Você De Novo?

26 As Verdades Doem...


Notas iniciais
Hello leitoras! Me desculpem pela demora para sair com os capítulos, mas estou em época de vestibular e as coisas estão complicadas. Eu tenho capítulos prontos que fiz há um tempo e vou postando aqui pra vocês e prometo que vou ler todos os reviews, mas por hora não vou poder responder... Postem mesmo assim! Eu adoro saber o que vocês acharam dos capítulos! Espero que gostem desse... Boa leitura.

Dia no Paraíso dia 62

O sol bateu gentilmente em meus olhos naquela manhã, mas eu não senti vontade de acordar. Eu estava quentinha e confortável nos braços de James que me envolvia de forma serena, mergulhado ainda no mundo dos sonhos. Pisquei algumas vezes tentando acostumar meus olhos a claridade e me surpreendi ao ver que eram onze horas da manhã. Cuidadosamente, rolei meu corpo para o lado oposto da janela e abri um sorriso ao ver James, ali tão perto, com os olhos fechados e a bochecha levemente pressionada contra o travesseiro dando a ele uma expressão linda de sono profundo. Aproximei meu rosto de vagarzinho e depositei um leve beijo na ponta do nariz do loiro que como efeito, fez ele abrir os olhos lentamente e piscar algumas vezes como se ainda estivesse transitando entre os sonhos e a realidade.

James soltou um gemido de preguiça e apertou-me mais em seus braços como se eu fosse um bichinho de pelúcia. Dei uma risadinha vendo o garoto olhar-me com os olhos pesados quase fechados e abrir um sorrisinho. Ele me deu um beijo estralado, fazendo meu coração bater um pouquinho mais forte.

–Você poderia me acordar todos os dias assim para ir para a escola.

Reclamou em voz sonolenta, fazendo-me dar uma risadinha. Assenti.

–Até eu levar uns tapas por estar perturbando os seus sonhos, assim como fazemos com os despertadores.

–Eu posso te dar uns tapas de quiser, Sid.

Comentou mais uma vez em tom bêbado de sono. Olhei-o em desaprovação com um sorriso bobo no rosto, me perguntando como uma pessoa poderia ter energia para piados aquela hora da manhã. Soltei um suspiro aconchegando-me de novo em seus braços e eu fui levemente sendo tomada pelo sono. Bocejei, balançando a cabeça para me despertar.

–Chris e Felly devem estar preocupados. Não aparemos desde ontem.

–Eles sobrevivem.

Respondeu o loiro de olhos fechados, que abriu-os em um tom alarmado assim que lhe dei um tapa no braço. O garoto recuou em protesto e isso deu tempo para que eu me levantasse da cama. Pude ouvir seus grunhidos em protestos.

–Acorde, luz do sol.

–Só mais cinco minutos, mãe.

Pediu. Dei risada com a cena, pegando o travesseiro sobre a cama e com toda a minha vontade, me colocando de pé no colchão. Comecei a bater no garoto com o travesseiro, fazendo-o reagir e tentar pega-lo de mim. Dei risada e soltei um gritinho quando ele puxou meus pés, jogando-me contra o colchão. Me pressionou contra a cama depositando um beijo forte em meus lábios. Sorri assim que ele se separou.

–Acordou?

Perguntei esperançosa. O loiro revirou os olhos.

–Pentelha.

Reclamou em tom brincalhão enquanto se sentava na cama para se levantar. James esticou os braços para se despreguiçar e agarrou algumas mudas de roupas para provavelmente tomar mais uma ducha e se trocar. Eu vesti meus shorts jeans e uma blusa vermelha, mas mesmo com o calor, resolvi deixar meus cabelos soltos. Olhei para cama abrindo um sorrisinho e toquei meus lábios, lembrando-me serenamente de resquícios da noite passada. Havia sido tão bom... Os toques de James, a forma como ele me beijava tão apaixonadamente... Seus olhos azuis tão claros... Seu sorriso tão maravilhoso... Aquele corpo musculoso...

–Texas?

Chamou. Virei-me distraída.

–Diga, Nicholas.

