Vizinho Irresistível

13 Capítulo XII


Notas iniciais
Olá, leitores! Mais um capítulo do nosso casal favorito! Aproveitem!

Damon havia me deixado em casa há minutos atrás. De acordo com ele, tinha coisas a resolver na cidade, mas jamais me deixaria voltar de taxi. Obvio que a sua resistência me deixou um pouco desconfortável, não só isso, não trocamos uma palavra se quer no carro. Ainda era muito recente para eu acreditar, que sim, eu transei com Damon Salvatore.

Não vou negar que o acontecimento foi algo que eu desejava durante o momento, mas sinceramente não esperava. Tudo isso está sendo um choque para mim, e sinto durante alguns dias esse sentimento ainda vai persistir. Oh, eu era uma idiota!

Em casa, tudo que mais almejava era o meu banheiro, queria desesperadamente tomar um banho para tentar apagar o acontecimento. Não só o banheiro, mas também minha cama, eu estava totalmente exausta. De acordo que eu me aproximava do meu quarto ouvia barulhos estranhos vindo do mesmo.

Puxo a porta, deslizando-a para a direita e vejo Jeremy em minha cama com uma menina que não consigo identificar. Eu não estava acreditando na cena que ocorria a minha frente. Por impulso eu soltei um grito, que soou mais agudo que o normal. Sentia-me sem ar e meu rosto pegando fogo.

— Jeremy! — Grito. Observava a sua reação assustada. A menina sai de cima dele e se cobre tampando suas intimidades.

— Elena! — Ele tinha a voz cansada. — Eu posso explicar!

Os sentimentos que sentia por Jeremy naquele momento eram os mais baixos que podiam existir. Tremo a cabeça negando-me a acreditar em suas palavras.

— Explicar? — Repito sua palavra. — Explicar o quê? — Grito. — Você na minha cama? — Enfatizo o “minha”. — Transando com uma menina que eu nunca vi na minha vida, o que está querendo fazer comigo? Está querendo me deixar maluca? Isso é algum tipo de vingança adolescente por eu ter contado aquilo ao papai? Que tipo de gente é você, Jeremy? Que porra é essa na minha cama? — Desespero-me.

— Calma, Elena, não é nada disso! — Ele vem em minha direção já vestido. Eu esquivo-me.

— Sai de perto de mim, seu nojento, sai do meu quarto. — Fecho os olhos negando-me a ver aquela cena. — Agora, Jeremy! — Grito.

Ouço passos que atravessam a porta deixando-me sozinha no meu quarto. Respiro fundo e abro os olhos dando de cara comigo mesma pelo espelho. Eu tinha a aparência cansada e nada atraente. Sento-me na beira da cama e penso no que fazer. O que estava acontecendo com minha vida? Eu tinha feita tanta besteira em pouco tempo, até me surpreendia. A Elena Gilbert de alguns meses atrás jamais estaria nessa situação. Estou totalmente fora de controle e preciso resolver isso, agora.

Pego minha bola perto de mim e busco pelo o nome de Carol no meu celular. Eu precisava dela naquele momento. Disco o seu número. Após algumas chamadas, ela atende.

— Alô. — Sua voz estava normal, com energia.

— Carol. — Sussurro. Por alguns segundos ela não me responde.

— Lena, está tudo bem? — Ela pergunta com a voz mais mansa. Respiro fundo.

— Não. — Respondo e sinto que poderia chorar a qualquer momento. — Preciso de você, Carol, eu estou tão confusa e não tenho ninguém para me ajudar.

— Meu Deus, Lena, acalma-se! — Parecia aflita. — Eu vou até sua casa para conversarmos, me aguarde.

— Ok! — Encerro a chamada. O celular vibra em seguida. Era uma mensagem do Damon. Estremeço-me.

“Estou pensando em você”

É tudo o que diz. Rolo os olhos ao pensar na sua intenção com essa mensagem. Tudo aquilo estava me deixando apavorada. Eu não devia me envolver com ele. E ele não devia estar me mandando mensagens. Penso em responder.

“Não pense, por favor.”



— Elena. — Ouço a voz de Carol atrás de mim. Largo a toalha que secava os cabelos e dou atenção a ela.

— Carol. — Levanto-me e ela vem em minha direção, abraçando-me em seguida.

