Vivendo uma vida louca
3 O Eleito
Notas iniciais
P.O.V. Eve.
Eu conheci um cara, ele é tudo de bom. É lindo, inteligente, solteiro, não tem problemas com a justiça, é empresário e eu adoro ele.
Seu nome é Damon Salvatore, ele ainda por cima é herdeiro de uma mansão enorme que dizem ser amaldiçoada e assombrada. Hoje vou descobrir.
—Você está linda.
—Obrigado. Você também.
Entramos no carro dele que por acaso era um lindo Audi Spyder conversível.
—Chegamos.
—Você mora aqui? Nossa!
—Sabia que essa mansão está na minha família desde a época da renascença?
—Uau! Você mora aqui sozinho?
—Infelizmente não. Somos eu meu irmão e a namorada dele, Elena Jenna Gilbert.
—Interessante.
—E como eles fazem quando tem relações? Você tem que ficar ouvindo tudo?
—Não. As paredes de todos os quartos são á prova de som.
—Ainda bem.
—É bom você ficar sabendo que não trago qualquer uma pra dentro da minha casa. Minha casa é o meu santuário, é um lugar sagrado pra nós.
—Uau! Isso é ótimo.
—Relaxa Eve, eles vão gostar de você.
No momento em que entramos na casa e um rapaz com uma calça de moletom e sem camisa desceu as escadas.
—Damon.
—Oi irmãozinho.
—Trouxe uma garota pra cá? Olha, essa tem que ser especial.
—Oi. Eu sou Evelyn Morisson, mas pode me chamar de Eve.
—Evelyn Morisson?! Você... transformou ela Damon?!
—Ele o que?
—Cala a boca Stefan.
—Não, na boa do que ele tá falando? Que história é essa de transformar?
—Muito obrigado Stefan.
—Responde.
—Meu irmão e eu somos tão velhos quanto essa mansão. Estamos nessa terra desde a época da renascença italiana.
—Vocês são como eu então?
—Você é vampira?
—Não, mas o namorado da minha colega é.
De repente aparece na porta do quarto a minha colega.
—Ai, Meu Deus! Você tá traindo seu namorado na maior cara dura!
—O que? Eu te conheço?
—Como assim?! Somos amigas desde o jardim!
—Olha, sei que você acha que eu sou sua amiga, mas não sou. Eu sou Elena Gilbert.
—Você é uma sem vergonha mesmo.
—A sua amiga é uma duplicata Petrova.
—É claro que é.
—Katherine ou Renesmee?
—Como se você não soubesse.
—Olha, Eve liga no celular da sua amiga.
—Porque?
—Liga.
—Tá bem.
Peguei o celular e procurei o nome da Ness na minha agenda. No primeiro toque ela atendeu.
—Alô? Como foi o encontro?
—Onde você tá?
—Em casa.
—Prove.
—O que?
—Prove que está em casa.
—Tudo bem. O Elijah tá aqui do meu lado, diz oi pra Eve.
A voz do namorado dela saiu pelo celular.
—Caramba! Isso é assustador.
—O que?
—Coloca ela no telefone.
—Tudo bem.
—E agora, acredita?
—Ela não parece com você, ela é você.
—Do que você tá falando?
—Conhece alguém chamada Elena Gilbert?
—Conheço. É a minha prima.
—Ela ta de pijama parada na minha frente e vocês são...
—Cópias. Eu sei.
—É assustador.
—Duplicata Petrova é igual á cópia Petrova.
—Tá. É bom saber que não está traindo seu namorado.
—Eu nunca trairia o Elijah. De onde tirou essa ideia?
—É que ela está com um pijama bem curtinho e estava na cama de outro cara.
—Temos nomes diferentes, endereços diferentes e namorados diferentes.
—Tá bem. Obrigado.
—De nada. Tchau.
—Tchau.
—Melhor?
—Sim. Desculpe, sinto muito.
—Tudo bem. Acontece de vez em quando.
—Vamos comer.
Elena foi até o quarto e saiu de roupão.
Estávamos todos sentados á mesa quando eles começam a me interrogar.
—Me diga, como o seu nome foi parar no obituário?
—Eu morri. Dã!
—Mas, disse que não é vampira.
—Não sou. Eu sou zumbi.
—Sério?
—Sério. Vocês bebem o sangue das pessoas e eu como os cérebros delas.
—E que gosto tem?
—Depende de com o que você mistura. É tipo batata pega o gosto das coisas.
—Interessante.
—Mas, ninguém sabe que eu realmente morri. Eu fui acidentalmente enterrada viva.
—Sei. Mas, você tem que matar pra...
—Não! A Liv trabalha no necrotério, ela pega os cérebros dos mortos e nós dividimos. Metade pra ela e metade pra mim. Mas, tem um efeito colateral bem desagradável.
—Que efeito colateral?
—Quando comemos o cérebro pegamos as lembranças e personalidade da pessoa. Uma vez comi o cérebro de uma lésbica e virei lésbica, daí eu comi outro cérebro e passou.
—Sério isso?
—É. E tenho que admitir que dormir com outra garota não é tão esquisito como eu pensei que seria.
—Então você é lésbica?