Espere... O que? Franzi a testa sentindo meu rosto esquentar completamente ao confundir o nome do loiro e logo eu corava como louca. Por um momento me perguntei se era em James mesmo que estava pensando antes de ser chamada ou se em algum momento minha mente havia transitado para memórias com Nicholas. Senti meu coração doer, e quando meu coração doeu, senti outra dor por causa de James. Mas que merda estava acontecendo? O loiro ergueu uma sobrancelha olhando-me em tom divertido.

–Ouch. –Fez um som de dor. –Se tivesse me confundido com alguém que não fosse o seu irmão eu ficaria totalmente enciumado e ofendido.

Sorriu, dando-me uma piscadela. Engoli em seco um tanto sem graça. Se ele soubesse do meu “lance” com meu irmão, ficaria enciumado e ofendido de qualquer forma. Balancei a cabeça assentindo por um momento sem saber o que fazer. Tossi. Eu estava envergonhada e perdida. Como eu poderia ter dormido com um cara e ainda pensar em outro? Mas o problema era que eu não me sentia mal por isso. Eu não havia usado James. Eu realmente gostava do loiro. Mas eu realmente gostava do Nicholas. Merda.

–Ei, Sid. –Ele me chamou diante da minha timidez. –Relaxe, eu só estou brincando.

–Eu sei. –Dei uma risadinha tentando não corar mais quando o loiro forçou-me a olha-lo. –Eu só... Sei lá.

–Eu tive uma ideia. –Começou. –Por que não vamos tomar um delicioso café da manhã...

–Feito por você? –Ergui uma sobrancelha. –Não aposto no delicioso.

–...E... –Continuou olhando-me feio. Dei risada. –Feito por Magda de preferência. Podemos chamar também a zuada da minha irmã e o gay afetado para um concurso de sinuca.

–Me parece bom... –Sorri. –Mas só tem um problema...

–Qual?

–Eu vou acabar com vocês na sinuca.

Ao contrário de Nicholas, quando James chamava Chris de gay, eu não me importava. Os dois eram amigos e eu sabia que o loiro estava brincando, como eu também sabia que Nicholas falava aquele nome em ofensa ao ruivo. James tomou-me nos braços e deu-me um selinho, aceitando o meu desafio e puxando-me pela mão, descemos as escadas em direção à cozinha.

Eu não havia tido a chance de conhecer a moça que trabalhava no lugar, Magda, já que ela costumava fazer o café muito cedo e depois descer para a parte debaixo do sítio, mas como sempre, ela havia deixado um delicioso suco de laranja natural e omeletes prontos, que fizeram minha boca salivar só com a imagem. Peguei um prato para Mim e James pegou um para si, os esquentando no microondas. Nos sentamos e me deliciei com o gosto do ovo enquanto dava risada com algumas bobeiras que o loiro dizia. Como se farejasse James, Felly e Chris apareceram na cozinha, também já sem pijamas e se serviram de um pouco de comida. Abriram um sorriso para nós.

–Bom-dia, raio de sol.

Falou James com um sorriso. Felly olhou para mim, se sentando perto de nós.

–E aí Sid, está se sentindo melhor?

Franzi a testa ao me lembrar que não havia contado para Felly que havia me recuperado da queda de pressão. Chris se sentou ao lado da loira de cabelos azuis, gemendo deliciado ao comer o omelete. Sorriu.

–Isso aqui... É divino.

–Eu estou melhor. –Assenti. –Desculpe, esqueci de avisar que estava viva.

–Obvio que ela está viva.

Comentou James, mas mais uma vez Fe

Felly pareceu não ouvir.

–Avisar seria bom. –Concordou minha amiga, abrindo um sorriso. –Aliás, por onde andou ontem? Não deram sinal de vida!

–Nós fugimos para Jamaica.

Falou James com o cenho franzido, mas eu ainda tinha toda a atenção da menina.

–James me levou para uma cachoeira maravilhosa aqui perto do sítio. –Sorri. –Você tinha que ver, Chris! Ela era muito volumosa e a água era bem clara! E tinha uma corda para pular.

–Parece ótimo!

Concordou o ruivo, Felly franziu a testa.

–Foram o caminho todo de quadricículo?

–Voando.

–A cavalo. –Falei depois de James que mais uma vez foi ignorado. –Foi bem divertido. Havia tempo que não andava a cavalo.

