Você
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Você o prensa contra a parede tão logo ele fecha a porta do apartamento, e em menos de um segundo sua boca já está devorando a dele. Os piercings tilintam contra os seus dentes enquanto você morde aqueles lábios macios e deliciosos. Você desce para o queixo dele e em seguida alcança o pescoço. A despeito de seu medo de machuca-lo, você o morde forte o suficiente, e ele geme. Aquele som contido e rouco apenas te provoca mais e, afobadas, as suas mãos se metem por debaixo da camisa dele, apertando a cintura magra de maneira intensa e subindo em seguida pelo peito. A ponta dos seus dedos alcança os piercings dos mamilos dele, puxando-os em seguida. Ele geme de novo e nesse momento você sabe que precisa daqueles piercings na sua língua.
Você se separa dele apenas para faze-lo tirar aquela incômoda peça de roupa e logo você está saboreando um mamilo rosado junto ao aço. Você o lambe, chupa e morde. Noiz apenas geme e agarra os seus cabelos, puxando-os de leve, soltando-os. Aquilo o excita tanto que novamente você busca a boca dele, prensando-o de forma ainda mais bruta, ao ponto de erguer o tronco dele, deixando-o suspenso com a força dos seus quadris enquanto apoia em suas mãos aquelas nádegas durinhas envoltas pelo jeans apertado – a única parte da roupa dele que você realmente apreciou nessa noite. Suas mãos agarram aqueles músculos com tanta força que você nem precisa perguntar se ele está sentindo aquilo – até porque ele arfou forte quando você o fez, sorrindo malicioso e atracando as pernas ao redor da sua cintura antes de beijá-lo de forma selvagem.
Sua pélvis se move de contra ele, pois você quer que ele sinta em seu volume e rigidez todo o desejo que ele lhe causa. Ele apenas ri e o imita, esfregando-se em você daquela maneira indecente que ele sabe fazer tão bem enquanto suspira contra o seu pescoço. Aquilo é mais do que você pode suportar, por isso, ainda sem pô-lo no chão, você o abraça forte e segue carregando-o atracado a você até o quarto dele com a intenção de jogá-lo no colchão e fazê-lo seu.
Mas assim que seus dedos tocam o interruptor da luz, você se depara com uma gigantesca pilha de roupas sobre a cama.
Você para momentaneamente sem saber muito bem o que fazer, e ele, perceptivelmente envergonhado, murmura baixinho contra o seu pescoço, ainda agarrado a você:
– Eu não sabia o eu vestir....
Tudo que você faz então é soltar um risinho enquanto o joga em cima das roupas mesmo, ignorando-as enquanto se concentra na tarefa de soltar o cinto dele. Você se atrapalha um pouco, mas logo consegue abrir e abaixar um pouco as calças dele. Ele já está bem duro, e dessa vez você não hesita antes de abocanhá-lo. Você sente como aquele membro rijo se mexe por conta própria, enquanto você se empenha em passar a língua pelos piercings dele. Eles não te causam mais tanta aflição, por isso você se permite segurar um entre seus dentes e puxá-lo suavemente. Nesse momento a mão de Noiz agarra seus cabelos e ele geme. Fica bem claro que ele havia gostado, por isso você repete o ato, um pouco mais forte, bem na joia que atravessava a glande dele. Ele faz um som um tanto esganiçado, e você tratar de dar uma boa chupada em seguida, adorando como ele geme extasiando, puxando mais o seu cabelo. Você continua, sobe e desce seus lábios pela extensão dele, permitindo-se por vezes morder aquela parte rija.
– Huum... –Ele geme gostoso e ergue o tronco se apoiando em cotovelos e passa mão pelos seus cabelos. – Ei velhote... Você gosta disso, não? –Ele pergunta após algum tempo enquanto afasta a sua longa franja a fim de poder ver melhor o seu rosto. Você cora, afinal aqueles olhos verdes e famintos estão te devorando enquanto você faz aquilo, e isso causa um arrepio na sua nuca. Você não está acostumado a falar sacanagem durante o sexo, e provavelmente esse é o motivo do calor que você sente na sua face. Você desvia o olhar e tenta se concentrar no que está fazendo, voltando a morder com vigorosa delicadeza a glande dele, mas ele não desiste de te provocar. –Você gosta de me chupar? –Você mais uma vez olha para ele com um misto de irritação de constrangimento. Ele apenas sorri, feliz e maldoso ao mesmo tempo. –Aposto que você adora o meu pau na sua boca... Tenho certeza de que você está ainda mais duro, louco para me comer logo. –Ele continua provocando, acariciando a lateral do seu rosto, e você quase engasga. Você fecha os olhos quando o constrangimento finalmente vence a irritação, e se limita a puxar com os dentes o piercing da glande, pois você sabe que este é o que ele mais consegue sentir. Ele geme mais uma vez e alarga o sorriso. – Ei... Koujaku... Tira a roupa para mim..? Eu quero ver se o seu pau está mesmo tão duro quanto eu acho que está.
