Vizinho Irresistível
12 Capítulo XI
Notas iniciais
Eram sete e quarenta e três da manhã, em exatamente dezessete minutos eu teria que acorda e eu estava molhada. Completamente coberta de suor. Motivo? Seria um engano se não fosse o meu vizinho. Sim, Damon. O próprio.
Respiro fundo e me abano com minhas mãos. Era o que tinha no momento. Rolo os olhos ao pensar no que me perturbava tanto, as mãos de Damon em todo o meu corpo. Eu nunca havia sonhado com ele desde então, e digamos que o meu primeiro e único sonho foi suficiente.
Eu devia sair de casa antes das oito e meia já que esse era o horário que Damon saía para trabalhar, e eu não gostaria de encontrar ele por enquanto. Além disso, eu planejava encontrar Caroline no caminho da escola, ou seja, eu devia estar oito e quarenta na rua dela. Eu teria que ser rápida, levanto-me sendo perseguida por uma dor terrível na cabeça. Eu devo ter levantado muito rápido, minha visão aos poucos voltam a funcionar. Olho-me no espelho, ajeito meu cabelo em um coque para aliviar o calor, logo coço os olhos retirando os vestígios de remela. Urgh.
Ao pensar nas mil e uma coisas que devia fazer hoje, tudo o que eu queria era minha cama novamente. Eu realmente precisava de férias. Vou em direção ao banheiro e faço minha higiene matinal.
— Elena, querida, é você no banheiro? — Ouço a voz da minha mãe. Rolo os olhos. Quem mais estaria aqui, no meu banheiro?
— Sim, mamãe. — Respondo com dificuldade por conta da espuma em minha boca.
— Iria te acordar agora, levantou mais cedo que o habitual. — Ela grita sem necessidade já que estou no outro lado da porta.
— Tenho que imprimir uns documentos para um trabalho de Biologia. — Minto descaradamente. Retiro minha roupa para tomar banho.
— Seu pai pode te levar na escola caso seja algo mais urgente. — Mamãe diminui o tom. Meu coração pula.
— Não! — Isso soa mais alto que imaginava. — Não é preciso, mamãe, eu vou encontrar a Carol no caminho. — Ajeito minha voz. Pelo menos uma parte era verdade. Ligo o chuveiro a fim de fazer minha mãe entender que não a ouviria.
— Tudo bem, querida! Vou fazer seu café. — Ouço um silencio após sua fala.
Após um banho rápido e confusão ao escolher minha roupa, sento-me à mesa junto com mamãe e Jeremy. A sala estava silenciosa e meu café estava perfeitamente pronto. Ás vezes agradeço por minha mãe ser tão amável. Enquanto tomo meu chá, percebo que Jeremy mantinha a cabeça baixa. Provavelmente algo lhe aconteceu, penso em comentar.
— Está tudo bem, Jer? — Pergunto carinhosamente. Por mais que Jeremy me irrite, eu me preocupava com ele. Jer me olha e nega silenciosamente.
— Seu pai brigou com ele. — Mamãe se intromete. Olho para Jeremy novamente, ele não parecia confortável.
— Mãe! — Ele a repreende. — Não!
— O que foi? — Pergunto preocupada. — O que papai fez agora?
— Como se você se importasse! — Jeremy diz com ironia.
— Eu me importo! — Respondo ofendida. — Me importo com você, Jer.
— Para de me chamar assim! — Ele grita. — Você me entregou pra ele!
— Você estava errado, Jeremy, o que queria que fizesse? — Pergunto assustada.
— Não contasse nada, não é da sua conta!
— Você nunca ligou para isso, por que está tão ofendido agora? — Pergunto. Ele me olha diversas vezes negando olhar.
— Não te interessa o porquê. — Diz frio.
— Não trate sua irmã assim, Jeremy! — Mamãe me defende. Eu não acho preciso.
— Para de defender a Elena o tempo todo, todo mundo aqui defende ela! — Jeremy grita. — Eu não preciso disso, ok? — Me assusto com sua reação. — Vão pro inferno! — Ele se retira da mesa.
