Vivir Contigo
15 Novo Castillo
Notas iniciais
POV’S Angie
Se passou uma semana desde o dia que eu voltei do hospital e o German me deu um dos melhores presentes que eu já ganhei até hoje.
Acordei 7h00 da manhã pois tenho que voltar a dar minhas aulas no Studio, arrumei minha cama e sorri ao ver um quadro de vidro que estava encima do meu criado-mudo ao lado da minha cama com uma foto minha e de German que foi tirada no parque por Violetta, fiz minha higiene matinal, coloquei uma calça jeans, uma camiseta listrada preto e branco, blusa fina de frio vermelha e sapatilha preta.
Eu desci e German estava saindo do escritório falando com alguém no celular pela expressão dele não era coisa boa.
–Sim, sim eu falo, obrigado por avisar –disse German e desligou o celular e logo me viu ali ao lado da escada o observando –Bom dia meu amor! –disse ele se aproximando com um fraco sorriso.
–Bom dia! –eu disse e dei um selinho nele –Aconteceu alguma coisa?.
–É meio complicado er... –eu assenti pra ele continuar –A mãe do Federico...ela... faleceu hoje de madrugada num acidente de carro –ele disse com muita dificuldade e cabisbaixo.
–Sério?! –eu perguntei incrédula e derrubando uma lágrima por que eu sei como é perder um membro da família e ele assentiu ainda cabisbaixo –O Federico sabe? –ele negou com a cabeça.
–Eu não sei como contar a ele... ela era a única pessoa da família que ele tinha –ele disse erguendo a cabeça.
POV’S Federico
Eu acordei no horário de sempre, exatamente as 7h00, me arrumei e sai do quarto, vi Angie e German conversando na sala e nenhum dos dois estavam com a expressão muito boa.
Me apoiei no corrimão no topo da escada e fiquei em silêncio para não notarem minha presença.
Eu não acreditei no que eu ouvi, lágrimas já rolavam em meu rosto, a dor de perder o único membro na família é algo muito doloroso.
Desci as escadas correndo, com o rosto todo molhado e vermelho.
–Coo-oo-om-oo? Minha m-ã-e-e mo-morreu?! –eu disse gargarejando e chorando como nunca chorei na vida, os dois se viraram pra mim com cara de espanto e triste ao mesmo tempo, Angie que estava com uma lágrima rolando pelo rosto se aproximou e me abraçou, um abraço forte que fez eu me sentir um pouco melhor.
–Eu sinto muito Fede, eu sei como está se sentindo mais sempre vamos estar ao seu lado –ela disse e isso me fez derrubar mais algumas lágrimas, se separamos lentamente do abraço e ela também estava com o rosto vermelho, molhado e inchado.
–Eu também sinto muito Federico, e também quero que saiba que vamos te apoiar e estar ao seu lado para o que você precisar –German disse e também me abraçou.
–Quantos anos tem? –perguntou Angie assim que eu e German nos separamos do abraço.
–Eu tenho 18 anos –eu disse um pouco melhor.
–Federico, por mais que você é maior de idade você ainda é muito novo para ser independente e viver sozinho no mundo lá fora então, gostaria de ser adotado por mim? –perguntou German e ele estava certo, não é bem a hora pra mim ser “livre” no mundo, olhei para Angie que estava ao lado de German e eu de frente pra ele, ela assentiu com a cabeça querendo dizer pra mim aceitar.
–Sim, sim eu adoraria -eu disse com um sorriso e ele me abraçou e Angie também e logo Violetta desceu as escadas correndo e se juntou ao abraço, parece que já havia escutado tudo.
–Bem vindo a família! –os três disseram.
POV’S off
Angie, Federico e Violetta nem foram ao Studio, justificaram suas ausências e pegaram o primeiro voo para Itália, claro que German também foi junto.
Após o velório, voltaram a Buenos Aires e Federico foi oficialmente nomeado Federico Castillo.
POV’S Angie
Foi muito doloroso para todos nós a morte da mãe de Federico, todos o tentavam consolar. Mais parece que ele esta feliz por ser oficialmente o novo Castillo, e ele foi realmente bem vindo, Violetta ficou super feliz porque ela é super amiga do Federico e finalmente ter um irmão, Olga e Ramalho também o tratam super bem e German então, realmente o trata como se fosse seu filho, foi muito emocionante para ele quando o Federico o chamou de “pai” pela primeira vez e minha relação com Federico sempre foi boa, só que agora ele me chama de “tia” pelo fato que sou tia da Vilu.
Se passou um mês desde a morte da mãe dele e ele já conseguiu superar isso, mais ainda sente saudades dela e todos sempre o consolando.
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