Notas iniciais
Olá de novo! Espero que gostem do capítulo.

Ás 21hs00 em ponto Spock já se encontrava no estranho local escolhido pelo capitão Pike, ficava fora dos limites do campus, Spock se perguntou como os alunos preferiram sair do campus onde haviam vários locais adequados para uma confraternização para se aglomerarem em um local mais distantes de seus alojamentos, desconhecido e desprotegido das regras da academia, mas se tratando de humanos logo conseguiu responder a este dilema.

Entrou no chamado bar, o lugar lhe deu uma sensação lúdica, o chão era forrado com piso preto e branco, muitas mesas encontravam-se espalhadas, tocava uma música de fundo com um ritmo estranho aos seus ouvidos, era uma mistura de instrumentos como bateria e algum instrumento de cordas com alguma coisa computadorizada, havia um considerável espaço circular um nível acima do chão e em frente um palco com ribaltas e enormes caixas que percebeu possivelmente ser de som, havia também umas mesas altas que nunca havia visto, mas pensou que poderiam servir de regulagens para o som.

Do outro lado mais ao fundo, havia um extenso balcão com vários bancos e garrafas de vidro a mostra sob prateleiras, dentro deste balcão havia quatro homens, todos vestidos com uniformes sociais branco e preto com gravatas borboletas e Spock perguntou a sí mesmo se havia cometido um erro no momento em que optou pelas suas vestes vulcanas.

O capitão Pike ainda não havia chegado ao bar, na verdade não via ninguém a não ser os quatro rapazes que se encontravam atrás do balcão e algumas pessoas em cima do palco colocando o restante dos equipamentos que faltavam. Spock se dirigiu ao balcão e se sentou, um dos rapazes veio atende-lo “boa noite amigo, está sozinho? Porque não bebe algo para começar a esquentar a noite?” o rapaz era bem vivaz em seu modo de falar.

Spock ficou meio indignado com as perguntas do rapaz, não era óbvio que se encontrava sozinho? E o motivo de ter se sentado no balcão se deu porque era o lugar mais próximo da porta de entrada, local estratégico para a sua fácil localização aos olhos do capitão Pike. E qual motivo levaria um vulcano a tomar bebida alcóolica? Mesmo com todas as evidencias óbvias, Spock responde com gentiliza.

“No momento me encontro sozinho, mas estou à espera de uma pessoa” Spock complementa enquanto observa por alguns momentos o rapaz uniformizado olhando para ele, como quem espera outra resposta. “Quanto a bebida, devo me recusar, obrigado”

“Você não me parece bem para não aceitar um bom drink amigo, por mais ‘não álcool’ que você parece ser, sem ofensas é claro. Vou lhe preparar um drink bem tranquilo para você, não saia dai” responde o barman com grande sorriso no rosto.

Spock de forma alguma iria tomar álcool, mas sabia que seria falta de educação de sua parte recusar e como estava na Terra não queria passar a imagem de um ‘estrangeiro’ grosso, ainda pelo fato de recentemente a Terra aceitar a permanência de seres de outros planetas estabelecidos em locais públicos. Neste momento, quando olha para a porta avista o capitão Pike vindo em sua direção, o capitão vestia uma calça de tecido jeans, uma camiseta justa preta e uma jaqueta de couro ilegítimo, Spock teve uma sensação estranha em vê-lo nessas roupagens, mas não poderia negar que lhe caiu muito bem.

“Boa noite capitão é uma honra encontra-lo” Spock se levanta para prestar continência, quando Pike o impede puxando para um aperto de mão e um tapinha nas costas “Como vai Spock?” e com um tom de voz mais baixo diz em seu ouvido enquanto ainda apertava sua mão “Me chame apenas de Christopher aqui, está bem? Não quero assustar os alunos novos com minha presença” Pike da uma olhada nos trajes vulcanos de Spock e diz entre risos divertidos.

“Por um momento pensei que você fosse vir com o uniforme da Frota, mas fico feliz que tenha ouvido meu conselho”

“Seus conselhos não são descartados, senhor”

“Estava planejando vir mais tarde, mas como me lembrei de sua natureza vulcana, não quis deixa-lo por horas a minha espera” comenta com um pequeno riso no final.

