Viva La Lamore

2 Capítulo I - Remember Me


Notas iniciais
Hello, guys! Meu Deus, eu não tenho palavras para expressar neste momento, depois de tantos anos. Eu já deixei de ser menina, fiquei adulta, entrei na faculdade, mas a emoção ao ver esse capítulo esquecido no meu pc me fez sentir como se eu ainda tivesse os 15 anos que tinha em 2013. Como vocês puderam perceber, eu abandonei o mundo das fics, a vida adulta me sugou e eu esqueci essa parte de mim mesma. Uma parte tão bonita, tão singular! Porém, a grande questão é: Por que resolvi postar esse capítulo? Bom, porque estou em um momento confuso da minha vida, em que contesto as decisões que tomei e quem fui até agora. A Flávia Mulher precisa se reconciliar com a Flávia Menina para que consiga desabrochar em seu total potencial! E essa fic é um dos pilares para isso, porque , vou confessar a vocês, essa história é inspirada no meu primeiro amor. Que gostoso é voltar a ler essas coisas! Bom, é isso, espero sinceramente que gostem. A minha Flavinha de 15 anos tá vibrando com a minha decisão e arrancando os cabelos pela reação de vocês! hahaha Não alterei nada do que já estava escrito, só corrigi os erros ortográficos, então não sejam tão rigorosos rsrsrs Não tem uma música específica por capítulo, mas essa é a música que eu elegi pra ser tema do nosso casal: https://www.youtube.com/watch?v=AW3RspM7v9M P.S: tá tudo em itálico porque a Isabella tá lembrando o dia em que se passa na sinopse, beleza? O dia em que ela reencontrou o Cullen depois de anos. Relaxem, que nos próximos capítulos tem explicado todo o início do envolvimento deles.

Isabella estacou assim que o viu. A visão do cabelo de um estranho tom dourado que beirava o avermelhado fez com que seu coração saltasse no peito, e o ar gracioso com que ele movimentava as mãos fez com que algo no peito de Isabella se aquecesse. Ele estava rindo, o rosto formando as covinhas que ela saudosamente reconheceu, assim como a mania incessante de passar as mãos pelos cabelos que ele prontamente realizava agora. O rosto continha o mesmo ar charmoso e levemente malicioso de anos atrás, fato que fez Isabella sorrir internamente, a esperança sufocante de que seu Edward tivesse permanecido imutável durante todo aquele tempo assolando-a. A expressão dele era divertida, e Isabella pôde visualizá-la claramente, apesar de ele não estar olhando para ela. A sobrancelha arqueada, o leve repuxar de lábios e a intensidade dos olhos por baixos dos cílios assaltou a mente dela, como se, naquele momento, ele estivesse mirando-a ao invés da amiga que ria junto com ele. Como se naquele momento ele estivesse lançando-lhe aquele mesmo olhar que tantas vezes impusera a Isabella quando a provocava.

Sentiu Alice a cutucar para chamar-lhe a atenção para si, porém, a hipnose que Isabella se encontrava não permitiu que ela desviasse o olhar. Ela não percebia mais o mundo a sua volta, sentia como se sua mente tivesse perdido a capacidade de pensar. Quase riu por conta disso. Preparou-se tanto para aquele momento. Enquanto seguia em direção ao colégio, passou praticamente todo o caminho tentando acalmar-se, implorando a Deus que ela fosse capaz de assumir o controle da situação. Não queria passar a imagem de idiota para ele, longe disso. Queria lembrar-lhe da Isabella fugaz, espontânea e decidida que ela fora um dia e que, tinha certeza, ele amara. Sim. Sempre acreditou com todas as forças que Edward Cullen nutria algum sentimento por ela, e isso a perturbou por todos os anos que se seguiram, assim como o remorso angustiante. Tudo era sua culpa. Se estava infeliz, era sua culpa. Se era para outra garota que Edward ria agora, era sua culpa. Se não teve uma chance com seu amor, era sua culpa. Se passou por tanto sofrimento, também era sua culpa. Ela estragou tudo, então nada mais justo que fosse ela a consertar as coisas.

