Vivendo Lunaticamente - hiatus

13 Cada pessoa tem o que merece.


Notas iniciais
AGRADEÇAM A MINHA ESCOLA POR TER CAPÍTULO HOJE ♥ sai mais cedo daquela budega, tive tempinho extra e fiquei inspirada, uhuuuuul dfjnijdfnjsidn Gente, eu fiquei meio (muito) decepcionada pelo fato de só quatro ( boas e divas almas) leitoras terem comentado no ultimo capítulo. Ele foi grandinho e muito menos da metade dos que acompanham comentaram. COMENTA MINHA GENTE, DEPOIS NÃO GOSTA DE COMO A FIC DESENVOLVEU, NÃO ADIANTA RECLAMAR U.U Boa leitura

Na parede branca, um quadrado branco surgiu, Lunis e eu fingimos surpresa como todos os outros. É agora, o show de horrores começou.” Conseguimos. Luna teve sua vingança, melhor que a encomenda, eu diria. Eu não tinha visto os slides, então a minha cara de surpresa deve ter sido bem convincente. Na verdade, eu fiquei espantado: nunca imaginei que Lunis poderia ser capaz de planejar e executar alguma coisa daquele tipo.

Nota mental para mim mesmo: nunca, em hipótese alguma, humilhar/ magoar Luna. Ela expôs Lorena da pior maneira: na frente de adolescentes, que assistiam atentos a cada revelação. Eu não consigo distinguir a pior parte: a parte em que foi exposta os “relacionamentos” de Lorena ou os podres que cada pessoa disse sobre ela. Foram cinco minutos de pura maldade.

Sinceramente eu não sei se não avisaram a nenhum funcionário da escola ou nenhum deles quis intervir. A própria Lorena chegou aos 02:15 de vídeo, e devo dizer que se a situação não fosse tão séria, eu teria gargalhado das caras e bocas que a patricinha fútil fazia. Ao final dele, Dave (agora seu ex namorado) fazia um escândalo, a chamando de vadia e puta, ele precisou ser impedido por alguns de seus amiguinhos para não partir pra porrada com Lucca. Madison gritava loucamente com Carter, que ainda parecia processar tudo o que acabara de ver. Alguns riam da situação, outros comentavam e tinha aqueles que queriam saber: quem? Apenas quem poderia ter sido tão baixo para ter feito isso? Devo admitir que se eu não soubesse perfeitamente quem foi, estaria me perguntando também. Mas o pior foi encarar Luna, quer dizer, ela estava com um sorriso vitorioso em seus lábios, os olhos brilhavam, sua expressão estava parecida com de alguém louco.

Se eu não tivesse impedido, Lunis teria ido provocar Lorena, que conversava com o diretor da escola. Isso poderia ser tão suspeito que na hora Lorena a culparia. O diretor sabia muito bem da fama de Lorena, então tive a impressão que ele não estava muito interessado no que ela dizia. Por incrível que pareça, não havia funcionários na hora do ocorrido: alguns professores estavam na sala dos professores conversando, as tias da limpeza estavam no segundo andar, os monitores estavam entregando seus relatórios na secretária. Ainda mais sem nem sequer ter um suspeito, seria muito improvável punir alguém. Ponto para Luna. Com o ‘circo pegando fogo’, Luna ficou na ponta dos pés e sussurrou próximo a meu ouvido:

_Tá tudo muito supimpa aqui, mas tenho que ir. Embarco no avião às 18h15min. Nem fiz minhas malas. Quer me ajudar?

_Tudo bem. Estou meio desconfortável aqui.

Nós subimos até onde colocamos o projetor, fiquei de vigia para ver se alguém nos veria e Luna o guardou na mochila. Que puta sorte ela ter um pequeno. Sério, onde ela acha essas coisas e encomenda?