Você para o que fazia e suspira, ligeiramente cansado, ligeiramente irritado, mas muito, muito excitado. Por mais que o linguajar rude o vulgar dele o incomodasse e envergonhasse em diversos momentos, você não podia negar que tinha um apelo deveras erótico. Você não costuma tirar a sua roupa para transar – por mais que Noiz já tivesse visto, e soubesse de tudo, aquele era um comportamento que você havia condicionado ao longo da sua vida. Mas você queria que as coisas com ele fossem diferentes do que haviam sido ao longo da sua vida. Noiz merecia que você fosse diferente, e você começava a achar que merecia viver algo diferente também.
Com isso em mente, você se levanta da cama, encarando-o seriamente enquanto abre o quimono, permitindo que a seda escorregue lentamente pelos seus ombros, exibindo as marcas que você tanto odiava, mas que Noiz havia aceitado. O leve atrito do tecido contra a sua pele junto ao efeito dos intensos olhos verdes devorando seu corpo faz com que sua nunca se arrepie novamente. Malditos e maravilhosos olhos. Como poderiam olhos ser capazes de passar mais safadeza do que as palavras dele? E logo esses olhos passam a mirar o seu pênis, o qual está sim, muito duro. Você se pergunta por um segundo desde quando Noiz passara a ter aquele efeito sobre você, desde quando você o desejava tanto.
– Cara... isso é melhor que strip profissional. – Ele comenta de forma safada enquanto se senta na cama e leva a mão até o seu pênis, atestando a firmeza do mesmo. Você quase suspira com aquele toque.
– Cala boca... – Você resmunga e fecha os olhos a fim de sentir melhor a mão dele.
– Sério, você podia ganhar uma grana com isso. –Ele continua brincando, mas você não gostou muito dessa brincadeira. Você ia até reclamar, mas ele logo continua. –Mas eu sei que eu sou o único que teve o privilégio de ver você tirando a roupa assim... –Ele diz enquanto fecha os olhos e se debruça na sua direção a fim de te chupar.
E ele chupa muito bem.
Você não se lembra de ter sido tão bem chupado em toda a sua vida.
Ele começa lento e suave, apenas envolvendo sua glande com os lábios, massageando-a com a língua logo em seguida. Você adora a habilidade que ele tem com a língua, especialmente quando ele usa aquele piercing. A diferença de textura causa uma sensação diferente e você sente seu baixo-vente pulsar forte enquanto aquela bolinha de aço vai descendo por toda a sua extensão. E essa é uma outra habilidade de Noiz que você aprecia muito: ele consegue te por inteiro na boca. Você odeia admitir, mas dúvida que algum dia na sua vida será capaz de ser tão bom em qualquer coisa, quanto Noiz é bom em chupar. Você chega a pensar que nunca mais vai querer ser chupado por outra pessoa, apenas pelo pirralho. Isso soa um tanto romântico, e você põe sua mão na cabeça dele, acariciando os fios loiros e puxando-os em seguida, fazendo com que ele cesse sua intensa felação. Ele ergue a face e te olha um tanto confuso, como se perguntasse se havia feito algo errado. Você se limita a jogá-lo na cama, arrancar de vez as calças dele e em seguida pressioná-lo com seu corpo contra o colchão. Você morde a boca dele enquanto esfrega a sua intimidade na dele. Ele geme e você sabe que não vai aquentar mais:
– Onde tem lubrificante? –Você pergunta desesperado, já se levantando a fim de pegar onde quer que estivesse. Mas ele ergue o tronco também e arregala os olhos.
– Não tem.
– Como assim ‘não tem’?
– Não tendo! – Ele se exalta. – Sabia que devia ter passado na farmácia!