— O que está acontecendo? — Ela pergunta me guiando até a cama. Suspiro e relembro de tudo que aconteceu.

— Muita coisa, Carol, eu precisava de um ombro amigo, muito obrigada por estar aqui.

— Conta-me, o que aconteceu. — Preparo-me psicologicamente e por alguns instantes penso no que dizer, mas preferi ser direta.

— Eu transei com Damon. — Sussurro. Os olhos dela estão alarmados.

— O quê? — Ela grita, eu tampo sua boca rapidamente. — Elena, meu Deus! — Eu concordo. — Como isso aconteceu?

— Logo após eu sair da escola, eu falei com você antes. — Tento relembra-la.

— Sim. — Ela concorda. Me olha assustada. — Então vocês dois estão juntos. — Ela logo conclui.

— Não! — Nego um pouco alto demais. — Por que pensa isso?

— Elena, você transou com o cara, os seus conceitos sobre transar é muito peculiar, tanto que a única pessoa que você já transou foi com o Matt, porque namorava ele na época.

— Sim. — Penso no que disse. — E é por isso que te chamei, a Elena de algum tempo atrás jamais faria isso, e olha a confusão que sou agora. — Sorrio de minha desgraça. — Além disso encontrei meu irmão idiota transando na minha cama com uma menina qualquer. — Suspiro. — Por isso te chamei.

Carol me observa atentamente e logo abaixa o olhar.

— Eu sou uma idiota, não sou? — Carol pergunta. Assusto-me com sua fala.

— Como? — Pergunto.

— Ah, hoje mais cedo você veio até minha casa pedir desculpas, eu te tratei super mal. — Explica-se. — Você está em uma situação complicada e contou comigo para te ajudar. — Tento entender aonde ela quer chegar. — Eu sou uma idiota por ter te afastado, tudo o que eu mais queria era você ao meu lado.

— Oh, Carol! — A abraço forte. — Você está bem?

— Já resolvi alguns dos meus problemas, alias, seu irmão é um que falta resolver. — Suspira. — Quero te pedir desculpas pela a forma que te tratei, o Jeremy é um idiota e eu jamais devia ter te culpado pelas as ações dele.

Meu coração estava apertado no momento.

— Não precisa se desculpar, eu te entendo. — Sussurro. Ela nega.

— Devo sim, mas voltando ao problema chamado Damon Salvatore, o que vai fazer?

— Eu não sei, Carol, realmente não sei. — Penso em sua mensagem. — Esse homem está querendo me enlouquecer e por mais que eu não admita eu gosto disso.

— Como assim? — Carol me olha assustada.

— Carol, ele me tem de uma forma, que eu não consigo explicar.

— Você o ama? — Assusto-me com sua pergunta.

— Não! — Afirmo. — Não o amo, eu apenas… — Busco palavras.

— Apenas sente atração por ele? — Assinto.

— Demais.

— Bem, isso é algo que deveria trabalhar, mesmo ele sendo o maior gostoso. — Carol brinca. Sinto seu humor voltando. Riu do seu comentário.

— Ah, Carol, eu senti falta do seu jeito Caroline de ser.

— Ela estava de férias. — Dá os ombros e me provoca uma boa risada.

Resolvemos assistir um filme no meu quarto com direito a pipoca e tudo. Escolhemos o filme “As branquelas”. Caroline adorava aquele filme, e sempre me rendia umas gargalhadas em todas as cenas. De acordo com Carol, assistir Terry Crews cantando “A Thousand Miles” valia pelo o filme inteiro.

Eu me sentia uma menina de 15 anos novamente. Passando a tarde com Caroline rindo de coisas engraçadas da internet e me divertindo fazendo testes da Seventeen. Era uma época boa que jamais esquecerei. Época que estava começando a namorar com Matt e tudo que eu mais queria era ir ao cinema para sentir aquele friozinho na barriga.

— Matt me mandou uma mensagem chamando-me para sair. — Comento. Caroline retira a atenção do seu balde de pipoca.

— Sério?

— Sim. — Suspiro. — Não sei se vou. — Exponho minha vontade. — De acordo com ele, iremos apenas sair como amigos, parece que ele deu um “move on” com nossa relação.

— Eu duvido muito. — Carol volta a atenção para sua pipoca.

— Por quê?

— Ele te ama, Elena, é dificil alguém esquecer quem ama, vocês terminaram faz um ano.

