Voando Alto
18 Descobertos
Notas iniciais
Na manhã seguinte eu acordei e um bilhete estava selado e dobrado em cima da mesinha de cabeceira perto da minha cama. Abri o pergaminho e vi que era da Lily:
“Bom dia, meu herói!
Também fiquei com saudade, mal nos vimos ontem. Fiquei sabendo do acontecido ontem na sua ronda, a Rose me contou. É sobre isso que você quer conversar? Me encontra no Corujal antes da primeira aula, você não tem essa primeira aula né? Então eu te espero lá.
Beijinho e até logo!”
Já fiquei muito feliz, levantei da cama e fui tomar um banho. O Lorcan ainda estava dormindo, achei melhor chamar ele depois, fora ele só Henry estava deitado. Depois do banho resolvi chamar ele, que se virou pro outro lado e continuou dormindo. Como não tínhamos a primeira aula deixei ele lá, e desci para o salão comunal, olhei para a mesa da Grifinória e não vi a Lily, peguei uma fatia de bolo e fui até o Corujal.
Assim que entrei a vi sentada com Sophia, minha coruja, repousando no seu braço. Aquilo foi bem engraçado, Sophia é de uma raça de corujas que não costumam ter muito contato com humanos, eles são mais independentes, mas elas pareciam se dar muito bem.
— Acho que eu ando escrevendo mais para você, do que cuidando da minha coruja — falei e ela se virou sorrindo. — Parece que ela gosta mais de você do que de mim.
— Seu bobo, ela só precisa de carinho. Sempre que ela chega no meu quarto eu faço carinho nela enquanto leio suas cartas, ela sempre gostou.
— Estou vendo.
— Você vai mesmo ficar com ciúmes da sua própria coruja? — ela perguntou rindo.
— Não é ciúme, só estou constatando minha falta de habilidade com animais — respondi sorrindo e me aproximando delas e coçando as penas no topo da cabeça de Sophia, ela fechou os olhos e quando eu parei alçou voo para um poleiro na parede do Corujal.
— Viu não foi tão ruim assim — disse ela se levantando e me dando um beijo. — Bom dia!
— Bom dia Lily, tudo bem?
— Melhor impossível! Mas o que aconteceu ontem?
— Mas a Rose não te contou?
— Ah ela só disse o que o Scorpius contou para ela. Quero saber o que realmente aconteceu — ela disse isso olhando diretamente nos meus olhos como se tivesse querendo enxergar algo dentro de mim.
Então eu contei tudo o que tinha acontecido, como tinha encontrado os dois sonserinos, o que o Flint tinha dito para mim e minha reação, e por fim o que eu tinha descoberto e como tinha feito para descobrir.
— Artie, eu já te pedi para evitar fazer isso — parecia bem desapontada.
— Mas Lily foi necessário. Eles não iam contar o que estavam fazendo ali.
— Tudo bem, eles não iam falar. Mas isso te ajudou em que? Você está parecendo o Tiago, achando que é o auror de Hogwarts.
Ela se virou de costas para mim e cruzou os braços. Eu achei essa atitude um pouco infantil para a Lily que eu conheço mas ao mesmo tempo bem fofo. Abracei-a por traz e beijei sua bochecha, percebi que ela sorriu.
— Eu sei que você está preocupada comigo, minha ruivinha. Mas eu não estou usando isso atoa. E não estou dando uma de Tiago, eu só não vou deixar de cumprir o meu dever como monitor que é cuidar dos alunos — falei tentando me explicar.
— Você tem razão. Me desculpa por não entender as suas razões antes — e ela deu aquele lindo sorriso eu a beijei e de repente aconteceu algo que nenhum de nós esperávamos
— Opa… desculpem eu não sabia… LILIAN? Arthur? Vocês estão...? — Alvo Potter estava parado na porta do Corujal atônito olhando para nossos rostos assustados
— Pontas, eu posso explicar… — comecei mas ele estava em negação.
— Não, não, não… eu não posso crer nisso… — falou.
— Do que você está falando Al? Qual é o problema de eu namorar? Além do mais é o Arthur, seu amigo! — falou Lily.
— Lily esse não é o problema! O problema é vocês esconderem isso! Então foi por isso que você não falou nada no trem não é Lux? Eu não acredito que vocês dois esconderam isso de mim! — desabafou Alvo.
— Maninho, não é isso! Eu não quis esconder de você, mas sim do Tiago. Ele vivia dizendo que eu não ia namorar ninguém até os dezesseis anos, ou então ele acabava com a raça do cara que se opusesse a isso.
— E você acha que ele ia mesmo fazer isso!? Ainda mais com o Arthur? Lily por favor né? Quem sabe disso?
— Só a Rose, a Megan e a Evie… você contou para alguém? — ela perguntou para mim.
— Não. Mas acho que o Lorcan descobriu sozinho — falei tentando manter a calma. — Alvo, espero que você não esteja com raiva…
— Mas é claro que eu estou… não é fácil ver a sua irmã mais nova se pegando com um dos meus melhores amigos.
— ALVO! — gritou Lily. — Não estávamos fazendo nada demais — e para a minha tranquilidade ele riu.
— Relaxa… estou feliz por vocês, mas acho que deveriam ter me contado — falou ele. — Me senti enganado.
— Isso foi por culpa minha, não desconta no Artie — falou Lily.
— Na verdade foi um acordo entre nós dois — não deixaria ela assumir a culpa sozinha.
— Tudo bem. O que importa é que vocês estejam felizes. E isso eu sei que estão, da pra ver bem — concluiu alvo. — Eu só vim enviar uma carta para mamãe, devo adicionar uma nota dizendo que temos mais um integrante na mesa? — perguntou ele com seu famoso sorriso maroto no rosto.
— Ah muito engraçado senhor Alvo Potter! — disse Lily. — Nem pense nisso. Eu vou falar com a mamãe e com papai no Natal.
— Mas até lá tem muito tempo, vão ficar se encontrando escondidos assim? — perguntou ele.
— Bom agora isso não adianta mais né? Se você e o Lorcan já sabem, daqui a pouco todos os meninos vão estar sabendo mesmo — responde Lily.
— O que você está querendo dizer com isso? — perguntou Alvo incrédulo. — Está dizendo que eu sou fofoqueiro?
— Não é isso Al, mas uma hora ou outra um de vocês vai mencionar isso.
— Ela tem razão Pontas, o Lorcan quase fez isso no trem. Se eu não tivesse impedido ele de falar, hoje você não teria se assustado — confirmei a resposta dela.
— Ah, pronto. Já estão até cúmplices. Agora eu vi que perdi minha irmã mesmo — falou ele rindo de novo e a sineta tocou no castelo. — Hora da próxima aula, se me dão licença preciso enviar essa carta.
Ele se aproximou mais e chamou pela coruja da família, Hoover, era uma coruja alta e esbelta, com ar de realeza. Alvo amarrou a carta na pata de Hoover e a enviou para sua casa.
— Ainda estão aqui? — perguntou olhando para nós. — Vocês não têm a próxima aula.
— Temos. Juntos. Transfiguração. — respondi
— Ótimo, eu tenho DCAT. Vamos todos então é o mesmo caminho.
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