Voando Alto
20 Nova Armada de Dumbledore
Notas iniciais
A semana passou bem tranquila em relação as aulas, mas o que acontecia no castelo não estava tão calmo assim. A briga no time da Sonserina tinha dividido a casa muitos, a grande maioria, apoiava Rosier, que era o líder de um grupo intitulado Os Puros, o que obviamente fazia menção aos bruxos de puro sangue. Mas todo o resto do time e alguns alunos mais novos apoiavam Scorpius Malfoy como capitão.
Isso fazia a escola ficar tensa, o grupinho de Rosier estava incomodando vários alunos e em muitos momentos fazendo azarações e ajudando o Pirraça nas suas arruaças. O Alvo estava sugerindo a volta da Armada de Dumbledore, onde ele e Rose iriam ajudar os alunos a conjurar feitiços defensivos. Mas haviam algumas ressalvas, estamos reunidos na Casa dos dos Gritos, no sábado logo após a vitoria da Grifinória sobre a Lufa-Lufa no jogo de Quadribol.
— Não acho que esse deveria ser o nome do grupo, alias não tenho nem certeza se deveríamos criar esse grupo — falou Rose.
— E qual o problema Rose? É só um grupo de estudos — rebateu Alvo.
— Não é só um grupo de estudos e você sabe muito bem disso, todos sabemos porque estamos aqui.
— Talvez eu não devesse… — falou Scorpius.
— Nós já conversamos sobre isso amor, eles podem ser da sua casa mas estão agindo de forma totalmente equivocada — interrompe-o Rose.
— Eu sei — disse ele. — Mas não acho que os outros alunos vão se sentir bem comigo nas reuniões. Acho melhor eu agir como venho agindo.
— Humpf — reclamou Hugo.
— Algum problema, Hugo? — perguntou Scorpius deixando um clima um pouco tenso. Hugo não respondeu nada, sequer olhou para o cunhado.
— Para ser sincero eu concordo com você, Scor — falou Alvo
— Mas Alvo… — começou Rose.
— Sem mas amor. Assim será melhor — interrompeu-a Scorpius.
— Sendo assim estamos resolvidos — comunicou Alvo se levantando. — Eu e Rose vamos nos revesar nas reuniões para ajudar todos os alunos que quiserem se defender.
— Eu preparei um pergaminho para colocarmos o nome de todos — disse Rose. — Repassem para os alunos das suas casas que vamos nos encontrar amanhã ao meio dia para a primeira reunião no Cabeça de Javali.
— Mas e o nome? — perguntei pois pareciam ter esquecido este detalhe.
— Se estamos recriando a AD acho que devemos manter o nome — falou Alvo.
— Eu concordo — disse Hugo.
— Também acho que é um bom nome, e conhecido — falou Megan.
— Tudo bem vamos votar: Quem prefere Armada de Dumbledore levante a mão — pediu Rose e todos menos ela, Scorpius e Louis levantaram as mãos. — Pelo visto foi quase unanime.
— Então eu declaro a Armada de Dumbledore oficialmente renascida! — gritou Alvo levantando sua varinha e nós repetimos o gesto.
Depois disso eu e Lily fomos até a beira do Lago para ficarmos sozinhos um pouco, eu a achei muito calada na reunião e decidi questina-la sobre.
— Não é nada Artie, eu apenas não tinha muito o que falar.
— Lily, você não consegue mentir para mim.
— Não estou mentindo — disse ela olhando para baixo, coisa que faz sempre que está insegura.
— Então por que não está olhando nos meus olhos? — perguntei e quando ela levantou o rosto eu percebi que seus olhos estavam com lagrimas. — Amor… o que está acontecendo?
— A previsão Artie. A previsão daquela velha maluca… — a voz dela começou a falhar e as lagrimas caiam do seus olhos, então eu a abracei.
— Lily nada do que ela falou faz sentido, nem mesmo ela se lembra. Você também deveria esquecer.
— Claro que faz! “Eles estão voltando”, ela disse. Isso significa os bruxos das Trevas — falou Lily enquanto eu limpava as lagrimas do seu rosto. — O que eu não consigo entender é, por que ela falou isso para mim?
— É isso que não faz sentido, amor — falei tentando acalma-la.
— Pode ser, mas deve existir um motivo.
— Só me promete que não vai ficar pensando nisso. Não quero que fique com essas besteiras na cabeça.
— Tudo bem amor… você tem razão vamos esquecer isso — ela então me abraçou, eu beijei sua testa e apertei meu corpo com o dela.
Lily me olhou nos olhos, acariciei seu rosto e a beijei. Um beijo intenso e cheio de desejo, foi longo o suficiente para ficarmos ofegantes, mas paramos apenas para respirar melhor e logo voltamos a nos beijar. Ficamos ali durante o resto da tarde só voltamos ao castelo ao por do Sol.
