Viver sem Você

3 Capítulo 3 Salvada por um príncipe


Notas iniciais
Bem gente, esse capítulo seria muito grande, então vou dividir em duas partes, pelo ponto de vista do Freddie e depois do da Sam. Tem algumas pequenas partes do ponto de vista da Sam, mas o principal está no de Freddie. Espero que estejam acompanhando ainda.

(PV SAM)
Prometi que o Freddie nunca me veria chorar, e precisava cumprir isso. Saí do apartamento correndo, não queria que ele visse o que eu faço sempre por trás de quem me magoa, sái do prédio o mais rápido possível, e achei o lugar onde sempre ia, era um lugar pequeno para crianças brincarem, com muitas flores, eu mesma cuidava delas todos os dias depois que demoliram o local, costumava vir aqui com o meu pai, aqui tinha história, enterrava coisas aqui, em especial uma caixinha onde tinhas meus segredos, havia enterrado quando meu pai morreu , lá dentro tinha uma carta deixava por ele, e uma amuleto, no dia que ele me entregou no hospital ele me disse :

_” Samy, quando estiver muito triste abra essa caixa, e leia essa carta e segure bem firme esse amuleto, quando fizer isso, vou ouvir teu chamado e irei até você, enterre em um lugar que gosta muito e bem fundo, nunca te esqueças minha filha, apesar de tudo sempre haverá um sol depois de uma tempestade, e ninguém pode magoar você, eu prometo, eu amo você filha”.

Ninguém sabia disso a não ser eu, nem Melanie sabia, sentei em um banco bastante sujo. Meu pai era o único que sabia que eu era sensível, ele me ensinou a ser forte, mas eu não conseguia, prometi para ele que seria forte, que não choraria por besteiras, mas como sempre fracassei. Eu já sabia exatamente onde estava a caixa, com as mãos mesmo comecei a desenterrar, avistei no escuro uma pequena caixa brilhante dourada nas bordas e roxo em cima e em baixo, abri com cuidado, era até mesmo difícil fazer isso, minhas mãos tremiam, meus olhos estavam encharcados, recuperei os sentidos, fazia muito tempo que não pegava aquela caixa na mão, vi o amuleto que tanto adorava, Melanie nunca aceitou o fato do meu pai ter dado pra mim um amuleto de diamantes tão valioso como aquele pra mim, uma menina irresponsável, que não sabe cuidar das coisas, “ e nem do garoto que ama” pensei. Segurei muito firme o amuleto , chorava mais agora, precisava dele do meu lado. Muitas lembranças vieram à minha cabeça, como quando ele me consolava ao estar chorando. De repente senti uma brisa suave vir em meu rosto, desarrumar meu cabelo e mexer meus cachos, o mesmo movimento que meu pai fazia quando ficara nervosa. Pude ouvir uma voz distante “ Não desanime Samy, eu estou do seu lado... PRA SEMPRE”, minhas lágrimas caíram mais desesperadas mas agora de alegria, um sorrisos se instalava em meu resto, e finalmente consegui me levantar agora mais calma.

Enterrei novamente a caixa e saí de lá, peguei o mesmo caminho que pego sempre, mas o amuleto estava comigo, não tirava os dedos dele nem por um segundo, com ele me sentia segura, mais feliz, e assim fui para casa, chorando, mas mais feliz por saber que alguém está do meu lado.

(PV CARLY)
O evento de corte e costura estava um saco, resolvi ligar pra Sam, mas ela não atendia, liguei mais de dez vezes, estava ficando preocupada. Resolvi ligar para o Freddie, demorou um pouco para atender mas atendeu, e atendeu de um jeito esquisito, geralmente ele fica todo animado para falar comigo:

_ALÔ

_Err... Freddie? A Sam ta aí?

Claro que ela não estaria o que ela estaria fazendo na casa do fre..

_Acabou de sair!

O QUEEE?

