Vivendo Lunaticamente - hiatus

19 E a noite foi salva graças aos meninos bonzinhos


Notas iniciais
Oi amoras. A fic vai começar (infelizmente) a ser movida a reviews, porque se eu parar de pedir vocês vão parar de comentar. Mas agradeço do fundo do meu coração os leitores lindos que comentam. Boa Leitura

POV MATHEUS
_ Pra onde eles foram? — perguntei.
_Pra esquerda, devem estar no estacionamento. — disse Duda.
_ Vai me largar aqui sozinha? — perguntou Julianna.
_ Ju, é a Lunis, preciso ir. — digo.
_Vai e não precisa voltar então. — ela diz e logo depois vai embora, em direção a pista de dança.
_ Vamos, cara. — diz Duda.
Passamos pela pista de dança e fomos pela esquerda, passando por um portão que dá acesso ao estacionamento. Assim que saímos, damos de cara com Luis, que já começa falar:
_Me desculpem caras, sério mesmo, eu não concordei, mas também não consegui impedir. — ele diz depressa, dava pra ver que estava nervoso. — vamos, antes que seja tarde.
Seguimos Luis e fomos para uma parte pouco iluminada, logo avistamos uma van estacionada. Quando ouvi protestos em uma foz feminina, corri em direção a van, Luis e Duda foram atrás.
A cena que eu vi me deu raiva, muita raiva. João estava um pouco afastado da van, de costas para nós falando ao celular. A porta da van estava aberta e deu pra ver o que rolava ali dentro: Luna parecia meio desacordada resmungando um "sai de cima de mim, Fe", estava apenas de roupa íntima. Havia uma outra menina ali com Ricardo, ela parecia um pouco mais acordada que Luna, porém apavorada, tentando formar a palavra socorro, Ricardo falava "cala a boca" enquanto tentava tirar a meia-calça da menina.
_ QUE PORRA VOCÊS TÃO FAZENDO?! — gritei, assustando os filhos da puta, que na mesma hora saíram de cima das garotas. Eu e Duda tiramos eles lá de dentro.
Meninas, precisam de ajudar pra se vestir ou vocês conseguem fazer isso? Vamos tirar vocês daqui — dizia Luis as meninas.
_ Eu consigo me vestir, deixa que eu ajudo a amiga de vocês — respondeu a menina desconhecida.
_ Vou fechar a porta pra vocês terem privacidade. — falou Luis, fechando a porta logo em seguida.
_ Que porra é essa Luis, tá zoando com gente por acaso? — falou Felipe, essa hora João já havia se juntado a nós.
_ Que porra é essa digo eu, caralho. Você acha o que isso tá certo? — respondeu Luis.
Felipe partiu para cima de Luis que lhe acertou um soco na cara, Luis agora briga?! Puxei Luis pra traz antes que aquilo ficasse sério.
_ Só estávamos nos divertindo, ok?! Ninguém tinha que se meter — defendeu Ricardo.
_ Vai pra puta que pariu Ricardo, dava pra ver que nem conscientes as meninas tavam direito. Isso é abuso, filho da puta! — respondeu Duda. Nesse momento alguém bateu na porta, Luis abriu apenas uma brecha para poder falar com elas.
_ As meninas já estão vestidas, podemos ir embora. — disse Luis. Luis ajudou a menina (que descobrirmos se chamar Camila) a andar, já que não conseguia se manter em pé sozinha. Duda pegou Lunis no colo, que ainda estava "acordando".
Fomos em direção a boate, tentando procurar nossos amigos. Nico e Edu assim que nos viram, perguntaram o que aconteceu. Pergutamos onde Camila morava, e Duda se dispos a leva-la, já que ele morava na rua em frente. Duda beijou a testa de Lunis, pude ouvir ele dizendo "melhoras, luns" e foi embora, ajudando Camila andar. Com Luna em colo agora, percebi que ela já estava acordada.
_ Consegue andar Luns? — perguntei de forma mais carinhosa possível.
_Seria abuso pedir pra continuar no seu colo? Por favor. — Lunis estava ponto de chorar, dava pra ver pelo seu tom de voz.
_ Tudo bem, você é levinha mesmo. — digo, logo depois dando um sorriso. Consigo arrancar um leve sorriso dela também, ponto pra mim.
Procuramos Alexia e conversei com ela sobre estado de Luns.
_Teria problema de ela dormir na minha casa hoje? — perguntei.
_Contanto que você não estupre ela, mas acho que não fará isso né?! Eu digo que ela foi dormir numa amiga já que tava meio mal e a casa era mais perto, ok?
_ Ok, obrigada Lexi.
*
_Nico, vou levar a Luna pra minha casa, nem fodendo que deixo ela sozinha.
_ Ok, cuida bem dela, ok? — diz Nico.
Me despeço de Nico e Edu vou embora com Luna nos braços.
POV DUDA
_ Não precisa mais me ajudar, to melhor, sério, posso ir sozinha. Obrigada. — diz Camila.
_ O que? Não, vou te levar em casa. Não é nenhum incômodo pra mim e não quero te deixar sozinha. Vamos, deixa eu te ajudar, guarda energia pra quando for entrar em casa. — digo.
_ Por que tá me ajudando? Nem me conhece — ela diz meio sem jeito.
_ Porque você parece ser uma menina legal, que se meteu numa furada e que provavelmente morreu de vergonha por ter entrado e ter sido vista naquela situação. Não sou como eles, juro. — digo. Por alguma razão eu não queria que aquela menina tivesse uma impressão errada de mim.
_ Posso confiar em você? — ela pergunta.
_ Pode sim! — respondo. Então ela sorri e novamente apoia o braço em meus ombros, de forma que eu a ajudo a andar.
_ Posso te perguntar algo? — já imaginava que ela queria saber.
_ Quer perguntar das cicatrizes?
_ Perguntam muito sobre? — fala Camila envergonhada.
_ Sim, haha. Mas eu não me importo mais, acostumei a falar delas. Meu irmão devia uma dívida e eu paguei o preço.
_ Sinto muito, isso é... horrível. — Camila diz, encarando o chão. — Mas sabe, você não deve se abater por isso, sabe? "Há males que vem para o bem." Não é o que dizem?
Não consigo conter meu sorriso. Continuamos caminhando em silêncio até sua casa.
_ Ei, é aqui. Obrigada por me acompanhar, de verdade. Espera, eu ainda não sei seu nome.
_ É Eduardo, mas pode me chamar de Duda.
_ Ok então. Obrigada Duda. — Camila se aproxima de mim e me dá um beijo na bochecha. Assim que ela se afasta, percebo o quanto ela ficou corada com simples gesto. — Boa noite. — Ela diz e entra em sua casa.

