Você É Meu Pai? Ou Não É...
7 7. En la grosería
Notas iniciais
Por outro lado...
Obrigada por os Reviews!! os amei!! obrigada:
*Carem Assis
*Maary Dawson
*Ana Maria
*Larii
*Suzzane Freitas
*JulianaDramaQueen
*Kiki Mansen
*Branca
*Ela
Obrigada!
e por por recomendação... Obrigada!! "Estella Moura"
Este capítulo é dedicado a vocês!
Espero que gostem!!
– ME ESCUTA JULIANA! MAS QUE PORRA, NÃO ME DEIXA FALAR! – gritou e eu o olhei de olhos arregalados.
– Quem você pensa que é pra gritar comigo? – perguntei estressada, devia estar vermelha de raiva.
– Julie… — começou.
– Juliana. – corrigi.
– Julie… — fingiu que não ouviu.
– JULIANA! – corrigi novamente.
– JULIE FICA QUIETA CARALHO! – gritou e forçou o meu ombro para baixo me fazendo sentar. – Me ouve… — abaixou o tom de voz.
– Não tenho nada para ouvir. – sou teimosa, já disse isso?
– Tem sim, agora cala a boca. – olhei para ele. – Eu sei que agi errado, mas não fui o único. Eu saí, te pedi para você não fazer nada e você transou com um menino no banheiro… — o cortei.
– Não transamos mesmo. Íamos fazer isso, mas não chegou a acontecer. – eu disse. – E você errou mais que eu. Não me dá atenção, trás sempre as tuas namoradas aqui para casa, se pega com elas no sofá e não é a primeira vez que eu ouço gemidos. Não quero uma vida assim. – continuei. Ele fez um cara triste, olhou para baixo e parecia que ia chorar. Aquilo me partiu o coração. – Não faz assim… — pedi.
– Assim como? – olhou para mim e perguntou com voz triste. Meu coração se partiu em pedaços, odeio deixar as pessoas triste… Ainda mais ele.
– Me olhar triste, olhar para baixo, fazer essa voz… Me parte o coração. – confessei.
– Desculpa… — olhou novamente para baixo.
– Eu não consigo… — disse mais para mim do que para ele, mas parece que ele ouviu pois olhou para mim.
– O que? Me perdoar? – perguntou.
– Não. Ficar brava com você quando faz isso. – ele abriu um sorriso do tamanho do mundo.
– Estou perdoado? – perguntou animado.
– Sim. – dei um meio sorriso.
– Então vai ficar aqui? – perguntou se animando mais.
– Não. – respondi firme e o sorriso que ele tinha no rosto desapareceu. – Daniel, eu gosto muito de você, muito mesmo, mas eu não quero viver assim. Parece que você não gosta de mim, nem sei porque me adotou.
– Julie, eu te adoro! Eu sei que sou um idiota, mas eu nunca morei com uma garota antes… Olha, fazemos assim, hoje você dorme na casa da Beatríz e do Martín. – revirou os olhos ao dizer ‘Martín’- amanhã vocês saem, você pensa bem e depois você me fala, pode ser? – perguntou esperançoso.
– Não. – fiz charme, é claro que eu ia aceitar, mas ele tinha que sofrer um pouquinho.
Virei as costas e continuei arrumando a mala. Ele agarrou o meu braço e me virou bruscamente para ele. Choquei contra o seu corpo quente e encarei os seus olhos, ele tem os olhos mais lindos que eu já vi.
– Por que você quer me fazer sofrer Julie? Eu não quero te perder. – disse num sussurro, ele também encarava os meus olhos. Seus olhos desceram para a minha boca e automaticamente os meus desceram para a sua. Encarei aqueles lábios rosados e parecia que eles chamavam por mim “Julie” “Julie” “Julie”. Olhei novamente para os seus lindos olhos e ele olhou para os meus, ele foi se aproximando cada vez mais…
– Eu… Você… Nós… — foi a única coisa que eu consegui dizer antes de seus lábios grudarem nos meus. Demos um longe selinho até ele pedir passagem para língua, eu cedi é claro, não sou boba. Seu beijo era maravilhoso, nossas línguas travavam uma batalha dentro de nossas bocas. Borboletas voavam no meu estômago. Me sentia nas nuvens. Como somos humanos e necessitamos de ar, paramos o beijo.