_Mas como assim? A Sam aí na SUA casa?

_É olha Carly mas eu to muito preocupado com ela então... Me liga depois ok?

_O que ? Mais como assim?

Ele já tinha desligado, ótimo, isso estava estranho, e eu nem tinha direito de saber o que houve, é melhor pedir para o Spenser voltar mais cedo. EPA má ideia, o que é aquilo que ele está fazendo?


Spenser estava em cima de uma velhinha e lutava desesperadamente por alguma coisa. Já conhecia bem o meu irmão, e sabia o que provavelmente iria acontecer... A velhinha provavelmente mataria meu irmão. Fui pra casa sem falar com ele, depois eu ligaria para avisar.

(PV FREDDIE)
Eu estava muito preocupado com a Sam, com certeza havia a magoado muito, e tudo culpa minha. Antes eu achava que seria completamente impossível ficar ao lado daquele demônio loiro, mas agora era diferente. Ver a Sam magoada, e tão frágil, sem falar no comportamento tão doce dela nessa tarde, me fez mudar essa ideia. Nem com a Carly eu sentia tamanho bem-estar ao lado de alguém. Pode parecer ridículo, mas acho que eu estou a amando.

Rápido saí de casa, para tentar encontrar a Sam, havia ido em todos os lugares possíveis, eu estava muito preocupado, quando a Carly me ligou, não tive paciência para explicar nada, eu estava completamente desesperado, estava em uma rua escura, sem nenhuma luz, a não ser a do meu celular, vi algumas figuras se aproximarem, pelo modo como andam, pareciam homens fortes, talvez ladrões, tá certo, admito que estava com medo, pensei em fugir o mais rápido possível, mas de repente me lembrei, “SAM”, ela poderia estar por perto, e era perigoso, comecei a correr, má deia, as figuras começaram a se mover rápido, mas só um pensamento passava pela minha cabeça, “SAM”, corri o mais rápido que pude, logo a diante, vi uma rua que mais parecia um bairro, e um pouco mais pra frente uma figura de uma mulher, incrivelmente linda, não podia ver direito, mas podia reparar nas suas curvas perfeitas, uma pequena luz que refletia de um poste pequeno refletia em seu cabelo loiro, fazia suas mexas lindas brilharem. Por um momento parei, tinha que avisa-la de quem vinha lá de traz.

Parei para vê-la melhor, me aproximei lentamente, ela estava cantando, cantando lindamente, desconhecia essa voz maravilhosa que ela tinha. Queria poder vê-la assim, cantando docemente e baixinho eternamente, mas nesse momento me lembrei do perigo se aproximando, quando ia chama-la , percebi que ela soluçava não via suas lágrimas caírem, mas podia perceber sua tristeza até mesmo em suas feições de traz, podia ouvir soluços desesperados, mas ela não parava de cantar, e nem o canto afagava as lágrimas.
As vozes ficaram mais altas, e agora podia até mesmo ouvir seus passos.

_ SAM! Gritei, como se os ladrões já estivessem ali. Ela virou para atrás bruscamente e pude ver os espanto em seus olhos. Pude perceber que ela usava um cordão que nunca vira ela usando. Ela o agarrava como se ele pudesse à protege-la de algo.

_Fre-dd-ie? Ela gaguejou, quase não conseguia falar, pelas sua lágrimas.

_Sam, você é maluca? Andar nessa estrada escura, e sozinha? Olha não temos tempo, alguns homens babacas e fortes vindo atrás de nós...
_FREDDIE. Ela gritou e então vi o que estava acontecendo.

Um dos homens estava se aproximando de Sam, e a garota forte e destemida que conhecia virou uma Sam frágil, e podia ver o medo em seus olhos. Ele aproximou dela e mexeu em seus cachos, estava próximo demais de seu rosto, não me contive a gritei:

_DEIXA ELA EM PAZ.

_Ó, que fofo, o garotinho NERD defendendo a mocinha?

