Voando Alto

22 Natal na Mansão Potter - Parte 1


Notas iniciais
Mais um capítulo dessa intrigante história! Estou gostando muito de escrever de novo e espero que estejam gostando de ler!

A volta para Londres tinha sido tranquila, nenhum incidente estranho no Expresso de Hogwarts, mas claro que não paramos de conversar sobre aquele fatídico de uma semana atrás. Cada um tinha as suas teorias e imaginavam quem eram as pessoas que nos atacaram, o que todos concordavam era que se tratava de bruxos das trevas e dos Puros.

No dia seguinte do ocorrido, Alvo enviou uma coruja para seu pai no Ministério mas ele não respondeu, a Sra. Potter que respondeu dizendo que estaria na estação para buscá-los no dia da volta. De qualquer forma, todos nós entramos num consenso sem nem mesmo discutir o assunto, que era não comentar sobre a atitude de Lily.

Ao chegar na estação Kings Cross, nos despedimos e cada um seguiu para suas casas. Eu fui o caminho inteiro sem falar muito com minha mãe, ela perguntava algumas coisas e eu respondia. Na verdade eu queria muito pensar em tudo o que estava acontecendo. Fora que o Sr. Potter com certeza havia comentado sobre o ataque com meu pai, e ele com a minha mãe, mas ela não disse nada.

— Artie, quero que suba para organizar seu malão e tome um banho para o jantar — falou minha mãe assim que chegamos em casa. — Seu pai já deve estar chegando, se arrume bem, querido.

— OK mãe. — Não entendi o porque de toda essa circunstância, mas subi as escadas levando o meu malão e a gaiola de Sophia.

Ao chegar ao meu quarto, coloquei a gaiola em cima da minha escrivaninha e deixei o malão no chão. A vontade de fazer magia para guardar as roupas e reorganizar o malão era grande, mas eu sabia que não podia fazer isso. Acabei de arrumar tudo tomei um banho, me arrumei e desci para o jantar.

Meu pai tinha acabado de chegar e estava conversando com a minha mãe na cozinha:

— Olá pai! — ele se virou para me ver.

— Arthur! Quem bom que está aqui, sentimos a sua falta meu filho! — falou meu pai até emocionado, foram poucas as vezes que eu o vi assim. Ele então veio até mim e me abraçou.

— Também senti muita saudades papai. — Retribui o abraço melhor que pude, ele me deu um beijo no cabelo e subiu dizendo que iria tomar um banho.

Fiquei muito feliz com toda aquela recepção, por mais que não entendesse tanto o motivo. Meus pais eram muito amorosos é claro, por tanto aquilo não era estranho só parecia fora de época. Minha mãe disse que o jantar estava quase servido e me pediu para pôr a mesa. Depois de um tempo meu pai voltou, muito bem vestido para um simples jantar em família, então não pude me conter e perguntei:

— Teremos mais alguém para jantar mãe? — Os dois se olharam e riram e minha mãe disse que não.

— Vamos filho, sente-se com seu pai — papai indicou a cadeira na mesa que eu sempre me sentei. — Como foi esse ano em Hogwarts?

Contei tudo, ou melhor, quase tudo. Falei sobre os jogos de Quadribol pois sabia que isso o empolgava muito, assim como as minhas conquistas e pontos nas aulas e sobre alguns momentos como monitor, nessa hora ele me interrompeu.

— Recebi uma carta de Neville me contando sobre um acontecimento em uma das suas noites de ronda. — falou ele agora em tom mais sério. Mas quando eu ia começar a falar mamãe interrompeu.

— O jantar está servido! — E como se eu estivesse no Salão Principal um banquete apareceu na minha frente, claro que em menor proporção, mas tínhamos arroz com legumes, frango assado, salada de batata e suco de framboesa.

Enquanto comemos contei sobre mais alguns acontecimentos, sobre os denominados Puros, sobre as aulas e minhas rondas e:

— … Mais uma coisa… eu estou… namorando. — Eles se olharam sorriram e meu pai perguntou.

— Com quem?

— Com Lilian Potter — a garota mais linda e a bruxa mais poderosa do mundo, pensei.

— HAHA. Mas é claro! Por isso Harry me convidou para o Natal na casa dele! — disse meu pai parecendo muito feliz

— Eu já sabia — disse mamãe corando. Meu pai olhou para ela surpreso — Artur me escreveu contando a novidade, não te contei pois achei que ele iria querer contar. Meus parabéns querido, ela é uma ótima menina.

— Sim, sim. Parabéns meu filho.