Olho assustada para mamãe, que mantem a cabeça baixa. Ela respira fundo e tem os olhos cheios d’agua. Sinto meu coração apertar e me aproximo dela.
— Calma, mamãe, é só uma fase. — A abraço. Ela retribui e afaga meu cabelo.
— Eu errei na criação do seu irmão.
— Não! — Nego a olhando nos olhos. — Você não errou, a personalidade dele que é difícil, isso vai passar.
— Espero, querida! — Ela olha para um ponto da cozinha rapidamente. — Está atrasada, melhor ir para a escola, antes que perca seu horário de entrada.
— Realmente. — Apresso-me. — Devo ir!
— Boa aula! — Ela deseja assim que estou com tudo certo para ir.
— Obrigada, mãe! — Sorrio. — Pense no que te falei. — Ela sorri em resposta.
Ao caminho da casa de Caroline, eu checo minhas mensagens. Havia uma de Matt. O que ele queria?
De: Matt (08:23 am)
Ei, Elena! Desculpe a mensagem tão cedo, eu sentia que devia falar com você. Eu tive um sonho com você essa noite, digamos que bom, eu precisava te ver. Podemos marcar algo essa semana? Prometo que o assunto “gostar de você” não será mencionado. Espero que aceite meu pedido, eu estou com saudades. Bom dia!
Wow. Isso foi inesperado. Matt sonhando comigo? Sinto-me mal por isso ao lembrar que o mesmo aconteceu comigo horas atrás. Devo considerar seu encontro? Lembro-me da maneira como finalizamos nosso ultimo encontro e isso não seria legal de se repetir. Bem, ele disse que o assunto “gostar de mim” não seria mencionado, talvez ele apenas quer minha amizade. Frustro-me ao pensar no relacionamento que tenho com Matt, ele é um menino tão bom e gentil, no fundo gostaria de gostar dele como merece. Infelizmente, eu só tenho olhos para o errado. Droga.
Foco-me na rua, já que já estava próxima da casa de Carol. Um carro passa a uma velocidade alta ao meu lado e buzina diversas vezes. Olho para o motorista. Tyler. Meu estômago se contorce.
— Ei, Elena! — Tyler para ao meu lado. O olho e solto um sorriso falso.
— Bom dia, Tyler. — O desejo. Continuo o meu caminho, e ele me segue devagar com o carro.
— Está indo na casa da Carol? — Ele pergunta. Rolo os olhos internamente.
— Sim, por quê? — Pergunto sem o dar atenção.
— Eu queria falar com ela, mas ela não me responde no celular.
— Talvez ela não queira falar com você. — Tento ao máximo não ser sarcástica.
— Ela não parece querer falar com você, também. — Ele diz com cinismo. O olho mortificada. O que ele queria com tudo isso, afinal?
— Isso é o que você diz. — Respondo andando mais rápido.
— Calma, Eleninha, ficou nervosa? — Tyler estava começando a me irritar. Quem ele pensa que é para me chamar desse modo?
— Não, muito pelo contrário. — Respiro fundo. Meu celular vibra. Retiro minha atenção da rua e vejo quem está me ligando. Damon. Meu visor tinha apenas a letra “D” para ninguém reconhece-lo. Atendo a ligação ignorando Tyler.
— Alô. — Atendo voltando minha atenção a rua.
— Elena… Ei. — Sua voz estava abafada. Ao fundo eu escuto algumas vozes de longe.
— Ei. — Repito sem ter o que falar.
— É um bom horário para te ligar?— Ele me pergunta. Eu sorrio. Não, obvio que não.
— Mais ou menos.
— Ah…— Ele parece nervoso. — Eu precisava falar com você.
— Sim. — Respondo ainda sem saber o que falar.
— Está falando com a Carol? — Ouço a voz de Tyler no fundo. Penso em sua pergunta.
— Não, Tyler. — Respondo rapidamente.
— Oi?— Damon me chama na ligação.
— Ei, estava falando com outra pessoa. — Explico-me. — Desculpa.
— Ah…— Ele parece pensativo. - Te liguei porque queria saber se pode passar aqui no escritório quando sair da escola.