– Mas como assim você não tem? – Você repete a pergunta indignado. – Você é gay! Você precisa ter lubrificante! – Nesse momento ele te olha com raiva e rebate:
– É por isso que você tinha na sua casa?
– Não! Mas...!
– Eu nunca tive as suas frescuras, esqueceu?
– Não é frescura! É necessidade!
Ele fecha os olhos e suspira, e você o imita querendo se acalmar. Você pensa se poderia substituir com algo, mas ele interrompe seu raciocínio.
– Usa a língua.
– Quê???
– Beijo grego, não conhece?
– É claro que eu conheço!
– Então.
– Não é essa a questão.
– Não se preocupe, eu me limpo direito.
– Não é isso também! – Você se agonia. Você sabia que Noiz se limpava direito, é apenas...
– O que é então?
...Você não sabia ao certo o que era, e por isso você não responde.
Ele se joga de costas na cama e suspira como se estivesse cansado.
– Deixa pra lá, brochei já. – Ele murmura perceptivelmente chateado, e você pode constatar tal chateação no membro dele que já diminuía.
– Noiz, eu... – Você vai deitar ao lado dele e põe a mão no rosto juvenil, tentando fazer com que ele olhasse para você. Você tenta se explicar, mas ele interrompe.
– Não, tranquilo. Eu não posso forçar a barra assim com você, mesmo. Eu sempre esqueço que isso é tudo novidade para você. Foi mal, não faço mais. – Ele pede desculpas, mas você sente que deveria ser você a fazer isso. Você havia estragado todo o clima.
– Não, você não fez nada de mal, é só que...
– Eu sei, você nunca fez isso com ninguém, e duvido que tenham feito com você. Eu não devia ter proposto.
Ele fala por você mais uma vez, e você se pergunta desde quando ele parecia tão maduro.
– Já fizeram com você? – Você indaga após alguns segundos de desconfortável silêncio.
– Algumas vezes. – Ele responde de maneira indiferente. De fato, Noiz parecia ter uma rica experiência quando o assunto era sexo, e isso te incomodava um pouco.
– E é bom? – Você indaga e ele desvia os olhos para o teto rapidamente, como se puxasse na memória, ou tentasse achar a palavra certa.
– Não sei ao certo... Meu tato é ruim, lembra? – Você faz que sim com a cabeça, um pouco arrependido pela recorrente mancada. – Mas ruim não era, e geralmente todo mundo diz que é muito bom. – Nesse instante ele para de falar e arregala os olhos de novo, como se tivesse se dado conta de algo muito importante. –Ei, e posso fazer em você, e você me diz se é bom!
– Não! – Você nega prontamente, arregalando os olhos também diante daquela ideia absurda.
– Por que não?
– Porque eu não quero, oras!
– Eu só quero que você curta, não necessariamente quero te comer. –Ele tenta te acalmar. –Vai ser só um beijo, nada demais.
Nesse momento, você se sente tentado. A verdade é que você tinha algumas curiosidades específicas sobre o sexo entre homens.
– Só um beijo? – Você confirma, desviando o olhar de tanta vergonha.
– E nada mais. – Ele reforça, olhando seriamente nos seus olhos.
– Se eu não gostar, você para?
– Na mesma hora.
Você confia nele. Você não sabe o motivo em desde quando, mas você confia muito em Noiz. Por isso você suspira e confirma com a cabeça.
Ele não faz qualquer esforço em esconder a animação e trata de fazer você se deitar direito com as costas no colchão, põe-se entre as suas pernas e as puxa para cima sem maiores cerimônias. Você acha que vai morrer de tanta vergonha. Aliais, você tem certeza que vai morrer, pois você não consegue respirar. Tudo que você consegue fazer é colocar as duas mãos sobre a cara a fim de tentar esconder a sua vergonha enquanto torce para que tudo seja rápido. Mas Noiz não permite que você fique daquele jeito. Ele tira a suas mãos e beija a sua bochecha ternamente.
– Não precisa ter medo. – Ele sussurra rente a sua orelha.
– Eu não estou com medo... – Você resmunga baixinho. Ele te dá um beijo nos lábios e sorri.
– Então relaxa. – Ele fala enquanto beija seu peito. – E segura as pernas para mim.
Você demora um pouco antes de fazer o que ele pediu, e você odeia a sensação, pois você se sente indefeso e venerável naquela posição.
