-sim eu adoro.

- eu já sabia disso. –

- não vou ficar muito tempo, apenas 3 dias. – eu disse me sentando na beira da cama.

- eu sei, tudo bem, ficarei mais tranqüilo.

- vamos dormir.

Então dormimos, na manhã seguinte arrumei minhas coisas, coloquei um vestido verde escuro, me despedi de Diego e parti.

Depois que Blair foi, resolvi cavalgar pelos campos, em seguida Luca veio em disparada com seu cavalo, então eu disse:

- o que faz aqui Luca?

- Diego, onde Blair e Jane foram? – perguntou em recuperando ar.

- para a Hungria. – respondi.

- onde na Hungria? –

- no castelo da Condessa Elizabeth Bathory, por quê?

- você não deixou sua esposa e meu amor irem pra casa de uma assassina?!

- como assim assassina?

- ela mata jovens virgens e depois se banha com o sangue delas esperando ser rejuvenescer. E pelo que eu saiba Blair e Jane são virgens! Você não lê o jornal não? – falou Luca.

Naquele momento entrei em desespero. Imediatamente sai cavalgando em alta velocidade em direção a Hungria, de carruagem são 12 horas.

Mas ela já deve ter chegado a Hungria. Só pensei em chegar a tempo...

-Sejam bem vindas ao castelo da condessa Bathory. – o mordomo disse

-muito obrigada. – nos duas dissemos juntas.

- a condessa as esperam na sala de jantar. Eu lhes mostro aonde é.

O seguimos, o castelo era aparentemente obscuro, mas somos convidadas não há o que reclamar.

Entramos em uma sala onde ouvíamos alguns gemidos e gritos aparentemente das criadas, ficamos um pouco assustada ao ver que a condessa batia nelas.

- ora , ora, vejam se não é a nova Rainha da Itália?! Venha mais perto querida. – disse a Condessa.

Sorri e me aproximei como pediu. Olhou-me de cima a baixo e em seguida sorriu de canto.

- qual é tua idade jovem? – perguntou a condessa se olhando no reflexo de um espelho que ficava na parede.

- dezessete. – respondi.

- é muito jovem, és virgem ainda? – perguntou.

- sim. – respondi meio sem graça e devagar.

- muito bem. – disse e olhou para nós friamente. – vamos suas lesmas, mostrem-nas os seus aposentos. – disse as empregadas.

Nada falaram e nos levaram a um quarto e logo depois saíram. Me sentei na cama acabei falando:

-Estou preocupada, bem para falar a verdade eu estou com medo.

-não se preocupe. – disse Jane.

-tem razão, vou tomar banho.

Tirei meu vestido verde escuro delicadamente, e entrei na banheira, me deitei e deixei meus pensamentos fluírem.

Naquele momento me lembrei de Diego, o quanto ele era fofo, meigo e querido... Bom, mas a preocupação com a Condessa estava sumindo.

- vai logo Blair eu quero tomar banho!

- esta bem!

Em pouco tempo sai do banho e troquei de roupa, enquanto isso, Jane tomava banho, me sentei na cama e peguei um livro, escutei alguns gritos vindos do outro lado do corredor, curiosa, fui na direção do cômodo, abri levemente a porta deixando apenas uma fresta para espiar, a cena era tenebrosa, a Condessa se banhando em um liquido aparentemente sangue, as criadas choravam, e gritavam, em seguida uma delas despejou na banheira um balde de mais sangue, enquanto isso a condessa ria, e espetava alfinetes sob as unhas das criadas. Aterrorizada corri para meu quarto. Para não assustar Jane, não contei nada. Voltei para a cama e dormi, bom entre aspas, não dormi quase nada.

No dia seguinte, acordamos e nos arrumamos, uma criada com os olhos inchados de tanto chorar, avisou-me de que a Condessa me esperava em seu escritório, sem cessar fui. Entrei no escritório, ela estava sentada de costas para mim.

- como foi a sua noite? – perguntou a Condessa.

- ótima, e a sua? – perguntei tentando disfarçar.

- também, eu sei o que você viu! – disse a Condessa virando-se para mim.

- você é um monstro! Quando os chefes de estado souberem... – eu disse.

- você não vai contar a ninguém! – disse levantando-se.

- como pode ter tanta certeza? – perguntei.

- querida, você irá morrer! – disse mostrando-me um punhal.

Entrei em pânico.

Virei rapidamente de costas e corri até o quarto gritando:

-Jane corre, apenas me siga!!!

Corremos pelos corredores do castelo, passando por várias salas, quando chegamos nas escadarias os guardas conseguiram nos segurar.

A condessa apareceu logo em seguida dizendo:

-preparem tudo para o ritual. – suas criadas nada fizeram.- AGORA!!! Suas surdas! E eu quero 3 taças de vinho e um punhal. Elas precisam aproveitar seus últimos minutos. — ela apontou o dedo para duas jovens – Vocês, levem-nas para o porão e as preparem para o ritual.

Logo em seguida elas atenderam ao seu pedido, eles colocaram nossas mãos para traz e as seguravam. Elas nos levaram ao porão lá desceram

-Sinto muito por isso, eu sou prisioneira aqui, se tentar sair eu sou morta!

-não é sua culpa. – Jane disse.

-bem, essa parte é desagradável, tem que tirar os vestidos. Vão ter que usar essas camisolas.

- que legal! – disse irônica. – vire para o lado. – eu disse a jovem.

- claro. – disse ela.

Colocamos as camisolas. Bom, eu tava apavorada, eu não ia mais ver Diego, era o fim...

Um dia antes...

Os sentimentos e pensamentos saltavam de minha mente, bom, mas enfim estávamos chegando à Hungria, só faltava passar pelo consulado do país.

- Diego, o consulado é logo ali, esperamos que a Condessa não faça nada com as duas. – disse Walter.

- se ela fizer algo a Jane, eu prometo eu a mato! – disse Luca.

- eu faria o mesmo se ela encostasse-se a Blair. – vamos temos que chegar lá logo.