O tempo corre como a bala disparada de uma arma.

O tic tac do relógio não para, e isso me atormenta.

É pouco tempo para ter tempo de cumprir o desejado.

Essas míseras vinte e quatro horas não me deixam saciado.

Um dia a menos sem o vício para viver.

Um dia a menos sem palavras para sorrir.

Menos um dia para conseguir esconder o sofrer.

Menos um dia para se enterrar o passado, e reviver.

Menos horas para andar de mãos dadas pelo parque.

Menos horas para dizer a verdade sem medo retaliação.

Menos horas para se arrepender, e mudar de atitude.

Menos horas para se entregar sem medo de confusão.

O amor é um buraco negro que nos puxa com força.

Nossa força contra ele é nula. Não há resistência.

É um precipício em que a queda é rápida, e de cabeça.

Nenhuma razão é mais forte para que o esqueça.

A vida segue, e corre como no tic tac do relógio.

Quando der a última badalada a temida hora vai chegar.

A morte virá depressa para envolver no negro véu o corpo.

Serão os últimos pensamentos antes de expirar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.