Vivendo uma vida louca
5 A Namorada do meu irmão.
P.O.V. Rebekah.
Hoje o meu irmão Elijah decidiu dar um baile para que pudesse apresentar-nos sua nova namorada.
Ele disse que ela acaba de ligar para dizer que vai se atrasar um pouco, porque ficou presa no trabalho.
Já gostei dela, ela tem um emprego. Mas, quem trabalha no Halloween?
—Ela falou do que virá fantasiada?
—Não. Mas, com certeza ela será o destaque da noite.
—Porque diz isso?
—Quando a conhecer vai entender.
—Ui! Quanto mistério. Pode ao menos dizer o nome dela?
—Renesmee Carlie Cullen.
—Cullen? Como Carslile Cullen?
—Sim. Ela é neta do Doutor Cullen.
—Filha de quem?
—Isabella e Edward.
—Você está fantasiado de que?
—Príncipe Encantado.
—É bem a sua cara.
—E você está fantasiada de que irmã?
—Loira do banheiro.
—Achei vocês! Nossa, Rebekah, se tá uma gata.
—Muito engraçado Caroline.
—Falo sério. Combina com você.
—Obrigado. Está fantasiada de que?
—Zumbi.
—Creio que elas iriam se ofender vendo você se comportando assim.
—O que?
—Minha namorada tem duas amigas que são zumbis de verdade.
—Isso é piada?
—Não.
—Legal.
Quando a festa já estava cheia eu vi aquela figura. Como ela tem coragem de aparecer aqui?
—Você perdeu a noção?
—Me desculpe, está falando comigo?
—É claro! Como ousa aparecer aqui?!
Senti o meu rosto mudando.
—Quem é você?
—O meu irmão vai arrancar a sua cabeça!
—Quem é o seu irmão?
—Niklaus.
—Ah! Você deve ser a Rebekah certo? Elijah me falou de você.
—Katherine, corra.
—Oh! Ele não contou. Desculpe, eu sou...
Eu agarrei o pescoço dela.
—Eu não consigo respirar.
P.O.V. Elijah.
Estava circulando para ver se a encontrava e encontrei. Rebekah a segurava pelo pescoço.
—Eu não consigo respirar.
—Rebekah não!
Afastei minha irmã de Renesmee forçando-a a largá-la.
—Rebekah, ela não é a Katerina! Ela é a Renesmee.
Ela começou a tossir.
—Você está bem?
—Já estive melhor.
—Está fantasiada de que?
—Vampira.
—E os dentes?
Ela sorriu e eu vi as presas expostas.
—São as suas mesmo?
—Sim.
—Você está linda.
—Obrigado. Você também está.
—Uma duplicata.
—É.
—Eu escuto seu coração.
—Eu sei.
—Vampiros não tem batimento cardíaco.
—Eu sou só metade vampira e não tenho veneno se é o que quer saber.
—Veneno?
—Não contou pra ela?!
—Sobre?
—Meus parentes.
—Os Cullens são uma raça mais evoluída de vampiros, Rebekah. Eles são mais resistentes que nós, mais rápidos, mais fortes. São a nova geração da espécie predadora.
—O Doutor Cullen é um vampiro?! Ele lida com sangue todos os dias!
—Mais um diferencial entre as raças. Os Cullens tem um auto-controle invejável, eles não se alimentam de sangue humano sobrevivem apenas com sangue de animais.
—Sério isso?
—Sério.
—E quanto ao fato de você ter o coração batendo?
—Isso é porque meu pai é meu pai biológico. Ele engravidou minha mãe.
—Vampiros que podem procriar?
—Mais ou menos. Minha mãe ainda era humana quando ficou grávida.
—Então você é o que?
—Eu sou metade vampira, metade bruxa. Já que a minha mãe era uma bruxa quando engravidou.
—Espera, está dizendo que você é vampira e bruxa ao mesmo tempo?
—É. Mas, eu sou um tipo bem específico de bruxa, sou viajante. Eu posso entrar no corpo de outra pessoa e assim os viajantes são imortais sem serem realmente imortais.
—Uau! E você é imortal mesmo?
—Tanto quanto você.
A minha sobrinha veio correndo.
—Oi Tia Beck!
—Oi gatinha. Cadê o papai?
—Não sei. Sumiu.
—Mas, o Nik é um pai desnaturado.
—Quem é essa linda gatinha?
—Eu sou a Hope.
—É a minha sobrinha.
—Muito prazer senhorita Hope.
—E você quem é?
—Eu sou Renesmee.