– Eu… — comecei mas ele me interrompeu.
– Não fala nada… Me desculpa, não era para isso ter acontecido. – ele se arrependeu, eu sabia, por que ele ia querer me beijar?
– Tudo bem. – voltei a arrumar as minhas malas. – Vou para a casa da Bia, amanhã eu digo alguma coisa. – fechei a mala e saí pela porta. Ouvi ele gritar um “droga” e qualquer coisa quebrar.
Atravessei a rua e bati na porta da casa da Bia e do Martín.
Martín abriu a porta e eu dei um abraço apertado nele, ele sussurrou um “i love you princess” e eu sorri fraquinho para ele. Entrei na casa e Bia veio correndo até mim, me abraçou e subimos até ao seu quarto.
– Conta tudo. – disse.
– Ele pediu para eu dormir aqui e amanhã dizer para ele se fico ou se vou. – dei um sorriso.
– Conta o resto.
– Que resto? – me fiz de desentendida.
– Vai Julie, não se faz de boba. – fez cara de tédio.
– Tá, tá. Ele me beijou e depois se arrependeu e me pediu desculpa. – abaixei a cabeça. – Qual o problema em me beijar? Eu beijo mal? Que saco! – estressei.
– Você gosta dele? – perguntou atenciosa.
– O que? Claro que não. Só que ele não precisava pedir desculpas, era só deixar quieto, af, sei lá. – desabei no colo dela.
– O que você sentiu quando ele te beijou? – começou a fazer carinho no meu cabelo.
– Senti borboletas no estômago, me senti nas nuvens. Ele beija tão bem. – confessei.
– Alguém está apaixonada lalala – cantarolou.
– O que? Nada a ver. Podemos mudar de assunto? – pedi.
– Tá bom… O que foi aquilo entre você e o Martín? – perguntou.
– Vo-você viu? – gaguejei, droga.
– Só um cego não via. – “é, mas você estava se pegando com o Chaz.” pensei.
– Ah o teu irmão é gostoso, a gente ficou. – respondi.
– Eu sei que houve mais mas nem vou perguntar o que foi. – fez cara de safada.
– Ah cala a boca. – mordi a barriga dela e comecei a rir da cara que ela fez. – Mas me conta, e você e o Félix? – fiz uma cara maliciosa e ela corou.
– Estamos ficando por enquanto. – disse envergonhada.
– Por enquanto, hmmmmmm. – provoquei.
– Cala a boca Julie. – riu sem graça. Gargalhei. – Vamos fazer alguma coisa? – perguntou.
– Sim. – respondi. Levantei, peguei uma almofada e acertei ela que caiu da cama. Chorei de tanto rir. Ela aproveitou o meu momento de distração e me acertou com a almofada bem na cara. Começamos uma guerra de almofadas na qual os meninos se juntaram quando ouviram os nossos gritos e foram ver o que era. Daniel? Já nem me lembrava dele. Meus amigos são os melhores, me fazem esquecer dele tão rapidamente.
Quando já estávamos cansados, tomamos banho, colocamos o nossos pijamas e deitamos nos nossos sacos de cama. Estávamos acampando no meio da sala.
– Boa noite Félix. Boa noite Julie. Boa noite mano. – Bia disse.
– Boa noite mana. Boa noite princesa. Boa noite viado. – Martín disse.
– Boa noite Bia. Boa noite Julie. Boa noite corno. – Félix disse.
– Boa noite Bia. Boa noite príncipe. Boa noite Félix. – eu disse. Virei para o lado e caí num sono profundo.
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