Você Pula. Eu Pulo 3: Retornando À Águas Antigas.
16 Capítulo 16
Notas iniciais
O avião chegou em Nova York e Neal nos esperava no aeroporto. Todos nós descemos e Henry logo correu para abraçá-lo.
Emma me olhou cabisbaixa e falou:
–Eu liguei para o Neal avisando que já estávamos chegando. É que eu imaginei que ele e o Henry estavam sentindo falta um do outro e...
–Emma, Emma, não precisa se explicar meu amor. -eu falei pegando em sua mão e ela me olhou sorrindo. -Ele é o pai do Henry, isso é normal. -falei sorrindo pra ela.
Então seguimos para junto de Mary e David que cumprimentavam Neal. Assim que ele nos viu, veio de braços abertos e logo abraçou Emma.
–Eu senti saudades de você ! -Neal falou a abraçando forte, mas isso não me incomodou.
–Eu também senti saudades ! -ela falou o olhando depois do abraço.
Então ele se voltou para mim e abriu os braços como se perguntasse se podia me abraçar. Então eu o abracei.
–Regina, tudo bem com você ? -ele me perguntou.
–Tudo sim Neal, e com você ? -perguntei sorrindo. Emma me olhava sorridente.
–Tudo ótimo ! Seja bem-vinda de volta. -ele me falou. Todos nos olhavam conversando.
–Obrigada ! O Henry tava com saudades já. -falei sincera.
–Eu fiquei sabendo da novidade. -ele falou se voltando a todos. -Então vocês se casam e nem me convidam ? -ele perguntou cruzando os braços e fazendo todos rirem.
–Pois é, tudo tinha que ser muito sigiloso. -Emma falou revirando os olhos. -Sabe como a Regina é, não é mesmo ?
–Não. -Neal falou e nós dois rimos. -Estou adorando conhecê-la melhor, mas você eu conheço muito bem Emma. Ela não é muito boa com essa coisa de sigilo, não é mesmo Regina ?
–É, tenho que concordar. -falei rindo.
–Hey, eu fiz tudo certinho, foram esses três que estragaram tudo. -Emma falou apontando para seus pais e Henry.
–Isso é verdade. -falei os olhando. -Mas a Emma é boa com surpresas. -terminei sorrindo pra ela.
Neal apenas nos olhou enquanto sorrimos uma para a outra.
–Acho que eu estou sobrando. -ele falou saindo do nosso meio e fazendo todos rirem.
–Imagina Neal. -falei tímida. -Você não atrapalha.
–E então agora podemos passear por Nova York um pouco ? -Henry perguntou vindo até nós três. -Eu não quero perder esse momento em que a minha família toda está junta.
Então seguimos para o hotel, deixamos as coisas no apartamento de Neal e fomos passear. Mary e David caminhavam de mãos dadas pela cidade. Neal e Henry corriam na frente brincando, e eu e Emma iamos mais lentamente atrás de todos, de mãos dadas também.
–Obrigada por ter sido legal. -Emma falou timidamente. -Com o Neal.
–Eu fui sincera. Ele é pai do Henry, é parte da família e é um cara legal. -falei sorrindo pra ela e depois voltando a olhar ele e Henry brincando. -O Henry e ele se dão bem, é uma relação bonita entre pai e filho.
–Fico feliz em ouvir isso. Enfim somos uma família e deixamos tudo o que tinha de mal resolvido no passado. -Emma falou parando e me olhando enquanto acariciava meu rosto. -E agora nós podemos viver o nosso amor, sem mais nada para nos atrapalhar.
–Nada. -sussurrei. -Eu te amo Emma !
–Eu que te amo Regina ! -ela falou sorrindo e então nos beijamos.
Logo Henry e Neal vieram correndo e nos rodeando nos fazendo rir.
O passeio foi animado, nós conversamos bastante, principalmente Neal e eu. Então a noite se aproximava, por isso resolvemos dormir em nova York e pegar o voo para Storybrooke na manhã seguinte.
–Bom, nós já vamos para o nosso quarto. Boa noite pra vocês ! --Mary e David nos falaram e então entraram em seu apartamento.
–Hey garotão, você vai dormir comigo, não é mesmo ? -Neal perguntou bagunçando os cabelos de Henry.
–Claro pai ! -Henry respondeu sorridente e piscando para Neal.
–Boa noite então ! -falei e eu e Emma nos dirigimos ao nosso apartamento enquanto Neal e Henry iam para o deles.
–Juízo ! -Emma gritou e os dois riram.
Um certo tempo passou, nós duas já estávamos deitadas. Então vimos um bilhete ser enfiado por debaixo da porta. Emma se levantou e o pegou, depois de ler soltou uma risada.
–É do Henry ? -perguntei sorrindo.
–E do Neal. -ela completou. -Escute só o que diz: Se preparem para a guerra, os ogros vão atacar essa noite.
