Notas iniciais
Muahahahahahaha

Pov Joe:

Terminei de fumar enquanto Santiago abastecia as armas com munição no carro. Esperávamos a vadia da Yara. Nem me perguntem porquê.
–Olha lá. — ele me cutucou. Yara vinha caminhando na direção do Torino, vestida com um shorts jeans super curto e uma top mostrando toda a sua barriga sarada. Revirei os olhos. Ela ainda mostrava com orgulho a tatuagem com a letra J. Enfiado dentro do jeans com o cano para fora, estava sua mini Uzi. Como ela conseguia ser tão sexy e assustadora ao mesmo tempo?
–Oi rapazes. — ela entrou do meu lado no banco da frente. Pegou o cigarro de minhas mãos e enfiou na boca. Vadia. — Quem vamos matar?
–Cara fiquei de pau duro. — confessou Santiago e tive que fitá-lo como se estivesse louco. Yara riu.
–Se quiser posso cuidar disso mais tarde. — disse ela colocando seus óculos de sol escuros. — Diamond.
–Parem. — falei furioso. — Não vamos, fazer nada. Apenas ir para um restaurante. — olhei meu relógio. — Falta três horas ainda.
–Claro. Poderíamos transar até a hora de matar quem quer que fosse. — sugeriu Yara.
–Gostei da ideia. — disse Santiago e quase me inclinei para o banco do passageiro só para acertá-lo um soco.
–Vamos matar Owen. — respondi querendo muito mudar de assunto. Santiago revirou os olhos e pareceu continuar a colocar munição nas armas. Só precisávamos de três armas carregadas, não quinhentas. Caso Owen estivesse com a gangue dele. — Você quer?
–Nada me daria mais prazer. — ela soltou arcos de fumaça movendo os lábios daquela maneira sexy. Estava me provocando. Peguei o cigarro de sua boca e joguei pela janela. Eu não ia permitir isso. — Joe!
–Vamos rodar. Quero ficar de olho no lugar antes de entrarmos em ação. Essas três horas que ainda temos serão bem gastas com isso.
–Você que manda. — disse ela sorrindo. Santiago assentiu.
Parei o carro na frente do Frances, Yara molhou seus lábios e ficou imóvel olhando para a fachada do lugar.
–Que restaurante mais... Simples. — comentou.
–Eu soube que a comida dali é deliciosa. — disse Santiago. Nessa hora do dia eu já tinha me arrependido de ter pedido sua ajuda. — Se quiser vir jantar comigo Yara aqui eu adoraria.
–Você é fofo Santiago. Palavras bonitas não me conquistam. Gosto de caras como Joe. — ela fez questão de acariciar meu rosto. Só aquele toque já deixou o meu amigo lá de baixo animado.
–Vamos parar de putaria e focar no que viemos fazer? — cuspi furioso. — Santiago, analisa o lugar.
–Não tem saída de imergência, apenas uma porta nos fundos que os funcionários usam para fugir e dar uma tragada antes ou durante o trampo. — explicou ele. — Você pode entrar lá depois que Owen chegar, eu e Yara ficamos esperando na porta dos fundos caso algo dê errado e ele tente fugir.
–E a gangue dele? — perguntei-lhe. — E se os caras vierem? Um tiroteio chamaria a atenção da polícia.
–Kevin disse que viria sozinho com o pai. Não vai ter Romenos. — disse Santiago dando de ombros.
–E se tiver? — supôs Yara. Ela era uma vadia que sabia usar muito bem seu poder de sedução e atração, também conseguia matar um cara com muita facilidade. — Eu não quero matar ninguém.
–Posso te fazer uma pergunta? — retirei meu maço de cigarros do bolso e peguei um. Coloquei na boca e o acendi. — Porque não me matou quando foi paga para isso?
Ela riu. Santiago fez uma expressão de interessado, ele era muito fofoqueiro para meu gosto. Yara fitou-me ainda com seu divertimento evidente.
