Você Sempre Esteve Em Mim (parte 2)

93 Capítulo 93 - Controle sobre tudo...


Notas iniciais
Música do Capítulo: Charlie Puth - Marvin Gaye (Feat. Meghan Trainor)

Rachel deslizava os dedos suavemente pela maciez da pele arrepiada de Quinn. Sentia a leve umidade do suor da loira aquecer seu corpo novamente... Ouvia o ronronar rouco da namorada que mantinha os olhos fechados, apenas sentindo aquele carinho cheio de amor...

Sem saber o que fazer quando Quinn ficou com raiva pela interferência dos Fabray em sua vida com Rachel, a morena deduziu que só havia uma forma de acalmar a namorada: fazendo amor. E elas fizeram! Foi quente e doce ao mesmo tempo. Quando Quinn começou a se irritar com mais intensidade, Rachel a puxou para o quarto, ouvindo a loira xingar a família inteira, calando-se apenas ao sentir as mãos da morena segurarem seu rosto, fazendo-a encarar os olhos castanhos... Em segundos, Quinn já não tinha a menor vontade de falar sobre mais nada, pois Rachel a beijou como há muito tempo não havia beijado. A urgência com que precisava acalmá-la levou-as à cama. E logo a nudez da morena serviu de calmante natural para a loira...

Agora Quinn sentia o carinho de Rachel após o orgasmo que lhe foi proporcionado. Curiosamente, ela havia se deixado dominar pela morena, e não brigou pela dominância como sempre fazia. E Rachel foi perfeita! Em cada beijo, em cada toque, em cada tudo...

Sentiu os lábios carnudos beijando seu pescoço, deslizando ainda excitados até sua orelha:

R: Você me deixa louca, meu amor...

Rachel foi surpreendida com o impulso do corpo de Quinn que a jogou de costas na cama, colocando-se sobre ela. A loira tomou sua boca num beijo voraz. A morena se deixou beijar naquela pressa repentina, que logo deu lugar à calma de antes. Quinn passou a beijá-la devagar, até o beijo ficar quase em câmera lenta...

Quinn as moveu um pouco, até que ficassem de lado na cama e de frente uma para a outra... Afundou o rosto no pescoço da morena, puxando-a para colar mais a seu corpo, entrelaçando suas pernas...

Rachel voltou a fazer carinho como antes, deslizando os dedos pelo braço da loira que lhe envolvia a cintura...

R: Nada no mundo se compara à perfeição de ficar assim com você... [disse carinhosa] Amo fazer amor e depois ficar assim, sentindo você respirar em mim. Sentindo seu coração bater para mim... Sentindo seu cheiro invadindo o meu...

Quinn a apertou um pouco mais, como se fosse uma resposta ao que tinha acabado de ouvir...

R: Amo sentir seu gosto em minha língua... O gosto do seu suor, do seu gozo... Amo gozar em sua boca... [sentiu Quinn se arrepiar] Amo seus dedos tentando me atravessar, e meus dedos mergulhando em você... Amo tudo o que somos... Amo sentir que você pertence a mim... Amo pertencer a você... Então... Por favor, não tenta ser a heroína de novo! [disse com a voz embargada] Não tenta ter controle sobre tudo!

Quinn se moveu ao ouvir a voz de Rachel mudar. Percebeu que havia medo nos olhos castanhos.

Q: Não me peça nada que eu não possa atender. [pediu]

R: Quinn...

Q: Eu não posso! [interromper] Eu não posso simplesmente dizer a você que não farei nada para te proteger.

Rachel se sentou bruscamente, levando as mãos aos cabelos.

R: Você não ouviu nada do que eu falei?

Q: Claro que ouvi!

R: Então você entende o quanto eu preciso de você? O quanto eu preciso de você comigo? [perguntava agoniada]

Q: Rachel! [sentou-se também] Eu não posso deixar que o lado ruim da minha família se aproxime de você de novo! Eu não posso deixar que nada envolvendo o Russel passe a envolver você!

