Vivir Contigo
25 Hospital parte 1
Notas iniciais
Um quarto totalmente escuro, fiz um esforço para escrever mais sem sucesso. Peguei meu celular no bolso da calça e assim que coloquei minha senha padrão que era a coisa mais fácil do mundo, vi a foto onde estava eu, Vilu e Angie. Me deu um aperto ver essa foto mais liguei a lanterna e fui iluminando todos os cantos daquele quarto, iluminei próximo a porta para procurar o interruptor, mais não havia nenhum ali. Angie só poderia estar ali, continuei a procura-lá.
Até tropeçar em algum objeto no chão, por sorte não cai e iluminei o tal objeto. Era um par de saltos pretos, os mesmos que Angie estava usando. Continuei a procura-lá e no meio do quarto, havia uma cadeira com alguém amarrado.
Me aproximei e vi que era a Angie, desmaiada de cabeça baixa me dando apenas a visão de seus dourados cabelos.
Guardei o celular já que precisava das duas mãos para desamarra-lá. Eu dependia do meu tato, só estava apenas eu, Angie e a escuridão.
Fui tocando nela para saber onde desamarrar, cabelos, costas, até chegar em suas mãos que estavam amarradas por trás da cadeira.
Com muita dificuldade, desamarrei o tão complicado nó e a peguei no colo. Sai daquela casa e estavam os policiais, a ambulância com Federico dentro e Violetta em frente ao meu carro, assim que eu sai com Angie nos braços se aproximaram rapidamente, a pegaram e a colocaram em outra maca e foram rumo ao hospital.
Eu só não fui junto na ambulância porque Violetta estava ali e não poderia ir junto. Então entramos no carro e seguimos a ambulância, durante todo o trajeto Violetta estava triste, quieta, cabisbaixa mais eu também estava assim.
Quando chegamos em frente ao hospital, retiraram as macas de dentro da ambulância e senti novamente aquela dor no peito ao ver Angie com soro na veia e Federico com o braço enrolado e gemendo de dor.
Estacionei o carro na primeira vaga que vi, eu e Violetta descemos do carro as pressas e os seguimos para dentro do hospital. Até sermos barrados por uma enfermeira na sala de espera.
–Papai, por favor me diz que vai ficar tudo bem -Vilu me abraçou com lágrimas nos olhos e eu retribui o abraço me segurando para não desabar, precisava ser forte para o bem da Violetta.
–Sim minha princesa vai ficar tudo bem calma -eu a consolei e beijei sua testa.
–Pequenina, senhor German!! -exclamou Olga com seu escândalo, chorando, de braços abertos correndo até mim e a Vilu -Senhor o que aconteceu? Minha outra pequenina esta bem? E o meu pequenino? Oh Vilu você esta bem meu amor!
Olga estava nos esmagando, nem conseguimos responde-lá. Mais para minha sorte Ramalho logo aparece e nos ajuda os abraços de urso de Olga.
–Como sabiam que estávamos aqui? -perguntei abraçando Violetta que estava moída emocionalmente e fisicamente graças a Olga.
–O Gabriel me ligou, apenas disse que vocês estavam aqui mais o que aconteceu? -perguntou Ramalho e eu contei cada detalhe de tudo o que aconteceu, Violetta disse que precisava fazer uma ligação e se afastou um pouco.
Enquanto isso dessa vez Olga esmagava o coitado do Ramalho que fazia o possível para consola-lá.
Violetta se sentou no banco da sala, eu estava tão agoniado e esperando noticias que nem sentar eu conseguia, apenas ficava andando de um lado para o outro como se esperasse o filho nascer.
Para minha surpresa, se juntaram a nós na sala de espera Jade, Pablo e Angélica. Eu gelei quando vi Angélica, que com certeza depois do ocorrido, convenceria Angie a nunca mais olhar na minha cara.
Mais para minha alegria a única coisa que fez, foi me cumprimentar e perguntar o que aconteceu, assim como Jade e Pablo. Mais pessoas chegaram, amigos e professores de Violetta até o Antônio, fiquei impresionado já que descobri que Gregório não é uma pessoa tão boa assim qua do eu me vestia de Jeremias.
A sala de espera estava totalmente lotada, com todos tristes.
Esperanças nasceram quando vi um médico saindo de onde Angie e Federico haviam entrado, duas horas depois de tanta espera , não era o mesmo quarto, mais o mesmo corredor que fui barrado de passar.
–Parente de Federico Castillo -tinha outros parentes também, só que fui mais rápido e me aproximei do médico que tinha a mesma altura que eu, tem cabelos castanhos, olhos verdes e o típico jaleco branco com um crachá escrito "doutor Arthur"
–O que é senhor é dele?
–Sou pai dele
–Ah sim, senhor Castillo venha comigo -eu o segui e paramos em frente a porta de um quarto.
–Quem esta nesse quarto e o seu filho, Federico Castillo, ele esta bem e graças a Deus esta vivo -ele disse e eu arregalei os olhos -Realizamos uma cirurgia para retirar a bala do braço dele que por pouco não atingiu a veia principal do braço, caso tivesse sido atingida ele teria morrido na hora.
–Posso vê-lo? -perguntei, ele coçou a cabeça e respirou fundo.
–Sim, pode -ele abriu a porta e lá estava Federico naquele quarto todo branco, vestindo aquelas roupas de hospital, braço enfaixado mais estava dormindo.
–Foi aplicado o sonífero mais logo ele vai acordar, com licença também estou cuidando da paciente Angeles -antes que eu conseguisse perguntar se ela estava bem, ele se retirou do quarto e eu olhei para Federico que estava acordando.
–Federico, você esta bem? -pergunte me aproximando dele.
–Sim eu to bem, mais e a Angie? -ele perguntou baixinho já que havia acabado de acordar.
–Eu ainda não tive notícias dela.
A mesma enfermeira que tinha me barrado no corredor entrou no quarto.
–Senhor Castillo os amigos e parentes de seu filho querem vê-lo e por favor acalme sua filha -ela disse acalme sua filha eu sai do quarto rapidamente, não sem antes dizer "eu já volto" para Federico.
Voltei para a sala de espera e a próxima a ver Federico era Ludmila, eu não tenho nada contra Ludmila, apenas contra Priscila.
Violetta estava tensa bebendo água num copo descartável e cercada por todos ali presentes. Quando me viu, veio correndo em minha direção.
–Papai o Fede ta bem? -perguntou ela quase sem voz.
–Sim, sim calma ele ta bem -eu dei um grande e confortável abraço nela.
–E a minha tia? -seus olhinhos carregados de água e me encaravam esperando minha resposta.
–Não me deram noticias dela -notei uma lágrima escorrer pelo rosto da Violetta -Não, calma vai ficar tudo bem.
–Senhor Castillo, tenho noticias de Angeles
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