Vivendo o luto
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Notas iniciais
Rossi se sentou e eu servi whisky para nós dois, mas nenhum de nós tomou, ainda. “Como tem passado?” Ele é que me perguntou “O objetivo dessa conversa é eu descobrir como você tem passado Dave” Ele ergueu a sobrancelha “E Strauss está deixando você fazer isso de bom grado?” “Até mesmo ela sente pena de um viúvo” Eu disse.
“Nunca foi fácil para mim deixar as pessoas irem Hotch” Eu assenti, “Não se espera que seja” Eu disse. “Já vi agentes serem mortos antes, mas Emily, ela era diferente” Eu assenti “Ela te considerava como um tio, você sabe disso” Eu disse e ele assentiu. “Sabe, no meu primeiro dia aqui, eu duvidei que vocês dois conseguissem se manter profissionais e passei seriamente a questionar as habilidades da sua equipe que não sabiam sobre vocês, mas você e ela, tinham algo especial” Eu assenti.
Ficamos algum tempo em silencio, tempo esse que ele aproveitou para tomar o seu primeiro gole de whisky. “Alguns dias são piores que outros, é estranho dirigir de volta para casa sem ouvi-la dizer que era a vez dela, é difícil chegar em casa sozinho e encontrar a casa vazia. É horrível acordar de manhã e a primeira coisa que eu vejo é aquele gato preto no lugar que ela deveria estar” Ele me observava serenamente “Você ainda está com o gato?” “É complicado” eu disse “Ou você está ou não está Hotch” tomei então meu primeiro gole de whisky “Hoje pela manhã o coloquei para fora, pois eu precisava de um tempo. O vizinho acabou atropelando ele” Dave me observava sem reação, talvez esperando a minha “E?” “Bem era um animal Dave, foi ruim o que aconteceu com ele, mas ele não era minha última ligação com ela, eu ainda tenho filhos com ela, eu ainda tenho as lembranças com ela” Ele assentiu.
Ele então ergueu o copo de whisky em um brinde “A Emily, uma agente leal, uma mulher forte, mãe dedicada e esposa amorosa” eu o acompanhei.

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