Penso na sua proposta.
— Eu posso te dar a resposta mais tarde? — Pergunto ansiosa. Eu não queria dizer sim, mas também não queria adiar.
— Tudo bem, como quiser.— Ele responde com a voz baixa. Permanecemos em silencio. — Eu te ligo mais tarde, então.
— Tudo bem. — Respondo.
— Tudo bem. — Ele repete. Rio com seu comentário, ele faz o mesmo.
— Espero sua ligação. — Solto sem pensar.
— Eu ligarei.
— Tudo bem… — Repreendo-me.
— Até mais.
— Até mais. — Repito. Desligo chamada.
Guardo o celular na minha bolsa. Lembro-me de Tyler, que na verdade já tinha ido. Rolo os olhos e encontro Caroline na minha frente. Assusto-me com sua presença.
— O que faz aqui? — Ela pergunta seca.
— Carol. — Vou ao seu encontro e a abraço. Ela não retribui.
— Não respondeu minha pergunta.
— Vim conversar com você. — Respondo sincera.
— Eu não estou afim. — Ela rebate seguindo seu caminho.
— Carol! — A alcanço. — Pare com isso, você sabe que eu nunca te quis mal.
— Que seja, Elena, estou cansada desse papo.
— Carol, por favor, eu só quero que você me entenda, eu estou em uma situação difícil.
— Ah é? — Ela se vira rapidamente. — Você está sendo chamada de corna na escola inteira? Não. Você perdeu a virgindade com um idiota? Não. Você está praticamente sendo expulsa de casa? Não. Então não me venha com “entenda a minha situação”, você não sabe o inferno que estou passando.
Fico estática com sua reação e fala. Ela realmente estava passando por situações difíceis. Suspiro e penso no que dizer.
— Wow. Carol. — Respiro fundo. — Eu sinto muito. — Ela revira os olhos e segue o caminho me ignorando. — Eu sei que está chateada com tudo isso, mas deixa eu te ajudar.
— Eu não quero a sua ajuda, Elena, se quisesse teria te procurado. — Ela diz com desdem. Eu a deixo ter seu momento, ela estava chateada. Permaneço em silêncio. Andamos alguns metros e ela não ligava para minha presença.
— Tyler estava te esperando quando cheguei. — Comento.
— Aquele idiota. — Ela comenta. — Eu não quero o ver, jamais.
— Quer se abrir comigo? — Pergunto.
— Não, Elena, eu não quero. — Carol responde mal humorada.
— Tudo bem, eu entendo. — Suspiro. Lembro-me da carta que Jeremy me entregou, rapidamente a pego. — Isso é pra você. — Ela me olha desconfiada.
— O que é isso?
— Uma carta do Jeremy, e antes que jogue fora, quando ele me entregou ele parecia ser bem sincero, por favor, leia. — Ela me olha pensativa e pega a carta.
— Tudo bem. — Caroline para na entrada da escola. — Eu vou depois, pode ir para a sala.
— Carol, não precisa ter medo dessa gente, eles não tem nada haver com sua vida. — Seguro sua mão brevemente.
— Eu sei. — Ela abaixa o olhar. — Obrigada. — Solta um sorriso tímido. Sorrio e entro na escola.
As aulas seguiram demoradamente, eu implorava para sair dali de algum jeito. Minha cabeça já não funcionava mais com tanto conteúdo.
Caroline estava longe de mim, ela realmente não queria contato. Por um momento achei que estava exagerando, porém ela está claramente com problemas e isso me preocupa muito. Pergunto-me se Tyler fez algo além disso. Carol sempre foi tão animada e sociável. Vê-la no canto da sala focada no seu livro e não tagarelando e chamando atenção era algo para se considerar preocupante. Levanto-me do meu assento e vou em sua direção. O sinal já havia batido e ela continuava focada em seu livro.
— Carol, o sinal ja bateu. — Sussurro agachada perto de sua carteira. Ela me olha rapidamente.
— Eu sei. — Ela responde.
— O que foi? — Pergunto. — Está tudo bem? — Aliso sua mão, ela se esquiva.
