Vizinhos

23 Caos Na Roça


Notas iniciais
Hey, meus amores!!! Postando aqui rapidinho!!! Boa leitura!!!

P.O.V Do Freddie

— Chegamos! — Sam anunciou.

— Hum.... Legal. — Falei olhando para os dois balanços pendurados numa árvore.

— É o meu lugar favorito aqui na fazenda. Eu sempre costumo vir aqui. — Sentou em um balanço. — Vem, senta aqui. — Me chamou.

Fiz o que ela pediu e sentei no velho balanço ao lado dela.

— Olhe para cima. — Apontou para o céu.

Quando olhei me surpreendi com a imensa beleza do céu estrelado. Na cidade grande não dava para admirar o céu dessa maneira, era tão bonito.

As estrelas pareciam mil pontinhos brilhantes enfeitando aquela imensidão azul-escura quase negrume. Naquele momento eu soube porque aquele lugar era tão especial para a Sam.

Olhei para ela, seus olhos estavam voltados para cima e um belo sorriso estampava o seu rosto. Ali de noite, sob a luz da lua a minha namorada parecia um anjo.

O anjo mais lindo de todos. O meu anjo. Toquei nos cachos macios e ela olhou para mim sorrindo.

— Não é lindo? — Perguntou.

— Sim, minha linda. — Concordei.

— Me balança. — Pediu segurando nas cordas.

— Okay. — Me levantei. — Segura firme aí. — Parei atrás dela.

— Estou segurando. — Confirmou.

Comecei a empurrá-la, Sam se impulsionou para frente e o balanço foi ganhando velocidade. Fui empurrando com mais força. Ela gargalhava e soltava gritinhos, parecia uma garotinha se divertindo no parque.

A empurrei com mais força, Sam gritou eufórica indo cada vez mais alto. O balanço veio com tudo na minha direção, eu nem tinha previsto aquilo, fui atingido e acabei caindo para trás.

Ouvi o berro que a Sam deu, ainda caído vi a queda dela. Ela despencou do balanço e caiu quase de cara no mato que estava aparado.

Levantei dolorido, e corri preocupado até a minha loirinha. Me abaixei para socorrê-la.

— Sam? Fala comigo. Você está bem? — A virei com cuidado.

— Ai, porra... — Fez careta.

— Onde você se machucou? Tá doendo muito? — Me desesperei.

A ajudei, levantando-a e segurei seu corpo, a apoiando em mim.

— Caralho! — Exclamou. — Isso foi irado! Vamos fazer de novo? — Bateu palmas, parecia empolgada.

— Você bateu com a cabeça? Acho que devemos entrar. Essa porra doeu. Eu me bati na queda. — Falei.

— Ai credo! Você é muito frouxo. — Reclamou.

— Vamos voltar para a casa dos seus avós, maluquinha. Já chega de diversão por hoje. — Passei um braço ao redor dela.

— Ainda está cedo. Podemos sentar e ficar juntinhos, sabe? Quero aproveitar cada segundo aqui com você. — Disse me arrancando um sorriso.

— Okay. — Assenti e olhei para cima, os pontinhos brilhantes pareciam infinitos.

— Aqui no campo temos uma vista e tanto, não? As estrelas parecem maiores e mais bonitas. — Ela tinha razão.

— É, mas o brilho delas nem se comparam ao brilho do seu olhar, princesa. — Elogiei encarando seus lindos olhos azuis.

Acariciei seu rosto e ela sorriu envergonhada.

— Que tal me beijar agora, príncipe Nerd? — Pediu.

Sorri e a puxei pela cintura, a beijei com calma. Não havia motivos para ter pressa. Só havia ela e eu naquele lugar especial, sob o céu estrelado.

[...]

P.O.V Da Jade

As Vega já estavam dormindo. Cat e a galinha também. Trina dormia usando uma máscara facial verde gosmeta, ela parecia um velho roncando. Tori estava usando uma máscara de dormir rosa com estampa de coelhinhos. As duas usavam camisolas curtas. Cat estava com um pijama bastante infantil. A doida estava dormindo no chão com a galinha que ela adotou. E o pior é que ela falava enquanto dormia...

— Vem aqui, pequeno unicórnio, eu tenho Cupcakes. Hi, hi, hi... Sua língua faz cócegas... — A tonta da ruivinha estava sonhando.

"Que patética... Gente que fala dormindo é um saco."

As luzes estavam apagadas. Sam devia estar se agarrando com o Nerd dela no celeiro.... Já estava tarde e nada dela dar as caras.

Ouvi um barulhinho. Um click. A porta rangeu de leve... Passos.

Me virei na cama em alerta. Trina roncava alto. E Cat deu uma risadinha.