A morena fechou os olhos agoniada:

R: Pare com isso! Pare!

Q: Hey!

Quinn a puxou para o colo:

Q: Olha pra mim!

R: Pra quê? [irritou-se] Pra você continuar com essa teimosia de achar que tem que me proteger? [disse brava] Como você acha que eu me senti ao ver a sua agonia? Isso me fez voltar aos dias que antecederam os tiros que você levou. E isso me apavora, Quinn! Eu não quero passar por nada daquilo de novo!

Q: E é isso que eu quero evitar!

R: Eu não sei mais do que a sua família é capaz. Eu não quero que você tente ir tomar satisfações com seu avô ou com quem quer que seja. Você não é imortal! Eu não sei mais do que ter medo. Então eu tenho medo de tudo! [choramingou] Eu preciso de você comigo...

A loira a abraçou. Rachel sentiu uma força estranha lhe dominar. Não era o calor da pele de Quinn. Não era sua nudez se misturando à dela. Era um frio na espinha que lhe cortava a alma novamente, como já tinha lhe cortado um dia... Soltou-se devagar do abraço e olhou firme nos olhos verdes. A loira nada disse, apenas esperando ouvir o que a morena tinha para lhe falar:

R: Eu não estou com uma boa sensação, Quinn! Por favor, vamos apenas seguir em frente! Por favor!

A voz da morena estava trêmula e o calor que seu corpo emanava antes se fez ausente. Quinn sentiu as pontas dos dedos de Rachel esfriarem. Aproximou o rosto ainda mais do da namorada e a beijou suavemente:

Q: Não se preocupe!

Não era a resposta que Rachel esperava... O medo ainda se fazia presente...

Doutor Adam examinava os reflexos de Quinn. Ao seu lado estava a Dra. Hannigan, oftalmologista chamada por ele:

A: Seus reflexos estão normais, Quinn... Faremos uma ressonância e veremos como você está. Dra. Hannigan fará a devida análise de sua visão e chegaremos a uma conclusão, ok?!

Q: Ok!

Rachel segurava a mão da loira com força. Quinn sabia como a namorada ficava tensa em momentos como aquele. Ela mesma não suportava a ideia de preocupar a morena ainda mais...

A: Você percebeu alguma coisa diferente nela, Rachel?

R: Diferente como?

A: Alguma dificuldade estranha em enxergar as coisas. Em responder a estímulos. Desequilíbrio. Surdez. Dores de cabeça. Frases sem nexo. Tremores. Olhar perdido. Respiração irregular. Sono inquieto. Andar estranho. Fala arrastada. Algo assim?

Rachel o olhou assustada. Era uma grande lista de coisas que ela não sabia se tinha prestado atenção:

R: Não... [olhou confusa para Quinn] Eu não percebi nada disso... Eu acho que não...

A loira assentiu tranquila para ela, como se dissesse que não estava escondendo nada dela...

A: Ótimo! [sorriu aproximando-se da porta e acenando para alguém]

Quando Rachel viu quem entrava, seu sangue parecia ferver:

A: Dra. Sarah levará você para fazer a ressonância e...

Q: Eu prefiro que o senhor faça! [disse séria]

Sarah desviou o olhar, sem saber como agir diante daquela recusa. Rachel respirou aliviada quando viu Quinn tomar aquela decisão sem que ela precisasse fazer alguma coisa. Dr. Adam a olhou confuso, desviando para a Dra. Sarah, estranhando o comportamento da paciente:

A: Algum problema com a Dra. Sarah?

Q: Não... Só prefiro que o senhor faça!

A: Mas eu tenho que ver alguns pacientes pós-cirúrgicos agora, Quinn... Eu só poderei te acompanhar daqui a uma hora...

Q: Não tem problema! Eu espero!

Ele continuou desconfiado, mas não quis insistir em perguntar mais nada:

A: OK... Volto em uma hora. Enquanto isso, a Dra. Hannigan examinará você.

