Você Sempre Esteve Em Mim (parte 2)

48 Capítulo 48 - Uma nova visão sobre a cegueira...


Notas iniciais
Música do Capítulo: The Fray - Heaven Forbid

A nova primeira vez em que Quinn acordou em casa foi estranha. Não enxergar a luz do dia era estranho demais! Ela sentia o cheiro do quarto, o cheiro de Rachel, o calor da morena sobre seu corpo... Era tudo igual, mas completamente diferente. Seu organismo continuava o mesmo e a despertava na mesma hora de sempre, quando ela se levantava para preparar o café para a morena. Sabia que, pelo menos por enquanto, não poderia ser assim... Não demorou muito para que Rachel despertasse também e percebesse que ela já estava acordada:


R: Bom dia, amor... [murmurou rouca]

Q: Bom dia...

R: Acordou faz tempo? [ergueu a cabeça, como de costume, e se deparou com Quinn olhando para o teto, ainda que não enxergasse nada]

Q: Há um tempinho...

R: Está sentindo alguma coisa? Alguma dor? Algum incômodo?

Q: Não... Está tudo bem!


Rachel, finalmente, moveu-se por completo, esticando-se para beijar os lábios da namorada, deixando uma mordidinha travessa no lábio inferior...


R: Agora sim um bom dia de verdade... [sorriu suavemente]

Q: Agora sim... [concordou sorrindo também]

R: Esperei todos esses dias por esse momento...

Q: Tenha certeza, meu amor... Eu esperava também...


Quinn estranhou o silêncio que se instalou e era terrível não poder olhar para Rachel e saber o que estava acontecendo...


Q: Rach?


A morena a olhava de modo intenso, admirando a tranquilidade aparente da loira...


R: Eu estou um pouco assustada ainda... [confessou]

Q: Com o quê exatamente? [perguntou calma]

R: Com tudo! Foi tudo muito difícil e pesado... O medo de te perder... [suspirou agoniada] Eu estou tão aliviada por te ter de volta, mas ao mesmo tempo estou assustada com essa nova realidade que teremos que enfrentar. Eu não quero fingir que tudo está normal quando eu sei que você está sendo maravilhosa para não me deixar ainda mais preocupada. Mas eu estou... Estou preocupada com sua falta de visão. Preocupada que você se machuque e das coisas que você não poderá ver... Eu não quero que você se deprima e sei que não posso reclamar se você se deprimir porque só você sabe o quanto isso é difícil...


Quando a voz da morena começou a falhar, Quinn se levantou devagar e permaneceu sentada, forçando Rachel a se sentar também:


Q: Meu amor... Nós vamos voltar ao hospital hoje. O Dr. vai conversar sobre tudo o que nos aflige, não é?! [Rachel concordou com ela] Eu estou calma porque não quero te preocupar mais. Isso é verdade. Mas também porque eu levei três tiros e sobrevivi. Estou falando, estou andando, estou com todos os outros sentidos funcionando. Eu levei um tiro na cabeça e quando passo a mão no curativo e vejo o quanto ele é pequeno, só posso agradecer por ter caído nas mãos de médicos competentes que não precisaram usar métodos mais invasivos para me operar. [falava com calma] Depois de cerca de um mês do que houve, eu estou aqui, com você. Não estou mais em coma, nem numa cadeira de rodas novamente, nem com dificuldade de andar ou falar. Você tem noção da quantidade de sequelas que eu poderia ter sofrido? Que eu poderia ter morrido?

R: Eu sei... [choramingou]

Q: Me dê suas mãos... [pediu docemente]


Rachel pôs as mãos sobre as dela. Quinn as levou aos lábios e beijou as duas carinhosamente:


Q: Como Santana disse... Só me falta a “porra da visão”!

R: Ela disse isso? [perguntou surpresa]

Q: Disse... [sorriu delicadamente] E ela tem razão. Só me falta isso. Meus olhos estão perfeitos, todos os nervos óticos, minha retina, tudo! O que está acontecendo é que meu cérebro não está se comunicando com eles. Isso não quer dizer que será para sempre, já que não sabemos o que está causando isso. Mas vamos descobrir. Vamos saber se precisarei passar por outra cirurgia ou esperar. Mas enquanto não sabemos a resposta exata, eu terei que me adaptar a essa situação e eu não quero ser absorvida por essa escuridão que vejo. Encararei meus dias como se fossem noites, até que eu possa ver o sol novamente...