—Que nome mais esquisito você tem.
—Hope!
—Não tem problema. Eu sei que é esquisito, por isso pode me chamar de Ness.
—Você tá fantasiada de que?
—Vampira.
—Olha tia Becky, ela tem dentes pontudos iguais aos seus.
—Ela sabe?
—Sabe.
—Quantos aninhos você tem?
—Esse tanto assim ó.
Hope mostrou quatro dedos.
—Nossa! Tudo isso? Já é uma mocinha.
A Caroline vem desesperada.
—Querida! Eu fiquei tão preocupada. Cadê o papai?
—Sumiu.
—Ai, seu pai é mesmo um cabeça de ovo.
—Ela é sua filha?
—É.
—Então vocês podem procriar.
Caroline fez que não com a cabeça. E eu sussurrei no ouvido de Renesmee:
—Depois eu explico.
Ela assentiu.
P.O.V. Klaus.
No meio dessa gente toda eu perdi a minha filha. A Caroline vai me matar se descobrir.
—Caramba! Eu me distraí um instante e ela sumiu.
Comecei a procurar e quando a encontrei ela já estava no colo da mamãe. Felizmente Caroline não me viu porque estava de costas para mim.
—Você tá ai papai! Eu te achei!
Que droga.
Caroline se virou e olhou para mim com aquele olhar de vou acabar com a sua raça.
—É papai, onde você estava que não estava prestando atenção no que a sua filha estava fazendo?!
—Eu me distraí Caroline. Me virei dois segundos.
—E bastaram dois segundos para que ela saísse correndo por ai! Eu pedi pra você cuidar dela por cinco minutos enquanto eu ia ao supermercado! E ela fugiu de você, porque você não estava de olho nela!
—Você tá brava comigo mamãe?
—Não querida. Mas o seu pai vai apanhar de mim!
—Ela está bem não está?
—Está, por sorte! E eu não gosto de ficar dependendo da sorte Klaus! Ela é sua filha, é o seu bem mais valioso e tem muita gente por ai que adoraria tirar esse bem de você. Bens materiais podem ser substituídos, a nossa filha não!
—Mamãe?
—Sim querida?
—A gente pode comer doce?
—Claro. Vamos temos que ir pedir gostosuras.
—Oba!
Caroline pegou uma sacola enorme e levou a Hope pra pedir doces na vizinhança.
—Então, você é que é o famoso Klaus Mikaelson?
Quando eu olhei na direção da pessoa fiquei chocado.
—Você tem a coragem de aparecer aqui sua...
—Eu sou Renesmee Carlie Cullen. Se duvida pode ouvir o meu coração batendo.
—O que?
Elijah se colocou entre eu e a duplicata.
—Niklaus, ouça.
Eu mais uma vez me vi forçado a ouvir um coração batendo e como da última vez o coraçãozinho realmente batia.
Pude sentir o sorriso nascendo em meu rosto.
—Uma duplicata humana. Fascinante.
—A resposta é não. Nada de sangue pra você.
—Eu posso te obrigar.
—Não pode não.
—Como não?
—Você não faz ideia de com quem está lidando meu amor, eu tenho mais poder na minha unha do dedo mindinho do que você tem no seu corpo todo. Então, não me subestime.
—Eu sou o híbrido original! Eu não posso ser morto.
—Meu Caro Klaus, quem aqui falou em matar você? Não, você é mais útil pra mim vivo do que morto. Eu preciso de anos Klaus e agora os seus me servem.
—O que?
—Eu precisava de alguém imortal e indestrutível. E quem melhor do que você para tomar o lugar de Amara?
Ela soltou a mão de Elijah e caminhou até mim com altivez. Ficamos a centímetros um do outro e ela sussurrou em meu ouvido:
—A sua eternidade começa agora.
Depois ela se afastou.
—O que isso significa?
—Se você achava que Mikael e Ester eram ruins com você, era porque não me conhecia.
—Sua...
—Eu amo você Elijah. Amo mesmo, mas alguém tem que proteger o seu irmãozinho e eu vou protegê-lo. Quando eu terminar, ninguém nem mesmo seus pais vão querer tocar nele.
No topo da escadaria apareceram duas moças mascaradas e uma duplicata que parecia estar apavorada.
—Está na hora crianças.
Ela subiu as escadas e ela com certeza era uma vampira. Mas, uma vampira com o coração batendo?
Segui-a até a entrada da casa e elas estavam as quatro formando um círculo perfeito em torno de alguma coisa e estavam cercadas de velas.

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