Mas você confia em Noiz, por isso você suspira e tenta ficar calmo enquanto ele segue descendo por deu corpo, deixando uma trila de beijos pelo seu tórax. Ele beija seu membro agora quase totalmente flácido e dá uma longa lambida pelos seus testículos. Você gosta quando ele acaricia seus testículos e não se importaria se ele tivesse parado por ali, mas quando você sente a língua dele, úmida e quente, descer ainda mais, você se encolhe institivamente e o seu rosto parece queimar. Você nunca se sentiu tão envergonhado na vida (e olha que Mizuki tem um vídeo de quando você ficou bêbado e começou a dançar em cima do balcão do Black Needle). Você fecha forte os olhos e tenta relaxar, mas não consegue. Você sente vontade de fugir, de chutar a cabeça do pirralho, qualquer coisa.
Mas você confia no Noiz, você repete para si mesmo enquanto tenta suportar a sensação de ter a língua dele na sua maior intimidade. Ela vai para cima e para baixo suavemente, bem calma, e você pode por vezes identificar o toque do piercing dele. Não é uma sensação ruim, mas você não sabe se conseguiria classifica-la como boa. Pelo menos até ele começar movimentos circulares mais vigorosos. Certo, talvez fosse um pouco gostoso, você pensa enquanto ele te massageia de forma intensa. Ou talvez seja muito gostoso e você não quer admitir, mas o fato é que isso está te deixando excitado de novo, pois por vezes ele intercala as lambidas pelos seus testículos, e você começa a achar que vai enlouquecer, principalmente quando a mão dele alcança o seu pênis e começa a masturba-lo.
Quando ele tenta te penetrar com a língua, seu corpo se retrai no mesmo instante e você geme, e sim, aquilo é muito melhor do que você poderia imaginar, e você se pergunta por que nunca experimentou daquilo antes. Não que fizesse muita diferença, afinal você tem certeza que ninguém no mundo pode ser tão bom com a língua quanto Noiz é. Você tenta olhar para ele, mas tudo que consegue ver é o seu pênis em meio aos ávidos dedos dele.
Você odeia admitir, mas você quer mais. E como se Noiz tivesse algum poder telepático, ele para o que tá fazendo e pergunta:
– Quer fio-terra? Minha língua está cansando já.
Você joga a mão sobre a sua cara, não acreditando na falta de tato dele com as palavras. Você quer dar um cascudo nele, mas mais do que isso, você quer que ele continue. Você engole o orgulho e fala por entre os dentes:
– Só... faça.
Você quase morde a língua antes de conseguir falar isso, mas é logo recompensado por uma deliciosa chupada em seu membro, capaz de distraí-lo de qualquer humilhação ou vergonha. Mas logo você sente um dedo dele tocar suavemente aquele local e se prepara para o pior.
Mas o ‘pior’ não vem, e Noiz fica apenas massageando a sua entrada enquanto te chupa, esperando você se acalmar. Você respira fundo e espera, finalmente entendendo que estava ansioso. Você realmente quer experimentar aquilo, e quer que seja com Noiz. Você sente o dedo dele ameaçar entrar, mas antes ele para de te chupar e ergue o tronco a vim de olhar nos seus olhos.
– Você sabe do meu tato, por isso, seu eu te machucar, me avisa. –Ele pede enquanto te encara seriamente. Você nota que ele também está nervoso com a situação, e que ele realmente tem muito medo de te machucar. Você sorri para ele e faz que sim com a cabeça.
Porque você ama Noiz.
Você realmente ama muito Noiz.
E por mais que esse seja o pior momento para se dar conta de algo assim – afinal você está prestes a perder sua virgindade anal – você só consegue pensar no quanto você ama aquele pirralho irritante. Você nota que quer estar sempre ao lado dele, e que quer cuidar dele, e quer ter certeza que ele está se alimentando bem, e que ele não está mais se machucando como antes. Você quer que ele se sinta amado e protegido, e que ele sinta prazer sempre que fizer sexo, e você quer ser o único a dar esse tipo de prazer para ele. E quer ser o único que ele chupa da exata maneira que ele está fazendo agora.
Você quer ele só para você, de todas as formas possíveis, e isso envolve ele te possuindo também. Você quer se entregar para ele, e talvez por finalmente notar isso, seu corpo finalmente relaxou um pouco e você quase não sentiu quando o dedo dele adentrou seu corpo.
Porque você ama Noiz e confia nele.
