. Um minuto se prolongou dentro do outro e por fim ele concluiu:

– Chega a ser piegas. A tua tristeza, Clara. Eu a vejo em filmes em preto e branco, embora em cores seja mais bonita. Você é melhor que essa melancolia barata a qual vomita em cima de mim e provavelmente em cima de qualquer cara que tente engatar algo contigo, mesmo que só um diálogo. É uma casca grossa e você a levanta sempre que sente a necessidade de se defender de algo. Do que exatamente tenta se defender?

– De estranhos que eu não sei o nome e em menos de vinte minutos levantam afirmações a meu respeito por debaixo de uma bebida cara, por exemplo. Eu até pensei que você pudesse ser legal e estava isso aqui – fez um gesto com os dedos – de me arrepender de ter sido grosseira. Essa é sua arma pra conseguir sexo fácil? Porque é bem esquisita. E inusitada. Mas olha, eu não quero transar hoje, e uma dentro de cem não é nada. Há várias mulheres aqui que provavelmente vieram sem calcinha esperando por uma situação como esta. Você deu azar de mirar no alvo errado. Uma pena, eu sinto muito, muito, muito por você – colocou a pequena mão no ombro dele, num gesto de consolo irônico — Não gaste mais seu tempo.

Ia se levantar quando ele a impediu com apenas um sorriso largo, espontâneo. Um sorriso gostoso, daqueles vistos em aeroportos, nos rostos felizes pelo reencontro quando avistam o grande amor da vida deles adentrando o portão principal com as malas, regressando talvez de uma viagem feita a negócios, ou de visita à mãe que sofre com hérnia de disco. Um sorriso de saudade saciada. Ana esperou qualquer tipo de reação, mas não cogitou algo como isso. Sustentou os olhos negros, curiosa.

– Miguel, eu me chamo Miguel. Eu já tinha te visto antes, saindo da biblioteca municipal. Você estava com um livro de capa amarela nas mãos e seguia para San Martíns. Capuccino de flocos e creme. Não a segui, se é o que está pensando, foi uma simples coincidência. Meu trabalho é perto dali e eu estava em horário de almoço. Minha intenção não era te apresentar meu novo jogo de lençol, bem, mais ou menos – riu doído — já sabia que você frequentava lugares assim, queria impressioná-la e veja só, agora sei que você não quer transar. E que está usando calcinha. Aliás, Maiakovski? – arqueou uma das sobrancelhas.

– É, precisava fazer um trabalho pra faculdade e o tema era dramaturgia russa. Estou no segundo ano de Letras, você o conhece? Quase ninguém o conhece. – indagou surpresa, e simultaneamente envergonhada.

– Quase não é o completo extremo. É meu poeta favorito.

– “Cada um ao nascer traz sua dose de amor, mas os empregos, o di...

–... dinheiro, tudo isso, nos resseca o solo do coração, sobre o coração levamos o corpo, sobre o corpo a camisa. Mas isto é pouco...” – interrompeu-a. As vozes de ambos se uniram como uma só então, e os dois entrelaçaram as pupilas anoitecidas. Ana foi a primeira a desvencilhar seu olhar, embaraçada pela intimidade repentina que ali brotou. Esperava que ele pudesse quebrar o silêncio instalado, porque ela seria incapaz de o fazer. Qualquer assunto, Miguel, qualquer ridículo assunto.

– Como conheceu o Rafael?

– Na realidade não somos tão próximos, ele é amigo inseparável de meu acompanhante, que inclusive deve estar perdido por aí – olhou ao redor procurando por An – e foi através dele que nós fomos apresentados.

– Ah, você está acompanhada? – disse, desanimado.

– Aparentemente não mais – suspirou, brincando com o porta-canudos a sua frente.

– Seja quem for seu namorado, ele é um cretino por deixá-la sozinha.

– Antônio? Meu namorado? Antônio? – riu histericamente – Antônio não é meu... Namorado – a voz falhou e Ana engoliu seco – ele é meu melhor amigo, é, é isso que somos, melhores amigos. Estou aqui numa espécie de caridade sexual, é o que ele diz. Amigos fazem isso, não é?

– Cretinos fazem isso, esse cara é um merda.

