Notas iniciais
Espero que gostem desse one shot, ele é a primeira historia desse universo que estamos criando, espero que goste.

Tenho um problema com poeira, o que posso fazer? Nem sempre pode se correr dela, as vezes você tem que entrar no próprio Egito e descobrir o que se passa lá por si mesmo, as areias do deserto escondem as coisas mais inacreditáveis que a humanidade já conheceu, isso me fascina, cada grão de areia que você pisa no deserto, você não está pisando em apenas areia, você está pisando na mais pura história, mesmo quando se anda pelos mercados, onde as pessoas tentam ganhar dinheiro em cima da história, mas não é disso que vim fazer aqui, não venho ao Egito a Turismo, mas venho para jogar, chego na pirâmide de Djoser, monumental e ameaçadora, chego na sua entrada e meu informante encapuzado está a minha espera.

—- Demorei muito? – Digo olhando para meu amigo encapuzado.

—- Um pouco, você sabe que não posso ficar parado no mesmo lugar por um muito tempo, depois algum caçador de mutantes aparece aqui e você vai ficar sem uma maneira de entrar – diz o informante, estava um pouco irritado, mas tenho culpa que o povo do Egito tem medo de gente com poderes? Deviam ser mais civilizados.

—- Me desculpe, bem, aqui o que eu tinha te prometido – Te jogo uma sacola de dinheiro, ele guarda o pagamento e logo vai até as paredes da pirâmide e começa a se concentrar, aparentemente está conversando com o local, isso é um pouco bizarro posso dizer, logo ele começa a tremer e sai de frente da pirâmide, ele aparentemente meio assustado pega a sacola de dinheiro e me devolve, fico confuso e logo vejo ele indo embora – Pera, o que você está fazendo? Cadê a entrada? Para onde você está indo?

—- Não vou mexer com isso – Diz ele sem parar de andar.

—- Mexer com o que? É só um monumento antigo – Falo mesmo tendo uma ideia do que tinha lá dentro.

—- Não é apenas um monumento, as areias escondem a verdade que você não conhece – Diz ele andando, mas logo após dizer isso ele para – Espera, não tem tesouros dentro dessa pirâmide, você sabe o que tem dentro, não é mesmo?

—- Se eu falar que sim, você vai abrir para mim? – Digo com um sorriso sínico no rosto

— Cavalo na F3 –

—- Não preciso abrir nada – Diz o homem, na hora que pisco me vejo dentro da pirâmide, fico um pouco assustado e começo a olhar para os lados e vejo ela ali, sentada em uma cadeira de madeira ao lado de uma mesa, na mesa um tabuleiro de xadrez e uma cadeira vazia para mais um jogador, vejo ela em seu manto todo preto e suas mãos pálidas, vejo a fumaça no local onde deviam haver pés, como estivesse flutuando na fumaça.

—- Já joguei, é a sua vez – Diz ela, em um piscar de olhos literalmente estou sentado na cadeira que esperava o próximo jogador, ela tinha movido o cavalo, era a minha vez.

— Peão para G6 –

—- Você sabe muito bem que eu sou ruim nesse jogo – Digo após fazer o meu movimento.

—- A sua raça é ruim em tudo que faz – Diz ela fazendo o seu movimento.

— Peão na H4 –

—- Temos vários defeitos, mas você sabe disso, você me conhecer melhor do que todo mundo – Digo sorrindo e jogando.

— Cavalo para F6 -

—- Eu conheço todo mundo melhor do que todo mundo – Ela faz seu movimento ainda com sua voz serena.

— Cavalo na E5 –

—- Isso que eu não entendo em você, se nos conhece tão bem porque não leva aqueles que merecem? O Egito está com um assassino em forma de ditador matando pessoas só porque eles tem poderes que nem pediram pra ter – Falo um pouco mais irritado fazendo meu movimento.

— Peão para H5 –

—- Não é assim que funciona, você sabe disso, não vamos entrar no assunto da sua esposa de novo vamos? – Diz ela ainda tranquila e jogando.

— Cavalo na F7, Cavalo mata Peão –

—- Não precisamos falar sobre isso – Falo me acalmando, mas quando faço meu movimento acerto o tabuleiro um pouco forte.

— Rei para F7, Rei mata Cavalo –

—- Mas vocês me surpreenderam, não esperava que a humanidade começasse a querer ajudar e salvar a si mesmo – Diz ela, deve estar impressionada, é a primeira peça que mato dela.

— Torre na H3 –

—- Olha, conseguimos te surpreender afinal

— Rei para E8 –

—- Nem tanto – Ela para um pouco, parece analisar o tabuleiro, ou analisar algo mais – Isso pode ser apenas um instinto de sobrevivência, a própria raça tem que tentar sobreviver – Ela faz a sua jogada.

— Torre na F3 –

—- Nem tanto, em alguns lugares os diferentes subjugam os menores, se achando como deuses, mesmo não sendo, temos sorte de termos pessoas que pensam em ajudar – faço minha próxima jogada.

— Cavalo para C6 –

—- E quem não garante que esses heróis que vem defender esses ‘’menores’’ não vão seguir a mesma linha depois? Vocês têm que entender que todo mundo faz parte do mesmo jogo, independente da peça que você é, porque quando alguém morre, a morte é sempre a mesma para todos – Ela joga mais uma vez.

— Torre na F6, Torre mata Cavalo –

—- Você tem razão, concordo com você, mas ainda precisamos desses que no momento são considerados maiores, por que isso – Faço a minha jogada.

— Peão para F6, Peão mata torre –

—- Os pequenos se inspiram e começam a acreditar e não temer os grandes – Digo isso completando a frase após fazer minha jogada – Isso cria heróis e isso que traz esperanças, que muitas vezes é o que a humanidade precisa.

Não consigo ver seu rosto, mas é como eu sentisse algo diferente nela, seria isso um sorriso? Pelo visto consegui tirar um sorriso de seu rosto.

—- Esse jogo vai ser divertido – Diz ela, se preparando para a próxima jogada.

Notas finais
Gostou? o que você entendeu dessa fic, caso acha que a fic acaba de qualquer jeito sem explicar nada, saiba que ela foi feita em forma de enigma, interprete ela do jeito que achar melhor, pra isso que ela foi feita.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!