Você é tudo o que eu quero
16 Capítulo 16 - Visita inesperada
Notas iniciais
Tudo é escuridão, olho para todos os lados e não vejo nada, tenho medo, vejo uma luz ao longe, corro desesperadamente, mas a luz continua distante, estou cansada e começo a chorar. Sinto alguém me abraçando, beijando a minha testa, abro os olhos e vejo minha mãe. Ouço- a me dizer para eu acordar que é apenas um sonho ruim. Abraço-a como toda a minha força e carinho, o colo da minha mãe é tudo que eu quero.
“Mãe, é você mesma? O que você está fazendo aqui?”
“Ah minha filha, eu e seu pai estávamos com muita saudade e resolvemos vir visitá-la, para sabermos se você estava bem.”
“Acho que a senhora adivinhou que eu estava precisando mesmo de vocês.”
“Filha o que aconteceu, porque está na cama até a essa hora?” – Minha mãe pergunta meio receosa.
“Que horas são mãe?”
“Já passam das quinze horas, o que houve?”
“Mãe eu tive um ataque de pânico, mas Sam cuidou de mim e estou melhor agora que vocês estão aqui, onde está papai?”
“Ele está na sala conversando com a Samantha, o que desencadeou o ataque?” – ela pergunta novamente com um semblante triste.
“Não importa, o importante é que vocês estão aqui comigo”.- Dou lhe um beijo e me levanto. “Vou tomar um banho e logo encontro vocês na sala.”
“Tudo bem filha, vou preparar algo para você comer.”
Tomo um banho demorado, tentando recuperar as minhas forças, as carnes do meu copo doem, tento não pensar nos acontecimentos passados, quero bloqueá – los em minha mente, para não deixar meus pais preocupados. Saio do banho, seco meus cabelos, visto uma blusa folgada e um short curto, faço uma maquiagem leve para disfarçar meu semblante. Quando chego na sala, meu pai está conversando com Sam. Corro em direção a ele e pulo em seu colo. Tadinho ele leva um susto, mas abre um lindo sorriso para mim.
“Olá minha princesa” – Ele fala beijando minhas bochechas.
“Com vocês aqui, muito melhor”. Digo abraçando- o apertado.
“Amiga como você está? Conseguiu descansar?”
“Sim estou bem melhor.” Respondo a Sam, olho ao redor da sala e levo um baita susto, tem buquês de rosas brancas e vermelhas por toda parte. Sam entendendo minha cara logo responde.
“Elas chegaram durante todo o dia.”
“Quem mandou?” – Pergunta minha mãe entrando na sala, com uma bandeja na mão onde há um sanduíche e um copo de suco.
“Do namorado da Amanda” – Fala Sam e neste momento eu quero matá-la, por que ela não fica com essa boca fechada? Minha mãe me entrega a bandeja e eu me sento ao lado do meu pai.
“Filha” – Meu pai fala com ar de advertência. “Como assim namorado, quem ele é? quero conhecê — lo.”
“Pai já sou grande o suficiente para escolher meus namorados, não precisa ficar preocupado, na hora certa o senhor vai conhecê – lo, ele é uma boa pessoa.” – Tento me convencer do que eu falo seja realmente verdade.
“Qual é o nome dele?” – papai pergunta levantando as sobrancelhas.
“O nome dele é Eric Sullivam, CEO das Empresas Sullivans”
“Você está namorando, com um dos caros mais ricos de Nova York? Estes tipos de cara não são confiáveis”. – Meu pai fala com um tom sério e calmo.
“Pai não quero falar sobre isso, só quero neste momento curtir a presença de vocês, como estão as lojas? – Falo mudando de assunto, tanto meu pai e quanto minha mãe sabem que não podem me pressionar quando eu não quero falar, meu pai responde minha pergunta embora pareça chateado. Conversamos bastante, falei para eles o quanto eu estava trabalhando, falei dos amigos que eu fiz, dos lugares maravilhosos em que eu e Sam fomos.
O restante da tarde foi maravilhosa, não tinha percebido o quanto sentia falta dos meus pais, quando chega a noite minha mãe e Sam vão para a cozinha preparar o jantar, eu fico conversando com meu pai deitada no colo dele enquanto ele acariciava meus cabelos, sempre tive uma ótima relação com o meu pai, ele é tudo para mim.
“Minha filha eu sei que você não quer falar ,mas eu me preocupo com você, ainda não me perdoo por deixar aquele homem fazer mal a você.”
“Pai não foi culpa sua.Fernando era um bom homem todos sabemos disso, só não fomos capazes de perceber que ele tinha se perdido em algum lugar.” – Meus olhos ficam marejados de lágrimas. “Prometo não deixar as coisas irem longe de mais outra vez”.
A campainha toda e eu fico apreensiva, Sam vai atender a porta e ouço aquela voz rouca inconfundível, no mesmo momento sinto uma raiva tremenda, o que ele está fazendo aqui? Como ousa vir sem ser convidado? Escuto — o falando com Sam, mas não consigo ouvir o que é eles dizem estão praticamente sussurrando.
Levanto — me rapidamente do colo do meu pai e fico de pé. Ele vem em minha direção, minhas pernas ficam bambas, tenho que ser forte, não devo sentir medo, eu consigo.
“Amor como você está? Eu fiquei muito preocupado, eu...” – Ele fala com um olhar triste.
“Eric quero que você conheça meu pai, Ian Lauren. Pai este é Eric Sullivam”. Meu pai se levanta e aperta a sua mão e ambos se cumprimentam. Neste momento minha mãe entra na sala dizendo que o jantar está pronto. “E esta é minha mãe Ana Rosely Lauren”.
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