–Pensei que nós íamos andar a cavalo juntos.

Falou, franzindo a testa. Retribuí o gesto da mesma forma.

–Podemos andar de novo... Não acho que teria algum problema.

Comentei. A loira assentiu.

–Eu sei, mas vocês poderiam ter avisado o que iriam fazer.

–...E foi aí que eu percebi que a camisinha estava cheia de buraquinhos. -Ouvimos James concluir e olhamos os três juntos, preocupados em direção do garoto. O loiro revirou os olhos e balançou a cabeça em desaprovação. –Só assim para me escutarem! –Reclamou. –Não precisa ficar de crise. Nós podemos andar a cavalo de novo. E foi culpa minha, eu quis levar a Sid para fazer algo legal. Desculpe.

Comentou o loiro, fazendo a menina olha-lo um tanto surpresa e piscar algumas vezes, como se estivesse se certificando de que havia ouvido certo. A menina mudou de posição desconfortável como se estivesse tentando se conformar com algo. Assentiu.

–Eu... Tudo bem. –Forçou um sorriso. –Acho que podemos cavalgar de novo.

–Ótimo. –Sorriu o loiro, se virando para o ruivo. –Ei Chris. Quão bom em sinuca você é?

–Eu sou ok...

Ele deu de ombros. O loiro sorriu por fim, assentindo.

–Então já tenho os planos para essa tarde.

(...)

Os planos de James, como mostrou ultimamente ser algo típico, foram muito bons. Havíamos ido para a construção ao lado da casa onde estávamos, que era também uma casinha ligada por uma ponte, mas que havia dentro dela, um verdadeiro salão de jogos. No canto havia um enorme televisão com todos os tipos de games, e espalhados pela sala, havia uma mesa de sinuca, uma de pebolim, um alvo com alguns dardos e uma mesa forrada em camurça verde provavelmente para jogos de cartas. James havia separado times, então ficou o loiro e eu contra Felly e Chris na sinuca. Eu costumava jogar muito no Texas com meus amigos, porque morando em uma cidade bem pequena, eu acabava indo todos os dias depois da aula com Callie e Johnny para um restaurante de esquina que tinha uma grande mesa de sinuca e fliperama. Eu poderia dizer que era muito boa, mas também conseguia garantir que os gêmeos não ficavam para trás. Se eles tinham uma própria mesa de sinuca, eu acreditava que tinha concorrência a altura.

James e eu fizemos um bom par. Eu dava risada toda vez em que conseguíamos marcar um ponto, mesmo que Felly e Chris fossem muito bons também. Toda vez que eu encaçapava uma bola, James me pegava no colo e me beijava, fazendo-me gargalhar alto. Eu recebi cócegas, piadas, beijos e eu posso garantir que aquele, se não é um dos, foi o melhor jogo de sinuca do qual já participei... E nem estávamos apostando dinheiro! Mais uma vez, agindo estranho como em todos os outros dias em que estivemos no sítio, Felly estava emburrada. Eu realmente não entendia o que estava acontecendo ou a razão de ela estar dando aqueles ataques, mas estava começando a me incomodar de verdade. No fim do jogo estávamos os dois times tentando matar a bola de número oito. James agarrou o taco e se posicionando na mesa, encarou a bola que estava em um ângulo não muito bom, mas o suficiente para se marcar o ponto. O loiro fechou um dos olhos mirando e aquela cena foi interessante para mim. Concentrado, James conseguia ser mais sexy do que nunca! Me perguntei como seria em um dos seus jogos de futebol. O loiro bateu na bola e certeiramente ela entrou na caçapa, dando-nos a vitória. Dei um pulo comemorando e o loiro me pegou pela cintura, dando-me um beijo que fez meu coração pular. Abri um sorriso envolvendo seu pescoço com os braços e enchi todo o seu rosto de beijos, fazendo-o fazer uma careta e dar risada. Comemorei.

–Ganhamos!

–Foi um bom jogo.