–Por isso eles quiseram ficar juntos. -falei, então escutamos um barulho na maçaneta da porta.
Emma pegou um travesseiro e parou ao lado da porta esperando ela ser aberta. Eu sem hesitar entrei na brincadeira e fui para o outro lado, saindo do campo de visão.
Então abriram a porta, Neal e Henry entraram em silêncio, caminhando devagar com travesseiros nas mãos e blusas amarradas na cabeça.
–AAAAh ! -Emma gritou e os atacou com o travesseiro, logo os dois fizeram o mesmo.
Eles riam tanto, e eu apenas observava tudo de um canto. Então Emma parou o seu olhar em mim, se voltou a eles e logo os três vieram correndo em minha direção.
Emma me pegou no colo, enquanto Henry e Neal me acertavam com os travesseiros. Eu ria sem parar.
–Meninas contra meninos. -Neal anunciou e então Emma me entregou um travesseiro.
–Acha que consegue ? -ela me perguntou rindo.
–Se esqueceu de quem eu sou ? -perguntei erguendo uma sobrancelha e fazendo todos rirem.
Então começamos uma guerra de travesseiros. Ela durou bastante, nós riamos muito e víamos penas voarem dos travesseiros que estragamos.
Eu abracei Henry o segurando, e então Neal agarrou Emma e a jogou em seu ombro.
–Isso aí pai ! -Henry gritou.
–Regina, não deixa ele me levar. -Emma gritou dando risada.
Então Neal correu com ela pra fora do quarto, Henry foi logo atrás e os dois a trancaram em um quarto vazio ao lado do nosso.
–Vocês vão me pagar ! -Emma gritou batendo na porta.
Henry e Neal riam sem parar, então eu me aproximei dos dois e eles me olharam. Eu tinha uma expressão séria.
–Regina, você ta aí ? -ela me perguntou de dentro do quarto.
Eu apenas pisquei para eles e respondi.
–Claro meu amor. Mas já estou indo, tenha uma Boa noite ! -e então toquei na mão dos dois que riram.
–Boa noite Emma ! Cuidado com o bicho papão. -Neal falou rindo e se dirigindo ao quarto em que ele e Henry estavam.
–Boa noite mãe ! -Henry gritou.
–Péssima noite pra vocês ! -Emma gritou de dentro do quarto nos fazendo rir.
Então Henry veio até mim e me abraçou: -Boa noite pra você também mãe !
Eu o abracei e Neal nos olhou sorrindo, um sorriso que eu logo retribui.
–Obrigada pela noite animada em família. -ele falou me olhando.
–Eu que agradeço vocês dois. Eu me diverti bastante. -falei sorrindo para ambos.
–Quer dormir com a sua mãe Henry ? -Neal perguntou da porta.
–Não, se esqueceu de que hoje são meninas contra meninos ? -perguntei e Henry riu. -Fique com o seu pai Henry, vocês ainda tem muita saudade pra matar.
Então Henry correu para dentro do quarto dele e de Neal.
–Obrigada Regina ! -Neal me falou sorrindo.
–Obrigada a você ! -eu respondi e então entrei no quarto. Mas voltei e o chamei. -Ah, Neal ?
–Sim. -ele voltou a porta.
–Ela vai ficar bem ? -perguntei apontando para o quarto em que trancaram Emma.
–Claro que sim. Porque eu não vou dar a chave. -ele falou balançando a chave nas mãos e nós dois rimos. -Boa noite !
–Boa noite ! -falei e então entrei no quarto.
Arrumei a cama que estava uma bagunça, tirei os travesseiros do caminho e sorri me lembrando do que havia acontecido. Eu me senti em família, afinal era isso que eramos agora, inclusive com o Neal. Me deitei, mas logo escutei um barulho na janela. Assim que me virei para olhar, vi Emma entrando no quarto por ela.
Ela sorria e eu sorri também. -O que pensa que está fazendo invadindo meu quarto Miss Swan Mills ? -perguntei me levantando e indo até ela.
–Então você realmente ia me deixar trancada naquele quarto ? -ela me perguntou segurando em minha cintura e me soltando um sorriso travesso.
–Ah você sabe, eles venceram e tinham a chave. Não tive escolha. -falei brincando.
–Mas ainda bem que eu sei pular janelas, afinal você sabe que eu não conseguiria dormir sem você, não é mesmo ? -ela perguntou beijando meu pescoço.
–Ainda bem que você sabe ! -falei e então ela me pegou em seu colo, eu envolvi sua cintura com minhas pernas enquanto ela me beijava e me levava até a cama.
–Obrigada por hoje. -ela falou me olhando depois do beijo.
–Sou eu que tenho que agradecer. Afinal, agora todos nós somos uma família, não é mesmo ? -eu perguntei enquanto ela me deitava na cama e se deitava por cima de mim.
–Uma família ! A minha família. -ela falou me beijando de novo. -A nossa !
E então fomos uma da outra naquela noite de novo.
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