POV LUNA
_ Pra onde estamos indo? — pergunto. Minha voz deve ter saído abafada já que estou com a cara enterrada no pescoço de Matheus. Que perfume bom. Ok, não é por causa do perfume, não consigo encará-lo.
_ Pra minha casa. Alexia vai cuidar de tudo. Não queria te deixar sozinha. — diz Matheus.

A casa dele era realmente perto da boate, chegamos pouco tempo depois. Primeira coisa que eu ouvi foi "quem é essa?" Provavelmente a mãe de Matheus. Matheus explicou minha situação, mas o que me surpreendeu foi ele ter falado: "Mãe, não podia deixá-la no dormitório, ela é minha melhor amiga, precisa de mim!" Por essa eu realmente não esperava.
Math separou uma cueca box e uma camisa pra mim, a mãe dele me ajudou na hora do banho. Depois de limpa e com uma roupa confortável, deitei na cama de Math enquanto ele tomava banho. A mãe dele foi bem gentil comigo, trouxe até um pouco de chocolate quente pra mim. Assim que Math saiu do banho, veio para o quarto. Ele devia estar pensando que eu ainda estava meio dopada, porque veio pro quarto só de cueca e se vestiu na minha frente. Acabei percebendo que ele tem uma bunda bem olhável.
_ Luns, posso me deitar com você? — ele perguntou.
_ Claro Math, a cama é sua ué. — ele se deitou ao meu lado e eu o abracei na mesma hora.
Comecei a chorar, chorar muito. Chorei por te sido burra e confiado em quem já tinha se mostrado estranho, por ter acompanhado Julis e deixado Nico sozinho, por saudades de minha mãe e até mesmo de Mariana que me confortariam,u por não ter tido confiado no Math quando ele implicava com Felipe. Math apenas me abraçava e acariciava meus cabelos, dizendo palavras reconfortantes. Já não conseguia mais negar a mim mesma, eu estava apaixonada pelo Matheus. É isso. Eu amo seu jeito, seu sorriso convencido, sua mania irritante de toda hora bagunçar o próprio cabelo, como implica comigo mais do que qualquer um. E então, eu fiz uma coisa que eu poderia culpar a bebida, melhor, fingir que nem me lembrava: eu beijei Matheus. Foi um beijo meio rápido e desajeitado, terno. Me aninhei em seu corpo e adormeci.

Notas finais
Desculpem os errinhos, postei pelo tablet e apanhei legal nudenucdnudc u.u