— Sam? É você? — Perguntei.

Senti algo puxar meu cobertor. Deitou ao meu lado.

— Sam? Ei, isso não tem graça! — Falei.

Eu podia sentir a respiração quente. Alguém estava na cama comigo. Ouvi um suspiro.

— Eu durmo com uma tesoura debaixo do travesseiro. — Avisei.

Logo ouvi uma risadinha familiar.

— Sou eu, ôh medrosa. — Me cutucou.

— Ah, Oliver, mas que porra! O que você tá fazendo aqui? — Sussurrei.

— O Freddie não apareceu, logo pensei, ele deve estar com a loira. Ou seja, você estaria sozinha aqui na cama... Por isso resolvi te fazer uma visitinha. — Me agarrou.

— Wow, calminha aí, não estamos sozinhos. — O afastei.

— As meninas estão dormindo. Estamos no escurinho. — Suas mãos percorriam o meu corpo, me apalpando.

— Para com isso, Oliver! — Tentei relutar.

— Oh, Jade, você não quer dar uns amassos? — Ficou por cima de mim se metendo por baixo da coberta.

— Você é um safadinho. — Senti sua meu membro dando sinal de vida.

Seus lábios tocaram o meu pescoço. Abri as pernas o acomodando entre elas. Sua boca percorreu a minha pele sensível. Arfei quando ele começou a mexer os quadris.

Apertei ele com minhas coxas. Aquele atrito por cima do tecido era gostoso. Comecei a me mover contra sua semi-ereção.

Sua boca chegou no meu busto. Meu moreno levantou minha blusinha sedosa expondo meus seios.

— Vai, cavalinho, vai cavalinho... Yup! — Cat continuava falando dormindo.

Trina soltou um sonoro ronco estranho, parecia um porco.

— O que foi isso? — Beck sussurrou.

— Eu só queria voar. — A ruiva lesada cantarolou.

Ouvimos um barulho de peido.

— Credo! — Saiu de cima de mim enojado.

— Juro que não fui eu. — Me defendi. — Deve ter sido a Tori. — Falei.

Puuuum... Plock. Ploock. Plooock.

— Nossa! — Ele abafou a risada.

— Apenas ignore, vem cá. — Chamei.

Oliver voltou a me agarrar e começamos a nos beijar.

— Para com isso, eu vou dizer para a mamãe que você toma água da privada, mano. — Ignoramos a Valentine falando besteiras.

Os roncos da Trina ficaram mais altos.

Gemi sentindo ele esfregar a ereção em mim.

Ouvimos a porta ranger. Um click alto. Passos e a luz do quarto foi acesa.

— Opa! Atrapalhamos? — Sam perguntou de mãos dadas com o Benson.

Ambos estavam descabelados, sujos de areia e com folhinhas grudadas nas roupas.

— Não, imagina... — Sorri irônica.

Beck sentou na cama e cobriu a ereção com um travesseiro.

A galinha acordou e começou a voar pelo quarto, cacarejando assustada. As Vega acordaram. Cat logo acordou também.

— PEGUEM ELA. A POBREZINHA ESTÁ TENDO ATAQUE DE PÂNICO! — Correu desesperada atrás da galinha.

E aquela foi uma longa noite...

[...]

P.O.V Do Beck

No dia seguinte...

Já se passava das 09:00 horas. E lá estávamos reunidos, na roça debaixo do sol quente. Somente os rapazes. O avô da Sam nos colocou para fazer algumas tarefas.

— Segura essa enxada direito, rapaz. — Vovô Puckett bateu nas costas do Robbie.

Sinjin estava suando muito. André se abanava com um chapéu de palha.

Um grupo de garotas passaram por nós dando risadinhas. Todas usavam tranças e vestidos, seguravam cestas de vime. Com certeza estavam indo colher frutas.

— Presta atenção no trabalho, macho! — Jeremy me repreendeu com um cascudo na cabeça.

— Ai. — Reclamei.

— Ei, ocê aí, baixinho de braços fortes. — Vovô Puckett apontou para o Freddie. — Ocê vai capinar. O cabeludo vai plantar as sementes. — Olhou para mim. — Ocê vai colocar o adubo. — Falou para o André. — E vocês dois vão operar o trator. — Falou para Robbie e Sinjin.

Alguns minutos depois...

Freddie já estava suando a camisa assim como eu. As sacas de adubo eram pesadas. Aquilo fedia muito.

Peguei mais uma saca, fui levando para o André. Ele estava abaixado plantando as sementes. Acabei me desequilibrando e tombei no chão, caindo com a saca, derramando metade do adubo...