— Está tudo bem, Elena. — Ela continua focada em sua leitura.
— Eu sinto que não, queria te ajudar. — Expresso o que sinto.
— Você não pode ajudar todo mundo sempre. — Carol fecha seu livro e começa a guardar suas coisas. Sinto que o que ela disse era uma verdade.
— Realmente. — Suspiro. Meu celular vibra. Damon vem na minha mente. Pego o meu celular e percebo que Caroline havia lido quem chamava.
— Ei! — Atendo.
— Ei, Elena.— Ouço a voz de Damon. — Está aonde?
— Na escola ainda. — Respondo e vejo que Caroline presta atenção na minha conversa.
— Estou aqui também. — Ele comenta. Meu coração acelera. O que ele fazia aqui?
— Serio? — Minha voz sai um pouco mais aguda que o normal.
— Sim.— Ele ri. Oh. Eu sou tão estupida. — Posso te buscar?
— Ah… — Penso em sua pergunta. Se alguém me ver isso não seria muito certo. Pensa, Elena. Oh. Ele ainda está na linha. Hm. Não sei se devo ir. — Ah…
— Não estou exatamente na frente da escola, estou perto no estacionamento.— Ele me alivia um pouco.
— Ah, sim. — Rio. — Tudo bem… — Sinto incerteza na minha voz.
— Eu te espero aqui, então.— Ele diz.
— Ok. — Digo antes de desligar.
Percebo que estou com calor, e Caroline me olhava seriamente. Guardo o celular e espero sua fala.
— Quem era? — Ela pergunta ainda seria. Eu me enrolo um pouco antes de responder.
— Damon. — Respondo e espero sua reação.
— Ele veio te buscar? — Pergunta. Eu assinto ainda a analisando. — Então, vocês estão juntos.
— Não! — Respondo. — É uma longa história. — Rolo os olhos involuntariamente.
— Entendo. — Ela sorri levemente. — Te vejo amanhã lá na rua. — É tudo o que diz até sumir na multidão de gente.
Eu sigo para o estacionamento em passos pequenos, eu queria prolongar isso ao máximo para pensar no que fazer e dizer quando entrar no seu carro. Damon estava exatamente na entrada do estacionamento, se localizava fora do carro apoiado na porta do motorista. Ele não havia me visto ainda. Tinha os óculos em sua face e usava um blazer azul. Pergunto-me internamente o que eu estava fazendo. Ajeito meu cabelo em nervosismo e retiro os meus óculos quando me aproximo dele o suficiente ao me notar. Tinha a expressão séria, porém eu pude perceber seu olhar me analisando da ponta dos pés a cabeça através dos óculos. Entro no seu carro e ele faz o mesmo. Damon retira seu óculos e liga o carro. Observo sua postura por alguns segundos e logo retiro minha atenção para minhas mãos suadas.
— Vamos para o meu escritório, tudo bem para você? — Ele pergunta. Fico desentendida.
— Meu pai trabalha lá também. — Digo como se fosse obvio. — Não acha arriscado?
— Eu tenho dois escritórios, Elena. — Impressiono-me com sua resposta. Mas porque alguém teria dois escritórios? Deixo essa pergunta de lado.
— Que fora do comum. — Respondo com uma leve risada.
— Cada escritório cuido de coisas diferentes, irá entender um dia. — Ele responde atento a estrada. Penso no que disse.
— O que iremos fazer lá? — Pergunto com descaso.
— Conversar sobre a nossa situação. — Ele responde. Sinto que temos algo para acertar, mas na ultima vez que tentamos fazer isso quando fomos pegos pela a minha mãe. Sinto medo ao pensar que estaria colocando a relação que tenho com os meus pais em jogo.
— Não podemos fazer isso aqui no carro mesmo? — Pergunto desconfortável.
— Ficamos mais a vontade no meu escritório, ninguém nos interromperá. — Ele responde serio. Sinto um frio na barriga. Talvez ir não seria uma boa ideia. — Não se preocupe não farei nada que não queira, e alias esse não é o nosso objetivo.
