Vizinhos
12 Amigos linguarudos
Notas iniciais
P.O.V Da Sam
Cheguei ao corredor, parei em frente ao quarto da Jade, ambos gemiam alto e enlouquecidos. Dei meia volta e voltei correndo, desci a escada, fui para o quintal/área da piscina. Enchi um balde de plástico com água da piscina mesmo, eu ia apagar com o fogo daqueles safados, subi a escada de novo indo para o quarto da West, meti o pé na porta com bastante força, a porta se escancarou e eu fui logo entrando, me aproximei do casal, a morena estava por cima do Cabeludinho, joguei toda a água em cima deles, o balde acabou escapando das minhas mãos e atingiu as costas dela.
— PUTA QUE PARIU! — Minha amiga gritou, caindo para o lado.
— Ôh, ôh... — Pus a mão tapando a boca, logo o futuro namorado dela cobriu o que tinha entre as pernas e me olhou chocado.
Jade levantou nua, molhada e com o corpo avermelhado em algumas partes, não sei se aquilo eram chupões espalhados pelo corpo dela ou marcas das mãos dele, estava difícil de definir...
— MAS QUE PORRA, SAM! — Berrou, furiosa.
— Que 'porra' digo eu, que tanto fogo no rabo é esse, garota? Ninguém aqui é obrigado a ouvir os gemidos de vocês não, nem consegui tirar um cochilo aqui e a coitada da Carly está lá embaixo assustada, sabia? Vocês são escandalosos demais, acho que até os vizinhos escutaram, troque de colchão, passa uma fita na boca e tampe a boca dele também, querem transar? Beleza! Transe num motel ou na casa dele, ou em algum lugar longe daqui. Que pouca vergonha, West! Temos visitas, já esqueceu? Tive que falar para a Carly que eram os esquilos espancando o gato do vizinho. E também temos agora o Almôndegas que é um bebê e precisa dormir, coitado do meu filhotinho. Você parecia uma gata no cio e ele um boi mugindo, é sério. Ninguém merece ouvir vocês transando! — Falei tudo que estava entalado.
Ela abriu a boca chocada e ele ficou todo envergonhado.
— Isso tudo é TPM ou você está amarga por quê está meses sem molhar a "horta"? Vai se foder, loira. Eu tô no meu quarto, a casa é de nós duas e eu tenho o direito de transar no MEU quarto! Os incomodados é que se mudem, faça o mesmo se for inveja, meu bem! E da próxima vez que você invadir o meu quarto, empatar a minha foda e me molhar, eu juro que vou usar a minha tesoura favorita nesses seus cachinhos dourados, entendeu? Agora vaza daqui, Puckett! E quando a TPM passar, libera logo para o seu Nerd, PORQUE ESSE SEU HUMOR AZEDUME É FALTA DE SEXO! — Gritou com raiva.
Também me choquei com suas palavras, saí dali mordida e fui para o meu quarto, onde me tranquei e fiquei ali o resto da tarde com raiva da West. Só abri a porta para a Carly que me entregou o Almôndegas, voltei a me trancar no quarto e coloquei aquela coisinha fofa para dormir.
"Falta de sexo uma ova, eu não preciso de sexo para alegrar o meu dia... Aquela West havia passado dos limites."
[...]
P.O.V Da Jade
— Foi mal, Oliver, a Sam fica mais louca e surtada na TPM. — Me desculpei com o moreno que se vestia apressado.
Eu estava mais molhada que ele. E o balde acertou de cheio nas minhas costas. A Puckett acabou passando dos limites.
— Mas até que foi engraçado. — Deu uma risadinha.
— Só se foi engraçado para você. — Resmunguei.
— Olha, não fica com raiva dela. Como você mesma disse, a loirinha está estressada, ela se emputeceu com a gente e fez aquilo, mas não foi por maldade. — Disse com calma, como ele conseguia ficar de 'boas' com aquilo?
— É, foi o que aconteceu, mas ela não tinha o direito de invadir meu quarto e nos dar um banho. Porra, eu estava quase 'lá'. — Cruzei os braços, ainda emburrada.
— Ah, vamos esquecer isso, morena? Vocês são amigas, ela agiu mal e você também foi dura com ela. Façam as pazes, ok? A gente se vê mais tarde, beleza? — Me puxou para um selinho.