— Tem razão.

— Você vai sair com ele? — Ela joga uma pipoca em mim. Riu da sua ação.

— Eu estou pensando na possibilidade, estou querendo afastar Damon da minha cabeça.

— Elena… — Caroline pronuncia meu nome com desaprovação. — Tem que resolver essa situação, ele não parece ser um cara ruim.

— Ele não é, mas é melhor amigo do meu pai e se meu pai descobrisse isso ela ficaria muito chateado.

— Realmente…

Ouço uma batida na porta.

— Elena, querida. — Era mamãe. — Ah, olá, Carol! Nem sabia que estava aqui, querida!

— Olá, Senhora Gilbert! — Carol responde carinhosa.

— Elena, chegou isso aqui para você. — Ela me oferece uma caixa. Assusto-me.

— Quê? — Pergunto a mim mesma quando tenho a caixa em minha mão.

— Você comprou algo, querida? — Mamãe pergunta. Tinha minha atenção na etiqueta com meu nome completo e o endereço de minha casa. Não me lembro de ter comprado algo.

— Devo ser apostílas novas. — Carol comenta.

— Pode ser, vê e me diz depois. — Ouço a voz de mamãe no fundo, logo a porta é fechada.

Foco em abrir a caixa, foi preciso da força de Carol e uma tesoura. Assim que me livro da caixa de papelão, uma outra caixa sofisticada toma o seu lugar. Era branca e tinha um nome de uma marca que julgava ser cara. Abro a caixa e dou-me de cara com um vestido vinho de tecido maleavel e boa costura.

— Que isso? — Sussurro e analiso a peça em minha mão. O cheiro do vestido era divino.

— Você comprou isso? — Carol o toma da minha mão. — Que lindo! Foi quanto?

— Eu não comprei isso, Carol.

Ela me olha sem entender nada, e estava a mesma reação. Que diabos esse vestido fazia aqui?

— Então quem comprou? — Penso em sua pergunta.

— Não faço a mínima ideia, está com meu nome, talvez seja um engano. — Deixo o vestido de lado e foco na televisão novamente. Caroline ainda analisava o vestido.

— Se for engano, por favor, fique com o vestido ele é maravilhoso.

— É bonito mesmo. — Concordo. Olho para a televisão. — Carol! — A chamo. — Vem! É a sua parte favorita. Ela vem correndo.



Fui acordada pelo meu despertador, marcando oito horas da manhã. Gemo ao levantar e esticar-me até o chão. Eu fico tonta por alguns segundos após terminar meu exercício. Sigo para o banheiro iniciando minha higiene matinal.

Já na mesa, papai e mamãe conversavam sobre política e eu nem me atrevi a participar na conversa. Tomava meu chá com biscoitos enquanto lia as matérias do jornal sobre a mesa.

— Princesa, acordou bem hoje? — Sou retirada a atenção do jornal pelo papai.

— Sim, papai. — Sorri o deixando satisfeito.

— Elena, meu amor, vou no salão hoje a tarde não quer ir comigo para cortar esse cabelo? — Mamãe acaricia meu cabelo de leve.

— Não acho necessário corta-lo. — Analiso minhas medeixas.

— Está muito grande, meu amor. — Ela analisa junto a mim.

— Eu gosto dele assim. — Respondo. Foco em finalizar o chá para não discutir sobre meu cabelo com mamãe, era um dos poucos dos assuntos que nos faziam brigar. — Estou indo.- Levanto-me apressada e pego minha bolsa que se localizava ao meu lado.

— Boa aula, princesa. — Papai deseja, eu sorrio e sigo para a porta. Pecebo que Jeremy acaba de chegar a mesa, mais um motivo para sair dali.

Assim que saio tranco a porta. Sinto uma puxada no meu braço assustando-me. Minha boca é tampada.

Damon.

Olho em seus olhos, ele tinha um sorriso rosto. Seguimos para o elevador, sua mão segurava a minha.

— Bom dia. — Ele diz. Aguardamos o elevador.

— O que foi isso? — Pergunto nervosa.

— Eu preciso falar com você sobre aquela mensagem.

Lembro-me da mensagem.

— O que quer falar sobre a mensagem? — Suspiro.