Mantenho em silêncio. O carro logo entra em uma cabine que julgo ser o elevador do prédio. Em segundos, Damon estaciona o carro e sai do carro logo abrindo a porta para mim. Assim que saio ele me segura contra o carro.
— Coloque seu óculos e faça algo diferente no cabelo, mesmo que ninguém te conheça, muitos vão achar que você está comigo. — Respiro com dificuldade. Coloco meus óculos rapidamente e reparto meu cabelo diferente. Damon analisa meu cabelo e ajeita alguns fios. Logo toma a minha mão até a entrada.
A mão dele estava tão fria, sinto-me derreter por dentro.
— Boa tarde, senhor Salvatore. — A moça atrás do balcão o deseja. Ela me analisa rapidamente.
— Boa tarde, Alicia. — Ele responde e me leva até o elevador. — Não precisa falar com eles. — Ele sussurra pra mim. O elevador demora alguns instantes, enquanto isso sinto sua mão acariciando a minha em um carinho gostoso. As portas finalmente abrem e entramos juntos com algumas pessoas que se estendiam ao nosso lado. Ele aperta o botão do ultimo andar e se posiciona perto de mim.
Após alguns minutos, a porta se abre no ultimo andar revelando um layout super moderno. Á nossa frente havia uma porta dupla com o nome “Salvatore” estampado. As portas se abrem e damos de cara com um balcão que atrás havia uma moça sorridente loira com olhos claros. Fica surpresa ao me ver e logo olha para minha mão junta a de Damon.
— Bom dia, Rebekah. — Ele diz, ela logo o responde. — Não quero intromissões, vou ter uma reunião agora. — Ela assente me analisando.
— Vem. — Ele segue em direção a uma porta alta e negra.
A porta se abre assim que ele insere sua digital e dou de cara com uma sala bem equipada. Oh, que espetacular. Ele vai até sua mesa e se senta, me sinto um pouco deslocada e sento-me no sofá um pouco distante. Ele arruma algumas coisas na sua mesa e logo me olha.
— Gostou daqui? — Ele sorri.
— Sim. — Respondo analisando o lugar. Ele ainda me olha e eu tenho vergonha de retribuí-lo.
— Sente-se aqui, vamos conversar. — Ele me chama, eu levanto degavar e sigo em sua direção.
— Aqui?- Aponto para a cadeira a frente da sua mesa, ele assente e logo se levanta vindo a minha direção.
Damon se encosta na mesa a minha frente, estamos a centímetros de distância.
— Vamos conversar. — Ele me olha e sorri. Eu retribuo.
— Sim… — Espero sua fala.
— Queria deixar umas coisas claras. — Ele ajeita seu cabelo e parece pensar em como se expressar. — Sobre nós. — Ouço atentamente.
— Tudo bem…
— Eu admito que fui contraditório ao te dizer que eu não queria me envolver mais com você, no mesmo dia nós… nós… cometemos uma quase loucura, e admito que sou culpado disso. — Expresso dúvida.
— Culpado? — Repito suas palavras. — Damon nós dois cometemos isso.
— Sim, mas eu sou mais velho que você e, alias, você é menor de idade. — Rolo os olhos internamente.
— Não estou entendendo aonde quer chegar. — Respondo, ele me olha carinhosamente.
— Elena, eu tenho algo que me prende a você que me deixa louco. — Minha respiração fica escassa. Era incrível era habilidade que ele tinha de falar coisas tão emotivas com descaso e ao mesmo tempo ser tão sensual.
— Você diz que é culpado e joga sujo, eu não entendo. — Ele se aproxima de mim e me levanta.
— Eu sei que jogo sujo, eu não queria, mas não consigo me controlar. — Sua mão alisa minha face. — Você é tão linda e… esse seu jeito. — Sua mão se move para minha cintura.
— Você está fazendo de novo. — Afasto-me dele. — Diz que se sente errado, e que não gostaria de estar fazendo isso e logo me elogia e começa a me seduzir.
Damon abaixa a cabeça e suas mãos seguem para seu cabelo. Ele parecia frustrado.