— É, você tem razão, depois eu me entendo com ela. Até mais tarde, eu passo lá na sua casa depois do jantar. — Segurei seu rosto e o beijei.
Oliver segurou minha cintura e fez questão de aprofundar o beijo. Eu estava um pouco dolorida e cansada, havíamos nos divertido bastante.
Mordi seu lábio inferior devagar e o suguei lhe arrancando um gemido. Ele beijava bem e tinha muita pegada, o sexo sem dúvidas era uma delícia, ele sabia muito bem como me satisfazer na cama.
[...]
P.O.V Do Freddie
— E aí, cara? Como foi o seu encontro com sua loirinha? — Beck perguntou quando estávamos preparando o jantar.
— Hum... Foi mais ou menos, levei ela para um piquenique e deu tudo errado, chegando lá no parque ela saiu correndo desembestada ainda vendada, não sei o que deu nela ou se ela estava apenas tirando uma com a minha cara, nunca se sabe... Passei um tempão correndo pelo parque procurando ela e aí do nada ela surgiu com aquele cachorrinho no colo, eu não queria trazer ele, mas ela abriu um berreiro e eu não consegui dizer 'não', ela está naqueles dias e me fez comprar chocolate. — Resumi parte do encontro.
— Nossa! Não deu nem uns pegas nela? — Indagou colocando o macarrão para ferver.
— Que nada! Só rolou um selinho, ela grudou naquele filhote e só deu atenção para ele a tarde toda. — Falei a verdade.
— Foi trocado por um filhote. — Começou a rir.
— Ei, não tem graça! — Terminei de cortar as linguiças e separei num pote de plástico.
— Admite logo que está com ciúmes do 'filho' de vocês. — Ele estava zoando com a minha cara?
— Não é ciúmes, eu sei que ele é um filhote e precisa de atenção, e de carinho, mas poxa, ela me deixou de lado e ficou com ele no colo, o tratando como um bebê. — Desabafei.
— Mas ele é o bebê peludinho e fofinho de vocês. — Riu de novo.
— Acredita que ela veio tirar um cochilo aqui e trouxe ele? O danadinho mijou na cama. — Contei lhe arrancando mais risadas. — Também mijou em mim quando ela estava me dando um selinho. — Falei, chateado.
— Ih, meu irmão, agora tu está bem ferrado... Tem uma garota marrenta e um cachorro para cuidar. Melhor se sair dessa enquanto há tempo, vocês ainda nem casaram e já arrumaram um 'filho' para criar. — Disse ainda risonho.
— Mas eu gosto da Sam e quero ficar com ela. — Fui sincero.
— Disso eu não duvido, você gamou na loirinha no dia em que elas vieram nos dar boas-vindas. Mas e o cachorrinho? Cá entre nós, você não está gostando nadinha de ter que arcar com essa responsabilidade, né? — Perguntou, sério.
— Eu até me simpatizei com o animalzinho, mas esse papo de 'pai e mãe' não me agrada, a Sam está exagerando, ele é um cachorro e deve ser tratado como tal, mas daí ela vem com esse papo, dizendo que somos pais e fica imitando voz de bebê, e cara, isso enche o saco! — Expliquei.
— É, percebi que você fica incomodado com isso. — Começou a cortar os tomates.
— Pois é... — Eu estava cortando a cebola.
— Fala para ela, diz que não está gostando disso e que se sente incomodado. — Me aconselhou.
— Melhor não, eu não quero magoar ela. — Suspirei e funguei sentindo meus olhos arderem por causa da cebola.
[...]
P.O.V Do Beck
Decidimos levar um pouco da nossa especialidade para nossas garotas provarem. Macarrão com molho vermelho e linguiça acebolada, fizemos no capricho com bastante molho. Colocamos numa travessa de vidro redonda e enfeitamos com queijo ralado, rodelas de pimentão verde, tomate e azeitonas roxas e colocamos no forno para dar uma leve gratinada.
Tomei banho e me arrumei, me perfumei não enconomizando, eu queria estar bem bonito e perfumado para a minha morena. Desalinhei meu cabelo para dá um charme e fui até cozinha para pegar o refrigerante, o Benson havia comprado uma Coca-Cola de dois litros.