Rachel avançou sobre ela, sentando sobre suas pernas. Quinn sorriu... Estavam de volta à posição que tanto adoravam. A morena a abraçou forte, como talvez nunca tivesse abraçado!


R: Você é a pessoa mais forte que eu já vi na vida! E eu te amo tanto que nem sei dizer...

Q: Eu te amo mais...

R: Não!

Q: Sim!

R: Não!

Q: Sim e ponto final! [sorriu, beijando-lhe o pescoço cheiroso]

R: Ok... Vou deixar você ficar com a última palavra dessa vez, mas só porque estou entorpecida por sua presença...


A intenção de Rachel não era ser provocante, mas ela foi, fazendo o coração de Quinn disparar...


R: Estamos excitadas? [brincou ao sentir as batidas fortes da namorada sobre seu peito]

Q: Posso não enxergar agora, mas sinto suas coxas em minhas mãos... [deslizava delicadamente] Então a resposta sempre será sim! [sorriu]


Rachel a beijou nos lábios novamente, sem avançar muito, mas deixando claro o amor que sentia.


R: Vou preparar nosso café da manhã, ok?!

Q: Ok...


Antes que a morena se levantasse, Quinn a segurou um pouco mais. Ergueu a mão direita com cuidado até tocar o rosto de Rachel. Os olhos claros estavam abertos e a morena achou incrível como nada neles indicava a ausência de visão. Então a loira deslizou seus dedos delicadamente pelo rosto moreno, desenhando um sorriso singelo em seus lábios...


Q: Nada me faz mais falta do que ver você! Mas eu tenho cada pedacinho seu impresso na minha mente. Eu posso descrever cada centímetro do seu corpo perfeito e cada parte linda do seu rosto... Mesmo que meu cérebro e meus olhos continuem sem se comunicar, eu ainda verei você...


Rachel estremeceu. As palavras ditas tinham seu peso, mas a voz de Quinn dava um toque mais do que especial. Era seu som preferido e estava repleto da mais perfeita sinceridade, de amor... A morena não soube o que dizer... Quinn estava sendo forte. Mais forte do que deveria! Tudo por ela... Por elas... Então a beijou. Com devoção, com paixão, com extremo amor!


Estavam sentadas em frente ao médico, logo após ele ter examinado Quinn. Judy, Leroy e Shelby também estavam presentes.


Dr. Adam: Quinn, estamos muito felizes com sua recuperação! Fisicamente, pode-se dizer que você está perfeita. Daqui a pouco seu ombro já não incomodará.

R: E a visão, doutor?


Rachel parecia a mais ansiosa. E talvez fosse...


Q: Calma, Rach... Ele vai falar... [disse tranquila]

Dr. Adam: Entendo sua ansiedade, senhorita Berry! [sorriu compreensivo] Bom... Como já conversamos com Quinn, quando ainda estava internada, há um problema de processamento das informações visuais acontecendo aqui. [explicava calmo] Depois de todos os exames e de consultar outros especialistas, posso dizer que as chances de Quinn voltar a enxergar são grandes!


Foi impossível manter silêncio naquele momento! Ninguém, além da própria Quinn, conseguiu se conter ao vibrar. A loira manteve-se calma...


Dr. Adam: Mas peço calma a todos! [advertiu] O cérebro é uma incógnita. Então não podemos calcular com precisão quando isso poderá acontecer. Percebemos que a recuperação do cérebro de Quinn quem ditará a velocidade disso. Por mais que vejamos uma recuperação total satisfatória, imaginem que o cérebro dela, na área atingida, ainda está cicatrizando, meio confuso... [tentava simplificar a explicação] Em casos semelhantes, a visão voltou em flashes, depois sumiu por um tempo, depois voltou definitivamente. Cada caso é um caso.

Q: O que eu posso fazer durante essa recuperação que possa ajudar, doutor?

Dr. Adam: Infelizmente, Quinn, você só deverá esperar. E, claro, adaptar-se a essa nova realidade que esperamos que seja bem breve.

R: Então ela voltará a enxergar? [perguntou ainda mais ansiosa]

Dr. Adam: Tudo indica que sim!

