Viva la vida
9 Regina Let's go
Notas iniciais
Sam sai sem avisar. Telefona duas horas depois pra acalmar Dean. Ele resolvera andar por aí a esmo. Precisava disso.
– Eu sei, Dean. Em trinta minutos estou de volta.– Não, não! Fique aí mesmo. Dê as coordenadas que eu vou te buscar.– Não, Dean. Eu prefiro ... ficar sozinho. Já estou voltando pro motel. Não se preocupe comigo.Dean ficou sem palavras e ouviu quando o telefone de Sam ficou mudo e desligou. Aquilo fora inesperado. Como o que agora Sammy queria ficar sozinho? Será que ele estava magoado com alguma coisa que Dean dissera ou fizera? Será que fora algo grave, sério demais, a ponto de seu irmão preferir ficar sozinho e distante?Dean sentou-se em sua cama desfeita, triste e pensativo. Ele ficara radiante quando Sam resolvera retornar à vida de caçador ao lado dele. Nunca lhe passara pela cabeça que seu irmão estivesse sofrendo e não aguentasse mais as agruras daquele estilo de vida. Quem em sã consciência gostaria de ser um caçador de aberrações? Ele sabia a resposta para aquela pergunta. Dean Fodido Winchester. Só ele mesmo para sentir-se bem fazendo aquele tipo de coisa. Mas Sam era diferente. Fora educado em Stanford. Era um menino normal, um rapaz de futuro brilhante. Era um crime arrastá-lo naquela vida de mercenário e fugitivo da lei. Seu irmão merecia algo melhor.Sam caminhara bastante. No tempo em que estivera em Stanford sempre treinara corrida, nem tanto para manter o corpo atlético, mas principalmente para arejar as idéias. Ele se acostumara a ser um estudante calado, introspectivo, dado a estudos solitários e meditação. Até Jéssica respeitara essa faceta dele. Sempre achara que se mantivera afastado de badalações pelo hábito de mentir e se esconder, que aprendera na infância. Nunca gostara de ser falso e de usar a imaginação para tentar parecer o que não era. Talvez por isso ele tinha tanto apreço pela normalidade. Era mais fácil ser Sam Peterson, o filho de um caixeiro viajante, ou Sam McGruff, filho de um militar reformado, do que ser Sam Winchester, o caçador de monstros, filho de um pai obcecado com aberrações, assombrações e coisas sobrenaturais. Sam suspeitava que nunca conseguiria concluir o colegial se sua verdadeira estória viesse à tona. No mínimo seria levado para um orfanato.Seus pés o levaram naturalmente para perto do Impala estacionado na frente do motel de beira de estrada. Dean estava parado na porta do quarto que ocuparam. Estava sério e um pouco triste. Sam sentiu-se culpado.– Ei, Dean? Tudo bem? Já podemos seguir viagem?Dean nada respondeu. Deu meia volta e pegou as mochilas no quarto para colocá-las no porta-malas do carro. A seguir trancou o quarto e levou as chaves para o dono do motel. Quando ele entrou no carro para irem embora, Sam já estava sentado e com o cinto de segurança posto. Seguiram em frente.Após duas horas de viagem, Dean resolveu falar.– Quando for me abandonar em um quarto de motel, me avise antes. Em nossa profissão, o risco de um de nós ser ferido ou sequestrado é muito grande.– Ok!– Afinal, o que era tão importante para você sair no meio da noite sem me dizer uma palavra, sem deixar um aviso?– Nada.– Nada? — Dean fez uma careta. Trincou a mandíbula. Ele achou que já havia engolido aquele sapo até demais. Diminuiu a velocidade e manobrou o carro para fora da estrada, estacionando-o perto de uma clareira.– Muito bem, vamos colocar isso em pratos limpos. Qual é o seu problema comigo?– O que? Eu... nenhum.– Fale a verdade, Sammy, ou eu não conseguirei olhar na sua cara, nem tratá-lo como um irmão, mas como um estranho, que é isso que você está se tornando.– Eu só precisei de um tempo sozinho. — Sam começou a hiperventilar.– E...?– Eu... precisei... estabelecer ...fronteiras. Precisei ...sentir ...meus limites... minha... personalidade... novamente.– Sammy... Você está passando mal? Você não está respirando direito. Vamos, relaxe... Inspire e expire... isso. Assim, mesmo. Está melhor agora?– Sim... Estou melhor.– Agora me explique isso de fronteiras. O que isso quer dizer? – Nós vivemos juntos, praticamente nos bolsos um do outro, 24 horas por dia. Isso é... um pouco asfixiante. Eu preciso de tempos em tempos, de um momento só pra mim. É isso. Foi isso que aconteceu.– Quer dizer que eu te sufoco?– Não... Sim. Mas eu sei que isso não é intencional, Dean. Eu sinto muito.
Dean cofiou o queixo, olhou para fora da janela. Aquilo estava tomando uma proporção inesperada. Ele não queria seguir por aquele caminho, mas já que ele começara, tinha que ir até o fim.– Você quer voltar pra Stanford?Sam foi pego de surpresa. Ele procurou os olhos do irmão para poder ler na sua alma.– Não, Dean. Eu quero ficar com você.– Tem certeza disso?– Tenho.Regina let's go (CPM 22)Let's go!!!!Em muitas vezes procurei tentar acharOnde eu errei em coisas que nem têm porquêNaquela vez te perguntei,você não soube responderO que eu tinha feito pra vocêAgora como eu vou saberTem hora que é melhor esquecerEsperar o dia amanhecerPra ver o que a gente vai fazerNão me importa mais não tem como voltarÉ, eu não vou mais me importarQualquer coisa faz sua ideia mudarA gente ainda pode se entenderEm muitas vezes eu pensei em tentar falaro que eu nem sei de coisas que eu já quis saber( Mas eu nem te avisei)Naquela vez te perguntei,você não soube respondero que eu tinha feito pra vocêAgora como eu vou saberTem hora que é melhor esquecerEsperar o dia amanhecerPra ver o que a gente vai fazerNão me importa mais até quando voltarÉ, eu não vou mais me importarQualquer coisa faz sua ideia mudarQuem sabe a gente pode se entenderDaqui a pouco é tarde demais,Mas isso é entre eu e você
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