Meu amigo também estava arrumado e todo perfumado. Ele pegou a travessa e colocou a tampa, saimos de casa e fomos para a casa ao lado, de número 168, a nossa era 169.
Eu estava segurando o refrigerante, apertei a campainha e quem atendeu foi a Carly, ela estava apenas de pijama com estampa de ursinhos.
— Boa noite! — Falamos juntos.
— Boa noite, meninos! — Sorriu, simpática. — SAM! JADE! OS NAMORADOS DE VOCÊS ESTÃO AQUI! — Berrou e que grito potente, quase fiquei surdo. — Entrem, entrem... — Nos deu passagem.
Pedimos licença e entramos, ela disse que era para ficarmos à vontade.
Logo a minha morena apareceu na sala, ela estava usando uma camisola preta sexy e robe da mesma cor e do mesmo tecido sedoso. Ela estava linda, sem maquiagem, e usando sandálias rasteirinhas.
Em seguida, a garota do Benson apareceu na sala, ou aquilo era uma sem-teto?
A loirinha estava toda descabelada, usando trapos, vulgo, uma camiseta toda surrada, manchada e rasgada nas alças, uma calça de moletom surrada e folgada, e suas pantufas estavam velhinhas já desbotando.
— Vai lá dá um beijo na sua mendiguinha. — Cochichei cutucando o Freddie que me fuzilou.
— O que é isso aí? — Ela que chegou com cara de poucos amigos abriu um sorriso e se aproximou do Benson, apontando para a travessa.
— Nossa especialidade. — Respondeu. — Já jantaram? — Perguntou.
— Ainda não, a Carls ia preparar macarrão instantâneo de copinho. A Jade não gosta de preparar janta e eu tô com preguiça, vieram numa boa hora, estou morta de fome. — Falou levantando a tampa e sentindo o cheiro da nossa comida. — Hum... Que cheirinho bom sorriu.
— Vamos ver se você tem bons dotes culinários, se for tão bom na cozinha quanto é na cama, isso aí deve estar uma delícia. — Minha morena piscou e sorriu maliciosa.
— Te garanto que está. — Devolvi o sorriso.
[...]
Jade aprovou e repetiu mais um pouquinho, Carly comeu só um pouco, e Sam já estava no terceiro prato, pelo visto era boa de boca... A loira também se entupiu de refrigerante.
— Desculpa, gente! — Freddie se desculpou envergonhado após ter soltado um arroto.
— De boas, não se segura não, faz mal segurar peido e arroto... — Dizendo isso, ela soltou um baita arroto, juro por Deus que nunca tinha visto uma garota arrotar daquele jeito.
O arroto dela barrava o meu e o do Freddie juntos.
— Sam! — Carly exclamou, lhe repreendendo. — Tenha modos, amiga! — Sorriu, envergonhada.
Olhei para o meu amigo que estava com uma cara de palerma. Jade não esboçou nenhuma reação, já devia estar acostumada e eu estava na minha, prendendo o riso.
E a loirinha arrotou de novo e ainda mais potente, e caiu na risada.
— Já ganhei em primeiro lugar numa competição de arrotos. — Sorriu, orgulhosa.
— Sério? — Perguntei.
— Uhum. — Assentiu. — Mas competições que envolvem comidas é a minha especialidade. — Se gabou. — Eu arroto alto, mas quem peida mais alto é a Jade. — Apontou para a amiga.
— Mentira! — A morena ficou toda vermelhinha.
— O Oliver aqui também solta cada bufa, meninas. — O linguarudo falou.
— Olha, vocês combinam em alguma coisa. — Sam começou a rir.
— Vocês também combinam, ele é o rei do arroto e você, a rainha do arroto. — Retruquei.
— Eu não arroto e nem peido... — Carly comentou.
— Mas ronca pra caramba! — Sam e Jade falaram juntas fazendo a outra morena corar.
— Tá legal, todo mundo peida, todo mundo arrota, todo mundo ronca e todo mundo tem medo de algo! — Falei tentando amenizar aquela conversa.
— Eu tenho medo de bodes e de ovelhas que mordem pessoas. — Carly compartilhou.