A Dra. Indicou seu consultório para que Quinn se dirigisse. Ela seria atendida em alguns minutos e caminhava acompanhada de Rachel, sem soltar as mãos. Sentiu uma mão segurar em seu braço, surpreendendo-se ao ver que era Sarah:

S: Algum problema comigo, Quinn?

Rachel a olhou incrédula. Depois de todas as vezes em que se encontraram e discutiram, não era possível que aquela mulher abordasse Quinn diante dela como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Q: Eu só quero evitar uma situação desagradável...

S: Eu sou profissional!

Rachel bufou e Quinn sentiu que ela ia explodir, mas a conteve:

Q: Você me deixa desconfortável. Prefiro evitar me sentir assim novamente...

O desapontamento no semblante da médica foi visível, mas Quinn não sentiu remorso. Ela ainda se lembrava do dia em que Sarah deu em cima dela de forma direta, criticando Rachel e achando que tinha o direito de falar daquela forma...

S: Ok... Entendi... [virou-se e saiu]

Rachel esperou uns cinco segundos antes de falar:

R: Eu queria quebrar a mão dela por tocar em você...

Um sorriso suave brotou nos lábios de Quinn, que se moveu apenas o suficiente para deixar um beijo nos cabelos da namorada:

Q: Você precisa ser menos violenta... [voltaram a caminhar]

R: Você fez isso por mim?

Q: Fiz por nós...

R: Mas você sempre a defendeu. Sempre disse que era coisa da minha cabeça. E...

A morena estancou no meio do corredor:

R: Aconteceu alguma coisa que eu não sei?

Q: Hã?

R: Quinn... [olhou-a desconfiada]

Q: Você tinha razão... Ela está interessada em mim e me disse isso...

R: ELA O QUÊ?!

Q: Calma, Rach... Fala baixo! Isso é um hospital!

R: Eu vou arrancar a cabeça daquela vagabunda!

Quinn a segurou. Se não a segurasse, não sabia do que a morena era capaz:

Q: Pare!

R: Por que você não me disse isso antes? [esquivou-se irritada] Por que você me escondeu isso?

Q: Eu não queria deixar você assim!

R: Eu quero saber cada palavra do que ela disse. Eu quero saber o que você disse. Eu quero saber tudo!

Q: Não importa!

R: Não importa? [ergueu a voz]

Q: Conversaremos em casa...

R: Eu quero conversar agora!

Q: Em casa!

Os exames de Quinn não indicaram nada de errado, apenas uma miopia a ser corrigida com óculos. Dr. Adam entregou a ela alguns materiais simples para exercitar a mão e diminuir as dores que ainda sentia nos dedos recuperados.

Rachel entrou em casa aliviada, mas ainda irritada com a informação de que Sarah havia dado em cima de Quinn e a loira havia escondido essa informação dela:

R: Tantas vezes eu te pedi para nunca me esconder nada! Tantas vezes! Mas você continua escondendo.

Q: Não exagera, Rachel! Ela só disse que estava interessada em mim. Pronto!

R: Só isso? Eu duvido muito!

Em casa, Rachel se sentia à vontade para explodir sem precisar se controlar.

R: Eu não acredito que ela disse que está interessada em você como quem diz bom dia! É óbvio que ela disse na intenção de conseguir alguma coisa. E eu quero saber o que foi. Eu quero saber cada detalhe desse momento mágico que vocês compartilharam!

Q: Hey! Não vire o jogo. Eu não dei qualquer motivo para ela achar que deveria me dar essa informação. Ela simplesmente disse. Ponto final!

R: Ponto final uma ova! Uma ova! [gritou] Aquela puta dá em cima de você e eu fico sabendo agora, depois de sei lá quanto tempo! Não é ponto final porra nenhuma!

Q: Foi no dia em que quebrei os dedos. Pronto! Satisfeita?

R: O que você disse a ela?

