Vital

1 Único


Notas iniciais
Fic velha, que esqueci de postar aqui.Espero que gostem.

Vital = Que dá força ou vigor; fortificante. Fundamental, essencial.

Minha atenção estava inteiramente direcionada a pequena caixa em meu colo.

Agora eu cavalgava em direção á Unmei.

Kate e Jonas estão cada um em um lado, me protegendo das eventuais emboscadas... Estava temeroso em relação a isso. Mas eu tinha que ser protegido, ou seria o fim.

A caixa em minhas mãos guarda uma das coisas mais poderosas do mundo, mas ela só pode ser aberta por algumas pessoas, e eu sou uma dessas pessoas.

Nosso país está sendo invadido por outros dois vizinhos. E nós descobrimos que o exército inimigo se encontra perto da fronteira com um dele.

O parlamento entrou em pânico. Nosso país é muito pequeno para se defender de dois exércitos tão grandes como os de Migi e Hidari.

A única solução seria usar nosso ultimo recurso: A caixa de Dod.

Diz à lenda que Dod foi um dos homens mais poderosos de todo o mundo, ele era o rei do chamado Reino Absoluto, era um reino que tomava aproximadamente 80% de todas as terras emersas do mundo. Mas ele não era um rei justo como seus antepassados, era egoísta e desleixado, além disso, abusava de seus privilégios de rei. Mandava homens a fogueira apenas para assisti-los agonizando até a morte, e abusava de suas esposas e filhas para próprio prazer.

Cansados de apenas assistir isso, um mago lançou uma maldição ao rei.

E como resultado sua pele se dilacerou como se estivesse sendo queimada e buracos se abriam em seu corpo como se mil espadas o atravessassem. Tudo o que ele mais queria era morrer, mas ele não podia, estava condenado a viver para sempre.

Somente depois de 8 dias e 8 noites, a agonia recuou.

E o rei pode finalmente se levantar.

Sua pele não existia mais, ele era apenas músculos e haviam buracos em todos os seus membros, alguns órgão, como seu intestino estavam visíveis.

Definitivamente não era possível uma pessoa viver desse jeito, mas essa era sua maldição, não podia morrer.

Desesperado, ele viajou por toda a extensão de seu reino, em busca de alguém que revertesse a maldição, mas todos tinham medo de sua horrenda aparência.

Até que um mago corajoso o bastante foi falar com Dod. A maldição era muito forte, porem havia um jeito de fazê-lo parar de sofrer. E esse jeito era selá-lo para sempre em uma caixa, que seria sua tumba.

Ele concordou. E ele foi cremado vivo e suas cinzas depositadas na caixa de Dod.

O que o Mago não contava era que quando aberta essa caixa exalava um poder imensurável e não havia razão para isso.

Ele escondeu isso, quem tivesse esse poder, não o mediria e o usaria sem pensar nas conseqüências.

Depois da morte do Rei Dod, vários de seus filhos bastardos vieram reivindicar o trono.E o reino foi dividido em 17, para 17 dos vários filhos de Dod.

Vários deles descobriram sobre a caixa e vários tentaram se apossar dela. Mas quando a tocavam eles eram transformados em pó.

Somente os descendentes do Mago podiam e tocá-la, e somente os primogênitos entre eles podiam abri-la.

Para evitar que mais pessoas morressem, a caixa foi trancada num santuário, que atualmente fica dentro dos limites de nosso país.

Eu, Kate, Jonas e Mary, fomos designados para ir até ele, roubar a caixa e levá-la ao campo de batalha. Essa era a única chance que tínhamos contra os dois grandes exércitos que nos invadiam.

Infelizmente Mary havia sido assassinada, e todos nós principalmente Jonas sofremos muito.

“Cuidado Pedro!” Gritou Kate.

Eu me virei em sua direção, e vi um homem mascarado com uma faca em sua garganta.

“Me dê a caixa” Mandou ele

Olhei a expressão desesperada de Kate, os olhos escuros cheios de pavor. Não sabia o que fazer. Olhei pra ela apavorado.

“Corra Pedro!” Gritou, e logo em seguida sua garganta foi cortada.

“Não!” Berrei, minha garganta se fechou e as lágrimas caiam sem hesitar.

O meu cavalo corria a velocidade máxima, ele devia estar com medo.

Olhei pro lado e notei que Jonas estava um pouco atrás de mim, tentando manter a consciência.

“Tome cuidado com as fechas” ele sussurrou antes de desmaiar e cair do cavalo rolando no chão.

Eu queria, mas não podia voltar, não tinha nenhuma habilidade em batalha, só fui à missão porque sou o único que pode tocar na caixa.

Minhas lágrimas caiam ferozmente, e minha visão estava embaçada por causa disso.

Senti uma ponta de dor no final das costas. Fui atingido.

Senti um formigamento doloroso no lugar onde a fecha atingiu. Estava envenenada.

Num impulso abri a caixa e de uma fresta, uma luz indescritível saiu,ela foi o suficiente para desintegrar todas as coisas que estava atrás de mim e não pude ver até onde o seu poder atingiu.

Segurei com força as rédeas para não cair quando o veneno se espalhar.

Fiz o cavalo ir mais rápido. As árvores agora eram borrões, minha visão estava prejudicada.

Tire uma mão das rédeas e abracei com força a bela caixa, que era só uma grande mancha dourada.

Consegui sorrir quando o sol iluminou a minha face e percebi que havia chegado ao campo de batalha.

Puxei as rédeas com a força que não acreditava ter.

O cavalo parou e eu finalmente relaxei, mas por causa do veneno, desabei no chão.

Não senti nenhuma dor, na verdade não senti nada. Nada além do doloroso formigamento.

“Pedro! Se levante! A parte do exército que foi mandada foi dizimada!” As vozes estavam distantes, era como se eu estivesse dentro d’água. “Abra a caixa!”

Tudo que eu queria era descansar. Perder a consciência. Esta com muita dor e não tinha forças. Queria morrer, queria me livrar da dor. Estava imerso na indiferença em relação à vida. Ela não era necessária agora.

“Nós precisamos de você!” Gritou uma voz.

Não sei por que, mas minhas forças voltaram. Eles precisam de mim, e eu não posso abandoná-los. A vida pra mim agora pode ser dispensável, mas não posso ser responsável pela perda de outras. Eu era vital.

Me coloquei de pé com dificuldade, eu vi vagamente que a segunda parte do exército estava sendo mandada para a morte.

Estendi minha mão indicando que não era para eles partirem.

Andei lentamente em direção a frente do exército.

“Fechem os olhos!” Ordenei sussurrando para as pessoas perto de mim que por sua vez repassaram essa mensagem para o resto.

Contei até três mentalmente. E me preparei para abrir a caixa amaldiçoada.

Meus dedos alcançaram trêmulos, o abridor, e o puxei lentamente.

A luz era intensa e bela. Tinha todas as cores do mundo. Era maravilhosa.

Fechei a caixa sabendo que o exército havia sido dizimado e que estávamos vivos.

E sorri sabendo que havia salvado aquelas pessoas.

Ouvi as pessoas gritando meu nome.

E nesse momento soube que podia descansar em paz.

Notas finais
Mereço reviews?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!