Você Pula. Eu Pulo 3: Retornando À Águas Antigas.
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Depois que eu e Mary terminamos os últimos ajustes no meu vestido, fui caminhar no convés para encontrar os outros, mas assim que cheguei nele não havia mais ninguém, apenas Emma e Henry debruçados nas grades da proa.
Me aproximei deles que estavam de costas pra mim e então escutei Emma dizer:
–E foi na proa do Titanic que eu dei o primeiro beijo na sua mãe. Eu queria ter beijado ela antes, mas você a conhece né, fiquei com medo de ela rejeitar. -ela falou e riu e eu ri baixo também.
–Mas e quando o navio estava afundando ? Você sentiu medo ? -Henry perguntou a ela.
–Sim, senti muito medo, mas não por ele estar afundando, nem por causa da água gelada, eu senti medo de nunca mais poder ver meus pais, de nunca mais poder ver você garoto... -ela o abraçou. -... e de nunca mais poder ver a sua mãe e dizer o que eu sentia por ela.
–Mas vocês se salvaram e agora vocês vão se casar, e nós vamos ser uma família feliz e você sempre vai poder dizer a ela que a ama. -Henry falou animado.
–Sim. De agora em diante eu sempre vou poder dizer a Regina que eu a amo ! -ela falou me deixando mais emocionada ainda.
–Eu também te amo Emma ! -falei com a voz embargada fazendo os dois se vivarem pra mim e me olharem surpresos.
–Mãe ? A quanto tempo você está aí ? -Henry me perguntou confuso. Emma me olhava sorrindo.
–A tempo suficiente pra saber que eu sou a mulher mais feliz do mundo por ter vocês dois do meu lado. -falei me aproximando deles.
–Somos as mulheres mais felizes do mundo. -Emma me corrigiu me fazendo rir.
Então Jack apareceu do outro lado com Junior e chamou Henry.
–Hey Henry, venha cá, vou passear com o Junior, passeio só para homens. -ele falou e riu. Henry correu até ele deixando eu e Emma sozinhas na proa.
Eu fixei meu olhar no dela que ainda sorria.
–Eu não vejo a hora de colocar a aliança na sua mão esquerda. -ela falou soltando um sorriso tímido.
–Eu esperei tanto por isso, não poderia estar mais feliz. -falei sorrindo pra ela. -Obrigada por me fazer sentir isso Emma, amor puro e verdadeiro.
Ela se aproximou de mim, envolveu uma de suas mãos na minha cintura me puxando pra perto dela e com a outra mão ela entrelaçou nossos dedos.
–Você é a mulher da minha vida. -ela sussurrou encostando nossas testas. -Minha futura esposa. -e abriu em enorme sorriso, assim como eu e por fim me beijou.
Mais uma vez estávamos nós duas nos beijando na proa de um navio.
–Você gosta mesmo de uma proa de navio, hein Swan ? -perguntei depois do beijo a fazendo rir.
–Você não imagina o quanto meu amor. -ela respondeu e nós duas rimos ainda abraçadas.
–--
Naquela noite, todos nós nos reunimos no convés do navio para conversar, então um grupo de violinistas começou a tocar música do outro lado do navio, mas dava-se para se ouvir a música da parte do convés em que nós estávamos.
–Me concede está dança madame Mills ? -Emma perguntou estendendo a sua mão para mim.
–Mas é claro que sim. -falei me curvando e então pegando em sua mão.
–E você, me concede a está dança, Mary Margaret ? -David perguntou fazendo o mesmo que Emma.
Mary logo pegou em sua mão e disse sorrindo: -Sim !
–Rose, você dança comigo ? -Henry perguntou se aproximando de Rose.
–Mas é claro cavalheiro. -Rose respondeu rindo.
–Pois é Junior, você vai ter que dançar com o papai. -Jack falou fazendo todos rirem, enquanto balançava Junior em seus braços.
A música era animada e nós dançávamos no convés, vez ou outra soltando algumas risadas. Então quando a música acabou, nós aplaudimos.
–Então vamos dormir porque amanhã é véspera do casamento de vocês duas e precisamos arrumar tudo. -Mary falou ainda abraçada a David.
Então aos poucos todos foram se dirigindo aos seus quartos. Eu acompanhei Jack e Rose até o quarto deles e depois deixei Henry no quarto com David. E enfim me dirigi ao meu quarto com Emma.
–--
Emma e Mary conversavam no quarto dela e Regina, enquanto esta não voltava.
–Emma, eu estou tão feliz por vocês minha filha. -Mary falava radiante.
–Se tudo isso não fosse realidade, eu diria que seria como um sonho. Fico tão feliz que o Neal tenha aceitado tudo tão bem, que agora sejamos bons amigos. Porque me casar com a Regina é o que eu mais quero ! É o que eu sempre quis. -Emma falava para Mary com um enorme sorriso no rosto.
–Eu também, sempre vou te apoiar nas suas decisões Emma ! -Mary falou segurando nas mãos de Emma que a abraçou e falou:
–Obrigada mãe ! -fazendo assim as duas se emocionarem.
–--
Assim que cheguei na porta do meu quarto, escutei Emma e Mary conversando. Mas o navio começou a apitar, não me deixando escutar direito o que elas falavam.
Escutei Emma dizer: -... seria como um sonho ... -um apito. -... o Neal... -outro apito. -... me casar... -mais um apito. -... eu sempre quis.
E Mary falando depois: -...sempre... -os apitos atrapalhavam. -... te apoiar... -os barulhos quase parando. -... suas decisões.
Era isso mesmo que eu havia escutado ? Por mais que os apitos estivessem me atrapalhando de ouvir, eu havia escutado Emma dizer que seria um sonho se casar com Neal. E que Mary a apoiaria em qualquer decisão.
Será que Emma havia desistido de mim e percebido que ela ainda amava o Neal ? Então senti meu peito doer, bati na porta avisando que estava entrando. Assim que entrei, Mary falou:
–Bom, vou deixar vocês descansarem ! Boa noite ! -ela foi se dirigindo até a porta.
–Boa noite mãe ! -Emma gritou sorridente.
–Boa noite ! -falei cabisbaixa e então me arrumei e me deitei. Logo Emma se deitou junto comigo.
Então me virei para o outro lado, com medo de que começasse a chorar. Eu não queria ter que dizer a Emma o que eu havia acabado de ouvir. Ela percebeu minha inquietação e perguntou se debruçando em mim e me olhando:
–Tá tudo bem com você ? Ficou quieta de repente. -ela tinha preocupação em seu olhar, mas meu peito ainda doía por causa do que eu havia escutado.
–Sim, estou bem. É só uma dor de cabeça. -menti soltando um sorriso tímido no final. Então ela me abraçou por trás e me apertou contra ela.
–Espero que ela passe logo, amanhã será um dia cheio. -ela falou e então eu senti uma lágrima escorrer meu rosto. Um dia cheio por que ? Ela não mencionara o nosso casamento em momento algum.
Mesmo assim eu dormi em seus braços, com medo de que aquela fosse a última vez em que eu estaria neles.
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