Você Sempre Esteve Em Mim
62 Capítulo 62 - Não desista de mim...
Notas iniciais
Q: Rach... Acorda! [dizia baixinho]
R: Huuuum [murmurava]
Q: Você tem que tomar remédio e precisamos terminar de trocar seus curativos. [disse calma]
R: Ok... [disse se levantando]
Q: Vou buscar água...
Quinn foi à cozinha e encontrou Santana entrando no apartamento:
Q: Onde você estava?
S: Falando com o Porcelana. Vamos sair! E vocês também vão!
Q: Pra onde?
S: Não sei! Vamos almoçar, explorar Nova York... E vocês também vão! Não quero saber dessa depressão toda aqui! [disse autoritária]
Q: Eu tive febre, Santana. [disse calma]
S: Você sente alguma coisa?
Q: Não. Nem senti nada. Só tive febre...
S: Foi emocional, Fabray... Emocional...
Q: Você acha?
S: Tenho certeza!
Q: Vou falar com a Rachel...
S: E vocês... como estão? [perguntou atenciosa]
Q: Indo... estamos indo... [respondeu desanimada]
S: Não prolongue sofrimento, Fabray! Escute-a e se faça ouvir... [Quinn apenas assentiu com a cabeça e voltou ao quarto com a água]
A loira estava trocando os curativos, com a mesma calma e delicadeza de sempre, acompanhada pelo olhar atento e carinhoso de Rachel. Quando Quinn chegou ao curativo da testa, cuja troca havia sido interrompida por Finn anteriormente, a morena desviou o olhar para baixo, deixando que ela terminasse a troca sem se sentir desconfortável.
Q: Santana nos chamou pra sair com ela e Kurt. Pra almoçar e andar por Nova York... [quebrou o silêncio]
R: Você quer ir? [perguntou temerosa]
Q: Quero! E você?
R: Tudo bem! Mas e a sua febre?
Q: Não se preocupe... Eu estou bem! Vou tomar banho... [disse se levantando]
R: Posso ir com você? [perguntou temerosa]
Q: Rach...
R: Por favor... [pediu encarando-a]
Q: Claro...
Depois de tanto tempo e de tantos banhos juntas, jamais imaginaram que se sentiriam constrangidas nessa mesma situação. O silêncio cortante, que algumas vezes aparece entre elas, estava ali de novo. Quinn olhava para todos os lados, mas evitava olhar para o corpo de Rachel. A morena percebeu a atitude da loira e não conseguiu evitar se entristecer ainda mais. Tinha duas opções: poderia manter o silêncio e aceitar essa distância e terminar o banho o mais rápido possível ou poderia tomar uma atitude que exigisse alguma ação da namorada. Qualquer coisa que a tirasse daquela sensação ruim de que as coisas estavam diferentes. Rachel escolheu a segunda: aproximou-se de Quinn, deixando um espaço quase inexistente entre elas, de tal modo, que seus seios passaram a se tocar, causando arrepios em ambas. Segurou o rosto da loira com as duas mãos, forçando-a a encará-la:
R: Por favor, não se afaste de mim... Essa distância acaba comigo... [pediu suplicante] Essa distância me destrói... Me deixa sem chão... Eu fico desnorteada sem você, sem sentir você comigo... Eu não consigo imaginar uma realidade em que você não me toque, não me olhe... [disse com um olhar brilhante de quem começaria a chorar, mas se manteve firme]
R: Precisamos conversar. Nos resolver. Mas, por favor, não se afaste de mim... [suplicou]
Q: Eu não quero conversar... Eu não consigo... Por favor, me entenda... [disse triste]
R: Você me deseja, Quinn?
Q: Por que pergunta isso? [perguntou confusa]
R: Porque eu estou nua aqui com você e você não me olha como antes. Eu sei que você está magoada, mas eu preciso saber se isso afetou seu desejo por mim...
Q: Não... Não afetou... [respondeu baixo]
R: Então você me deseja?
Q: Você sabe que sim... [respondeu acanhada]
R: Não, Quinn, eu não sei! Quando você se entrega ao silêncio eu deixo de saber o que você pensa e o que você quer. Eu não quero te pressionar, mas há poucos dias estávamos bem e, em dois dias estamos praticamente separadas, mesmo estando juntas... Eu sei que a culpa é minha... Eu sei disso, mas eu preciso saber para onde estamos caminhando, porque eu... eu não consigo... não consigo ficar sem saber o que você está sentindo... [começou a chorar]
Q: Pare! Não chore... [disse triste]
Rachel se afastou dela e tentou limpar as lágrimas que desciam:
R: Desculpe! Desculpe! Eu não consigo acreditar que passamos o que passamos por causa do acidente e agora estamos aqui, assim, distantes... Saímos de uma situação que terminou praticamente como um milagre e, agora, fomos afetadas por algo infinitamente menor. Algo que não tem importância alguma, se comparado... Mas eu sei que te afeta e te deixa insegura... Só me desculpa! Por favor! Me perdoa... [pedia ainda chorando]
Q: Pare de se desculpar! Você não precisa mais se desculpar ou tentar me convencer de como você está arrependida e chateada. Eu sei... imagino... Eu só ainda não sei como deixar as coisas como antes, então...