Mas soube que falharia em seus planos no momento em que pôs os pés no colégio. Tentou sentir alguma segurança com a presença da amiga ao seu lado, porem a nostalgia que a tomou fazia-a quase esquecer que Alice estava ali. As lembranças assaltavam-lhe a mente sem permissão, e ela quase se arrependeu de ter retornado para aquela instituição. Não seria capaz de fazer aquilo, constatou tardiamente. Como uma covarde, virou-se para Alice para dizer-lhe que iria embora, porem, ao ver os olhos da amiga vidrados em algum ponto atrás dela, sentiu o coração acelerar instantaneamente. De alguma forma, sabia o que amiga olhava com leve ar de choque, ou melhor, quem ela olhava. No entanto, sentiu um baque no coração quando a amiga confirmou suas suspeitas:

— É ele, Bella. O Cullen!

Antes de reunir coragem para olhar onde a amiga discretamente apontava, notou Ângela Weber olhando-a de forma intrigante. Teria ela percebido o nervosismo de Isabella? Estava tão evidente assim? Logo preocupou-se. Será que todos ali já haviam percebido o interesse dela pelo Cullen e ririam dela quando finalmente o encarasse?

Rapidamente, Isabella desviou o rosto, evitando aquele olhar, esquecendo-se por um momento que Edward Cullen estava ao alcance de seu olhar. Então, enquanto virava o rosto rapidamente para escapar do olhar de Ângela, ela o viu. Nem toda a preparação do mundo a prepararia para aquilo. Olhou-o em choque, o coração acelerando rapidamente, enquanto, naquele momento, ela finalmente constatava o que realmente significava reencontrar Edward Cullen. O coração estava acelerado demais, as pernas bambas, o corpo tremendo e as mãos geladas como se sua pressão tivesse baixado de uma hora para outra. Naquele momento, sentiu uma imensa vontade de fugir. Não havia pensado que encarar Edward seria tão devastador, que aquilo a arrancaria tão violentamente da zona de conforto. Não poderia fazer aquilo, ela confirmou mais uma vez. Seu corpo e alma eram frágeis demais para suportar tanta emoção.

No entanto, apesar de estar imersa em um desespero violento, que a impelia a correr, ela continuou com os pés plantados no chão. Seu choque era tanto que nem mesmo conseguia registrar o pensamento que queria correr, quanto mais fazê-lo realmente. Ela só conseguia olhá-lo fixamente.

Imersa em seus pensamentos, Isabella mais uma vez ignorou o aperto de Alice em seu braço, porem, ao ouvir o guincho nervoso da amiga em seu ouvido, sentiu o corpo tencionando-se ainda mais, apesar de achar que aquilo não era mais possível.

— Ele está vindo para cá, Bella! Puta merda, ele está vindo para cá!

Isabella rapidamente voltou a prestar atenção no ambiente a sua volta, constatando, surpresa, que Edward não estava mais em seu lugar. Ela fechou os olhos, preparando-se internamente para o que inevitavelmente aconteceria. Agora era tarde demais, teria que ir até o fim, constatou. Talvez fosse melhor assim. Talvez, se voltasse a agir de maneira covarde como há anos atrás, passaria mais três anos martirizando-se em frustração e com o remorso triplicado.

Lentamente, abriu os olhos, só para dar de cara com um Edward sorridente vindo em sua direção. Engoliu em seco, sentindo a bile subir-lhe pela garganta. Ele rapidamente cumprimentou Ângela, Anne e Tanya, que sorriam alegres para ele.

— Britânico!

