Vivos X Mortos-vivos: Um Dia Bizarro
1 Morte a vista
Notas iniciais
Prólogo
Aquele dia foi o mais bizarro de minha vida, desde então parece que ele insiste em se repetir. Pra falar a verdade eu nunca imaginei que um desejo, uma fantasia como essa, poderia se tornar realidade. Eu pensava que seria como nos jogos. Divertido. Animado. Emocionante. Emocionante tenho que admitir que é, a adrenalina fluindo pelo corpo, completamente alerta, essa sensação é indescritível. A mera presença de um Deles é um eliciador de caos no meu corpo. Não consigo me segurar e despejar toda raiva que eu sinto por nunca mais poder ver meu pai, minha mãe, meus amigos todos que um dia conheci. Como fui imaturo. Como pude um dia desejar isso? Eu me faço essa pergunta todos os dias quando me deito em um lugar úmido e pequeno alerta para qualquer aproximação Deles. Quando estou fugindo. Quando estou comendo. Quando estou chorando, mas nunca tive a resposta. Talvez nunca tenha. Não sei porque fico me perguntando isso, deveria me importar com outras coisas, que hoje, são mais importantes do que meus erros passados. Deveria me concentrar em encontrar sobreviventes. Talvez não haja nenhum, mas estou mantendo a esperança de encontrar alguém, não importa quem seja. Como diziam meus pais a esperança é a última que morre.
Capítulo 1
Caminho lentamente escorado numa parede branca desbota com manchas de sangue secas pelo sol fodido que fazia. Vi alguns corpos alguns metros a frente destroçados com as tripas e outros órgãos para fora, ou seja, Eles estão por perto. É hora de ficar mais alerta do que nunca. Ouço um barulho atrás de mim me viro freneticamente e vejo um rato correndo pelo rua descendo o meio fio e chegando do outro lado entrando num bueiro. Um pouco a frente, do outro lado da rua, vi um deles se mover lentamente, um dos pés quebrados e roupas rasgadas. Um dos olhos estavam fechados. Não acho que ele consiga sentir meu cheiro dessa distância, pensei. Dei alguns passos ficando rente na quebrada da parede, olhei lentamente para a esquerda, e vi dois no meio da rua andando erroneamente, observei mais um pouco vi uma placa desbotada com as letras faltando.
“Com*rcio d* Joã*”
Sabia que dizia Comercio do João. Ali devia com certeza ter algum tipo de alimento que poderia me alimentar por uns dias. Tinha que bolar um plano pra que pudesse entrar na loja sem chamar a atenção Deles.
Me virei pra ver que distancia ele se encontrava, vi o rato saindo novamente do bueiro ligado ao meio fio, o rato parou cheirando sentindo a presença de algo, quando de repente o pé do Zumbi desceu diretamente sobre o rato que foi esmagado instantaneamente. O sangue correu pelo pé do ser errante que desequilibrou e caiu no chão. Foi quando ele percebeu minha presença. Ele tentou se levantar, mas estava com dificuldade. Percebi que ele iria vir até a mim. Então era melhor eu atacar primeiro. Segui lento e reto observando perifericamente os dois Zumbis. Fiquei frente a frente o monstro ele estendeu sua mão esquelética e cinzenta para tentar segurar minha calça que a essa altura, não deveria mais receber esse nome, e depois dar uma mordida. Antes disso ergui meus pés e joguei-o com força na cabeça do monstro, que desceu a mão, ergui novamente meus pés e com mais raiva rachei o crânio daquele merda, o último golpe abri a cabeça e esmaguei o crânio, o corpo se contorceu e parou depois. Foi quando percebi aqueles dois zumbis estavam zumbindo e estendendo seus braços assim como o outro para me prender em seus braços que anunciariam a morte depois de tanto fugir.
Olhei ficando paralisado por milésimos de segundo, quando tentei correr, um deles segurou minha numa das alças da minha mochila impedindo-me de correr. Foi quando senti um toque sobre meu ombro. Gritei:
- Socorro. – Um tiro. Dois. Três.
Um me acertou cai ao lado dos Zumbis. Pode ver aquele corpo sem alma me olhando com aqueles olhos cinzas sem vida. Me afastei só então percebi que tinha sido atingido por um projetil. A dor era insuportável e o pior é que um bando se aproximava.
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