Você É Meu Pai? Ou Não É...
3 3. Quem é o meu pai?
Notas iniciais
outro capítulo feito com esforço ... Minha imaginação não é tão grande ...
Obrigada por os reviews!!
-ADOÇÃO? EU FUI ADOTADA? MAS POR QUEM?- Gritei
– Sim querida. – a senhora que estava sentada se pronunciou. – Ah que mal educada que eu sou, prazer, Catalina Castellamari– ela disse e me deu um abraço ao qual eu retribui.
–Juliana Spinelli de Almeida, prazer – eu sorri – Foi a senhora que me adotou? – perguntei.
– Querida, senhora não hein! – risos – Apenas Catalina. E não, foi o meu filho que te adotou.
– Quem é o seu filho? – perguntei curiosa.
– Quando chegarmos em casa você vai ver. – ela deu uma piscadela.
– Vá arrumar as suas coisas Julie – irmã Alba disse e eu saí correndo de lá, mas ainda assim pude ouvir o riso delas.
Subi as escadas e corri até o meu quarto, abri a porta com tudo e Sophia olhou assustada para mim, não dei importância e corri até a minha mala, jogando lá dentro algumas roupas simples e pegando os meus pertences. Sophia continuava a me encarar assustada.
–Julie o que você ta fazendo? – ela perguntou.
– Eu fui adotada! – respondi com um sorriso do tamanho do mundo.
– Sério? Parabéns Julie, nossa, você merece! – ela sorriu verdadeiramente.
– Obrigada, eu vou sentir a sua falta. – abracei ela.
– Eu também vou… — respondeu com os olhos marejados. Logo já estávamos as duas chorando como bebês.
– Vamos Julie? – irmã Alba apareceu na porta, assenti com a cabeça, dei mais um abraço em Sophia e segui a irmã, caminhamos até ao lado de fora do orfanato ao qual nós nunca pudermos ir, vi um carro simplesmente lindo e Catalina parada ao lado dele sorrindo para mim.
– Vamos querida? – ela perguntou e eu assenti com a cabeça. Entramos no carro em silêncio.
– Então querida, você tem roupas e isso? Queremos que você tenha de tudo, dinheiro não é problema. – ela perguntou simpática.
– Tenho sim, as pessoas doam bastantes coisas lá para o orfanato então eu tenho as necessárias… Mas… Ahn… Como assim dinheiro não é problema? – perguntei acanhada.
– Iremos ao shopping mais tarde. Ah, nós temos várias empresas espalhadas pelo mundo então temos bastante dinheiro. – ela respondeu a minha pergunta e eu olhei para ela meio em choque.
– O que foi querida? – perguntou rindo.
– Desculpa a pergunta mas… Se são tão ricos porque me adotaram?
– O meu filho é muito sozinho sabe? Ele é um rapaz lindo, mas as mulheres só andam atrás dele para duas coisas sexo e dinheiro e ele resolveu te adotar porque te achou uma boa garota e a companhia perfeita. – ela sorriu e eu retribui.
– Ahn… Catalina, o que é exatamente um shopping? – perguntei envergonhada.
– Você nunca foi a um shopping? – perguntou e eu balancei a cabeça negativamente.
– Um shopping é tipo… É tipo um espaço com muitas lojas. – ela explicou e eu ri, foi muito hilário, ela se atrapalhou toda e ficou movimentando aos mãos…
– Ah entendi. – disse.
Fomos o resto do caminho, que não foi tão longo, em silêncio. Chegamos a um condomínio cheio de casas ou melhor dizendo mansões lindas. Paramos em frente a maior mansão de todo o condomínio, esta era a ultima. O meu queixo caiu e eu pude ouvir Pattie gargalhar.
– Linda não é? – perguntou e eu assenti.
– Venha querida, ou quer ficar aí babando pela sua nova casa? – ela riu e caminhou até a porta e eu a segui. Entramos e parece que por dentro a casa era ainda maior e a decoração era extremamente linda.
– FILHO? QUERIDO? JÁ CHEGAMOS… — Catalina gritou. – Vem Julie, vamos comer alguma coisa. — Fomos até a cozinha e eu sentei-me num banco a frente da bancada, Catalina foi até a geladeira e tirou de lá uma jarra de suco de laranja, pegou dois copos e nos serviu. – Quer as famosas sanduíches da tia Catalina? – perguntou e eu ri assentindo. Ela preparou dois sanduíches e nós comemos conversando. Catalina era engraçada e disse que eu podia chamar ela de tia Catlina assim como todos os amigos do filho a chamavam, ela não me disse o nome do filho mas disse que eu iria descobrir em breve.
– Mãe? – ouvi uma voz conhecida chamar.
– Querido? Estamos aqui na cozinha. – Catlina disse e eu ouvi passos próximos, meu coração estava disparado e minhas mãos suando frio, acho que pelo fato de eu ir conhecer quem me adotou.
– Oi. – eu ouvi a mesma voz atrás de mim, imediatamente me virei dando de cara com Daniel que me encarava com um sorriso nos lábios.
– Oi Julie… — ele disse.
– Porque não me disse que ia me adotar? – perguntei.
– Porque eu não sabia que ia ué. – respondeu.
– Tudo bem… — dei um sorriso.
– Então, vai dar um abraço no seu novo papai? – perguntou abrindo os braços e eu gargalhei abraçando ele.
– Vou ter que te chamar de pai? – perguntei meio envergonhada. – É que, você é apenas seis anos mais velho que eu então…
– Claro que não. – risos – quero apenas que me trate como um pai sabe? Se algum menino ou menina te fizer mal vir me contar, se precisar de algo vir me pedir, coisas do género. – explicou.
– Ah tudo bem então. – dei um sorriso largo.
– Ah e suas aulas começam daqui a três meses, está na época das férias agora.
– Oook.
– Querida, eu vou levar você até o seu quarto. – Catalina se intrometeu na conversa e eu me assustei, nem lembrava mais que ela estava aí.
– Tudo bem tia Catalina– sorri fraquinho para ela.
A segui e ela me levou até o meu quarto, ter um quarto só pra mim deve ser óptimo… UMA MARAVILHA! Ela abriu a porta e eu me deparei com um espaço simplesmente lindo, era roxo clarinho, tinha uma tv, um dvd, um notebook que também era roxo, o quarto era C O M P L E T A M E N T E fofo.
– Gostou querida? – perguntou receosa.
– Se eu gostei? Eu amei! – respondi alegre e ela deu um suspiro aliviado. – Como vocês sabiam que a minha cor preferida é roxo?
– Foi o Daniel que mandou pintar dessa cor, a cor preferida dele também é roxo. Agora vai aproveitar o seu quarto. – ela disse me dando um empurrãozinho, em seguida saindo e fechando a porta. Olhei em volta e sorri igual boba.
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