À menção do apelido carinhoso, Isabella sentiu novamente a emoção tomando-lhe por completo. Ele era chamado assim porque, obviamente, vinha da Inglaterra. No entanto, não fora isso que levara a todos a lhe chamarem daquela maneira. O sotaque acentuado, os traços físicos e a personalidade forte foram o que realmente chamara atenção, tornando-se sua marca registrada. O estranho tom de cabelo também fora bastante comentado quando ele entrou no colégio, pois todos afirmavam que nunca haviam visto um cor como aquela. Sua postura confiante parecia despertar o interesse das meninas, porem, Isabella fora a única que enxergou aquilo como sinal de prepotência. Assim que colou os olhos em Edward pela primeira vez, não fora com a cara dele, e rolava os olhos quando flagrava alguma menina praticamente babando por ele. O pior é que aquilo fazia-o estufar o peito em uma postura superior, o ego inflado enchendo-o de alta confiança. Percebendo que provavelmente morreria de irritação com um comportamento tão arrogante, Isabella decidira que o ignoraria. Ela poderia muito bem continuar a viver sua vida sem ter consciência da existência do egocêntrico britânico. Seria fácil como respirar.

Mas é claro que Edward Cullen não a deixaria em paz. Ele logo aproximou-se de Isabella, tentando lançar-lhe seu charminho barato, porem, ao notar seu visível desinteresse, pareceu ficar intrigado. Isabella lembrou-se de bufar com aquele pensamento, perguntando-se se feria demais o ego dele perceber que uma garota era imune a seu charme. Sentiu uma vontade imensa de confrontar o Cullen e dizer-lhe que o mundo não girava em torno dele, porem seu bom senso dizia que aquilo somente serviria para diverti-lo. O Cullen era cara de pau demais para levar aquilo como uma ofensa. Provavelmente, só se sentiria mais encorajado a importuná-la.. Com esse pensamento, ela respirou fundo e decidiu centrar-se nos estudos, desligando qualquer outro pensamento externo de sua mente.

Nos dias que se seguiram, o auto controle de Isabella praticamente implorava para ser rompido. Não aguentava mais. Tentava arduamente seguir seu plano de ignorar o Cullen, mas isso estava se tornando impossível, já que o idiota do britânico parecia tirar seus dias para irrita-la frequentemente. Desde pequenas provocações durante as aulas até momentos em que claramente zombava dela, o Cullen utilizava de todos os artifícios para tirar a paciência de Isabella. Parecia que arquitetava cada passo que dava, pois não seria possível uma pessoa afetá-la tanto durante um único dia de caso impensado. Aquele arrogante de merda estava claramente se divertindo às suas custas, e isso estava levando Isabella a alimentar não só uma irritação, mas também uma raiva cada vez mais crescente que ameaçava transbordar a qualquer momento.

Andava tranquilamente pelo chão de pedra, rumando em direção ao campo em que os meninos jogavam futebol, quando escutou uma risada irritantemente familiar. Virou-se vagarosamente para o lado, os olhos em fenda, enquanto procurava pelo dono daquela risada. Praticamente sentiu o olhar fechando-se instantaneamente ao avistar o Cullen, que olhava diretamente para ela, com aquele maldito sorriso torto que ele insistia em carregar no rosto.

'Inferno!', ela pensou, aborrecida. Será que não poderia agir como qualquer outra garota normal e sentar-se no gramado para assistir o jogo dos amigos? Não, é claro que não poderia, pois Edward Cullen possuía agora o poder de irritá-la somente com o olhar. Trincando os dentes e lançando a ele um olhar raivoso, ela virou-se rapidamente, seguindo para a direção contrária que tomava. Porem, antes mesmo que conseguisse dar os primeiros passos, sentiu o corpo gelar ao ouvir ao pé do ouvido:

— Fugindo de mim, Swan?

Ela ficou momentaneamente sem reação pela abordagem, e um estranho calafrio lhe subiu pela espinha. Não entendeu muito bem o motivo daquela reação, mas, sem dúvidas, aquela proximidade do Cullen a incomodava.

—Fugindo de você? – ela sorriu sarcasticamente, ocultando seu incômodo. Acima de tudo, não poderia deixar transparecer que aquele maldito Cullen tinha qualquer efeito sobre ela. Depois de respirar fundo, ela virou-se para ele, olhando-o diretamente nos olhos – E por que diabos eu faria isso?