J: Oh meu Deus! [exclamou emocionada, enquanto Shelby a abraçava]

Q: Que tipo de adaptação o senhor se refere? Só me acostumar com a escuridão ou alguns artifícios?

Dr. Adam: Artifícios... Bengala, óculos de sol. Óculos de sol são fundamentais, Quinn. Você precisa proteger seus olhos mais do que nunca agora, já que não consegue sentir a claridade que os atinge. Vocês podem adaptar a casa onde vivem.

R: Moramos em um apartamento.

Dr. Adam: Ok. Então podem adaptar o apartamento, colocando obstáculos próximos às janelas, para que você não corra nenhum risco, Quinn. Vocês podem usar papéis de parede especiais ou adesivos especiais em alto relevo que diferenciem os ambientes do apartamento para que você possa se situar. Eu darei o cartão de uma loja especializada nisso e vocês poderão ver o que mais se adequa ao ambiente em que vivem.

Q: E as dores de cabeça?

Dr. Adam: Com os medicamentos que lhe receitei elas diminuirão até irem embora de vez...

R: Então ela não precisará passar por outra cirurgia para voltar a enxergar?

Dr. Adam: Por enquanto, não vemos necessidade de nenhuma cirurgia. Precisamos de paciência... Quinn! [chamou sua atenção] Sua família me informou que você adora ler e eu sei que você tem um QI elevadíssimo! [falou sorrindo]

Q: É verdade... [sorriu corada]

Dr. Adams: Então eu sugiro que você aprenda braile. Sei que não terá qualquer dificuldade, já que você é um gênio. Será útil pra você nesse período de espera.

Q: Eu posso fazer isso... [sorriu segura]


O médico percebeu que ela mantinha o olhar sobre sua mesa. Sabia que ela queria evitar direcionar seus olhos para o lugar errado.


Dr. Adam: Quinn! [chamou sua atenção de novo, percebendo que a loira se segurava para não erguer mais a cabeça] Quinn! Você pode direcionar seus olhos para onde vem o som. Não tenha vergonha de errar o alvo. [dizia atencioso] Você tem uma sensibilidade admirável. E sorte, talvez... É perceptível que você consegue “enxergar” através dos sons. Então não mantenha a cabeça baixa. Mantenha erguida.


Todos olhavam para a loira, esperando alguma palavra, alguma reação...


Q: Fale de novo... [pediu]

Dr. Adam: Olhe para mim, Quinn. Estou bem aqui!


Enquanto o médico falava, ela erguia a cabeça e logo o encarava, mesmo sem saber.


Dr. Adam: Muito bem, Quinn Fabray! [sorriu satisfeito] Estamos no caminho certo!


Enquanto estavam na loja indicada pelo Dr. Adam, Quinn sentou-se um pouco, enquanto Rachel, Shelby e Judy escolhiam as coisas mais úteis e mais bonitas. Mesmo que Quinn não pudesse ver a beleza, elas podiam... Leroy fazia companhia à loira, observando a interação das outras três...


Q: É muita responsabilidade para ela, não acha? [disse de repente]

L: Não acho... [discordou calmo]

Q: Ela não tem que fazer isso...

L: Sim! Ela tem! [sorriu compreensivo ao entender que Quinn estava constrangida] Ela ama você, então ela tem que fazer isso!

Q: Vocês não preferiam que ela estivesse se preocupando em vencer alguma competição em NYADA ao invés de se preocupar se eu vou cair dentro de casa? [havia certa amargura em sua voz]

L: Cadê toda aquela segurança que vimos agora há pouco?

Q: Ela falha às vezes... [murmurou sem graça]

L: Quinn, querida... Quando Rachel era criança ela passava horas cantando em seu quarto. Sozinha. Nós a levávamos aos parquinhos, mas ela reclamava da areia e das outras crianças. Ela sempre quis ser mais madura. Ela cresceu competitiva e exigente. E nós sempre a admiramos por isso, mas também tínhamos medo. Muito medo de que ela se ferisse, porque o mundo, como você sabe, é cruel. Toda aquela excentricidade dela poderia ser mal vista. E foi! Na própria escola...