Ele toca o seu interior e, apesar de estranho, é tudo tranquilo. Não dói, e você não se sente repentinamente menos macho. Parece tudo muito natural, pelo menos até ele pressionar a sua próstata, a qual, diferentemente de você, ele já sabia exatamente onde ficava. Você se engasga com o gemido inesperado e seu corpo se move em um espasmo. Você arregala os olhos e puxa os cabelos dele para que ele pare de te chupar, pois você quer ter certeza do que sentiu. Ele te olha preocupado, provavelmente achando que te machucou. Você se adianta, antes que ele pergunte:
– Continua... –Sua voz está rouca, e você não tinha se dado conta antes, mas a sua respiração está bem acelerada, assim como seu coração.
Ele faz que sim com a cabeça e pressiona aquele lugar mais uma vez. Você fecha os olhos e cerra os dentes para não gemer. Aquilo era realmente bom.
– Aguenta outro dedo? –Ele pergunta após repetir o gesto mais algumas vezes, e você apenas consegue fazer que sim com a cabeça, ainda sem coragem de olhar para ele.
O segundo dedo entra também sem maiores problemas, e rapidamente ajuda o primeiro na tarefa de te enlouquecer, dessa vez com mais intensidade. Benditos sejam os dedos de Noiz, você pensa enquanto seu corpo se retrai em um novo espasmo, mais violento que o anterior. Você tenta regular a respiração, mas Noiz está te massageado de um jeito que torna impossível qualquer esforço da sua parte. Você abre os olhos quando sente a língua dele em sua barriga, recolhendo as gotas que haviam escorrido do seu pênis – você não se lembra de ter gotejado tanto assim antes. O olhar dele é tão malicioso que você se arrepia. Ainda te olhando ele continua os movimentos, e você se sente estranho. É como se você estivesse prestes a gozar, mas ao mesmo tempo não. Sem entender, você apenas arfa, observando como mais daquele líquido branco escorre pelo seu pênis negligenciado. Aquilo é quase doloroso de tão bom.
– Tô achando que você quer mais um dedo... Ou que você quer algo diferente... – Ele comenta lambendo os lábios, e nessa hora você vira a cara porque não aguenta mais olhar para aquelas íris. – Quer outro dedo? – Ele insiste na pergunta, e a despeito do seu silêncio, você sente como o terceiro dedo vai calmamente se unindo aos demais. –Se não quiser, me diz. – Você não diz nada. Você quer sim. Você quer o dedo e você quer o pênis dele, mas você não tem coragem de falar, por isso agradece mentalmente por ele tomar a iniciativa, mas só até a invasão começar de fato.
Certo, aquele dedo doeu. Não era uma dor insuportável nem nada do tipo, mas o incômodo causado era inegável. Mas a resposta do seu corpo é apenas se contrair enquanto seu pênis pulsa, expelindo mais um pouco de sêmen. Você estava prestes a pedir para ele tirar aquele terceiro dedo, mas quando ele aperta de novo a sua próstata, você tem certeza que está gozando, por mais que isso não se pareça com nenhum orgasmo que você tenha tido antes. Você olha para o seu membro e vê a quantidade de sêmen que está escorrendo, e você não tinha se dado conta até então mas você está gemendo continuamente, baixo e rouco. Você tenta se conter, mas o seu corpo o trai sob a forma de um espasmo, e você solta um quase grunhido muito alto e satisfeito enquanto libera mais do seu sêmen.
Você está arfando e não acredita no que acabou de experimentar. O seu pênis ainda está pulsando, e agora os dedos da mão livre de Noiz passam levemente por ele, recolhendo um pouco do espesso líquido que ainda sai. Quando você olha para Noiz, ele sorri de forma safada e lambe um dos dedos sujos de gozo. Ele ainda pressiona mais uma vez a sua próstata, apenas para te fazer gemer mais, e então retira os dedos de você.
– Parabéns pelo seu primeiro orgasmo anal. – Ele diz um tanto cínico, e você o responde com um muxoxo enquanto fecha os olhos e tenta acalmar sua respiração. Seu coração está batendo loucamente e você se sente exausto. Havia sido o orgasmo mais intenso e estranho da sua vida. – Quando eu te comer, vai ser ainda melhor... –Ele comenta casualmente enquanto se deita ao seu lado, e você nota na voz dele a intenção de te provocar, mas isso faz você se lembrar de uma coisa: Noiz ainda não gozou.