–Joe... A cicatriz em sua costela não foi o suficiente? Eu podia ter te matado, a gente preferiu transar. Esqueceu? — ela tentou tocar-me novamente e afastei sua mão.
–Pare. — falei ficando furioso. O Porsche de Kevin apareceu na rua, nossos olhares foram para lá. Santiago gemeu.
–Que emoção! — disse ele. — Eu nunca participei de algo assim.
–Cale a boca fofinho. — resmungou Yara. — Eu vou lá.
–Espera. — toquei seu braço. Ela virou-se para mim e sorriu. — Deixa eles entrarem antes.
–Pensei que fosse me impedir.
–Eu jamais faria isso. Você sabe se cuidar sozinha. — Owen desceu do carro vestido com um terno e junto com ele uma mulher. Onde está Kevin? — Merda. Kevin não esta com ele. Aquela é a Marilyn.
–Uou! — disse Yara animada. — Vamos matar a vadia também.
–Não fala dela assim. — fitei-a furioso.
–É a sogra dele. — disse Santiago rindo.
–Espera... Então a mãe de sua namorada esta voltando com o antigo amor, e pai de sua vadia? Ah... Não podia ser melhor, vou adorar explodir os miolos dos dois, só faltou a Clarice.
–Você não vai matar ninguém. — falei abrindo a porta vendo que os dois entraram no restaurante. — Eu vou, vocês dois fiquem na porta dos fundos.
–Ok. — concordou Santiago me passando minha arma.
–Joe... — Yara se inclinou e me beijou tão inesperadamente que tive que a empurrar para se afastar de mim. — Não morra... — brincou debochada.
Não me preocupei em esconder a arma, apenas entraria e mataria Owen. Droga a mãe de Clary estava lá, seria meio covarde.
–Joe. — chamou Kevin. Virei-me e uma bicicleta com outro garoto pareciam ser seu veículo. — Desculpa, meu pai me obrigou a emprestar o carro.
–Percebi. — falei indo até ele.
–Ouça. Tem certeza do que vai fazer? — ele apontou com a cabeça para Yara e Santiago que saíam do Torino. — Precisou chamar aqueles dois?
–Eu apenas preciso deles. Nenhum deles estava beijando minha namorada nas minhas costas. — cuspi furioso. Ele riu.
–Qual é Joe? Vai me tirar dessa? Eu tive que apontar uma arma e obrigar aquele filho da puta a pedalar até aqui. — disse referindo-se ao garoto da bicicleta. — Para me mandar embora?
–Vai Kevin. Antes que sobre para você. — falei.
–Claro. — ele mandou o garoto embora. — Cuidado Joe. Meu pai não é burro.
–Vai embora. — voltei minha atenção para o restaurante. — Outra coisa eu ainda estou guardando a sua surra.
–Porque tenho que apanhar?
–Porque se meteu com Clary. — cuspi. — Sei que não foram negócios, e pouco estava se fudendo para o fato de serem irmãos.
Dei de ombros, entrei e passei pelo garçom que quando viu minha arma se calou. Passei por um corredor até as mesas vips do lugar. Lá estava Owen conversando com sua amada, aproximei-me.
Os olhos de Marilyn me avaliaram surpresos, Owen também. Os outros clientes levantaram-se e saíram correndo do lugar.
–Owen Drewnick. — falei sorrindo e conferindo se tinha balas o suficiente na mini Uzi que eu carregava. — Lembra de mim? Ah sim, eu não sou Joe. Meu nome é Kurt Slater.
A mulher parecia não entender nada.
–Você é o namorado de Clary. — foi a única coisa que disse.
–Também. Nas horas vagas. — confirmei.
–Eu sabia que tinha algo errado. — ele se levantou. Apontei a arma para seu peito.
–Opa. Aonde vai? Quando a polícia chegar... Eu devo deixa-lo morto. — era só apertar o gatilho. Ouvi o barulho de um giro completo de um revólver e senti o cano do mesmo tocar minha nuca.
–Você vai largar essa arma ou eu vou ter que apelar? — perguntou Clary. Todos se surpreenderam, o que ela estava fazendo ali? — Oi querido!

Notas finais
Muahahahaha