Viver a vida
38 Emily
Notas iniciais
O confronto final
“A arte de viver está toda no delicado equilíbrio entre desistir e suportar.” — Henry Ellis
Nosso captor parecia com raiva, “Vocês realmente não estão indo para colaborar” ele se levantou e disse aos outros dois homens “Segurem-na de pé” e assim eles fizeram, segundos depois deles me colocarem de pé sinto o primeiro golpe: um soco em meu estômago. “Emily!” ouço Walker gritar desesperado. “Você pode me fazer parar senhor Walker” ele deu outro golpe, “Insira sua senha e eu a deixo em paz” Walker o olha, ele está prestes a responder quando eu digo “Não faça isso” e instantaneamente sinto outro golpe. “Pare!” ele diz e completa “Eu faço”.
Fui jogada ainda algemada em um canto, enquanto um dos homens segurava o notebook para que Walker inserisse sua senha de aceso. Após ele digitar e ter a confirmação que estava certa, nosso captor saca sua arma e atira em Walker. “Não!” eu grito.
O jovem se aproximou de mim, esperei ele estar bem perto e chutei sua perna. Tirei forças não sei de onde e me levantei, dei uma cotovelada no estomago dele e usei a perna para derruba-lo, sorte que me mantenho sempre treinando as técnicas de defesa pessoal com Morgan. Após ele cair, ouço outro tiro, mas não sinto nada, exceto o sangue que respingou em minha calça. Olhei assustada do jovem a Rene, nosso captor, ele não exibia emoção. “Por que matar o garoto?” “Ele foi derrubado, por uma mulher algemada”.
O outro segurava o notebook e murmurou “Precisamos da senha dela”. “Como será Emily?” “Você irá digitar isso de um jeito ou de outro” “Prefiro morrer” eu disse “Eu acredito, no entanto existem inúmeros métodos de tortura. Uma hora você vai ceder” Ele disse se aproximando e eu cuspi nele. Ele fez que não com a cabeça “Isso não foi educado” “Já passamos desse estagio” eu disse.
Assustei um pouco quando ele veio em minha direção e me pegou pelos cabelos. Ele me arrastou até a cadeira onde Walker estava sentado anteriormente e me sentou lá. Ainda com as mãos atrás das costas tentei resistir, mas ele acabou pegando a gola da minha blusa e abrindo-a rasgando os botões fora. Arregalei os olhos e me mexia mais desesperadamente, ele pegou um dos fios e o prendeu em meu abdômen, em segundos eu já sentia o choque e o odor de pele queimada encheu o ambiente.
Após o que me pareceu uma eternidade, ele retirou o fio. Eu me sentia acabada, a tortura estava começando a cobrar o preço. Em algum momento acabei fechando os olhos.
“Prentiss” eu disse ao atender meu celular, havia acabado de falar com minha mãe, tinha contado a ela que estava bem e era seguro para as crianças voltarem para casa, tudo havia acabado então. “Foi um fracasso Emily” eu reconheci a voz “Era uma armadilha. Ele explodiu todo o prédio dez inocentes e todos os nossos garotos” eu estava sem palavras. O plano era simples, era um prédio de escritório, dois de nossos garotos, como chamamos os novatos, estavam infiltrados, os outros quatro, incluindo nosso analista de tecnologia estavam dentro do prédio. Se tudo estivesse corrido conforme o planejado Walker deveria estar lá dentro também para dar apoio e eu no prédio a frente coordenando a operação. Era para ser simples, eliminar se necessário, mas Rene deveria ser pego para interrogatório. “Co... Como?” consegui perguntar “Aparentemente ele descobriu. Foi feio. Ele explodiu o prédio. Collins cancelou a operação logo após descobrir o fracasso”
Senti os choques cessarem, “Você é uma mulher forte. Admiro isso” ele disse seu sotaque francês estava mais evidente. “Mas e sua família?” ele disse e nesse momento um outro cara entrou segurando um outro computador “Esta é uma transmissão ao vivo” ele disse e da tela do notebook, eu vi a imagem da minha casa aparecer. “Veja, um agente acaba de chegar com seus filhos mais velhos. Ariane é realmente parecida com você não acha? Alex é a cara do pai. Só há um agente protegendo eles, ele pode facilmente ser imobilizado e então você verá cada um de seus filhos levarem uma bala na cabeça. E claro a babá também, como é mesmo o nome dela?” ele deu uma pausa e continuou “Oh sim, Sophie Parker, enfermeira aposentada, você não acha que os dois filhos dela que estão servindo seu país não ficaram desolados quando souberem que a mãe foi morta por sua culpa?” Eu havia reconhecido o agente, era Anderson, ele era capaz, mas pego de surpresa ele acabaria levando um tiro fácil. “Tudo bem, eu digito. Mas mande-o ir embora agora. Eles não precisam ser mortos, nenhum deles sabe de você ou sua organização” Ele então deu sinal para que tirassem minhas algemas e segurou o outro notebook a minha frente “Eu disse que era apenas uma questão de tempo” ele disse e então eu digitei minha senha.
Enquanto ele aguardava acesso total, eu perguntei “E agora?” “Acabou” ele disse e atirou no outro cara que estava com ele “Por que matar seus parceiros?” “Eles são mercenários” ele disse e prosseguiu “Dessa forma eu não preciso paga-los e ninguém os ligará a mim” ele era esperto, Deus no que havíamos nos metido. “E meu parceiro?” eu perguntei “Ele serviu a seu propósito” eu olhei para esse homem em fúria.
“Por que você o matou?” eu disse e retirando forças não sei de onde eu me levantei para enfrentá-lo. Ele então apontou a arma para mim, mas a essa altura, depois de horas de tortura eu já não me importava e foi quando eu ouvi o tiro.
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