- A senhorita não vai pedir nada mesmo? – o garçom perguntou pela terceira vez.

- Ahn... – a mulher olhou no relógio – me traz um dry martini. Acho que meu trabalho acabou.

- Pois não. — ele sorriu saindo.

- Sophia ? – uma voz em dúvida chamou.

- Sim. – ela se virou – ahn...

- Estou muito atrasado? – o outro perguntou.

- Imagina Brendon Urie. – Sophia disse – e então? A banda é só você?

- Pois é, agora Panic é uma carreira solo, nós nos separamos, e cada um ficou com um pedaço do nome, Panic é meu... – Brendon brincou e olhou a cara da mulher à sua frente que o olhava de um jeito esquisito – isso foi uma piada, quer dizer era pra ser. Mas tudo bem.

- Me desculpe eu sou meio lenta e esqueci de rir – Sophia sorriu – e então?

- Aconteceram imprevistos com os outros três, e eu fui o único que pude vir, e olha que quase não venho também. – ele disse.

- Percebi. — Sophia concordou – e então, podemos começar nossa entrevista?

- Na hora. – Brendon esfregou as mãos e se surpreendeu ao ver um dry martini ser servido à jornalista.

- Você demorou sabe... — ela se explicou.

- Que isso, eu também peço um pra te acompanhar e você não ficar constrangida – ele sorriu – afinal estamos no cassino Monte Carlo.

- A primeira pergunta é essa. – Sophia riu – o porquê da escolha.

- Yeah, nós passamos frio pra caramba. – a entrevista continuava assim como os drinques – e não ajudou em quase nada.

- Imagino que não. – ela riu já se sentindo meio tonta – essa foi a décima pergunta né?

- Não sei, não contei. – Brendon disse – têm mais quantas?

- Vinte eu acho. – a jornalista respondeu.

- Vinte? – ele arregalou os olhos e deu um longo gole em sua estranha e azul bebida.

- Yeah, culpe suas fãs, elas que mandaram a maioria. – Sophia fez careta balançando a cabeça.

- Amo nossas fãs. – Brendon falou irônico.

- Não sei vocês, mas elas os amam de um jeito bem esquisito – ela disse o acompanhando em mais um gole na bebida – mas responde, alguém da banda é gay?

- Porque todas as entrevistas têm essa pergunta? – Urie riu – sei que isso estranhamente decepciona alguns, mas não somos gays e temos certeza quanto a isso.

- Certo – Sophia gargalhou.

- Que foi? – ele não entendeu.

- Nada. Foi engraçado como você disse – ela riu – nossa a próxima é ridícula.

As perguntas continuaram assim como as bebidas. Brendon e Sophia já começavam a dar sinais de embriaguez.

- Eu não quero fazer mais essa entrevista. – Sophia fechou o laptop.

- Yeah! E eu não quero fazer mais responder à essas perguntas. – Brendon concordou – espero que não esteja bêbada, seria um escândalo pra sua carreira.

- Eu não estou bêbada, você está! E isso sim é um escândalo. — ela respondeu.

- Lógico que não, eu sou de uma banda, é o que fazemos quando não tocamos. – ele virou uma dose de tequila e chacoalhou a cabeça.

- Okay, estou em desvantagem. – Sophia concordou – que tal jogarmos? Estamos em um cassino.

- Quer jogar o quê? – ele perguntou se levantando assim como a jornalista.

- Poker Texas Hold’em – Sophia respondeu com os olhos brilhando e bebendo sua vodka, se escorou em Brendon para se manter sobre os saltos que usava.

- Ótima escolha – ele concordou tonto.

- Olha só um Elvis! – ela riu vendo um dos jogadores do jogo, sentar-se a mesa.

- Vamos arrebentar! – Brendon riu, e todos da mesa, viram o estado do “casal”.

- Merda. – Sophia socou a mesa ao ter que pagar ao jogo.

- Senhorita. – um garçom lhe serviu um copo de wisky – esse é oferecido pela casa. Divirta-se. – e serviu Brendon também.

- Sortudos. – Elvis riu distribuindo as cartas.

Brendon entrou aos beijos com Sophia no quarto, se beijavam ferozmente e com urgência arrancaram as roupas, caindo na cama.