Notas iniciais
Feliz páscoa meus amores!

Fico devastada ao saber da morte da Lori, mas com o pequeno bebê em meus braços eu sei que pelo menos ela foi em paz. Eu ainda me lembrava de quando ela me pediu para priorizar a vida da bravinha, como Daryl acabou de nomeá-la até segunda ordem. Olho ao redor e percebo que faltam algumas pessoas, mas a que mais me preocupa é o Rick, afinal, a esposa acabou de morrer.

— Onde está o Rick? – Pergunto entregando a bebê para Beth que se aproxima de mim novamente. Ela me olha triste e suspira.

— Não sabemos, ele sumiu pelos túneis e não o vimos mais. – ela então s me dá um rápido abraço de lado, com cuidado para não machucar a bebê. – É bom que você esteja de volta, ficamos preocupados. Mais tarde precisamos conversar, papai vai ficar feliz em te ver.

Eu sorrio para ela feliz em saber da melhora de Hershel e então meus olhos param novamente em Daryl que tem Maya em seus braços. Seu rostinho enterrado em seus ombros, e eu me aproximo e a pego dos braços dele, me lembrando da minha maior preocupação no momento. O rosto de Daryl parece atormentado pelo meu movimento e Maya relaxa quando percebe que sou eu. Beijo seus cabelos rapidamente e me volto de novo para eles.

— Onde está o Hershel? – pergunto apertando-a de leve em meus braços e me virando novamente para eles.

— Ele está na sela. – Carl responde com os ombros caídos. – Ele foi pra lá tentar fazer um lugar confortável para colocar minha irmã.

Meu estomago se revira ao ver que Carl age como um adulto, mesmo que tenha acabado de perder a mãe e nem mesmo tem o pai para lhe dar suporte. O analiso rapidamente e vejo que ele está se esforçando para permanecer forte e novamente sinto meus olhos marejarem. Eu precisava falar com ele depois. Faço um carinho leve em seu rosto ao passar e vou rapidamente atrás de Hershel.

Bato na grave e ele vira o rosto abrindo um grande sorriso em seguida e se aproxima de mim com a ajuda de uma muleta e me abraça.

— Fico muito feliz em te ver minha filha. – eu retribuo o sorriso e entro na cela. Ele aponta para a cama e eu logo me sento colocando Maya sentada no meu colo, percebendo só agora presença de Daryl encostando-se às grades. Logo a voz de Hershel chama minha atenção.

— E essa princesa, quem é? – Maya o olha tímida e desvia o olhar para mim rapidamente, quase como se estivesse me perguntando se estava tudo bem confiar nele. Eu aceno de leve concordando e ela volta seu olhar para ele.

— Eu sou a Maya. – sua voz é quase um sussurro e eu começo a passar a mãos em seus cabelos, tentando deixa-la mais relaxada.

— Hershel, a Maya machucou o braço em um arrame quando estava correndo. – eu digo preocupada, pegando seu bracinho e levando em direção a ele. – ela está dando muita febre e eu só consegui um antitérmico hoje. – logo minha voz fica apertada de preocupação e rapidamente vejo Daryl de remexer incomodado, entrando um pouco mais na cela e ficando quase que do lado de Hershel.

— Oh querida! Olha esse bracinho. – ele então suspira e levanta, andando até uma maleta e tira alguns comprimidos. – Ela tem uma infecção Lise, provavelmente o arrame devia estar enferrujado. Ela vai ter que tomar algum anti-inflamatório e antibiótico para poder conter a infecção. Mas a jugar pelo peso dela e o seu, acho que vocês não comeram muito nos últimos dias.- ele diz e me olha de forma interrogativa.

— Não. – suspiro, ficando preocupada. – Mas consegui alimentar ela um pouco mais, e ela comeu hoje.

— Os remédios são fortes para uma criança, não temos comprimidos próprios. Provavelmente ela vai passar mal com eles. – meu peito dói ao escutar isso. – vamos fazer o possível para minimizar isso, mas é nossa única alternativa agora.