Você ergue seu tronco de supetão e observa o pênis dele, ainda duro e pronto para ação. Por mais que esteja cansado, você precisa fazer algo por ele. Você morde o lábio inferior buscando coragem, e em algum momento sua voz consegue sair, ainda que muito tímida:
– Ei pirralho... Quer me comer?
– Você quer que eu te coma? –Ele rebate imediatamente erguendo também o troco, e aqueles olhos brilham com surpresa e desconfiança. Você desvia o olhar e não responde. Você não tem coragem de dizer que sim. E o moleque parece entender muito bem. – Velho, você acabou de ejacular tudo isso aqui por causa dos meus dedos. – Ele comenta passando a mão pela impressionante quantidade de esperma depositada sobre a sua barriga. – Se você não quiser, não faça, mas eu só acho que você já deveria ter passado da fase da vergonha. Se você quiser que eu te coma mesmo, vai precisar dizer. –Ele tem toda razão, mas ainda assim você não consegue responder.
Por isso você apenas segura nos ombros dele e indica que quer que ele se deite. Se Noiz quer te comer, Noiz vai te comer, porque você quer dar para ele. Tendo isso em mente, você pega o membro dele e dá umas breves estocadas em sua mão, apenas para atestar a firmeza do mesmo. Se não estivesse duro o suficiente antes, agora certamente estava, pois ele logo entendeu a sua intenção, arregalando um pouco os olhos pasmos. Mas logo em seguida ele sorri e leva as mãos aos seus quadris em incentivo. Você tenta se posicionar sobre o falo dele, e mais uma vez você tem certeza de que a sua face está totalmente corada de vergonha.
– Não tem problema os piercings? –Você pergunta inseguro.
– Para mim não, mas se você quiser eu tiro.
– Não. – Você sabe que aquele piercings auxiliam na sensibilidade dele, você jamais pediria para ele tirá-los.
Você respira fundo e começa a se sentar sobre o falo dele. Seu corpo se fecha ante a mínima indicação de que será invadido e você para. Você respira e relaxa, e então você se força. O volume de Noiz entra um pouco, mas é difícil manter seus músculos relaxados. Ele geme, você geme. Aquilo ela mais complicado do que você imaginou, mas você continua descendo, sentindo particular desconforto quando os piercings dele dificultam sua ação. Você olha para a expressão dele. Os olhos dele estão levemente fechados, os lábios um tanto abertas. Ele parece tomado por prazer, e aquilo funciona como uma verdadeira motivação para que você continue. Você se força um pouco mais e ele geme baixinho comentando sobre como você é apertado. Você precisa mais uma vez esperar um pouco até conseguir relaxar de novo. Mas a boa notícia é que você aparentemente havia passado dos piercings dele. Tendo em mente que o ‘pior’ já havia passado, você resolve que é melhor se sentar de uma vez até o fim.
Você chega a se arrepender da decisão, pois aquilo dói mesmo. Você sempre foi resistente a dor, mas aquele tipo de dor era mais complicado. Você sente que seria mais fácil se tivessem lubrificante de fato. Assim que acabarem você vai comprar um estoque de lubrificante para Noiz, está decidido. Mas por hora você precisa se concentrar em acabar logo aquilo, e quanto mais rápido melhor. Você sabe muito bem que para Noiz sentir, precisa ser intenso. Você quer que Noiz sinta, por isso você se ergue e logo em seguida força com mais vigor contra o falo dele. Mais um amargo arrependimento na sua vida, e você fecha forte os olhos para suportar.
– Ei, velhote... Velhote..? Calma aí! –Ele comenta preocupado, mas você ignora. Você quer que ele se sinta bem, por isso você apenas desce mais rápido, e aquilo parece que te rasga por dentro. Você geme de agonia, mas nesse momento as mãos dele seguram firmes a sua cintura, dificultando qualquer novo movimento. Você abre os olhos sem entender e encara a cara raivosa no mais novo. – Tá louco, velho? Você vai se arrebentar assim!
– Você fez pior quando montou em mim. – Você rebate.
– Mas eu não sinto dor, você sim! E essa é a sua primeira vez dando, quer se rasgar, é? Desde quando é masoquista? Aposto que você nem está mirando na próstata! –Ele comenta enquanto pega em seu pênis flácido e o balança. Verdade, você tinha esquecido que teoricamente aquilo deveria ser tão ou mais gostoso que os dedos dele.