— Nós também temos uma notícia para te dar, Arthur — falou minha mãe sorrindo já ainda mais corada. Ela olhou para o meu pai por um tempo e depois voltou para mim — Vamos ter um bebê!

Não assimilei a notícia no primeiro momento, nunca imaginei que teria um irmão ou irmã a essa altura. Eu quis muito isso quando era mais novo, mas depois entendi que minha mãe tinha dificuldade de engravidar. Mas agora… isso poderia ser bom, via a felicidade no rosto dela.

— Que notícia ótima! Eu vou amar ter um irmãozinho!

— Ou irmãzinha — disse mamãe sorrindo muito — Que bom que ficou feliz querido. Também estamos muito felizes!

— E um tanto quanto preocupados. — completou papai um pouco mais sério.

— Por quê? — perguntei.

— É uma gravidez de risco, meu filho — falou minha mãe também um pouco mais séria. — Devido a minha idade e a minha dificuldade de manter uma gravidez. Mas não se preocupe, vou me cuidar.

— Sim, vai mesmo. — Falou papai — Seus avós virão depois das festas para passar um tempo aqui cuidando da casa e ajudando a sua mãe com tudo. Então não tem com o que se preocupar, fora que eu também vou ficar sempre com ela.

— Já estou tão animado. Não vejo a hora do bebê nascer! — falei um pouco mais aliviado. Todos rimos e ficamos conversando sobre tudo que viria com essa nova vida em casa.

A semana passou bem rápido e durante esse tempo, eu e Lily trocamos cartas e ela me disse que seria ótimo ter um cunhadinho ou cunhadinha, que ela tinha ficado muito feliz com a notícia. Tudo aquilo era muito novo para mim, mas se meus pais estavam felizes eu também estava. Mamãe não se esforçava muito, passava mais tempo de repouso mas sempre bem e eu ajudava sempre que preciso.

E logo chegou a véspera de Natal. Meus pais estavam na sala de estar me esperando e eu me arrumando no quarto. Tentava, inutilmente, me convencer de que tudo correria bem, que Harry Potter iria permitir o namoro da única filha dele comigo. Isso era ridículo, no que eu estava pensando, ela é filha do bruxo mais famoso do mundo e um dos mais importantes de toda a história. Como eu, o simples Arthur Boot iria ser aceito nessa família tão incrível…

— Querido? — Chamou minha mãe do pé da escada — Vamos logo, ou iremos nos atrasar. Não quer que cheguemos atrasados na primeira vez que vamos a um evento na casa dos Potter, não é?

— Estou descendo! — gritei para que pudesse me ouvir.

Dei uma última olhada no espelho, estava vestindo um suéter azul e prata de gola alta e uma calça jeans preta, além de um sapato social italiano que eu ganhei do meu pai. Peguei um casaco cinza escuro que estava pendurado e desci as escadas.

— Enfim, vamos para Godric’s Hollow! — Anunciou meu pai assim que chegamos.

Nós tínhamos um carro, mas meu pai nunca dirigia sempre era minha mãe, como era uma viagem longa e relativamente cansativa e como minha mãe não podia apartar, achamos melhor ir de trem. Uma viagem de uma hora e meia entre Londres e Bristol, cidade mais próxima do vilarejo bruxo. Ao chegar na estação para minha surpresa encontramos alguém conhecido, Tiago estava acenando para nós.

— E ai Artur! Tudo bem? Olá Sr. e Sra. Boot. — disse ele cordialmente, nem parecia o mesmo Tiago de Hogwarts, acenei que sim.

— Olá Tiago, como vai? Tudo bem no treinamento de Aurores? — perguntou meu pai.

— Tudo indo bem, parabéns pelo bebê. — respondeu Tiago sorrindo e meus pais agradeceram. — Bom vamos indo então? — Ele indicou um carro quem lembrava muito um táxi londrino, mas quem nos levou foi o próprio Tiago.

A neve estava por toda a parte, quando entramos no vilarejo, era possível ver que muitas casas estavam com decorações de Natal, em umas até tinha uma boneco de neve no jardim. Passamos novamente pela bela escultura no centro da vila que homenageia os avós de Tiago e pela antiga casa destruída onde o pai dele havia sobrevivido ao Lorde das Trevas. Enfim chegamos na Mansão Potter.

Era a quarta vez que eu estava ali mas iria sempre ser surpreendente. A casa era linda tanto por fora quanto por dentro, mas no Natal parecia que ficava ainda mais bela. O céu estava começando a escurecer, e o frio gelado do fim da tarde começou a soprar, foi quando Tiago anunciou:

— Vem mais neve aí!

— Natal de verdade tem que ter neve. — Falou mamãe.