— Como podemos ajudar? – levanto o rosto, escutando a voz de Daryl pela primeira vez desde que chegamos à cela. Maya encosta a cabecinha no meu ombro e Hershel se vira olhando para ele.

— Primeiro precisamos fazer com que ela ganhe mais peso, mas sem forçar seu estomago. O ideal seria dar coisas leves como sopas, e nos horários do remédio, ingerir eles com leite ou pelo menos um suco, pra amenizar o desconforto no estomago. Mas estamos sem as duas coisas.

— Tudo bem. – Daryl responde. – Vou sair para buscar. – ele começa a se afastar e eu rapidamente me levanto, da melhor forma que consigo, e seguro seu braço. Ele me olha incerto e abaixa o olhar para a minha mão em seu pulso.

— Você não pode sair agora. – digo, chamando sua atenção para o meu rosto.

— Mas ela precisa. – ele diz pesadamente.

Olho em seus olhos, mas ele logo desvia o rosto para as mãos de novo. Suspiro pesadamente, e entrelaço minha mão na sua. Apesar de todos os acontecimentos ele ainda não perdeu a mania de querer se sacrificar por todo mundo. Minha única preocupação é que em uma dessas ações altruístas, ele não consiga se safar.

— Está de noite. – eu digo suavemente. – Nós acabamos de voltar e você está cansado.

— Eu estou bem .- ele logo rebate, mas eu o ignoro.-

— Não tem necessidade disso agora. Nós comemos na escola, Maya está como estomago forrado, pelo menos essa noite. Amanhã cedo nós procuramos por mais leite para a Bravinha e suco para Maya. – ele reluta um pouco com minhas palavras, mas logo percebo que ele desistiu de sair.

— Tem certeza? – ele pergunta me olhando novamente.

— Tenho. – sorrio para ele me volto de novo para Hershel. – Quando tenho que dar o remédio para ela? – pergunto.

— Faz quanto tempo que você administrou o antitérmico?

— Algo próximo de seis horas. – respondo, depois de analisar um pouco.

— Então espere mais umas duas horas e depois dê de novo. Aproveite e dê o anti-inflamatório. É melhor esperarmos até amanha para darmos o antibiótico.

— Tudo bem. – digo suspirando ao sentir o rostinho quente de Maya em meus ombros.

— Acho que até lá um banho pode ajudar a abaixar a temperatura dela. – Hershel diz e eu concordo com a cabeça.

— Vou fazer isso agora. Obrigada Hershel. – digo sinceramente e seu rosto se ilumina, e sei que o sorriso que ele me dá é carinhoso.

— De nada minha filha, agora vão cuidar da menina.

Andamos de mão dadas até o banheiro. Daryl então se afasta de mim conferindo os arredores e rapidamente me lembro da nossa primeira noite aqui, quando eu fui atacada. Daryl, apesar do pouco tempo de convívio foi extremamente delicado e hora nenhuma tentou se aproveitar da situação enquanto eu estava nua na sua frente.

— Está tudo limpo. – ele diz chamando minha atenção. — Vou buscar uma das toalhas que conseguimos pra ela. – ele então se afasta, mas a voz de Maya chama sua atenção, assim como a minha. A arrumo direito em meu braço, para que ela possa ficar sentada sem cair.

— Arqueiro. – ela olha para ele com os olhos cheios de lágrimas. — Não vai não. – a súplica na sua voz faz meu estômago girar. Não queria que ela se sentisse insegura e com medo o tempo todo. Sinto que isso impacta Daryl também, porque sua voz ao responder se torna uma pouco mais gentil do que o normal.

— Eu não vou demorar. – ele responde.

— promete? – ela pergunta com um biquinho fofo.

— prometo. – ele me olha ao responder e eu sei que dessa vez é ele quem deve estar lembrando de umas das nossas conversas. Ele então sai do banheiro e eu me abaixo colocando Maya no chão e fico na altura de seus olhos.

— Vamos tomar um banho então estrelinha? – digo sorrindo. Ela olha ao redor e depois passa a mal no cabelo fazendo uma careta.