— Eu não consigo evitar, é dificil para mim te olhar e te negar. — Damon se aproxima novamente. — Se coloca no meu lugar, eu sou muito mais velho que você e eu nunca fiz algo do tipo. Nunca. Até você entrar na minha vida.
— Não diga isso como se eu tivesse que te entender, eu sinto que isso é errado e não quero me arrepender.
— Nada o que falamos tem senso. — Damon fecha os olhos e respira pesadamente.
— Talvez nós não temos senso juntos. — Solto sem pensar.
— Não diga isso. — Ele pega a minha mão.
— Damon, sério. — Solto sua mão. — O que somos nós? — Interrogo. — Nós não existimos, apenas nos beijamos duas vezes e sinceramente, continuamos Elena e Damon.
— O que quer dizer? — Ele me olha torto.
— Quero dizer que devemos parar por aqui. — Solto pensando em minhas palavras depois. Oh. Era isso mesmo o que eu queria? Damon me olha impacivel.
— Se é o que quer. — Ele responde após segundos.
— Talvez seja o que quero, isso não vai dar certo.
— Como pode ter tanta certeza? — Damon se vira e segue para sua mesa.
— Isso vai prejudicar nossa vida. — Explico-me.
— Elena, não precisa achar argumentos para justificar a tensão que ocorre entre nós. — Ele se senta e parece se ocupar com algo.
— Não estou. — Defendo-me.
— Serio? — Ele me olha. — Porque em nenhum momento admitiu que realmente gostou do que sentiu, nenhum momento admitiu a atração que sente por mim. — Por desespero rio do que fala.
— Damon, por favor, não acha que está levando isso um pouco longe demais?
— Não, e posso provar isso agora. — Damon se levanta.
— Provar o que? — Pergunto desentendida.
— Que você sente atração por mim.
Oh.
Damon vem em minha direção em passos largos, toma a minha mão e puxa para a parede mais próxima.
— Damon… — Sussurro o seu nome. — O que está faz…
— Shiu. — Ele coloca o seu dedo sobre a minha boca. — Vamos provar isso agora.
Sua mão me prende e ele olha em meus olhos. Malditos olhos azuis. Fecho os olhos quebrando o contato.
— Olha pra mim. — Ele sussurra. Abro-os novamente. Minha respiração fica pesada.
— Para com isso, Damon. — Tento me soltar. Ele me segura com mais força.
— Olha pra mim e diz que não sente o que eu sinto. — Eu olho nos seus olhos. Ele acaricia meu coro cabeludo de leve.
— Por que isso? — Pergunto sem forças.
— Porque eu sei que me quer assim como te quero, você só não quer admitir. — Ele se mantinha a milímetros de mim. Sempre que quisesse conseguiria me deixar assim, totalmente na dele. Olhar nos seus olhos fazia isso comigo. Respiro fundo e o encaro novamente.
— Admite pra mim. — Ele implora. Sinto que nosso relacionamento era como se já estivéssemos nessa situação há anos e o conheço faz mal dois meses. Era insano.
Sua boca se abre levemente para expirar o ar, eu não consigo negar, eu o quero tanto. Não era fácil admitir com todas as letras.
— Por que eu? — Sussurro. Ele me acaricia.
— Eu não sei… — Ele responde.
— Disse que preferia as loiras. — Tento me soltar.
— Realmente prefiro. — Ele responde. Rolo os olhos sentindo-me ridícula. — Mas você é a morena que me fez perder o ar. Eu não consigo parar de pensar em você.
Nossos lábios se roçam levemente. Eu gemo ao sentir seu aperto na minha cintura. Passo meus braços em volta na seu pescoço e tomo seus lábios em meus dentes.
— Por favor, não diga que devemos parar por aqui. — Ele sussurra. Permaneço calada. Eu não queria pensar nisso agora. — Nos damos tão bem juntos.
Assinto e puxo seus lábios novamente. Ele toma os meus com rapidez e logo iniciamos um beijo delicioso. Puxo seu cabelo com força e ele passa a mão sobre meu traseiro apertando-o. Assusto-me soltando um grito fino ao me colocar em seu colo e me jogar no sofá próximo. Damon me toma os lábios novamente, sua língua invade a minha boca e eu o puxo para mais perto.
