O vento entra na janela aberta, bate em seu rosto inexpressivo. Suas unhas crescem, seu corpo diminui. Deitada na cama, ela deseja que acabe logo, mas os dias são longos. O verão se aproxima e ela deseja também o céu sem nuvens sobre as casas simpáticas de sua memória.

Se alimenta duas vezes por dia, o azul que consegue é das paredes do quarto. Lembra um hospital e não o céu.

Tomba o rosto para o lado, as lágrimas que se acumularam escorrem até a têmpora direita. Os olhos fecham, acabe logo, os dias são longos. Impaciente.

Carente em vitamina D.

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