— Meu cabelo cheira mal. – ela diz incomodada, me fazendo rir.

— O meu também. – digo, conseguindo arrancar um sorriso de seu rosto. — Acho que podemos lavar eles um pouco, o que acha? – pergunto?

— Sim, por favor. – ela diz sorrindo, mas ao mesmo tempo um pouco abatida por conta da febre.

Ligo o chuveiro e ajudo Maya a se limpar primeiro. Agora, com uma crosta de sujeira a menos em seus cabelos, eu conseguia ver que eles eram mais loiros do que eu pensava. Assim que ela está limpa o suficiente, ela se encosta em minhas pernas e eu termino de me limpar rapidamente, para evitar que ela fique muito tempo embaixo da água. Escuto Daryl batendo na porta e avisando que conseguiu as toalhas e eu peço para ele deixa-las próximo a porta. Apenar do “box” esconder nossos corpos, eu não queria correr o risco de assustar Maya.

— Está cheirosa agora? – pergunto assim que termino de colocar sua roupa. Eu sabia que era do Carl, mas eram melhores do que as que ela tinha. Pego seu braço de leve e dobro as mangas.

— Sim. – ela sorri. – Mas eu estou com sono Lise. – ela diz e logo irrompe um bocejo. Sorrio e a pego no colo novamente.

— Então vamos colocar essa mocinha na cama. – ela se encosta em mim de novo e fico feliz em ver que sua temperatura abaixou.

— Nós vamos ficar aqui agora? – ela pergunta baixinho.

— Sim meu amor. Estamos seguras aqui. – Eu falo acariciando seu cabelo.

— Porque o arqueiro tá aqui? – ela pergunta inocentemente e eu sorrio.

— Exatamente. – ela parece satisfeita e seus bracinhos rodeiam o meu pescoço.

Subo em direção ao poleiro, afastando as lembranças ruins da mente, e vejo Daryl dentro da cela arrumando um colchão. Olho ao redor e vejo que minhas coisas estavam na cela, como se nunca tivessem saído. Ele demora um pouco para nos ver.

— Achei que você gostaria de ficar aqui, mas se não quiser posso limpar outra cela pra vocês. – ele diz rapidamente sem me olhar. Não foi muito difícil identificar o remorso em seu rosto e eu sei que não é só por nossa causa, mas por Rick, Lori e Carl também, mas esse nunca se deixaria parecer impactado por isso. Suspiro pesadamente. Quanto tempo mais ele carregaria o mundo nas costas assim? Me aproximo dele e encosto em seu ombro .

— Obrigada por nos achar. – digo sinceramente. Ele concorda com a cabeça e saí da cela. Vejo ele caminhar até o poleiro e se jogar no chão, enquanto suas costas batem na parede.

— Ele tá triste? – Maya pergunta voltando minha atenção pra ela.

— Ele vai ficar bem. – Digo sorrindo. — Vem, vamos. Está na hora dessa mocinha dormir.

Coloco-a na cama onde eu dormia e ela logo se enrola na coberta fina e encosta cabeça no travesseiro, se ajeitando.

— É quentinha também. – ela diz fechando os olhinhos. Passo as mãos por seus cabelos e fico extremamente feliz ao saber que ela finalmente está seguro. Sei também que se alguma coisa acontecer comigo, eles nunca a deixarão pra trás. Se me aceitaram quando eu mal conseguia andar, eles cuidariam dela.

— Boa noite, meu amor. – digo beijando sua testa.

— Boa noite, Lise. – sua voz é só um sussurro , e sei que logo está dormindo.

Levanto e olho de novo em direção a Daryl. Ele continuava na mesma posição que estava antes, nenhum pouco confortável, mas estava com os olhos fecharam. Puxo o colchão de cima da beliche, que Daryl acabou de arrumar e o empurro para fora decidida, colocando-o ao lado do dele. Ele abre os olhos e me observa durante todo o tempo, sem tirar os olhos de mim, mas sem dizer uma palavra. Até que eu sento do seu lado e depois do que parecem horas ele fala:

— Porque você está me perdoando? – sua voz era rouca e o tom dolorido, e meus olhos logo percebem a ruga de preocupação em sua testa. — Você não devia, não depois do que eu disse.