Q: Nada! Eu não disse nada.

R: Nada? [surpreendeu-se] Não pensou em dizer a ela para respeitar seu relacionamento? Não lembrou a ela que eu existo? Você gostou do que ouviu? [cruzou os braços]

Q: Você faz eu me arrepender de ter te contado...

R: Sério?

Q: Sério! [disse irritada] Eu não fiz nada de errado. Nada! E você acaba transformando em erro meu.

R: Você me escondeu isso! Você me escondeu! Como eu devo me comportar? Devo agradecer a você? Parabenizar? Você é essa caixinha de surpresa que me assusta! Fica guardando as coisas sem me contar. Deixando milhares de coisas passarem por sua cabeça. Eu nunca sei o que esperar. Por mais que eu te conheça eu tenho medo de imaginar o que você está pensando em fazer para resolver as coisas e os segredos que você esconde de mim.

Quinn a olhou surpresa:

Q: Eu não acredito no que acabei de ouvir.

R: Essa não foi a primeira coisa que você me escondeu. Tantos segredos e silêncios me fazem pensar que eu não tenho condições de controlar você.

Q: Você não tem que me controlar. Eu não sou um objeto ou um bicho de estimação. [esbravejou] Eu tenho vontade própria e posso tomar minhas próprias decisões. Eu não quis te dizer que ela deu em cima de mim porque não achei que sairia nada de bom disso. E essa conversa maluca que estamos tendo é a prova disso! Eu decidi não contar antes e me arrependi de contar agora! [gritou]

Rachel a olhou calada. Quinn havia explodido também. Mas não era esse o problema. Não era só o tom de voz elevado, mas as palavras...

R: Talvez eu tenha usado a palavra errada. Talvez controle não seja o que eu quis dizer. Mas a sua aversão a isso me causa curiosidade. Desde quando você quer ser tão independente de mim?

Q: Sobre o que realmente estamos discutindo? [manteve-se irritada]

R: Eu não sei mais... [respirou cansada] Não sei mais...

Rachel caminhou até o quarto, deixando Quinn sozinha na sala, mas a loira a seguiu:

Q: Não terminamos de conversar.

R: Não estamos conversando. Estamos gritando e eu não quero isso.

Q: Você pode gritar comigo, mas se eu grito de volta você não aceita.

R: Não é isso...

Q: O que é então?

R: Esquece... Eu vou tomar banho... [disse triste]

Q: Não! [segurou-a pelos ombros] Você quis conversar, agora vamos conversar!

R: Pare! [soltou-se] Eu não quero mais! Acabou o assunto! Você não queria falar e eu te forcei, mas você falou de um jeito que eu não gostei. Eu não quero mais falar agora.

Q: Eu não estou entendendo... Você grita, eu grito... Me parece bem equilibrado...

R: Não importa...

Rachel entrou no banheiro sem esperar que Quinn falasse alguma coisa. Parecia uma discussão por um motivo bobo, mas não era a primeira vez que Quinn escondia algo da morena e aquilo a deixava completamente insegura. Principalmente naquele momento em que ela não tinha convicção de que Quinn ficaria quieta diante dos problemas envolvendo os Fabray. Ela conhecia o corpo da namorada por completo. Sabia cada pedacinho de cor. Ela conhecia o sorriso, o cheiro, os olhares, os toques... Mas a cabeça dela continuava sendo o maior mistério de todos para ela. E cada vez que Quinn não era clara, cada vez que ela parecia esconder alguma coisa, Rachel se sentia um pouco sozinha...

Quando a morena saiu do banheiro, a loira estava sentada na cama, esperando por ela. Já não havia a irritação de antes. Ambas estavam calmas. Os minutos que as separaram foram o suficiente para acalmar os ânimos:

Q: Eu te amo... Eu não pretendia gritar com você. Eu não... Me desculpe! Eu devia ter te contado antes...