Chris comentou, pousando o taco sobre a mesa. Tudo o que escutei em seguida foi uma batida de pé e então com um grunhido, vi Felly se retirar da sala, saindo para o quintal. Franzi a testa e houve uma troca de olhares entre nós três. Chris abaixou a cabeça e saiu de perto, mostrando que ele sabia de algo que não sabíamos. James e eu nos olhamos e erguemos uma sobrancelha, confusos com o que estava acontecendo. Fui colocada no chão enquanto o loiro voltava a sua atenção para Chris. Soltei um suspiro.

–O que está acontecendo com ela?

Perguntou James, não parecendo muito feliz. Mordi o lábio.

–Ficou brava por que perdeu?

Chutei, mas James balançou a cabeça negativamente.

–Isso não é algo com que ela se importaria.

Eu sabia. Eu conhecia a minha amiga muito bem para saber que ela não era competitiva o suficiente para ficar com raiva de nós ao perder em um jogo de sinuca. Não só isso, como esse comportamento estava vindo de muito antes também. Felly estava estranha comigo há um tempo, e eu não iria engolir isso mais.

–Eu vou falar com ela.

Falei e o loiro assentiu. Apontou para onde Chris estava fazendo-me franzir a testa.

–Eu vou ver se consigo tirar alguma coisa dele, caso não consiga conversar com a minha irmã.

Avisou, mas eu não estava disposta a não conseguir. Eu ia falar com Felly e ia resolver tudo, seja lá qual fosse o seu problema. Caminhei em direção a porta e deixei o sol me cegar um pouco quando saí em direção ao jardim. Olhei em volta em busca da loira e a encontrei, finalmente, encostada sobre a grade da quadra de tênis, parecendo não muito contente. Cuidadosamente caminhei até onde minha amiga estava, sem saber o que esperar em um conflito com ela, já que nunca havia tido um antes. Eu estava confusa e quando me aproximei, não sabia o que fazer.

A loira olhou para mim e soltou um suspiro desgostoso. Ergui uma sobrancelha um tanto desconfortável e mudei de perna de apoio. Franzi a testa.

–Felly... O que está acontecendo?

–O que você quer dizer com isso?

Perguntou a loira, completamente marrenta. Suspirei.

–Por que está agindo assim? –Tentei de novo. –Por que está ficando com raiva de mim em momentos completamente aleatórios?

–Não são aleatórios.

Resmungou a loira, fazendo-me franzir a testa. Eram sim, não eram? Forcei a memória para tentar me lembrar de quando tudo começou. Ok, da primeira vez em que ela ficou emburrada, foi quando Chris perguntou sobre Nicholas e Felly disse que ele havia entrado em uma briga com James por minha causa. Depois daquilo ela havia ficado seca e toda estranha. Franzi a testa me lembrando de mais. Na segunda vez havia sido quando eu havia acordado mais cedo e encontrado James na sala de televisão e havia o enchido de beijos por ser fofo, e Felly havia visto... A outra vez foi mais cedo quando James e eu havíamos ido andar a cavalo e não a chamamos... Então de fato havia um fator comum. E o fato comum era James. Senti um embrulho no estômago e a suspeita mais idiota veio em minha mente. Felly já havia namorado Megan, Felly gostava mais de mulheres. Será que ela estava apaixonada por mim? Será que ela sentia ciúmes em me ver com um cara? Me senti um tanto tonta.

–Eu... Felly. Me diga o que está acontecendo.

Implorei. A loira bufou, revirando os olhos.

–Eu quero que pare de usar o meu irmão.

–Hein?

Foi tudo o que saiu da minha boca em surpresa. A loira revirou os olhos bufando mais uma vez, e cruzou os braços parecendo um tanto irritada. Usar o irmão dela? Ela achava que eu ainda estava com James para fazer ciúmes no Nicholas? Mordi o lábio sentindo-me um monstro.

–É meio obvio que ele gosta de você. De verdade. E sabe quando eu vi James agir assim? Nunca. –Comentou, fazendo-me engolir em seco. –Ele nunca ficou cem por cento confortável perto de ninguém, ele nunca respeitou tanto uma mulher. Ele sempre foi galinha, sempre traiu, mas pela forma com que ele te olha, é mais do que nítido que ele realmente gosta e se importa com você. Ele nunca se entregou a uma pessoa assim, e eu não vou deixar que essa pessoa seja você. –Ouvi essa última frase como um soco no estômago. –Você é a menina que namorava o irmão e que está o usando só para fazer ciúmes. Estava tudo bem já que eu esperava que James te veria como mais uma, então ambos se usarem não me parecia tão ruim. Não mais. Não quero que o faça sofrer.