– Eu quero que você goze... – Você se debruça sobre ele e diz baixo, arfando contra o peito dele, porque você tinha vergonha de dizer aquilo olhando pra cara dele.
– Eu notei, idiota, mas eu já tinha te dito que dificilmente gozava sendo ativo! – Ele responde um tanto exaltado, abraçando você enquanto tentava se retirar calmamente do seu interior. Até ele saindo doía.
– Então por que você queria me comer? – Você não está entendendo mais nada.
– Eu queria que você se sentisse bem, imbecil. E eu sabia que você queria experimentar, mas o seu orgulho masculino não deixava você admitir, mas que se eu insistisse você teria uma desculpa, no caso, que você havia feito isso por mim, e não por você. – Na mosca. E você se pergunta desde quando Noiz te conhecia tão bem.
– Mas você estava gostando?
– De você cavalgando em mim? Claro. Certeza que vou querer ter essa visão mais vezes. Mas com calma. Não quero quebrar o seu recém-descoberto ‘brinquedo’. – Você cora. Muito. Por sorte ele não vê, mas ele certamente sabe. Ele apenas ri um pouco e te tira de cima dele, afinal você deve ser bem pesado. Mas ele se vira de lado e te puxa em direção a ele, indicando que quer te abraçar pelas costas. Você se permite ser abraçado e resmunga.
– Eu não vou ‘quebrar’... –Você resmunga.
– Tá insinuando que eu sou pequeno? –Ele sorri em deboche esfregando o membro dele nas suas nádegas. Claro que o pênis dele não é pequeno. O pênis dele é maior que o seu. Se Noiz fosse ‘pequeno’, isso faria de você ‘minúsculo’, e você definitivamente não é minúsculo.
E por falar no pênis dele... Ele está duro e ainda não gozou uma vez sequer.
– Que que eu te chupe?
– Você quem sabe... Você sabe muito bem de onde meu pau acabou de sair. –Ele fala rindo, e você quer se enterrar. Não, definitivamente não seria uma boa ideia.
– Quer que eu te coma então?
– Não precisa.
– O que você quer?
– Que você relaxe e descanse.
– Mas você não gozou. –Você constata o óbvio.
– Sério? – Ele ri mais uma vez, sarcástico.
– Não vai querer gozar?
– Eu tô bem assim, quero só ficar um pouco mais aqui. –Ele responde preguiçoso, aconchegando você melhor.
Vocês estão de conchinha agora. É a primeira vez que você é abraçado por alguém nessa posição, e não o contrário. Você se sente bem, acolhido, protegido e quente naquela posição. Você involuntariamente se lembra de quando a sua mãe te aninhava no colo dela, como você se sentia bem quando ela o fazia.
Noiz em nada se parece com a sua mãe, até porque ele está pelado e vocês estão deitados em meio a uma pilha de roupas que tem cheiro de amaciante e Noiz, e porque tal comparação seria estranha, mas o bem-estar é quase o mesmo, e você apenas deseja nunca mais precisar sair dos braços dele.
– Pirralho? – Você o chama em algum momento.
– Hum..? – Ele pergunta sonolento.
– Você ainda tá me cutucando. – Você comenta, pois o membro dele acabou de pulsar conta a sua bunda.
– Ignora que ele para. – Ele resmunga e você suspira, tentando entender os motivos dele. Fora ele quem começara isso tudo, afinal. E ele já havia comentado com você que suas experiências sexuais anteriores haviam sido ruins, já que ele raramente conseguia gozar. Ele havia invadido a sua casa e a sua vida atrás de um orgasmo, e agora diz que não quer gozar. Provavelmente compreendendo a sua angústia, ele volta a falar. –Sabe... Uma vez eu li na internet que para ter satisfação em um ato sexual, você não precisava necessariamente atingir o orgasmo. Eu achei que fosse mentira e xinguei muito quem escreveu.
– E hoje você se sentiu satisfeito sem gozar, é isso?
– Sim.
– E como exatamente você está se sentido?
– Feliz. –Ele responde de forma simples enquanto te puxa para que você se ajeite melhor nos braços dele. Você ainda sente o membro dele, duro e quente contra as suas nádegas, mas resolve deixar quieto. Você está feliz. Ele está feliz. Você acha que poderia se acostumar com isso.
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