Ana procurou em algum lugar de sua capacidade mental alguma resposta para aquilo, queria responder, queria dizer um “ei, cale essa maldita boca burguesa, o que você sabe sobre An? O que você sabe sobre nós dois? “ mas não encontrou nada, ficou muda. Sentiu como se fosse um controle remoto eficiente sem pilha, impotente. Queria trocar o canal para um em que ela fosse dona de seu próprio programa. No epicentro do que era ser ela, sabia que Miguel estava certo, e talvez essa fosse a causa de seu mutismo. Antônio era egoísta, mas ela sabia que ele a amava, embora nunca se pronunciasse. Enchia o copo de Ana com doses escassas de amor, e a ebriez na qual ela desejava era interrompida pela sobriedade da não-demonstração. Havia sim as vezes em que os dois compartilhavam a mesma gargalhada, alta, no sofá da casa de Ana, ou as trocas de olhares intensas, e os dois sabiam que ali, no brilho da íris, existia cuidado e um te quero sempre bem. Nestes momentos, e nas cinco horas interruptas de uma ligação telefônica, entre as confissões e as conversas sem nexo, coisas como a relação do Super Bowl e a bunda da Penélope Cruz, Ana tinha a certeza que havia amor. Ele tinha decorado a discografia de Bruce Springsteen para cantar com ela, e tudo fluía com leveza entre os dois, desde um diálogo a ausência deste, ou por exemplo, uma discussão ferrenha sobre qual filme escolher na Netflix. Queria acreditar que ao menos com ela, ele jamais seria um cretino, um babaca. Mas quão certa estava disso? Calou-se.

– Você quer sair daqui? – prosseguiu Miguel.

– Para onde?

– Eu estava pensando no jardim dos fundos, já foi até lá?

– Não, mas se for tão bonito quanto o da frente, eu aceito.

– Eu posso te certificar de uma coisa: com certeza haverá mais flores que pessoas exalando éter. E o cheiro, é agradável. Você quer beber algo?

– Vinho, seria ótimo.

Chamou o bartender, este se aproximou com uma garrafa de Viñedo Chadwick nas mãos e duas taças cristalinas. Miguel cercou-a pelos ombros e ambos seguiram até o fim do salão, cruzando uma porta de vidro trabalhado holandês. Vez ou outra dizia algo próximo ao ouvido de Ana, que concordava ou o fitava com desaprovação.

*******

Enquanto isso...

– Você não me alcança, olha só, olha o que eu consigo fazer – equilibrava-se com dificuldade sobre um único pé nos degraus superiores da escada, os braços abertos de frente para ele – vem, vem me pegar.

– Você vai acabar se machucando – apoiado no corrimão, virava a margarita entediado.

– Cala a porra da boca, você está bêbado, o que sabe? – ria de deboche, as palavras saindo atropeladas. Os fios ruivos estavam presos em um rabo de cavalo desfiado e o preto dos olhos borrados pelo suor – bêbado com bebida de menininha. Menininha – desequilibrou – opa , quase – e uma gargalhada se seguiu.

– Certo, estou um porre. Mas você está pior.

Um passo atrás do outro, Antônio subia em direção à garota de vestido azul colado, o tecido espremendo um palmo e meio abaixo da cintura, as coxas modeladas estavam expostas e brilhavam na luz amarela do cômodo. Esta se afastava rumo ao andar superior, sem olhar para onde pisava. Tropeçou.

– Se eu soubesse que precisava cair pra você vir até aqui, não tinha demorado tanto – os rostos colados e as unhas pintadas dançavam sensualmente no blazer do rapaz.

– Você é maluca – disse entre o sorriso malicioso, ameaçando beijá-la.

O ambiente foi engolido pela atmosfera sexual, e Antônio deslizava os dedos famintos nas costas cobertas pelo anil, desceu até as nádegas, apalpando-as com força. Os corpos embriagados roçavam um no outro como mãos no inverno tentando se aquecer. O toque másculo explorava cada detalhe da feminilidade tomada pelo álcool. Seios, cintura, pernas. A saia que estivera nas coxas agora se encontrava dobrada na metade da barriga e An a acariciava por cima da calcinha. As bocas se atritavam violentamente, tomadas pela libido. O gosto era de tequila, hortelã, uma mescla de laranja e nicotina, gelado. Não existia nada além do desejo carnal. Ana, Ana deve estar bem, não passava de um pensamento vago, amarrotado por outros pensamentos que envolviam nudez e respirações ofegantes. Afinal, ele não estava errado, estava? Eram amigos, ele podia transar com quem quisesse. Os lábios da garota escorregaram até o pescoço dele, a ponta da língua desenhando nos poros arrepiados. Algumas mordidas no lóbulo e um sussurro entregou toda a sacanagem que amarrava o inteligível embriagado da moça. Aliciava-o no membro, por cima da calça.

– Vamos para o quarto.

Não respondeu, e ainda a tendo em braços com as bocas unidas, entraram no primeiro presente a esquerda. A porta que estivera aberta fechou-se com um estrondo e o mundo externo as quatro paredes fora reduzido a ruídos desprezíveis.

*******

– Minha flor favorita? Lótus vermelha. Gosto da fragilidade contrastada com a existência agressiva, entende? É fácil destruí-la, mas é igualmente fácil ser destruído por ela. É isso que lótus me passa.

– Seu autorretrato? – riu.

– Não, idiota – empurrou-o com delicadeza. Estavam sentados no gramado próximo a fonte, Miguel observava o rubi fino que manchava a taça, atônito, virando-o sem pressa. Ana contemplava o céu salpicado por pontos nevados. Pareciam flocos fixos em um mural escuro. – É poesia demais para mim – jogou-se no verde, esticando os braços acima da cabeça.