–Felly... –Consegui o nome sair dos meus lábios em tom trêmulo. Eu estava um tanto em choque. –Me desculpe, mas eu realmente não estou usando James. Eu... Eu estou tentando esquecer Nicholas.

–Até que ponto? –Perguntou a loira. –Me diga que quando o senhor olhos azuis vier atrás de você, você não vai largar James pra voltar correndo pra ele como um cachorrinho!

–Você não sabe do que está falando! –Exclamei. –Nicholas fez de tudo para que eu não viesse. Ele praticamente chorou na minha frente pedindo para que eu ficasse! Mas eu não fiquei!

–Porque gosta de James? –Perguntou a loira descrente. –Ou porque gosta da ideia de estar no comando e ver alguém sofrendo por você, ao invés de você estar sofrendo por alguém?

Recuei um passo ao ouvir o que Felly havia acabado de dizer e senti uma vergonha enorme tomar conta de mim. Ela estava certa. Eu havia tratado Nicholas como um lixo nos últimos dias, porque eu me senti poderosa, eu me senti boa por vê-lo sofrer por mim quando eu já havia sofrido um monte por ele. A ideia me parecia justa, mas olhando agora, eu via que era a coisa mais cruel que alguém um dia poderia fazer. Nicholas sempre tentou me acolher, sempre tentou me ajudar, e eu sentia prazer em vê-lo machucado. Senti meus olhos arderem. Eu era uma pessoa horrível.

Por outro lado eu não estava usando James. Eu poderia estar tentando reconquistar Nicholas, mas desde que havia chegado naquele sítio, eu havia descoberto que eu era perfeitamente capaz de me envolver com o loiro, tanto que estava apaixonada por ele. Eu não poderia negar. Meu coração batia forte ao me lembrar do seu rosto e eu sorria só da memória de como ele era uma companhia perfeita. Eu havia dormido com ele. Eu nunca dormiria com alguém para provar ou me vingar de outra pessoa. Eu realmente tinha sentimentos pelo irmão de Felicity, mas eu não tinha ideia de como explicar aquilo para ela. Minha amiga me conhecia bem. Bem até demais.

–Eu... –Praguejei mentalmente ao não conseguir fazer mais palavras saírem da minha boca por hora. –Eu gosto do Nicholas... –Comentei, abaixando a cabeça. Minha amiga assentiu, engolindo em seco. –Mas eu também gosto do James. Eu admito que no início eu usei ele para que Nicholas sentisse ciúmes, e quando fiquei brava com meu irmão, usei James para tentar esquece-lo quando eu não tinha sentimento algum por ele. Mas ele me conquistou. –Contei. –Foi simplesmente isso. Eu percebi a pessoa maravilhosa que ele era e simplesmente me apaixonei. E eu estou sendo cem por cento sincera com você, Felly. Eu estou dividida, mas eu nunca machucaria o seu irmão.

–Eu sei, Sid. –Falou a loira, soltando um suspiro, agora em um tom mais calmo. –Eu sei que não machucaria... Não por querer. Enquanto estiver divida, eu não sei se é uma boa ideia ficar com qualquer um deles.

–O que quer que eu fale pra James? –Perguntei, impotente. –Eu gosto tanto dele... Eu consigo realmente ver um futuro ao seu lado.

–Eu não sei. –Admitiu Felly soltando um longo suspiro. Pelo menos ela não parecia brava ainda. –Ele ficaria arrasado se você terminasse com ele agora...

–Me diz o que você quer de mim! –Pedi, cobrindo o rosto com as mãos. Eu estava totalmente confusa, achar alguém para me dizer o que fazer parecia perfeito. –O que você quer que eu faça?

–Quem sou eu para te apontar o que é certo ou errado? –Perguntou minha amiga, olhando-me fixamente. –Isso quem define é você. E é você quem arcará com as consequências. As coisas saíram de controle, Sidney. É você quem tem que dar um basta.

Notas finais
E aí?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.