Vivo Per Lei
6 Capítulo 6
Os dois ficaram conversando, eu me distanciei, e fui conversar com Luca. De repente uma moça entrou na casa, ele estava deslumbrante.
- quem é ela? – perguntei.
- Giulia, é uma amiga da família, ela já namorou Diego uma vez. – disse Luca.
- hm... – eu disse com ciúmes.
Pedi licença e me retirei. Comecei a caminhar pelo jardim, mas fui surpreendida por Diego.
- ai que susto Diego! – eu disse.
- me desculpe, eu tenho que falar uma coisa pra você.
- o que é? – perguntei.
- Eu- Te- Amo! – disse Diego pausadamente me dando beijos no rosto.
- eu também te amo, muito! – eu disse o abraçando.
- sabe... Eu acho que esse Edward não foi muito com a minha cara! – disse Diego.
- por quê? – perguntei.
- não sei, mas parece que ele me odeia. –
- é impossível alguém te odiar! – eu disse.
- obrigado amoré mio.
Nuvens negras nos cercaram, um relâmpago foi o bastante para a chuva começar, saímos correndo de lá, entramos no castelo. Jane veio em minha direção e disse:
- Blair, eu tenho uma coisa para falar.
Jane me puxou até o nosso quarto, lá ela trancou a porta.
- hei Jane, o que está acontecendo? – perguntei.
- vou voltar para a Áustria hoje pela noite. – disse Jane.
- o que? Não! Não pode me deixar! – eu disse.
- sinto muito, mas nada mais tenho aqui para fazer. – disse Jane.
- como ficarei, mas se vás, prometa que irá me visitar! Sozinha aqui, venha pelo menos uma vez por mês! – eu disse.
- prometo. – disse Jane segurando minhas mãos.
Jane desceu, e eu fui para a sacada do quarto. Me apoiei na mesma, olhava as nuvens de tempestade indo embora, estava lendo Romeu e Julieta, tais palavras ditas por Shakespeare, “ó braços que permitissem o ultimo abraço, lábios vós que sois a porta do hálito, dar-te o ultimo beijo que selaste a vida...”
- não sabia que gostava de Shakespeare. – interrompeu Diego.
- que susto, hã... Eu só estava pensando alto. – eu disse.
- entendo. – disse Diego me abraçando.
Olhei para seus profundos olhos. Ele sorriu, retribui o sorriso, nossos rostos cada vez mais perto, tal sentimento de amor, interrompido por Luca, que entrara no quarto.
- o jantar está servido. – disse Luca.
- já vamos descer. – disse Diego.
Segurou com sua mão a minha. Descemos as escadas em silêncio. Chegamos à sala de jantar, nos sentamos, a mesa deveria ter uns 8 metros, estava cheia de convidados. Em uma das pontas Luciano se sentava e em outra Elisa. Eu e Diego estávamos bem no meio, Diego estava de frente para mim, de repente Luciano se levantou, em respeito todos se levantaram, pegou uma taça com vinho, a ergueu e disse as seguintes palavras:
- estamos aqui, para comemorar o noivado de Diego e Blair, seja muito bem vinda a família Fainello, e aos noivos tenho um presente. – disse Luciano, bateu palmas duas vezes, indicando que estava chamando o criado, o qual trouxe um pergaminho envelhecido enrolado e preso por uma fita vermelha. Luciano então nos chamou para seu lado, entregou o pergaminho para Diego, puxou a fita delicadamente, desenrolou o pergaminho. Era a planta de um castelo. Um castelo enorme!
- pai, muito obrigado! É Lindo e perfeito. – disse Diego abraçando o pai.
Diego então mostrou-me a planta do castelo. Fiquei encantada.
- é lindo! – disse não acreditando.
- vocês dois merecem! Vejo que serão muito felizes juntos! – disse Luciano.
- eu vou ganhar um castelo quando eu casar? – perguntou Luca.
Todos na mesa riram menos eu, Diego, Luca e Jane. Vi que Jane abaixou a cara, Luca percebeu que havia feito besteira.
- claro que vai. – respondeu Luciano.
