Vivir Contigo
27 Na França
Notas iniciais
Minhas pernas ficaram trêmulas, senti que em qualquer momento eu ia perder a firmeza e desabar no chão. Como apenas uma voz grossa causava aquele efeito em mim? Eu apenas me virei para encara-lo.
–Onde vai? Porque não me disse nada? O que foi? Me diga, o que aconteceu naquela casa velha? -ele me enchia de perguntas, o que me dava vontade de correr e me jogar em seus braços, mais não o fiz.
– Última chamada para o vôo destino a Paris, França.
Não pude responder nenhuma das perguntas ou acabaria ficando e algo ruim aconteceria com alguém. Me aproximei dele que esperava minhas respostas.
–Tchau German -foi tudo o que eu consegui dizer e dei um beijo em sua bochecha.
Me virei e rapidamente fui para a sala de embarque, mesmo ele gritando meu nome.
POV'S German
Com toda certeza desse mundo Angie escondia algo, ela jamais largaria tudo do nada. Olhei para o lado e Violetta estava ali, chorando sendo abraçada pela avó que também viajaria.
–Vilu por favor não fica assim, eu vou ter que ir também -ela abraçou mais forte -Eu prometo voltar para te visitar.
–Espera, Angélica preciso conversar com você -eu disse e ela me lançou um olhar desconfiado mais assentiu, nos distanciamos um pouco de todos.
–Eu sei que você sabe então por favor me fala, porque Angie foi embora?
–German...
–Angélica me fala, para o bem da sua filha e principalmente neta, a Violetta ta sofrendo com a falta da Angie e se a senhora me disser eu posso fazer algo.
Angélica ainda tinha o olhar desconfiado, mais o desfez com o olhar de irritação.
–Ta bom, ta bom -ela realmente se irritou -Olha, ela foi embora para o seu bem, da Violetta e do Federico, pois Leonardo a ameaçou, ameaçou matar os três se você e Angie voltassem a ficar juntos -ela continuou -Então ela decidiu voltar para a França, para o bem de todos.
O que fazer? O que pensar? Angie voltou pra França por minha causa, pelo meu bem. Pelo menos nos pensamentos dela, só estarei bem com sua presença.
–O que vai fazer? -perguntou Angélica me tirando dos meus pensamentos.
–Vou atrás dela! -disse e correndo me despedi de todos conhecidos presentes e comprei a passagem para o próximo vôo pra Paris.
Com apenas a carteira e celular no bolso eu estava no avião rumo a França com objetivo de buscar o amor da minha vida.
~Horas depois
Já no aeroporto, me veio a cabeça "e agora? Onde Angie está?".
–Soube que a senhorita Carrara voltou? — dois homens passaram na minha frente arrastando uma mala cada um e o assunto me atraiu.
–Sim, ela não justificou o motivo, mais fiquei sabendo que ela foi sequestrada em Buenos Aires -disse o outro homem, os dois vestiam roupa social.
–Com licença, sabem onde esta hospedada a Angeles Carrara? -não resisti em perguntar e os dois me olhavam como se eu fosse um estranho.
–E você quem é? -perguntou um deles com uma das sombrancelhas levantadas.
–Sou o namorado dela -ela pode ter terminado, mas sei que foi forçada.
–Não temos certeza disso, não podemos te dar essa informação.
–Eu a conheço perfeitamente, Angeles Carrara, 25 anos, nasceu dia 2 de fevereiro em Rosário e era professora de canto antes de vir trabalhar aqui como compositora, preciso continuar?
Os dois estavam de queixo caído, foi informação demais? Mais até que fui convincente o bastante e me passaram o endereço. Entrei num táxi e era os bancos com estampa de onça e adesivos dos alunos do Studio, principalmente o de Violetta que estava destacado.
–Ai meu Deus!!! -exclamou o taxista que parecia que ia ter um Treco -O pai de Violetta Castillo esta aqui, dentro do meu táxi!!!!
–Sim, sim por favor me leva nesse endereço -entreguei um papel com o endereço.
**
Depois de uma hora e meia naquele táxi finalmente estava na frente do prédio, não era muito longe do aeroporto, mas aquele taxista me obrigou a cantar todas as músicas possíveis, gravou, tirou foto e pediu um milhão de autógrafos, isso porque sou apenas o pai de uma das estrelas do You-Mix imagina, por exemplo, a Violetta ali dentro.
Pedi a recepcionista não informar minha chegada, eu suava frio e parecia que aquele elevador não chegava no andar nunca, me virei para o espelho que havia ali e dei uma arrumada no cabelo. E finalmente a porta se abriu. Em frente a porta da suite de Angie respirei fundo e bati. E nada. Bati novamente e ouvi passos se aproximarem. Angie abriu a porta, para minha surpresa com uma cara amassada, olhos vermelhos e estava de pijama. estava meia sonolenta mais arregalou os olhos quando seu cérebro raciocinou que chocada,
POV'S Angie
Desde que sai do Buenos Aires só chorei, mais quando cheguei no hotel fui dormir um pouco, mais fui acordada com alguém na porta. Quem era? German, fiquei completamente chocada, como ele me achou?
–Ge... German o que faz aqui..i? Como me achou? -perguntei completamente nervosa e com a ameaça de Leonardo rodando em minha mente.
German não me respondeu, apenas se aproximou e me beijou, um beijo intenso, a língua dele explorava cada canto da minha boca e tinha as mãos em minha nuca me impedindo de me afastar. Coloquei minha mão em sei peito e o empurrei.
–Olha, German... -eu ia dizer o motivo de tudo mais fui interrompida por um selinho de German.
–Eu sei, sua mãe me contou, Angie você fez isso para o meu bem, mais o meu bem é ao seu lado -ele disse e me deu outro selinho.
–Mas...
–Chega de mas, o Leonardo esta preso onde não vai sair tão cedo e fica tranquila, ele nunca vai fazer nada, eu nunca irei permitir meu amor -ele disse e algumas lágrimas brotaram em meus olhos -Ei não chora, quero te ver sorrindo.
–Eu sei, é choro de felicidade, não sei o que eu fiz pra te merecer.
–Eu que digo isso, você é o anjo da minha vida, o meu anjo -ele disse e novamente deu inicio a um beijo intenso.
Ele me pegou no colo e entramos, trancou a porta e ele me deitou na cama. Se deitou encima de mim e foi descendo os beijos para o pescoço me deixando arrepiada, sorriu ao notar isso. Tomei iniciativa e fui desabotoando sua camisa até joga-lá em qualquer canto do quarto. Senti algo embaixo de mim e uma música começou a tocar, num volume que a tornava suave, a música Fire In The Water-Feist tirei o que estava embaixo de mim e era o controle do aparelho de som, coloquei encima do criado-mudo ao lado da cama e minhas mãos foram até o botão da calça de German e tirei com a ajuda dele. Qual do estávamos só de roupa íntima e em um movimento rápido, estávamos sem nada.–pronta? -um arrepio me corroeu todinha.
–Sim.
Então começou a introduzir, começou devagar e foi aumentando de acordo com meus gemidos que chegavam a ser gritos. Eu arranhava suas costas com tanta força, com certeza ficaria marcado igual ao meu pescoço. Chegamos ao ápice juntos e nos jogamos na cama completamente exaustos.
–Eu te amo, muito! -ele disse e me deu um selinho.
–Eu também te amo muito! -eu disse e adormecemos.
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