— Por favor, me diga se quiser parar. — Ele diz sem folego. Eu assinto e logo voltamos a nos beijar. Tomo coragem, puxo seu blazer e ele me ajuda a retira-lo. Sua camisa já aberta em alguns botões é retirada com facilidade pelos meus dedos. Se alguém dissesse que Damon estaria sobre mim sem camisa novamente, eu não acreditaria após jurar a mim mesma a não fazer isso.
Damon puxa minha camiseta deixando-me apenas de sutiã, e levanta minha minha saia revelando minha calcinha, sinto-me tímida por um momento.
— Eu amo o fato de você não estar usando algo combinando, isso mostra que você ao menos esperava por mim. — Ele sussurra em meus ouvidos puxando meu lobulo. Gemo ao sentir sua língua no meu pescoço. Com a força que me restava eu viro-me ficando em cima de Damon, ele me olhava divertido.
— O que vai fazer comigo? — Pergunta com um sorriso safado nos lábios. Eu não respondo, apenas traço beijos em seu peitoral mordiscando algumas regiões. Ele geme ao sentir minha mão perto da sua virilha. Abaixo a minha mão sentindo seu sexo totalmente excitado, ele se contorce. Sento-me em cima da sua região prazerosa e concentro-me em abrir sua calça enquanto rebolo devagar. Damon tinhas suas mãos em minhas coxas, as apertando a medida que abria seu zíper. Quando o faço, ele me retira do seu colo com facilidade e joga a calça no chão ficando novamente em cima de mim.
— Pensou que iria me fazer enlouquecer tão fácil? — Ele pergunta. Eu sorrio descaradamente. Ele me puxa pela a perna e me segura na cintura afundando sua boca na minha novamente. Minhas pernas o envolve e eu sinto sua ereção no meu ponto mais sensível. Solto um grito ao perceber a situação prazerosa. Ele percebe e começa a investir contra o meu sexo coberto pela a calcinha fina, após algumas provocações ele retira a mesma e deixa-me descoberta. Aproveito sua posição vertical e o empurro ficando por cima novamente e devagar puxo sua cueca, ele me observa. O olho pela a ultima vez antes de retirar por completo revelando sua intimidade.
Damon rapidamente me puxa para o seu colo e sentimos o choque de intimidades, gememos juntos. Retiro o meu sutiã e sinto Damon se ajeitar de baixo de mim. Sentado, ele me puxa colocando sua intimidade na entrada da minha, o observo e vejo sua expressão de prazer quando finalmente ele está dentro de mim. Meu corpo cola no dele, ele me aperta forte, seus lábios estão nos meus ouvidos.
— Oh. — Ele geme. — Isso é tão bom.
Levanto-me iniciando as investidas. Por um momento, sinto que não fazia algo errado, eu queria aquilo e muito. Damon controla a velocidade segurando meu traseiro. Meus braços apertam em volta do seu pescoço. Eu queria cada vez mais. Aumento a velocidade e Damon parece estar aproveitando. Logo me empresa contra as costas do sofá, e me levanta no seu colo colando suas mãos na minha iniciando uma velocidade cada vez mais rápida.
— Ah! — Gemo apoiando-me novamente nos seus ombros. — Não para. — Grito em um sussurro.
Ele aumenta ainda mais a velocidade, me deixando alucinada. Tudo o que penso é ser usada, eu faria tudo para ter aquele momento de novo. Damon me aperta ainda mais contra o sofá e suas investidas são mais rápidas e profundas.
— Estou chegando perto. — Ele sussurra entre a respiração compassada.
— Ah! — O orgasmo me atinge deixando-me mole. Damon continua aumentando sua velocidade, fazendo-me soltar um gemido agudo e choroso. Em segundos, sinto algo quente me invadindo e ele termina com uma investida final. Abro os olhos, Damon me olhava cansado. Eu solto um sorriso e beijo seus lábios.
— Eu definitivamente não vou parar por aqui.
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