Sua voz some e eu me aproximo mais dele. Pensei muito sobre a nossa discussão e sobre tudo o que ele me falou durante esse tempo em que eu estava perdida com Maya, principalmente durante a noite. Eu também parei para notar que Daryl não era um homem comum. Eu lembrei de todas as vezes em que colocou a própria vida para salvar outras, mas também lembrei das vezes que ele era bruto e inconsistente. Pensei racionalmente e eu sabia, no fundo, que o passado ele antes desse apocalipse não deveria ser dos melhores, mas que independente disso ele é um bom homem. E se eu quisesse mostrar isso pra ele eu deveria engolir a mágoa e ajuda-lo a se cuidar, assim como ele cuidou de mim quando nem mesmo eu conseguia fazer isso.

— Porque eu te amo. – digo firme. Ele se assusta e finalmente seus olhos alcançam os meus e sua boca se abre diversas vezes, sem emitir sim. — Mas nem todo o amor do mundo pode me impedir de ir embora se você fizer algo assim de novo. – sou firme.

— Eu sei. – ele encolhe os ombros e abaixa a cabeça. Sorrio de leve e me aproximo mais dele, passando o braço por seu pescoço o puxando para um abraço. No inicio ele fica tenso, mas logo sinto seus braços me envolvendo e sua cabeça se encaixando mais no meu ombro, escondendo-se no meu cabelo.

— Eu fiquei com medo de te perder. – sinto meus ombros molharem e sei que lagrimas silenciosa saíram de seus olhos, me fazendo abraça-lo mais forte.

— Eu sei, eu também fiquei com medo. Por mim, por Maya, por você... – eu digo.

— Quando eu ti vi com o Rick, eu fiquei... – ele procura uma palavra e eu decido ajuda-lo.

— Com ciúmes? – pergunto divertida.

— Sim.- ele confirma, agradecendo a ajuda. — Eu fui um completo idiota.

— Ah! Com certeza você foi. – Eu digo divertida, mas ao mesmo tempo com seriedade. — E eu fui mais ainda por ter me preocupado com você depois disso.

— Eu sinto muito. – ele me aperta ainda mais, mas sem me machucar hora nenhuma.

— Daryl, eu não vou mentir pra você. – começo suavemente, levando minhas mãos até seus cabelos. — O que você falou, me machucou de uma maneira muito grande. Eu confiei em você e cada palavra que você falou machucou minha confiança de ser o suficiente para estar não só com você, mas com todos eles. – continuo. — Mas depois que eu fui atrás da Maya eu percebi que as coisas não são mais como antigamente. A gente não sabe mais quando vamos ter a oportunidade de ver alguém de novo. Eu decidi engolir meu orgulho porque meu medo de nunca mais te ver foi maior do que a minha raiva pelo momento. Mas eu também falei sério quando disse que eu não vou deixar que você faça isso de novo.

— Eu não vou, eu juro! – ele diz firme. — Eu fui um completo estúpido. Eu não aguentaria te perder Anne, esses dias foram uma tortura. Eu só aguentei porque sabia que você poderia estar viva em algum lugar.

— Eu sei. – respondo feliz em poder tê-lo de novo.

Passo uma mão por sua bochecha e a outra por suas costas e sinto seu corpo ficar tenso e sua respiração se tornar mais pesada. Ele se afasta de mim o suficiente para olhar em meus olhos e eu sorrio o beijando em seguida. Ele logo retribui e sinto sua língua em meus lábios, quase que pedindo permissão. Não demora muito e seus braços me prendem com mais força e logo ele me puxa para sentar em seu colo. Passo as pernas por sua cintura aprofundando o beijo. Suas mãos agora estão dentro da minha blusa, me causando arrepios de satisfação. Ele se afasta nossas bocas por um prevê segundo e pergunta com a respiração pesada:

— Anne, o que você tá fazendo? – ele pergunta temeroso e eu sorrio em seus lábios.