Rachel se aproximou dela e se sentou ao lado, ainda enrolada na toalha:

R: Quando você me esconde alguma coisa eu te sinto distante... E quando eu te sinto distante eu me sinto vazia... [dizia sincera] Eu sou explosiva, eu grito, eu xingo. Quando eu faço isso, não é nenhuma novidade. Porque eu sou descontrolada. Rachel Berry é espalhafatosa. Mas quando você grita... Quando Quinn Fabray grita, tem alguma coisa errada. Quando a minha Quinn grita comigo, o mundo todo me parece errado... [disse triste] Quando você grita eu sinto que você está perdendo o controle que você faz tanto esforço pra manter. É como se você tivesse chegado no limite. E nesse momento eu tenho medo de qual limite seja esse...

Quinn não soube o que dizer. Rachel estava triste. Ela a fez ficar triste e não sabia como consertar... Ela a abraçou...

Q: Eu te amo... E eu nunca estarei distante de você...

Elas não falaram mais sobre isso. No dia seguinte, Quinn convenceu Rachel a deixá-la dirigir e deixou a morena na casa dos pais, pois ela passaria o dia com Shelby discutindo sobre sua inscrição em Juilliard e se preparando... A loira ficou alguns minutos com Beth antes de sair em direção à Columbia. Mas ela não chegaria lá. Não pelo caminho que estava indo... Ela parou o carro próximo ao imponente prédio que avistava. Atravessou a rua e entrou. Dirigiu-se à recepção:

Q: Por favor, eu gostaria de falar com o Agente Andrew Cooper. Diga a ele que Quinn Fabray o procura.

Não demorou para que a loira fosse guiada gentilmente ao andar em que se encontrava a sala do agente do FBI. Ele a esperava expectante:

A: Que prazer revê-la, senhorita Fabray! [cumprimentou-a]

Q: Me chame de Quinn...

A: Por favor, sente-se!

A loira sentou diante dele, com a bolsa no colo:

A: Lembro-me de ter ouvido você dizer que não queria nada com o FBI. Então o que a traz aqui?

Q: Eu sei o que eu disse. Mas eu vim aqui fazer um acordo.

A: Sou todo ouvidos...

Q: Eu ajudo a descobrir tudo o que vocês precisam sobre o Russel, sem que ele precise falar mais nada, mas eu quero que deem um jeito para que as contas da minha mãe e irmã, além da minha, claro, sejam desbloqueadas. Quero proteção 24 horas para a minha namorada, sem que ela perceba.

A: Considere aceito!

Q: Tem mais uma coisa...

A loira abriu a bolsa e dela retirou a pistola que guardava em casa:

Q: Eu quero o porte dessa arma.

A: Você quer...

Q: Isso! [interrompeu] Eu comprei essa arma na clandestinidade e quero regularizá-la. Caso não queira, eu quero uma arma regular.

A: Nós podemos te proteger. Você não precisa andar armada.

Q: É uma condição e eu não vou negociá-la.

A: Ok... Mas eu preciso saber onde você comprou.

Q: Isso não será feito.

A: Você precisa aprender a manuseá-la em segurança.

Q: Eu sei atirar. E se eu for usá-la, tenha certeza de que não será em segurança mesmo...

O policial a olhou atento. Sabia que diante dele estava uma jovem muito especial...

A: Acordo feito! [estendeu a mão para ela]

Q: Feito! [apertou firme]

A: Quando começamos a ter as informações das quais precisamos?

Q: Quando você cumprir sua parte do acordo...

A loira se levantou segura e pôs a arma de volta na bolsa.

Q: Me avise quando tudo estiver cumprido...

Quinn saiu dali com a mesma impetuosidade com a qual entrou. Se ela tinha a chance de não ser uma Fabray como seu pai e avós, ela faria de tudo para garantir isso.

E de uma coisa ela tinha certeza: Rachel não precisava ter controle sobre tudo. Mas ela sim...

[CONTINUA...]

Notas finais
Espero que gostem! ;-) Comentem! Beijos!