Vivendo Lunaticamente - hiatus

18 Festas não fazem mal. Ou será que fazem?


Notas iniciais
Oiee, vocês cumpriram o acordo e obrigada aos leitores que comentaram. Eu to com medo que esse capítulo também fique sem comentários, então é do mesmo jeito: próxima atualização depois de receber no mínimo cinco comentários. Boa leitura

POV NICO

_ Mas o que... — Luna parecia ainda processar o que acabei de dizer. Sinceramente, é mais lerda que a internet no Brasil hein, te falar.

_ É isso ai que você ouviu. Fala algo útil invés de só fazer essa cara de pamonha.

_ Parabéns pela descoberta? — Não sei se isso foi uma pergunta retórica ou não.

_ Realmente, te pedir pra ser útil foi burrice minha. — desabo na cama.

_ Desculpa, é que... não sei o que falar. Por que você acha?

_ A resposta não é meio óbvia? — A lerdeza de Lunis não tem limites.

_ Ahn, ficar na defensiva não ajuda, sabia?

_ Ok, desculpe... só preciso de... apoio? — Se minha mente conseguir ficar mais confusa eu acho que explodo.

Luna me abraça, acho que é uma das poucas vezes que é ela quem toma essa atitude.

_ Não é que a senhorita é capaz de demonstrar afeto? Uau.

_ C-cala a boca, idiota! — Eu não vi, mas aposto que ela corou. — Então... se você não tem certeza de como se sente, beije um garoto hoje! Assim você compara a situação com uma garota e com um garoto. Acho que deve ajudar.

_ Mas tem um problema...

_ Qual?

_ Eu nunca beijei uma garota. — é tão tosco ter que admitir isso.

_ SANTAMAECENOURINHADOCEUCHESSUISCREDOQUE!

_ AI, POR QUE A SURPRESA? PARA DE SER ESCANDALOSA.

_ É que eu eu sempre te achei bonitinho, é meio difícil acreditar nisso.

_ Posso resolver isso — digo e logo depois beijo Luna.

Sabe aqueles bichos fofinhos que são fofos até quando assustados? Então, não é assim com a Luns. Ela parecia uma mistura de fantasma com o carinha da pintura "O grito". Ela meio que se assustou com o beijo, me empurrou pra trás e sua boca formou um enorme " o ".

_ MAS POR QUE MERDAS VOCÊ FEZ ISSO?

_ Se eu te falasse antes você não iria aceitar. Qual é, é como se fosse um treino. Não me imagino mesmo flertando com uma garota. Você é minha melhor amiga, tem que me ajudar. Vamos lá. Lu, por favor, por favor. Não vamos nos casar nem nada do tipo.

Ela suspira e aceita. Começamos com um beijo suave, que se aprofunda cada vez mais (Ok, se alguém visse isso, provavelmente pensaria que estávamos namorando). Minhas mãos passam por sua cintura, enquanto Luna envolve meu pescoço com as suas. Paramos apenas porque precisávamos de ar.

Tenho que admitir que foi bom, mas isso vai pro ralo ao lembrar que ela é minha amiga, que ela é Luna. Ou pelo menos era, já que o que eu vejo a minha frente é um tomate.

_ Você deveria parar de corar tanto, deixa as outras pessoas envergonhadas.

_ Quer falar de quem Nico, você também está bem vermelho, ok. Enfim... e aí? Ajudou?

_ Sim, agora sei como me sinto com uma garota.

_ Ótimo. Próximo passo é te arranjar um guri na festa, hoje, agora. Vamos, já estamos atrasados.

_ P-pera, o-o que? — como assim hoje a noite?

_ Vem logo — diz Luns que me arrasta escada a baixo. Chegamos na entrada, alguns já estavam nos esperando. Math, Julis, Duda, Edu, Leo e Alexia. Mas esse Leo é bem bonitinho hein?

_ Que demora, tavam se comendo lá em cima? — diz Alexia. Tenho que falar qualquer merda antes que Luna core, só isso que essa criatura sabe fazer.