Q: Desculpe... [lembrou as mágoas que causou]

L: Não se desculpe! Na escola ela se fortaleceu e fez grandes amigos. Como você, antes de vocês se apaixonarem, ou se descobrirem apaixonadas. Enfim... A minha estrelinha não é mais a mesma. Ela não é egoísta, ela não é só competitiva, ela não é mais solitária. Ela tem você! Nós sentimos um orgulho imenso da pessoa que ela se tornou ao seu lado. [dizia sincero, fazendo a loira lacrimejar]


Rachel percebeu a cena de longe e se preparou para se aproximar, quando seu olhar cruzou com o de seu pai e ele fez sinal para que ela não se aproximasse. Então ela entendeu que era um momento entre eles e que não deveria atrapalhar, ficando tranquila quando seu pai lhe lançou um sorriso.


L: Todos nós podemos te dizer um pouco sobre esse amor imenso que existe nela por você. Mas eu sei que você sabe melhor do que ninguém, não é mesmo?! [a loira sorriu assentindo com a cabeça] Então... Tivemos medo no começo, porque vocês estavam se entregando demais à relação, ao sentimento. Tivemos medo de se machucarem, de se decepcionarem. Mas vocês passaram por tanta coisa! Tanta coisa que a maioria das pessoas nunca passará numa vida inteira... E nada disso abalou o que vocês sentem, nem o que vocês querem. O que querem juntas! Você transformou a nossa estrelinha numa mulher incrível, Quinn! [disse orgulhoso] Ela foi incrível nos dias em que você esteve no hospital e ninguém teve a coragem de contrariá-la. Ela se apoderou de seus cuidados, de sua companhia. Sua mãe e sua irmã não ousaram bater de frente com ela. Todos entendiam que a pessoa certa a ficar ao seu lado era ela e somente ela!


Quinn já não lacrimejava mais. Não apenas... Ela estava chorando de verdade! Ela sabia que Leroy jamais mentiria para ela ou diria algo apenas para agradá-la...


Q: Eu a amo assim também! Eu...

L: Nós sabemos, Quinn! Ela sabe o quanto você a ama! Você já deixou isso bem claro... Várias vezes! [sorriu]

Q: Eu não quero que ela se prejudique por minha causa. Ela está faltando aula mais uma vez!

L: NYADA não vai sair do lugar. Ela vai voltar às aulas daqui a pouco e não se preocupe com isso. Ninguém está preocupado com isso! [assegurou]

Q: Você é um pai incrível, Leroy! [sorriu agradecida] Eu gostaria que meu pai fosse como você!

L: Considere-me seu pai, Quinn. O Hiram também! Hoje, graças a vocês, somos uma grande família! Uma família de três que se transformou em mais de dez, se eu contar com seus amigos... [disse atencioso]


Quinn ergueu os braços na direção do som e recebeu o abraço sincero de Leroy, seguido de um beijo na cabeça...


L: Seja paciente! Tudo vai voltar ao normal. Ou ficar ainda melhor...


Enquanto os adesivos eram instalados e as outras adaptações, Noah levou Beth para o apartamento também e a garotinha brincava de desenhar com Quinn. Quando a loira sugeriu essa brincadeira, Rachel estranhou, mas nada disse. Assim que viu a interação entre a namorada e Beth, entendeu que não havia brincadeira melhor do que aquela. A garotinha segurava a mão de Quinn, ajudando-a a desenhar, como se a ensinasse, e aquilo criava um momento único de cumplicidade entre mãe e filha.


B: Ficou bagunça! Hahahahahahaha [ria divertida ao ver como tinha ficado tudo confuso]

Q: Uma bagunça bonita ou uma bagunça feia? [entrava na brincadeira]

B: Bonita! [sorria feliz]

Q: Bonita como eu ou bonita como você? [continuava a brincar]

B: Como as duas...


Rachel havia acabado de indicar como seria uma das últimas adaptações e parou para observar um pouco mais da cena linda que se desenrolava diante dela.


Sh: Você está quase babando... [brincou chegando por trás]

R: Tem como não babar com aquelas duas juntas? [sorriu corada]

Sh: Não. Não tem... [concordou sorrindo]

R: Por favor, fica aqui em Nova York de vez! Não tira a Beth do convívio dela! [pediu séria]

Sh: Vamos conversar sobre isso depois, ok?!

R: Por favor...

Sh: Hey! Beijou-lhe a cabeça, não se preocupe com isso! [sorriu carinhosa]


Noah tinha sido muito útil na arrumação de tudo, inclusive na encomenda das pizzas para todos. Fez questão de só ir embora depois de deixar tudo arrumado, com a ajuda de Brittany, Kurt e Blaine. Santana estava muito ocupada deixando Beth pintar seu rosto de batom.