— SAIAM DA FRENTE! CORRAM! SAIAM DA FRENTE!!! — Robbie berrava.

Sinjin gritava parecendo uma mulherzinha.

— Puta merda! — Me assustei.

Lá vinha os dois patetas no trator. E o trator estava desgovernado.

Freddie largou a enxada. O Harris levantou apressado.

Fiz o mesmo e saimos em disparada. O trator vinha em alta velocidade, destruindo tudo pela frente... Plantações, sacas de adubo e pacotes de sementes.

— EU NÃO QUERO MORRER! — André me empurrou.

Caí para o lado e rolei por cima da lama empoçada.

— Merda! — Esbravejei.

Meu amigo continuou correndo. Ele alcançou o Harris e o jogou na trilha do estrume dos bovinos. Aquele sim era um amigo. Me levantei e voltei a correr.

[...]

P.O.V Da Sam

— Que porra é essa? — Jade levantou.

Ouvimos uns gritos.

Eu e as meninas estávamos cuidando da horta.

— Que tomatinhos bonitinhos. — Cat arrancou um tomate cereja.

— Isso é couve ou alface? — Tori perguntou.

— Parece alface... — Trina pegou uma folha de espinafre.

— SOCORRO!!! — Começamos a ouvir berros.

— AH, MEU DEUS! — A ruiva deu um grito.

— Puta que pariu! Aqueles são... — A minha amiga arregalou os olhos.

— Sinjin e Robbie dirigindo um trator... — Afirmei. — CORRAM! — Gritei.

Cada uma correu para um lado. As três lesadas gritavam. Pulei um cercadinho.

Logo me vi deitada na lama, rodeada de porquinhos cor de rosa. Eu tinha caído num cercado de filhotinhos.

Eles avançaram em mim, curiosos, me farejando.

— Ai não... Saiam! Shooww... Parem com isso... — Dois subiram em cima de mim. — SOCORROOOOOOOOOO! — Eles iam me matar de cócegas.

Tirei eles de cima de mim e rolei pela lama.

[...]

— Vocês tem minhocas na cabeça? — Meu avô estava nos dando uma bronca. — Destruiram uma boa parte da minha plantação de feijão. Quebraram dois cercados. Arrancaram algumas ripas da cerca. E ainda atolaram o meu trator na lama! — Ele estava furioso.

Sinjin e Robbie abaixaram as cabeças envergonhados.

— Ocê quebrou o cabo da enxada. — Apontou para o Benson. — E ocê derramou o adubo. — Apontou para o Oliver. — E ocê está fedendo à bosta de vaca. — Fez careta para o Harris. — Elas pisaram na horta de cebolinhas. — Acusou as Vega. — E essa garota de cabelo de fogo invadiu o galinheiro gritando. Coitadas das minhas pobres galinhas. — Lamentou.

— Me desculpa... — Cat começou a chorar.

— Ocê aí assustou os meus netos, sabia? — Vovô apontou para a Jade.

— O que ela fez? — Perguntei.

— A moça-morcega aí se jogou no laguinho onde os meninos estavam tomando banho. — Respondeu.

Jade sorriu amarelo.

— O quê? — Beck perguntou.

— Os meus primos tomam banho pelados no laguinho... — Comecei a rir.

— Eu juro que não vi nada... — A safada prendeu o riso.

— Hum... — Oliver ficou emburradinho.

— O que podemos fazer para o senhor nos desculpar? — Meu namorado perguntou.

Ele sabia ser fofo.

— Vou deixar vocês encarregados de cuidar dos nossos repolhos gigantes. Vocês vão cuidar da barraca e da apresentação no dia da feira. Todos os anos ganhamos. Se algo der errado, vocês vão colher milho e debulhar para fazer creme de milho caseiro e terão que colher legumes para o sopão que fazemos para os mais carentes da nossa região. — Explicou.

— Que legal! Eu amo ajudar os pobres. — A ruiva bateu palminhas.

Trina fez careta. Tori se encolheu não gostando da ideia.

— Deixa eu ver se eu entendi... Se a gente não ganhar em primeiro lugar na feira dos Legumes Gigantes, vamos ter que debulhar uma tonelada de milho, fazer creme , colher um monte de legumes, fazer uma panelada de sopa e sair distribuindo para os pobres da região, tudo isso por nossa conta? — Indagou a Jade..

— É isso mesmo, minha jovem. — Vovô afirmou.

— Que beleza... — Forcei um sorriso.

Com certeza aquilo ia dar merda.

Notas finais
E aí? O que acharam dos arruaceiros na roça??? Só fizeram merd* kkkkkkkkkkkkk Gostaram do capítulo??? Que parte acharam mais engraçada??? Até o próximo. Bjs