Quando percebi, estávamos encurralados, homens nos cercavam, mas eu só pensava em defender a Sam.

Eram apenas três homens, mas nós estávamos em dois, e bem, a Sam estava em estado de choque. Quando eu vi o homem tinha largado a Sam e estava se aproximando de mim, enquanto isso outro homem chegava perto dela. Estava quase beijando-a e a agarrava, fiquei louco de raiva e dei um soco do nariz dele, ele partiu para cima de mim e outro também veio, quando escutei a Sam gritando, de alguma forma precisava tira-la dali. Dei outro soco dele e o derrubei no chão. Quando o outro veio fiz a mesma coisa, e bati a cabeça dele em uma pedra. O outro homem percebendo que estava sozinho tentou correr, eu e Sam fomos mais rápidos.

-Vem, eu sei para onde ir.

Sam parecia saber para onde estava indo, e a segui. Alguns minutos de caminhada e estávamos em algum lugar que parecia a algum tempo ter sido uma pracinha para crianças. Era um lugar bonito, com algumas árvores que deixavam o lugar fechado, muitas flores de diversas cores, um pequeno banco no centro, um lugar bem agradável para se estar. Um lugar abandonado não deveria ser tão bem cuidado, pensei. Por um momento pensei que era a Sam que cuidava das flores. Não, Sam Pucket não faria isso. Ela se sentou no banco, estava com um olhar distante, e olhando para ela daquele jeito, já não duvidaria de mais nada de bom que viesse dela, esqueci todos os meus medos, e me sentei ao lado dela.

Ela não demonstrou reação alguma, quando ia para falar ela disse :
_Por que fez isso Freddie? Você me odeia, por que tentou me salvar? POR QUE ME FAZ SOFRER?

A Sam estava quase gritando, mas quando vi ela estava chorando, era um choro de tristeza, um choro de apelo, então a única coisa que pensei em fazer :

_Está tudo bem Sam, e eu não te odeio. Disse isso abraçado nela. Nunca havia abraçado alguém com tanto carinho, parecia que precisava protege-la, como se eu pudesse...

Sam saiu dos meus braços, pensei que ela fosse embora mas ela apenas me olhou e disse:

_Eu nunca tinha trazido ninguém aqui antes Freddie. Eu costumava vir aqui quando era pequena, pois meu pai era o único que me entendia, ele sabia que eu tinha sentimentos e por isso não pisava em mim. Quando aqueles caras chegaram, eu senti medo Freddie, eu tenho medos, mas eu finjo que consigo enfrentar, e no final consigo. Quando vi você me defendendo, parecia que você realmente se importa comigo...

_ Mas eu me importo com você Sam. Eu não podia esconder isso por muito mais tempo. _ Eu não queria que tivesse lido aquilo, eu nem sei por que pensei isso, eu não te odeio Sam. E agora a pouco que só queria te proteger, eu morreria se acontecesse alguma coisa com você.

Olhei profundamente nos olhos azuis dela, ela era doce e delicada, tinha os olhos mais lindos do mundo, e naquele instante, éramos só nós dois. E não importava o que havíamos passado todos esses anos. Me aproximei dela, seus cabelos esvoaçavam no vento, seus cachos batiam delicadamente em meu rosto, um vento suave percorria o ar, mas ali éramos nós dois, estávamos muito perto, podia sentir sua respiração, ela fechou os olhos, e eu fiz o mesmo, meus lábios se encostaram nos seus lábios frios, seus rosto estava molhado de lágrimas, mas agora eu tinha certeza, eram lágrimas de emoção. Eu amava Sam Pucket, e agora eu entendia muito bem o que era não conseguir se imaginar sem alguém, eu já sabia sobre quem escreveria.

Notas finais
Bem gente essa foi a primeira parte do capítulo, pelo pelo ponto de vista do Freddie, o próximo será a segunda parte pelo ponto de vista de Sam.