Vivendo Do Passado

7 Cap 07 - A Verdade Sobre Lília


Dias se passaram após o escândalo, e Mickey começou a seguí-la até em casa todas as noites, para conferir que a moça chegaria bem a seu destino. Assim, Lília sempre deixava seu carro e despedia-se da chefe, antes de entrar em casa.

Como era de seu interesse passar o máximo de tempo com Mickey, Lília adorara a idéia. Já Olívia detestava saber que a esposa estava sempre chegando mais tarde, por causa de uma funcionária, que a cada vez mais, imaginava ser a amante de sua esposa.

Uma noite, porém, assim que Mickey a seguiu até em casa, e virou a esquina, o rapaz do escândalo no corredor do prédio reapareceu, chegando por trás de Lília que já abria a porta de casa.

Ele estava escondido atrás da moita, e esperando que ela chegasse, e depois ao vê-la escoltada, esperara até a escolta particular partir.

— Litinha.

— Ai! Que susto, Osvaldo!

— Estou aqui pra receber o que você me deve.

— Cara, você está louco? Está fazendo o que aqui? Ela poderia ter te visto!

— Não se preocupe, sou mano velho.

— Não sei não, achei muito arriscado isso.

Lília abriu a bolsa, pegou a carteira e passou um envelope com 200 reais dentro para o rapaz, que abriu um sorriso ao puxar a encomenda, e observar o que tinha dentro.

— O que você acha de um momento à sós para relembrarmos os tempos passados? — Disse, se jogando para cima de Lília.

— Me solte! — Rosnou, empurrando o rapaz — Já te disse que não terei mais nada com você. E além do mais, eu já tenho dona, querido. Ninguém mais toca em mim.

— E então, como está com a coroa gostosa? — disse, em tom de gozação.

— Já disse para não chamá-la assim.

— Sério, e se eu tentasse alguma coisa? Quem sabe ela não troca de time. Se você quiser, faço o teste.

— Eu já disse que se você tentar fazer qualquer coisa com ela eu acabo com você! Ela não é pro seu bico! — rosnou pausadamente para ser bem entendida, enquanto puxava-o pela camisa.

— Eu sei que não. E pelo visto nem pro seu.

— Você não sabe do que está falando. Eu gosto dela de verdade.

— Se você acha que isso é gostar.

— Eu gosto dela, preciso conquistá-la, e tenho pouco tempo à sós com ela, então preciso criar situações que melhorem as minhas chances.

— Mas você acha que ela vai te perdoar quando souber de todas as mentiras e manipulações?

— E vai precisar saber? — Lília sorriu sinicamente, entrou e fechou a porta na cara de Osvaldo que apenas a observara entrar no prédio e sumir de suas vistas.