– Se você não é composta por poesia, então é pelo que? Todos temos nossa poesia.

– Hummm, não sei. Acho que eu estou mais para prosa promíscua – riu – um romance sujo. Mistura de Bukowski com Nabokov, talvez. Mais puxado para Bukowski e a sua realidade avessa. Você vai querer me ler, vai molhar a calcinha, vai me amar, e por fim me odiar. E eu vou permanecer cagando para você, e para o resto.

– Boa tentativa, mas vai precisar de mais para mascarar sua sensibilidade – ofereceu a garrafa para Ana, que a tomou no gargalo. – Vai com calma, Chinaski de saia.

– Qual é, romantizar a própria vida é natural quando se tem vinte anos. Até você faz.

– Eu não tenho vinte anos faz um bom tempo – tomou dela o vidro escuro que já estava pela metade.

Ana apoiou-se no cotovelo, encarando-o com uma seriedade que Miguel desconhecia. Seu pomo-de-adão era notavelmente visível, e movimentava-se à medida que ele engolia o líquido fermentado.

– Verdade, você me pagou o drink e ao invés de saber coisas a meu respeito primeiro, eu é quem sai na frente. Quantos anos você tem?

– Como uma dama, deveria saber que essa pergunta é indelicada – sorriu perifericamente.

– Guarde essa formalidade para quem usa um vestido de dez mil reais, não para mim – cutucou-o com a ponta dos pés – vamos, fale.

– “As casas espiam os homens que correm atrás de mulheres. A tarde talvez fosse azul, não houvesse tantos desejos.” – olhou-a, ansiando por uma resposta, as contas pretas furando os botões castanhos.

– Sete faces...

– Sete anos a mais – deitou-se ao lado dela.

A conversa fora pausada instantaneamente, quando de dentro da casa surgiu um grito coletivo, porém grosso, como um coral masculino urrando “VIVA LAS CHICAS” e a seguir, palmas que pareciam infindáveis. Rafael estaria embarcando na manha seguinte para Espanha em férias de seis meses a qual ele alcunhou de “pesquisa cultural para negócios”, um pretexto aderido por aqueles que desejavam dar um tempo do tédio nacional em terras estrangeiras e tivesse poder aquisitivo para bancar isso. O ponteiro principal havia estacionado na casa das três e o dos minutos expunha pouco mais que quarenta. Era exatamente 3h48min quando Miguel inclinou-se sobre Ana. Os narizes tão próximos que a menina sentiu que podia respirar os ares os quais chegavam aos pulmões acima do seu. O indicador empurrou os fios despenteados da face e agora ele afagava os cabelos compridos. Pretos esquecidos nos castanhos. A água da fonte espirrando suas gotas nos dois, vez ou outra. “És tão linda, Ana” o silêncio entregava por si só tais palavras. Miguel pintou o sabor de seus lábios nos dela, num gesto suave, mergulhado em hálito hortalizado. Não foi um simples beijo, desses que aconteciam em festas, casas noturnas e sociais às sextas-feiras, ela sabia disso. Era doce, profundo o bastante para assustá-la e consequentemente empurrá-lo.

– Desculpe, eu não quer... – Miguel sentou-se de pernas dobradas, abraçou os joelhos com os braços.

– Acho... Acho que devemos entrar – saltou sem fita-lo – vamos.

– Você deve estar com frio – tirou o blazer, jogando nas costas da pequena figura a sua frente, que o agradeceu. Seguiram lado a lado, sem direcionarem um simples “a.” A cabeça de Ana girava e ela estava brigando consigo para se convencer de que não significou nada e ela não pensaria nisto no dia seguinte. Repetia que estava meio alterada, e de fato estava. Seu organismo não demonstrava tanta resistência a bebidas. E sobre efeito das bebidas, também não demonstrava resistência a homens charmosos inclinados a literatura. Fora um deslize, nada mais.

– Faremos assim – entrou em sua frente, parando-a – meu cotovelo escorregou e eu acidentalmente atingi sua boca. Acidentalmente. Como uma bola de basquete na vidraça de um vizinho ranzinza, pode ser? – sorriu.

– Isso, claro, acidentalmente, é o que eu ia dizer, acidentalmente – riu aliviada – não teria outro motivo senão esse: um acidente, ufa!

Pegou-a na mão e enquanto estavam discutindo sobre algo que parecia ser fertilizantes, Miguel esbarrou em um casal. A moça usava um vestido azul e seu companheiro uma camiseta de botões amarrotada, com uma das pontas para fora da calça.

– Foi mal aí c...

– ANA CLARA! FINALMENTE TE ACHEI – gritou.

– An, aí está você – sorriu desconcertada, voltando-se para Miguel – este é meu acompanhante de quem eu te falei – suspirou.

– Quem é esse idiota, Nana?

Notas finais
Até o próximo ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.