Luca abaixou a cabeça, nos sentamos, comemos e em seguida nos retiramos, Jane saiu correndo na direção do quarto, corri atrás também.
- Jane! Espere! – eu disse correndo atrás dela.
Ela parou e não me olhou, — então você vai agora? – perguntei.
- vou. – respondeu friamente Jane.
- esta bem. — eu disse indo em direção as escadarias, as desci com a cabeça baixa, Diego estava subindo para seu quarto, acabamos nos esbarrando novamente.
- o que aconteceu amoré mio? Porque esta com essa cara? – perguntou Diego colocando a mão sobre meu queixo.
- Jane vai embora. – disse virando o rosto.
Em seguida ele me abraçou, num aconchegante abraço.
- acho que eu precisava disso, obrigada. – eu disse deixando uma lagrima cair sobre meu rosto.
- por que ela vai embora.-Diego perguntou.
- acho que ela não consegue conviver no mesmo ambiente que Luca e ainda se ele já foi comprometido.
- não fica assim querida. – disse Diego.
- esta bem. – eu disse. – vou dormir, esta bem? – eu disse.
- claro, boa noite, sonhe comigo! – disse Diego.
- boa noite, pode deixar, sonhe comigo também! – eu disse, Diego conseguiu me deixar mais alegre.
Subi as escadas novamente e fui para o quarto, só vi Jane saindo do quarto as pressas. Ela fechou a porta com violência. Me joguei na cama, fiquei olhando para o teto, em pouco tempo adormeci. Na manhã seguinte, só troquei de vestido, coloquei um roxo, em seguida deixei o quarto, andei vagarosamente pelos corredores, Diego estava subindo para me acordar, o encontrei no corredor próximo a escadaria.
- oi. – eu disse sorrindo.
- oi. – ele disse me abraçando, abraço tão aconchegante. Poderia ficar o resto da minha vida o abraçando.
- já tomou café? – perguntei.
- ainda não, estava a sua espera. – disse Diego. – seu pai e meu pai estão conversando. – continuou.
- meu pai? O que será que eles estão conversando? – disse.
- acho que é algo a respeito do nosso casamento. – disse Diego.
- nada de grave acredito. – eu disse.
Descemos as escadas em silencio, engatei o braço no braço de Diego. Chegamos perto da porta da sala do trono, ficamos ouvindo a conversa, eles pareciam brigar, de repente a porta se abriu, era meu pai saindo furioso de lá, ele me viu e me puxou pelo braço e disse:
- venha comigo, você nunca mais vai ver os Fainello.
- eu não saio daqui! – eu disse determinada.
- vai sim! – disse meu pai me puxando pela cintura só com um braço.
- não, Diego! – eu gritei.
Diego estava pronto para me “Salvar”... Mas os guardas de seu pai o impediram.
- Blair! – gritou Diego.
- paaai não! – eu disse, mas nada adiantou, me jogaram dentro da carruagem. A cada quilometro que se passava perdia a visão do castelo dos Fainello, a única coisa que me restou foi perguntar:
- porque fez isso? Sabia que eu o amava?
- não se trata de amor, se trata de honra! Você está sendo mal falada na Áustria inteira! É a filha de um empresário, não a princesa da Áustria! – disse meu pai.
- honra? Honra é a única coisa que pensa? Parabéns pai conseguiu destruir meu coração, me separando de meu único amor. – eu disse cruzando os braços.
- filha o amor pode ser construído. – disse meu pai. – cadê o anel que ele te deu? – perguntou em seguida.
- está na minha mão. – respondi friamente.
Meu pai puxou minha mão e arrancou o anel de meu dedo. O anel mais bonito que eu já havia visto, era uma rosa branca com um coração de rubi no centro. Pegou o anel, examinou e o jogou pela janela.
- porque você fez isso? É o meu anel de noivado! – eu disse.
- você ERA noiva! – disse meu pai.
- pare a carruagem. – ordenei, o cara que dirigia parou, abri a porta, e comecei a correr, achei o anel, e bom... Continuei a correr até a direção do castelo. Acho que meu pai me perdeu de vista, no caminho começou a chover.
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