Vivendo uma vida louca
7 Silas
P.O.V. Amara.
Finalmente estamos diante da tumba em que Qetsiyah prendeu Silas.
—Não, vocês não podem entrar. Eu vou entrar.
—Bonnie, tá pronta?
—Porque estou fazendo isso mesmo?
—Em nome do amor.
—Tá bem. Vamos nessa.
Elas começaram a posicionar as velas e a descendente de Qetsiyah canalizou o poder das chamas e o da minha duplicata para conseguir desfazer o encanto que o prendia lá.
—Pronto.
—Ele não vai sair?
—Ele ficou sem se alimentar durante dois mil anos, está petrificado. Tenho que entrar lá e tirar ele.
—Tenha cuidado.
—Relaxa.
Ela entrou lá dentro e saiu com Silas escorado nela.
—Silas!
Corri até eles.
—Amara. Ainda está viva.
—Sim. Eu estou aqui meu amor.
Ele ainda vestia a toga que usava quando bebemos o elixir. Eu pude finalmente abraçá-lo.
—Qetsiyah disse que te matou. Ela segurou seu coração na mão.
—Não. Ela mentiu. Só havia uma cura e ela queria pra você.
—Eu ia beber.
—O que?!
—Eu sinto muito. Eu estava pronto para morrer por você, eu queria estar com você, queria estar em paz com você.
—Toma. Bebe.
—O que é?
—Sangue.
—Pode beber. É seguro.
P.O.V. Silas.
Não acredito que estou livre. Uma duplicata do meu amor me salvou ela me tirou da tumba. E então, eu ouço sua voz gritando o meu nome:
—Silas!
Olhei e não pude acreditar.
—Amara. Ainda está viva.
Ela ainda usava a toga do dia em que dividimos o elixir. A duplicata me ofereceu um pacote com um líquido vermelho dentro.
—Bebe.
—O que é?
—Sangue.
Amara me acalmou, me encorajou.
—Tudo bem. É seguro beber.
Eu bebi e realmente era sangue.
—Acha que consegue caminhar?
—Consigo.
—Então vamos dar o fora desse lugar.
Tivemos que descer a montanha e depois descer um barranco íngreme. Quando chegamos a uma enorme rocha elas pararam.
—Porque pararam? O caminho é longo.
—Eu sei. Por isso vamos de carro.
A pedra não era uma pedra, era tal carro. Eu vi as rodas.
—Vamos ter que nos apertar.
Amara e eu sentamos lado a lado e de repente a coisa começou a se mover.
—O que é isso?
—Calma. Está tudo bem.
—Faz alguma ideia de como estou feliz? Passei dois mil anos pensando que estava morta.
—Está tudo bem agora. Não temos mais que sentir dor ou tristeza. Somos livres.
—E Qetsiyah?
—Ela está morta e encontrou a paz.
—O outro lado foi destruído? Você conseguiu destruir a âncora?
—Eu era a âncora. Mas, o outro lado ainda continua lá se é o que quer saber.
—Então quer dizer que...
A duplicata respondeu:
—Ela passou direto. Foi pro além, drenei os poderes dela até o fim e depois...
Amara cortou a fala da duplicata e disse:
—Ela não conseguia falar depois que eu cortei a garganta dela. Eu a decapitei e guardei a cabeça.
—Me orgulho de você. Você ainda continua a mesma garota destemida que era.
—Eu tive ajuda. Mas, ela não vai mais incomodar.
Fomos sacolejando até finalmente parar.
—Chegamos?
—Não. Vamos de avião pra casa.
—Avi o que?
—É como um pássaro de metal. Ele realmente voa e vamos voar dentro dele.
—Rebekah, toma.
—É a cura. Obrigado, mas fica com ela.
—Era o que queria não é? Mudou de ideia?
—Sim. Mas, eu preciso que me ajude.
—Não se preocupe ele nunca mais vai usar aquelas adagas.
Entramos dentro do tal pássaro e ele realmente voava.
—Magnífico.
—Eu sei.
—Mas, quem o controla?
—Um homem sentado lá na frente. Ele tem uma cabine só dele e um mecanismo que amplifica sua voz e faz com que ela seja ouvida por todo o avião.
—Parece estar parado.
—Mas, não está.
—Quando começarmos a descer você vai sentir um pouco de dor de ouvido, mas é normal logo passa.
E logo eu comecei a sentir aquela dor que ela mencionou, mas ela se foi com a mesma rapidez com a qual veio.
—Chegamos. Vou lhes apresentar o chuveiro.
Entramos na casa e três cavalheiros se encontravam lá.
—Quem são vocês?
—Stefan Salvatore. Fingindo que não nos conhece? Que feio.
—Ai é que tá Klaus, ele não te conhece porque ele não é o Stefan. Ele é o Silas.
—E porque diabos se parece com Stefan?
—Não é óbvio Klaus? Silas não se parece com Stefan, Stefan se parece com Silas. Stefan é um vampiro duplicata.
—Opa, peraí, ta me dizendo que o Stefan Salvatore é um duplicata do primeiro imortal do mundo?
—Muito bem Klaus. To impressionada com a sua capacidade de dedução.
O tom de voz dela indicava que era bem o contrário. Ela estava sendo irônica.
—Venham. Vou mostrar como se usa o chuveiro.
Subimos as escadas deixando os outros três cavalheiros para trás.
Ela explicou como funcionava e para que servia cada um dos produtos. Deixou uma muda de roupas para mim e uma para Amara.
—Pronto.
—Você lembra do que eu falei sobre como se vestir não lembra?
—Sim. Eu me lembro.
—Consegue explicar pra ele?
—Sim, consigo.
—Ótimo. Vou fazer o jantar, grite se precisar de alguma coisa.
Como sou um cavalheiro e sempre faço tudo para deixá-la feliz, deixei que fosse primeiro.
Ela saiu vestida e com a toalha enrolada na cabeça.
—Você não precisa fazer isso. O seu cabelo não é comprido.
Ela me explicou o que fazer e como vestir as roupas.
Foi bom poder tomar banho, me limpar depois de passar dois mil anos sozinho numa tumba.
Quando sai do banheiro ela estava com algo nas mãos, colocou um fio em um buraco e a coisa começou a fazer um barulho horrendo.
—Amara!
Eu corri para resgatá-la, mas a coisa parou de fazer barulho e ela olhou pra mim.
—Você está bem?
—Estou, porque?
—Essa coisa...
—Oh! É uma máquina para secar os cabelos. Eu controlo ela.
Ela riu e apertou um botão fazendo a máquina ligar e fazer barulho.
Quando acabou os seus cabelos estavam secos e lisos com as pontas viradas para dentro.
—Pronto.
P.O.V. Elijah.
Ela conseguiu libertar Silas e agora estamos perdidos.
—Olá irmão.
—Kol?
—Parece que a duplicata manteve sua promessa.
—Sim. Ela mantém suas promessas.
—Onde ela está?
—Na cozinha.

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