***

POV LUNA

Magnífico. Esplêndido. Assim eu definiria minha vingança. Foi... Foi melhor do que eu imaginara. A sensação de vitória, o pânico estampado naquela cara cheia de reboco, as pessoas vidradas, Dave, Carter e os outros 2312434543 garotos que pegaram Lorena surpresos e confusos. Dave a chamando de puta, Carter e Madison enlouquecendo, hahahahahahaha, eu me senti satisfeita. Sabe aquele personagem de Chaves que dizia sobre a vingança? Então, ele estava completamente errado, um bocó, só nunca conseguiu se vingar com perfeição!

Eu só não pude encarar Lucca. Não tive sangue frio o suficiente para isso. A única vez que cometi esse erro, ele estava me encarando, estava escrito em seus olhos: Eu sei que foi você. M-mas não é como se eu o tivesse atingido de fato, quer dizer, meu alvo principal sempre foi Lorena, nã-não era para ele quase apanhar de Dave hoje. E os outros garotos? Não poupei todos, eles também têm um pouco de culpa (?).

Ou Matheus fingia muito bem ou ele estava realmente surpreso, porque não desviou os olhos um segundo sequer. Assim que saímos da escola, passamos na sorveteria e compramos duas casquinhas de sorvete de abacaxi, então seguimos em silêncio para a minha casa. Na verdade, ficamos em silêncio uns 30min, só arrumando minhas malas. E então, ele finalmente disse:

_ Como conseguiu?

_O que?

_Aquilo... Foi terrível. Fiz uma nota mental de nunca sequer pensar na possibilidade de te humilhar ou magoar.

_Isso foi um elogio ou uma crítica? – minha voz saiu mais fina do que eu gostaria.

_Tá mais pra comentário.

_Hm.

E então nossas vozes morreram. Não falamos nada até 16h30min, quando finalmente acabamos e ele disse que teria que ir embora. Matheus me abraçou, um longo abraço, sussurrou (o que me causou um leve arrepio, ele percebeu) em meu ouvido um “Daqui a pouco eu te vejo lá, nanica” e beijou minha bochecha. Perto, até demais da minha boca. Mas tinha algo errado, impressão minha ou Math estava com receio em falar comigo? Não sou eu o monstro da história, droga!

Meu pai e vaquelena chegaram 10min depois, já que iriam me levar até a cidade vizinha. Minha cidade não tinha aeroporto, a cidade vizinha sim. De onde eu moro, a cidade vizinha fica a 1 hora de distância. Quando Lorena chegou em casa, correu chorando, gritando e esperneando até seu quarto. Minha linda (cof ironia cof) madrasta foi desesperada até a filha, que contou tudinho. Agradeci mentalmente por ter me controlado e não rido daquela situação, mas observei cada movimento para me lembrar e gargalhar mais tarde. Vaquelena disse que não iria com meu pai, pois tinha algo mais importante pra fazer: consolar a filha. Ele disse tudo bem. ESSA VADIA ME CHAMOU DE NADA NA FRENTE DELE E ELE NEM SE IMPORTOU. Agradeci mentalmente de novo por estar indo embora daquele lugar. Já estava arrumada: vestido florido, sapatilhas pretas e o cabelo solto, com cachos na metade do cabelo que iam até as pontas. Eu parecia uma menina. Era uma data especial, obriguei a mim mesma me arrumar. Saímos as 17h00min.

Para uma sexta-feira, não havia tanto engarrafamento. Meu pai não me dirigiu uma palavra durante o trajeto, ainda achava que eu o estava abandonando. A verdade é que ele me abandonou faz tempo, só estou concluindo o processo! Coloquei meu fone de ouvido e fui ouvindo minhas músicas até o aeroporto. Chegamos às 17h55min.

Nesse momento, estou no avião. Acabaram de avisar que estamos perto de pousar. Ok, calma, relaxa Luna, inspira, expira, inspira, expira! É o seu momento, sua chance.

Notas finais
Gostou, odiou, achou a vingança sem sal nem açúcar e agora quer me matar por ter feito tanto suspense pra nada? COMENTE E DIGA O QUE ACHOU DO CAPÍTULO ♥ beijos doces