_ Como se fosse fácil convencer isso aqui a usar um vestido né?! Pelamor. — Lexi só deu de ombros.

_ Ah, mas você fez um bom trabalho, Luna tá linda. Quer dizer, não que ela já não seja linda é que... ahn... — disse (ou melhor, tentou dizer) Duda. Esse aí se continuasse falando ia acabar se declarando pra Luns. Não, ele não me disse. E nem precisa, tá na cara, só que novamente, uma pedra tem um raciocínio mais rápido que o da Luna.

_ Tá, tá, vamos logo. — Diz Julis.

E então, Lunis sussurra no meu ouvido:"Pronto pra descobrir?" e solta uma risadinha. Mereço viu!

POV LUNA

EU SIMPLESMENTE NÃO TENHO QUE LIDAR COM ESSE TIPO DE COISA. Uma coisa é seu amigo te contar que acha que é gay, ok, agora, pedir pra você beijá-lo como treino não é normal! Mas ok, sou uma alma caridosa, pois é.

Não estou acostumada a ir em festas (nem em festa de criança eu ia), então não sei o que pensar. A música é alta, tem umas luzes coloridas e fortes balançando por ai, e aparentemente tá todo mundo bebendo. Parece um pouco com as festas que Lorena dava.

_ Preciso beber, vamos! — diz Julis que logo depois puxa eu e Alexia para um bar. Só dá tempo de pronunciar um "já volto" para Nico, que me observa ir embora.

Escolhi uma bebida chamada "paraíso vermelho". Seja lá o que for, não tenho a mínima curiosidade de descobrir. Enquanto o cara preparava nossas bebidas, viro-me para a pista de dança e observo as pessoas. Está cheio de gente quase transando ali mesmo e a maioria aparenta ter de 14 a 20 anos. Avisto Felipe, Luis e aqueles caras do 2º ano, Ricardo e João. Automaticamente me viro pro balcão, na esperança de que não me vejam. Talvez conseguisse passar despercebida, se Julis não os tivesse chamado.

_ Oi delícias — diz Ricardo, que olhava descaradamente para Lexi.

_ Oi Luna — diz Felipe.

_ Oi.

O carinha me entrega a bebida, provo e vejo que é ótimo. Então as coisas começaram a ficar meio confusas: Lexi sumiu, comecei a beber coisas que eu nem sabia o que eram e quando vi, já estava indo em direção a pista de dança. Vi Ju se afastando com algum menino, acho que era o Matheus. Comecei a dançar, o que deve ter sido incrivelmente tosco já que eu não sei dançar, mas eu não ligava pra isso. Avistei Leo em um canto e quis beijá-lo, fui lá e o beijei. Foi bem estúpido, mas só tive vontade, dei-lhe um beijo e voltei para a pista. Felipe me ofereceu mais uma bebida e eu aceitei. As coisas começaram a ficar meio borradas, mas eu me sentia bem. Acho que também beijei Luis, sim, foi ele, ele me pareceu meio surpreso, foi isso que eu vi pelo menos. Alguém gritava meu nome, mas não consegui ver quem era, só sei que estava sendo levada para algum lugar. Quem estava levando? Eu não sei.

POV MATHEUS

Tem sempre alguém que estraga um momento. Finalmente estava ficando com a Julianna, dava pra ver que ela queria tanto quanto eu, nos beijávamos com voracidade, nossos corpos cada vez mais colados um no outro, quando o Duda nos interrompe bruscamente.

_ Matheus, preciso da sua ajuda.

_ Cara, não tá vendo que eu to ocupado, não?

_ É sobre a Luna.

_ Ai, a Luna tá bem. Bebeu comigo e ficou logo animadinha, ela tá com o Felipe, relaxa — fala Julis.

Se ele estava com a Luns, boa coisa não poderia ser.

Notas finais
Calma gente, não vou matar ninguém (ainda). Comentem