— De altura. — Freddie admitiu.
— E eu tenho medo de palhaços. — Confessei.
— A Sam tem medo de trovões. — Jade sorriu debochada olhando para a amiga.
— E ela tem medo de golfinhos. — Sam devolveu o sorriso.
Medo de golfinhos?
Carly, Freddie, eu e a loira começamos a rir. Jade se levantou e saiu da cozinha emburrada.
— É sério? — Perguntei para a loira.
— Sim, um golfinho fez xixi nela e ela ficou com trauma. — Contou.
— Nossa! E um palhaço jogou confetes, espuma de barbear e água na cara dele, por isso o Beck tem trauma. — Freddie deu uma de linguarudo de novo.
— A Sam já fez xixi na cama com medo de trovões. — Carly falou risonha.
— Pelo menos nunca tive a bunda mordida por um bode. — Sam rebateu.
A amiga dela começou a chorar e saiu correndo da cozinha.
— Já está ficando tarde... — Olhei para o Benson.
— É, já estamos indo... — Levantou.
— Até amanhã, loira! — Ele foi se despedir com um selinho.
— Poxa, mas já? Não vai nem subir para dar um beijo de boa noite no bebê? — Perguntou e eu tive que segurar o riso.
— Tá bom, vamos lá. — O bobão assentiu e eles foram para o quarto dela.
Fui para a sala e encontrei a Jade sentada no sofá, fitando a TV desligada.
— Medo de golfinho, é? — Zombei.
— Haha, olha um palhaço! — Apontou para trás de mim.
Olhei para trás rapidamente, apavorado e ela começou a rir.
— Nossa! Meu Deus, garota! — Coloquei a mão no peito. — Nos vemos amanhã. — Falei caminhando até a porta.
— Ei, Oliver! — Me chamou e eu virei para ela que tinha um sorriso sacana. — Já que a Puckett estragou a nossa "festinha", que tal terminarmos lá no seu quarto? — Sorriu, maliciosa.
— Boa ideia. — Concordei.
[...]
P.O.V Do Freddie
Aproveitei que o Almôndegas estava dormindo na caminha dele, num cantinho e agarrei minha loira. Fomos parar na cama, com ela por baixo, a beijei com intensidade, passando as mãos por sua cintura e coxas.
Encerramos o beijo por falta de ar, comecei a deslizar a boca por seu pescoço. Toquei em seus seios por cima da camiseta, ela estava sem sutiã, logo senti seus mamilos ficando durinhos.
Sam gemeu se remexendo abaixo de mim.
Ousei tocá-la por cima da calça de moletom, passando a mão por toda a região de sua virilha, fazendo-a gemer ainda mais.
Eu queria possuí-la ali mesmo, mas infelizmente não podia, ela estava naqueles dias...
Meu membro já estava ficando ereto, minha calça estava apertando, eu precisava de alívio e a loira também.
Abri suas pernas e me encaixei ali, comecei a fazer movimentos, simulando uma penetração. Ela soltou um gritinho e cravou as unhas em minhas costas por baixo da camisa.
Começou a mover os quadris também, pedindo por mais.
— Mais forte... — Disse rouca.
Apertei sua cintura e comecei a esfregar minha ereção nela, ela fechou as pernas ao meu redor e passou a gemer mais alto, meus gemidos saiam contidos.
— Que gostoso... Oh, mais rápido. — Ela devia estar mais sensível, uma vez ouvi falar que mulheres 'naqueles dias' ficavam ainda mais excitadas, com mais fogo...
— Vou acabar gozando, é melhor a gente parar... — Tentei sair de cima dela.
— Oh, não. — Me segurou. — Tira a calça. — Pediu.
— Eu tiro se você tirar a camiseta. — Eu já tinha algo em mente.
Ela concordou, tirei a calça e ela tirou a camiseta. Voltamos a nos beijar e demos uns bons amassos. Ela 'bateu uma' para mim e eu me diverti muito 'brincando' com os seios dela.
— OH, MEU DEUS, OS ESQUILOS ESTÃO ESPANCANDO DE NOVO O POBRE GATINHO! — Ouvimos a Carly gritar quando estávamos na segunda rodada de "amassos".
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