Spock apenas continua olhando para Pike.

Neste momento o barman entrega uma bloody mary a Spock “Aqui está, não se preocupe, fiz questão de fazer esta mais fraca, boa degustação, amigo” após entrega-la a Spock o rapaz pergunta o que Pike iria querer “Eu vou querer um Manhattan, por favor”

“Ora Spock, pensei que seria um sacrifício me esperar aqui, mas vejo que até simpatizou com o lugar e pediu um drink, este tão vermelho que lembra Vulcano, não? Eu sei bem o que é ter saudade” Pike fala com uma forte entonação de divertimento e ironia, sabia que Spock jamais bebia e que provavelmente se viu obrigado a aceitar por ser uma das pessoas mais educadas que já conheceu.

“Posso lhe garantir que tudo isso não passa de um engano e saudade é um sentimento humano alheio a mim, Christopher” Chamar o capitão pelo primeiro lhe soava estranho.

“Mas é claro, Spock” diz Pike ainda sorrindo “Bem, o chamei aqui, pois tenho um assunto importante para tratar. Como você sabe o comandante Johnson não anda bem de saúde ultimamente e recentemente ele teve uma parada cardíaca e se encontra hospitalizado.” Pike fala com uma leve tristeza na voz, porém Spock não percebeu esse detalhe, apenas sabia que ele e o comandante Johnson eram próximos.

“Sinto muito, Christopher. Estimo suas melhoras”

Pike da um aceno de cabeça e continua “Bom, devido a isso estamos sem professor para as aulas de xenolinguística em vulcano fundamental e introdução a cultura vulcana por tempo indeterminado ”Faz uma pausa e olha para Spock enquanto da um gole em seu drink recém chegado.

“Perdão Christopher, mas ainda não consigo entender onde me enquadro nesta situação”

“Pois bem, eu andei analisando as fichas de meus melhores oficiais e não encontrei ninguém que fosse capacitado para substituir o comandante Johnson do que você, Spock”

“Eu fico muito honrado com sua conclusão, mas receio não poder aceitar”

“Já imaginava que esta seria sua resposta e até posso imaginar o porque. Não se preocupe com seu cargo, já possuo pelo menos cinco candidatos à substituição, dos quais se desejar posso mandar os devidos currículos para sua avaliação, mas posso garantir que todos são competentes. E quanto a você considerar não ser competente para lesionar creio que se sairá muito bem, afinal, quem melhor para ensinar a língua vulcana e sua cultura do que um vulcano nativo?” Spock permanece por uns momentos em silêncio, Pike sabe que ele e sua mente vulcana estão tentando encontrar a solução mais lógica para esta questão.

“O senhor levantou as principais questões e encontrou soluções lógicas para elas... Gostaria de saber quando se iniciarão as aulas” Spock ainda continua concentrado pensando em uma solução.

“As aulas começaram a exatamente uma semana e um dia, você trabalhará apenas com os novos alunos que chegaram. É claro que deixarei você pensar em minha proposta, não quero obriga-lo a fazer nada contra sua vontade, porém devo dizer que sua aceitação me deixaria muito contente, Spock” Spock percebeu que o capitão o olhava com sinceridade.

“Você tem três dias para pensar, creio que seja o suficiente” Pike olha para o bar e percebe que muitos dos alunos já haviam chegado depois olhava em seu relógio que marca 22hs30. “Agora se me der licença irei cumprimentar alguns dos alunos que chegaram e Spock, não vá embora agora, fiquei beba seu drink e aproveite um pouco da comemoração, converse com alguns dos veteranos, pode considerar isso como uma ordem” Pike dá sua costumeira piscada de olho e se afasta do balcão, deixando Spock um pouco confuso sobre a ser mesmo uma ordem ou se não passava apenas do ‘bom humor’ humano.

Neste instante vê uma moça com um vestido lilás tropeçando em alguma coisa e estava justamente caindo em sua direção, porém ele a segura pelos ombros para evitar a colisão.

“Oh perdão! Me desculpe, está escuro e sem querer tropecei no pé de alguém e acabei caindo em você, sinto muito por isso”

Notas finais
Caso queiram deixar algum comentário, eu não me importo tá? huahua