— Não sei, Swan... – ele aproximou-se ainda mais dela, e o cérebro de Isabella alertou-a para recuar. Porem, alguma força desconhecida permaneceu seus pés fincados no chão – Não me entenda mal, mas você parece ter algum tipo de problema comigo. Mal falou comigo desde que cheguei – e então, ele lhe exibiu aquele sorrisinho que fazia as garotas do colégio suspirarem. Isabella bufou e arqueou a sobrancelha para ele.

— Ah, me desculpe! Mas que indelicadeza a minha, não posso acreditar que passei essa impressão para você! Você me desculpa? – Ela fingiu estar pasma, enquanto arregalava os olhos teatralmente. O Cullen sorriu lentamente, satisfeito, e Isabella sentiu uma vontade imensa de socá-lo. Não conseguia entender todo aquele ódio que a possuía, mas aquele sorrisinho prepotente do Cullen estava matando-a de irritação.

— Ah, tudo bem! Águas passadas, não é? Entendo que, antissocial como você é, deve ser difícil socializar com um cara como eu! — abriu um sorriso compreensivo. Isabella olhou-o incrédula por alguns segundos, absorvendo o que ele acabara de falar.

PARA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!, ela gritou mentalmente.

Aquele garoto havia acabado de chamá-la de antissocial e ainda deu a entender ser fodão o suficiente para ser difícil socializar com um cara como ele? Caramba, aquele tapado tinha noção que ele era o maldito novato e ela que era a veterana? Ele que deveria sentir-se constrangido!

Tomada por uma fúria incontrolável, Isabella apontou o dedo na cara dele, enquanto esbravejava rispidamente:

— Quem você pensa que é, garoto? Robert Pattinson, Taylor Lautner ou qualquer um desses caras que fazem as garotas enfartarem só de olhar para elas? Tá se achando o Damon Salvatore com esse sorrisinho de sou-fodão? Garoto prepotente! Você é só a porra de um novato metido a sonseriano! – ela acusou, enquanto o encarava assassinamente.

— Do que você tá falando, garota? – Edward indagou, confuso – Primeiro, não conheço nenhum Robert nem nenhum Taylor, nunca ouvi falar de nenhum Damon... Damon... Porra, qual é o sobrenome mesmo? – o tapado perguntou a si mesmo, batendo na própria testa – Ah, não importa! E porque você começou a falar de Harry Potter do nada?

— Ah, mas além de metido, É LERDO! – Isabella gritou, exasperada, jogando as mãos para cima.

— Eu não sou lerdo! Você que é uma NERD! – ele gritou de volta, os dentes rangendo e o rosto ficando incrivelmente vermelho.

— NÃO ME CHAMA DE NERD! EU NÃO SOU NERD! – Isabella gritou, quase arrancando os cabelos. Simplesmente odiava que a chamassem de nerd. Porra, só porque alguém estuda e prefere assistir séries vampirescas a perder tempo com tipinhos como aquele, tem que ser taxado de nerd? NERD É O CARALHO!

— É NERD SIM! – o futuro defunto gritou – NERD! NERD! NERD! NERD!.... – o louco repetia, chamando atenção de várias pessoas que aglomeravam o local.

— VAI A MERDA, SEU CRETINO! – Isabella esbravejou, totalmente fora de controle – VOCÊ VAI SE ARREPENDER DISSO, CULLEN IDIOTA!

— POIS EU DUVIDO, SUA RIDÍCULA! – ele desafiou.

Naquele momento, a guerra foi oficialmente declarada. E a vida de mais ninguém daquele colégio foi a mesma.

Isabella sorriu com aquelas recordações. Se, naquela época, alguém lhe dissesse que Edward Cullen se tornaria o amor de sua vida, ela riria feito uma louca. O destino havia mesmo armado contra ela. E agora era seu dever checar o que ele lhe reservara.

Notas finais
"... lembro-me de rir, olhando para seu rosto O jeito que você vira os seus olhos, o seu sabor Você faz com que seja difícil respirar..."
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.