Depois do jantar, no salão comunal eu conversei com a Evie sobre os pensamentos da Lily. Ela me disse que a Lily estava assim desde o fim das ferias, mas achava que Hogwarts a deixaria mais tranquila. Então saímos para a patrulha. Noite tranquila no castelo, ninguém perambulando por aí, pelo menos não quem pudesse ser visto. Depois da patrulha voltamos para os dormitórios, amanhã teríamos a primeira reunião da nova AD.
…
Na manhã seguinte acordei com Lorcan me gritando:
— Levanta Lux! Levanta logo!
— Calma cara, estou acordado. O que está acontecendo? — o céu ainda não estava totalmente claro, o Sol ainda estava nascendo. Tive a sensação que tinha dormido pouco demais.
— Não aconteceu nada — falou ele sarcasticamente. — Tirando o fato que hoje é a primeira reunião da AD e eu você e a Evie somos os responsáveis para levar o pessoal da Corvinal até lá.
— Quem topou? — perguntei.
— Nós todos! — respondeu Edmund se referindo a todos os colegas de quarto.
— Caramba que demais! — respondi me levantando de um pulo e indo para o banho. — Vou me arrumar e vamos encontrar com o pessoal no Cabeça de Javali.
— Tá vamos descer e te encontramos depois — falou Lorcan.
— OK — falei entrando no banheiro. Tomei um banho rápido peguei uma roupa comum para o inicio do outono, e desci para encontrar todos no pátio de entrada do castelo.
Dali seguimos para Hogsmeade, Lorcan ia à frente com seu irmão e alguns alunos da Lufa-Lufa. Eu estava junto com Evie e Yoko e mais atrás outros alunos nos seguiam. Ao chegar na taverna que é gerenciada pelo velho Aberforth, encontramos com os outros, Alvo, Rose, Lily e todos os outros alunos.
— Vamos subir, o velho Aberforth deixou uma sala reservada para a nossa reunião — disse Alvo. Nós o seguimos para uma sala ampla mas com um chão de madeira bem gasta e cadeiras em um circulo. Não tinham cadeiras suficientes então alguns ficaram em pé.
— Imagino que todos saibam porque estão aqui — começou Rose quando todos entraram na sala. — Nós decidimos reabilitar a Armada de Dumbledore, que muitos dos nossos pais fizeram parte na sua época em Hogwarts. Claro que no caso dele o perigo era outro e muito mais eminente, mas sofrer azarações, xingamentos e humilhações nos corredores do castelo já está ficando insustentável.
— Todos nos sabemos disso — respondeu Eric. — E achei que esse tipo de coisa era resolvido pelos monitores.
— Bom os monitores não estão dando conta e quase todos concordam com a reabilitação da AD — falou Alvo com expressão brava no rosto.
— Certo, mas…
— Olha Corner, se você não está interessado em fazer parte do grupo não precisa nem estar aqui — interrompeu-o Alvo.
— Gente, calma — falou Rose quando Eric se levantou. — Não estamos aqui para brigar e se para nos unirmos. Quanto aos monitores, todos foram consultados e você pode ver que praticamente todos estão aqui — Eric olhou em volta e se sentou. — Aqui está um pergaminho e uma pena, quem quiser se inscrever fique a vontade
— Para todos que estiverem na lista até o fim do dia de hoje, a primeira reunião será no próximo sábado na Casa dos Gritos — falou Alvo olhando fixamente para Eric.
— Certo vamos lá — falou o apanhador da minha casa se dirigindo para ser o primeiro a assinar o pergaminho.
Depois dele outros começaram a se levantar e formar uma fila para assinar a lista, claro que ela já estava assinado por Alvo, Rose, Lily, Lorcan e Lysander, Hugo, Louis, Evie, Meg e eu. Eu estava prestando atenção em todos que estavam assinando e reparando no sorriso da Lily conversando com Rose, Alvo estava conversando com dois segundanistas da Lufa-Lufa, reparei no Eric saindo com o Yoko e Helena, então fui até eles.
— Fico feliz em saber que você deixou essa briga de lado por algo maior — falei ao me aproximar, Eric se virou sorrindo e disse:
— Eu não estou brigando com ninguém Artie. Mas nunca fui e nunca serei com a cara do Potter — então ele fez uma cara de deboche e continuou. — Mas agora você é da família dele não é?
— Muito engraçado Eric. Eu estou namorando com a irmã dele, não faço parte da família — respondi. — Enfim, só quis dizer que fiquei muito feliz em ve-los aqui — me virei e voltei para a sala quando Yoko me alcançou.
— Arthur, espera. Eu queria te dizer que adorei essa ideia. Minha mãe sempre disse que foi a melhor coisa para ela entrar para a Armada na sua época.
— Que bom Yoko, meus pais também me falaram o mesmo!
— Até mais Arthur, vou indo nessa — disse ele se virando para encontrar seus amigos.
Eu voltei para a sala e fiquei analisando a cena, vários alunos de anos e Casas diferentes conversando e interagindo por um interesse em comum. Isso era algo notável, e estava muito feliz em fazer parte disso.
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