— Sejam bem vindos a casa da Família Potter! — Disse Tiago bastante animado abrindo a grande porta de entrada para nós.

Minha mãe entrou primeiro, subindo os poucos degraus que davam acesso a entrada da mansão. Assim que passou pela porta ela fez um feitiço que aparatou uma tigela com algo que ela tinha preparado para a ceia. Meu pai fez o mesmo só que no seu caso eram duas garrafas de vinho francês. A minha ansiedade só ia aumentando, eu já estive ali antes, mas nunca como namorado da Lily. Entrei, passei pelo hall de entrada e fui direto para a sala de estar que tinha uma enorme árvore de Natal decorando o ambiente, mas não tinha ninguém, Tiago entrou fechou a porta e veio até mim.

— E então cunhado, não conversamos muito, não é mesmo? — agora ele parecia estar mais sério.

— Eu… er…

— Relaxa Artie — falou Tiago dando aquele seu sorriso maroto. — Que bom que a Lily encontrou um cara que nem você. Mas pense bem antes de sonhar em magoar minha irmã, ok?

— Eu nunca vou magoa-la, Tiago. Nunca mesmo. — Sorri.

— Sendo assim, então meus parabéns aos pombinhos! — Disse isso e me deu uns tapinhas no ombro — Alvo e os garotos devem estar no quintal, a Lily imagino que ainda não desceu, ela não saiu do quarto o dia todo. Garotas. — Terminou a frase dando de ombros e levantando as sobrancelhas.

— Valeu cara! Vou procurar por eles. — ele me deu um sorriso e eu saí em busca do resto do pessoal.

Passei pela sala de jantar que tinha uma mesa gigante toda decorada em vermelho e dourado, além de visgos e guirlandas. O escritório do Sr. Potter estava fechado e a outra sala ao lado também estava vazia, antes de sair dei uma olhada na cozinha. Minha mãe estava sentada conversando com a Sra. Hannah Longbottom que estava com uma barriga bem maior que da última vez que a vi, a Sra.Potter e a Sra. Weasley trabalhavam no jantar, também estavam por ali a Victorie e sua mãe, a Sra. Hermione Weasley e a Sra. Luna Scamander.

Quando eu cheguei na porta dos fundos, percebi que a neve estava caindo suavemente no quintal, que já estava com tapete branco de neve acumulada. Luminárias externas deixavam o ambiente mais visível, não me arrisquei a sair sem meu casaco que estava pendurado no hall de entrada. Decidi voltar para o corredor e subir as escadas, quando ouvi um barulho vindo do escritório. Quando me aproximei da porta, estava entreaberta, ouvi vozes:

— … Acredita que ele poderia mesmo voltar?

— Não, eu tenho certeza que ele morreu. Mas os seus seguidores que não estavam na batalha os filhos de Comensais imaginam que Voldemort ainda está por aí.

Não foi fácil ouvir aquilo e ficar em silêncio, eu estava em pânico. Percebi que a voz que disse aquilo foi a do Sr. Potter, em seguida ouvi meu pai:

— Harry, o Ministro já está sabendo das suas suspeitas?

— Sim, ele sabe. Shacklebolt me disse para manter isso o maior sigilo possível, de forma alguma isso pode chegar ao Profeta.

— Minhas investigações na Travessa do Tranco estão evoluindo — falou uma voz que eu percebi ser o Tiago — Realmente tem alguma coisa ocorrendo na Borgin & Burkes.

— Acho muito perigoso você ficar sozinho naquele lugar — era o Sr. Weasley falando agora.

— Eu estou próximo a ele quase o tempo todo, pai — acredito que o pai da Rose e do Hugo foi quem disse isso.

— Não se preocupe vovô, temos uma operação bem planejada — respondeu Tiago.

— E sobre Hogwarts, Neville, como está a escola? — Perguntou Harry e o Prof. Longbottom respondeu em seguida:

— Tudo muito estranhamente calmo, desde o incidente com os dois alunos da Sonserina e Arthur, não tivemos mais nenhum ataque.

— Parece que seu filho é mesmo um grande bruxo, hein Terry? — disse Harry Potter e eu fiquei ainda mais surpreso. Meu pai soou mais alegre agora:

— Não maior que você né Harry! O melhor é que os nossos filhos estão se dando muito bem.

— Pois é, Lily me contou do relacionamento dela com Arthur, pelo visto eu fui o último a saber.

— Sempre somos… — falou Rony e eles riram timidamente.

Notas finais
Galera, eu decidi dividir porque o capitulo estava ficando muito grande. Espero que gostem! E não percam a segunda parte! Até breve =)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.