R: Sou eu que tenho que consertar as coisas! Só preciso que você deixe... [Quinn assentiu com a cabeça]
Rachel se aproximou de novo e levou as mãos ao pescoço de Quinn, forçando-a a abraçá-la, mas a loira permanecia parada, sem conseguir agir.
R: Me toque... Por favor... [pedia em seu ouvido] Eu preciso dos seus toques pra saber que vai ficar tudo bem... Meu corpo precisa de você, assim como eu preciso...
As palavras, a voz, o calor do hálito de Rachel em seu ouvido... A eletricidade constante que as mantém incrivelmente atraídas, uma à outra... Tudo fez Quinn tremer completamente. Suas mãos começaram a se mover: foram à cintura da morena, enquanto sentia sua nuca ser acariciada com extremo carinho. A respiração da loira começou a ficar mais pesada, enquanto suas mãos voltavam a percorrer o corpo que tanto ama e conhece como a palma de sua mão. Deslizaram sobre as costas, sobre a barriga de Rachel até alcançar os seios... A morena soltou um gemido que quase fez Quinn perder os sentidos. A loira acariciava os seios da namorada, enquanto sentia beijos ternos e demorados descerem por sua orelha, pescoço, queixo... Rachel buscou seu olhar e conseguiu enxergar sua garota por trás daqueles olhos tristes:
R: Eu queria saber explicar o quanto eu amo você, pra que você entendesse que o seu toque é vital pra mim... Seu corpo é o complemento perfeito do meu e eu já não sei... nem quero saber... viver sem isso... sem você... sem “nós”... [disse com os lábios quase se tocando]
Quinn não pensou. Avançou sobre os lábios carnudos de Rachel, invadindo sua boca quase desesperadamente. Sua mão esquerda foi à nuca da morena, buscando sustentação para aprofundar ainda mais o beijo que já era intenso. Não demorou para que Quinn levasse os lábios ao pescoço da morena de forma selvagem, necessitada. Rachel prendeu os dedos entre as mechas loiras, tentando o máximo de contato possível. Sentiu as costas tocarem a parede. Levou seus lábios ao pescoço da loira, beijando apaixonadamente cada centímetro de pele branca e arrepiada que tinha à sua frente. Quinn estava quase fora de si, quando passou a mão direita sobre o braço esquerdo de Rachel e se deu conta do machucado. Parou de repente, causando estranheza na morena:
Q: Está tudo bem? Está sentindo algum incômodo? [perguntou preocupada]
R: Estou bem, meu amor... Estou com você... [disse apaixonada, maravilhada com o cuidado, com o carinho que Quinn lhe dedicava, mesmo magoada, mesmo ferida]
Q: Eu não sei se devemos... agora... [disse temerosa, olhando-a nos olhos]
R: Tudo bem! Não precisamos ir tão longe... Só preciso te sentir aqui comigo... podemos só ficar assim? [perguntou carinhosa]
Quinn não respondeu, apenas voltou a abraçá-la, afastando um pouco a morena da parede, para começar a acariciar-lhe as costas. Rachel imitava suas carícias... Ficaram assim por um bom tempo, sentindo-se mais próximas, mais independentes das palavras. Se Quinn não queria ou não conseguia se expressar verbalmente, Rachel conseguiu fazer com que ela se expressasse fisicamente, e pôde ficar mais aliviada quando sentiu os toques da loira em seu corpo, sabendo que eram os mesmos de dias atrás...
Q: Eu te amo tanto que chega a doer... [confessou no ouvido de Rachel] Não desista de mim...
R: Eu amo você... Nunca vou desistir de "nós"...
Rachel sabia que Quinn sentia o mesmo medo que ela: de que as coisas saíssem do controle e que a única saída acabasse sendo a separação. Mas também sabia que, assim como ela, tudo o que a loira queria era que ficassem juntas, apesar dos problemas.
A morena buscou seus lábios e voltou a beijá-la. Dava repetidos beijos ternos e carinhosos, alternados com “eu te amo... eu te amo...” Naquele momento, sentiam-se de volta aos seus lugares. Naquele momento, sentiam-se de volta a elas mesmas...
Notas finais
Agradeço aos leitores que acompanham desde o começo e aos novos.
Estou vendo algumas sugestões que coincidem com o que já está determinado na história e, só não as confirmo ainda, para não dar spoilers. ;)
Como sempre, não posso prometer postar um segundo capítulo hoje, mas eu quero fazer isso. Vou tentar! Eu sempre quero postar mais de um! :) Vou tentar, mas não prometo!
Mas, com certeza, nos vemos amanhã... ;)
Beijos e muito obrigada sempre!
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