—Não sou mais. Eu comi outro cérebro de uma pessoa hétero e voltei a ser o que eu era antes.
—E como tá se sentindo agora?
—Eu acho que o cara era fumante. Porque eu quero desesperadamente um cigarro.
—Posso ir comprar pra você.
—Mas, eu tenho medo de fumar e ficar viciada de verdade. Eu não quero isso.
P.O.V. Damon.
Dava pra ver conforme o dia ia passando que ela ia ficando pior. Ela começou a suar frio, a ficar irritada e eu não sabia se comprava ou não o cigarro.
—Você está bem?
—Eu tenho cólica no estômago! Parece que a minha cabeça vai rachar! Mas, fora isso sim, estou bem Damon!
—Calma. Vou te levar lá pra cima e preparar um banho.
—Não. Tá doendo.
—Stefan! Stefan corre aqui!
—O que foi? O que ela tem?
—Eu preciso de um cérebro novo! Liga pra Liv e manda ela trazer um novo! Por favor, tá doendo!
—Quem é Liv?
—O celular! Traz o meu celular!
Eu trouxe o celular pra ela e logo ela estava reclamando com a fornecedora.
—Liv! Preciso de outro cérebro.
—Porque?
—O cara era fumante!
—E daí?
—Eu não quero fumar, tenho medo de viciar.
—Eve, estamos mortas. Podemos comer, cheirar e transar sem engordar, viciar e nem engravidar.
—Tem certeza?
—Tenho.
—Absoluta?
—Sim!
—Obrigado.
Ela desligou e gritou:
—Damon vai me comprar cigarro!
Quando cheguei com o cigarro ela praticamente arrancou a sacola da minha mão e fumou como se a vida dela dependesse disso.
—A minha cólica no estômago passou. Vou escovar os dentes.
—Porque você decidiu fumar?
—Porque a minha zumbipédia pessoal acaba de dizer que posso comer, cheirar e transar sem engordar, nem viciar e nem engravidar.
—Legal. Mas, e você Elena é o que?
—Humana. Por enquanto.
—Por enquanto?
—É. Depois que o bebê nascer decidi deixar você me transformar.
—Depois que o bebê nascer? O que é isso de bebê?
—É o nosso bebê. Estou grávida de um bebê vampiro que nem a tia Bella.
—A sua tia Bella que quase morreu dando a luz?
—Ela mesma. O meu tio vai mandar uma seringa de veneno pelo correio e tudo o que você vai ter de fazer é injetar no meu coração.
—Muito simples.
—Eu sei.
—E se não chegar a tempo?
Toca a campainha.
—Entrega para a senhorita Gilbert.
—Sou eu.
—Assine aqui, rubrique aqui e assine de novo aqui.
—Obrigado.
—Obrigado e tenham uma boa tarde.
Era um envelope de escritório e lá dentro tinha uma seringa com um líquido viscoso e esbranquiçado.
—O que é?
—O veneno que a minha tia prometeu. Deve ser o dela.
—E onde vamos colocar essa coisa?
—Na geladeira. Pra conservar.
—Ótimo.
P.O.V. Eve.
Depois de ter confundido a Elena com a Renesmee e descoberto que agora sou fumante, a Elena recebeu pelo correio uma seringa cheia de veneno de vampiro e descobrimos que ela vai ter um bebê.
—Bebê Salvatore. Até que enfim sangue novo nessa família.
—A gente podia tentar. O que acha Damon?
—Tentar o que?
—Ter um bebê.
—Tá brincando né?
—Não. Se eu sou uma zumbi e você um vampiro quer dizer que as superstições não são bobagem. E eu não quero não ser mãe, eu nasci pra ter um bebê. Sabe, na loja idiota do meu ex namorado mais idiota ainda tem uma estátua que tá lá a séculos. Ninguém nunca conseguiu chegar perto. Ela me assusta também, mas acho que posso tentar fazer um desejo para aquele gênio.
—Gênios?
—Não é um gênio comum!
Dei o meu melhor sorriso sacana e disse:
—É um gênio satânico.
—Não. É melhor não. Eu sou vampiro por tanto acredito nessas coisas.
—Qual é? Por favor.
—Não. Acredite, o ser lá de baixo não faz nada de bom.
—Mas, ele pode me dar um bebê! E eu quero um bebê!
Eu senti o meu cérebro desligando e a raiva me possuindo.
—Meu Deus!
Peguei ele pela camiseta e disse:
—Se não me der um bebê, eu vou te matar!
Então, de repente eu liguei de novo.
—O que? O que aconteceu.
—Tá bem concordo.
—Com o que?Porque to te segurando?
—Porque você vai me matar se eu não te der um bebê?
—E porque eu faria isso?
—Você não lembra?
—Ai caramba! Eu devo ter entrado no meu Full On Zombie mode.
—No seu o que?
—Vocês não tem isso? Tipo, a cara muda, o cérebro desliga e quando você volta ao normal não lembra de nada.
—Os nossos rostos mudam, mas nos lembramos de ameaçar as pessoas.
—Me mostra. Eu quero ver.
—Sério?
—É.
Ele mudou e eu fiquei impressionada. Parecia comigo quando mudava, mas ele como um bom vampiro tem dentes pontudos.

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