Finalmente estavam sozinhas novamente e Rachel se preparava para mostrar à Quinn todas as modificações feitas:


R: Não tem nada muito diferente. São pequenos detalhes que irão te ajudar, certo?! [falava atenciosa]

Q: Certo...

R: Então vem...


Rachel entrelaçou seus braços e segurou a outra mão de Quinn, ajudando-a a deslizar pelas paredes, para sentir a textura nova que diferenciava os cômodos. Havia vários adesivos em alto relevo diferentes que indicavam o começo e o fim de uma parede para dar início a uma porta.


Q: Eu nem sei como te agradecer, meu amor... [sorriu docemente]

R: Não tem que agradecer. Tudo para você ficar confortável será feito! [garantiu]


Quinn parou um pouco e Rachel a observou. Percebeu que a loira estava pensando em algo importante e esperou que ela dissesse alguma coisa.


Q: Me leva até a porta do apartamento?

R: Por quê?

Q: Se você não estiver muito cansada, eu quero conhecer nosso apartamento de novo. Quero contar em passos os espaços que tenho para caminhar.


Rachel a olhou admirada. Quinn estava segura. Estava sendo prática! Fez o que a namorada pediu e passaram um bom tempo memorizando o apartamento, tocando os móveis...


Houve um momento em que Rachel fechou os olhos e se deixou guiar pela contagem de passos de Quinn. E naquela nova escuridão ela se sentiu segura, porque não estava sozinha. Jamais estaria! Quinn lhe apresentava um mundo novo em que nada parecia impossível. E elas ensaiavam, sem cansar, os passos que as levariam ao dia em que a luz ressurgiria...

Notas finais
Como eu já disse no twitter e já respondi a algumas perguntas no ask: a Quinn não ficará cega para sempre!
Em nenhum momento eu tive essa intenção. Mas antes que perguntem o porquê do drama, logo esclareço que o foco é (e continuará sendo) a força com que ela enfrenta tudo e a força com que Rachel o faz. A cegueira é um mero detalhe quando me proponho a mostrar como uma está tão ligada à outra e como as famílias e amigos delas estão juntos nessa também.

Fiquei chateada porque uma pessoa chegou no ask e se disse desapontada com a fic. Sei que críticas negativas também fazem parte, mas acho que quando você se propõe a criticar negativamente você tem que, pelo menos, apontar o que não gosta (mesmo que seja tudo). Enfim... Não estou acostumada a esse tipo de crítica e, talvez, tenha me acostumado mal. Coincidiu também com a repercussão do capítulo anterior que não tinha sido, até aquele momento, como eu esperava. Talvez eu esperasse demais... Mas vocês me alegraram com seus lindos comentários e eu desencanei daquela pessoa que nem sei quem é. ;-) Enfim... Quero que saibam que os comentários de vocês aqui são muito importantes, sejam positivos ou negativos (contanto que me guiem) para que eu sinta o clima da fic. Para que eu saiba o que estão achando. Enfim... Comentem se puderem...

Quero agradecer imensamente a todos que me mandam dicas de músicas, mas hoje eu escolhi por conta própria. Mas estou guardando as dicas de vocês e espero mais, para os próximos capítulos.

Agradeço também à "V" por ter mandado a dica de um "quote" utilizado aqui nesse capítulo, na parte:
"Q: Nada me faz mais falta do que ver você! Mas eu tenho cada pedacinho seu impresso na minha mente. Eu posso descrever cada centímetro do seu corpo perfeito e cada parte linda do seu rosto... Mesmo que meu cérebro e meus olhos continuem sem se comunicar, eu ainda verei você..."
Foi uma adaptação do que você me disse, mas consegue ver que está aí, né?! ;-)

E agradecer imensamente à genial "Someone" pela incrível paciência e pelas dicas fundamentais que foram importantes para a construção deste capítulo! :-)

No próximo capítulo haverá intimidade "hot" Faberry! ;-)

Beijos!

P.S.: Como já falei antes, apesar de pesquisar sobre os termos médicos, sobre cegueira, estou também me dando liberdade para utilizar de toda licença poética adequada ao caso. ;-)