— Por que não quer que eu pense em você? — Sua mão segura levemente meu braço. — Elena, olhe para mim. — Meu olhos se encontram com os dele. — Eu adorei o nosso encontro de ontem. — Largo-me rapidamente.

— Damon, por favor, não. — Não queria conversar sobre aquilo. O elevador chega. Eu sigo para a escada de emergência.

— Elena! — Ouço sua voz atrás de mim. Desço as escadas rapidamente sem olhar para trás. — Elena! — Ele me chama novamente. Meu braço é puxado, sinto o meu corpo se chocar contra a parede branca do corredor. — Elena! — Damon sussurra com a respiração pesada. — Está fugindo de mim…

— Eu não quero conversar sobre isso. — Explico-me. Ele se aproxima.

— Sobre o nosso encontro? Elena, por quê?

— Porque isso não devia ter acontecido, foi um erro imperdoável, se meu pai descobre o que está acontecendo eu não quero nem imaginar o que vai acontecer com a saúde dele! Você já pensou que ele é o seu melhor amigo? — Indago. Damon se aproxima mais, eu consigo sentir sua respiração perto de mim.

— Já pensou o quanto você me deixa maluco? — Sussurra. — Você tira minha sanidade.

— Que absurdo. — Comento baixo. Seus olhos estavam fixos na minha boca.

— É realmente um absurdo, mas eu não posso evitar. — Suas mãos afagam o meu cabelo, logo se posicionam na curvatura do meu maxilar.

— Damon.. — O repreendo já prevendo o que iria acontecer.

— Me beija. — Sussurra novamente. Seu corpo encosta no meu, estamos a milímetros de distância. — Me beija. — Repete.

Minha boca se abre voluntariamente, logo eu sinto sua língua quente acariciando a minha. Ele tinha o gosto de menta o que me causou espasmos internos. Agarro os seus cabelos impecáveis e os puxo com força.

— Seus lábios são tão gostosos. — Damon comenta. — Esse gosto adocicado, é uma maravilha.

Gemo quando ele toma minha boca novamente com voracidade e quase violência. Ele me deixa extasiada até ficar sem ar.

— Eu não consigo parar de pensar em você um segundo, desde que te conheci. — Analiso suas palavras.

— Não acha isso doentio? — Pergunto confusa.

— Talvez seja, mas eu preciso saber que você sente pelo menos dois terços do que estou sentindo por você para eu ter certeza que não estou maluco.

Eu não tenho palavras.

— Não me diga para não pensar em você, pensei que não queria mais nada comigo. — Continua.

— Damon, não podemos continuar essa relação, é contra os meus princípios.

— Você sente atração por mim? — Damon pergunta.

— Oh, Damon, você sabe que sim. — Respondo.

— A ponto do que sinto por você? — Ele insiste.

— Damon… — Reluto.

— Me responda, não esconda o que sente. — Seu tom se torna autoritário.

— Eu queria poder te esquecer e esquecer aquela noite, acho que as coisas estão indo rápido demais. — Exponho meu pensamento. Damon suspira e logo me beija rapidamente com a mão sobre meu pescoço.

— Então, vamos mais devagar. — Ele conclui. — Hoje, você sai comigo para jantar.

— O quê? — Pergunto confusa.

— Iremos jantar. — Responde com descaso.

— E o que direi para os meus pais?

— Diga que irá jantar com um amigo, ou que vai ao cinema. — Inventa desculpas. Suspiro pesadamente.

— Isso não via dar certo.

— Vai sim. — Damon afirma. — Vamos devagar. — Concordo.

Olho para o meu relógio, eu estava super atrasada.

— Meu Deus, estou atrasada! — Começo a descer as escadas novamente. Damon me alcança.

— Calma, eu te levo. — Oferece-se. Nego.

— Não, eu vou andando mesmo, não se preocupe.

Assim que descemos todas as escadas, dou um leve “tchau” para Damon e ele me puxa para o seu encontro.

— Te espero hoje a noite, às 19 horas com o vestido que comprei para você.

O que?

— Espera! — Assimilo o meu mistério de ontem a respeito do vestido. — Aquele vest… — Damon me beija imprensando-me na parede. Ele tirava o meu folego.

— Te vejo mais tarde.

Notas finais
Hmm! O que acharam sobre o capítulo? O que será que vai rolar nesse jantar? Obrigada pela a leitura! Beijos, e até o próximo capítulo!