— Me dando a oportunidade amar você. – ele olha para mim e acaricia meu rosto.

— Tem certeza?

— Como eu nunca tive em toda a minha vida. – o sinto sorrindo de volta e logo seus lábios saem da minha boca para explorar meu pescoço, me fazendo arrepiar. Eu sabia que estava ficando excitada , mas eu não estava assustada. Eu sabia que Daryl faria aquele momento ser inesquecível, mas de um jeito bom.

— Daryl. – o chamo soltando um gemido baixo. Sua mão aperta minha cintura e mexo os quadris me encaixando melhor em suas pernas.

— Shhh! – ele passa o dedo na minha boca, acariciando. – Eles não podem nos ver, mas se falarmos alto, com certeza vão ouvir. – Concordo com a cabeça e suspiro, tentando me controlar o máximo possível para não chamar atenção para gente. Sinto minha intimidade começar a se umedecer assim que as mãos de Daryl começam e explorar meus seios.

— Confesso que imaginei te sentir assim algumas vezes. – sua voz rouca alcança meus ouvidos. Passo a mão por sua nuca.

— E o que você acha? – pergunto o olhando.

— Que você é mais perfeita do que eu consigo imaginar. – eu sorrio e ele me dá um selinho antes de levantar minha blusa e tirar meu sutiã delicadamente. Arfo assim que sua boca chega em meus mamilos e sua língua começa a brincar com meus bicos. Finco as mãos em suas costas suprimindo um forte gemido, mas isso só faz com que ele intensifique ainda mais a força com que ele o suga e eu jogo a cabeça pra trás rebolando de leve em seu colo, buscando alguma fricção para aliviar a excitação.

Daryl me deita com cuidado e se posiciona em cima de mim e distribui vários beijos descendo dos meus seios até o cós da calma, que ele logo tira, juntamente com a minha calcinha. Olho para ele com todo o carinho e excitação que eu estou sentindo e ele logo retribui um incrível sorriso enquanto tira as próprias roupas. Ele volta me beijar e logo minha respiração se torna ainda mais pesada quando eu sinto seu membro excitado em minha virilha e seu corpo fazer movimento de sobe e desce, acariciando meus seios e minha vagina, que já estava ardendo de tanto desejo.

— Por favor! – Peço desesperadamente por entre os suspiros. Parece que ele decide parar de me torturar e o sinto entrar em mim devagar. Ele me olha a todo momento com olhos preocupados e eu sorrio certificando que está tudo bem. Assim que ele se dá por convencido começa a estocar dentro de mim, e novamente nos beijamos para abafar os sons que saiam de ambos a essa altura. Uma de suas mãos vai até minha coxa e afasta, estocando ainda mais fundo e não demora muito para o meu corpo começar a convulsionar atingindo o orgasmo. Sinto que ele também alcança o ápice em pouco tempo, mas ao invés de sair de mim imediatamente, ele deita sobre o meu corpo, dando tempo para nós dois nos recuperarmos.

Não sei quanto tempo permanecemos assim, mas quando nos sentimos prontos nos afastamos e colocamos nossas roupas novamente. Não poderíamos correr o risco de nos pegarem, ainda mais Maya que dormia tranquilamente na cela ao lado. Daryl é o primeiro a terminar de se vestir e ele se deita, me observando.

— O que? – eu pergunto divertida o olhando, enquanto abotoo a calça. Ele balança a cabeça e estende o braço me chamando. Assim que eu me aproximo da cama e me deito ao seu lado, ele me puxa e me abraça apertado, me preocupando. Ele não costumava demonstrar reações assim.

— Tudo bem? – pergunto acariciando seu cabelo.

— Obrigado por não desistir de mim. – sua voz é baixa, mas ainda sim audível. Eu sorrio em resposta e continuo acariciando seus cabelos, até que acabamos adormecendo sem nem mesmo perceber.

Notas finais
O que acharam? ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.