Visitas Inesperadas, Amores Surpreendentes
26 Capítulo 26
Notas iniciais
[esse capítulo é musical, então seria legal se vocês ouvissem a música do McFLY – The Heart Never Lies, mas só dêem play quando receberem o próximo aviso! Por favor, obrigada gente!!]
Capítulo 26
Austin on
Acordei com o meu celular tocando, era uma mensagem, achei que fosse a Ally, mas quando desbloqueie vi que, na verdade, era de um número desconhecido, abri a mensagem e nela estava escrito:
“Parece que sua namoradinha está te traindo seu otário. Fique bem tranquilo, porque essa foto foi postada na página da escola do facebook, então meu querido, todos já sabem que você é um corno.”
Junto havia uma foto da Ally abraçada ao Elliot.
A raiva cresceu dentro de mim, levantei e rapidamente me arrumei e logo já estava saindo de casa. Cheguei à escola mais cedo do que o habitual, porém algo estava estranho, o estacionamento já estava cheio.
Quando entrei, todos olharam para mim, com sorrisos irônicos, e eu juro que se eu não estivesse em público, eu teria chorado ali mesmo. Como a Ally pode fazer uma coisas dessas comigo? Depois de ter me dito todas aquelas coisas lindas ontem à noite? Todas as vezes que disse que me amava e como não queria nunca ficar sem mim, seria tudo uma enorme mentira?
Encostei-me no meu armário e não encarei ninguém, só continuei olhando para baixo, para os meus pés, mas ainda podia ouvir os comentários: “Olha ali o corno!” e risos muito altos de fundo, senti uma lágrima começar a cair e percebi o quão gay eu estava sendo, então de algum jeito, ela secou sozinha. Senti uma mão repousar em meu ombro. Era Trish. Quando eu olhei para ela, a abracei com força, por pouco não desabei em seus braços.
- Austin, você está bem?
- Não Trish, você não viu a foto?
- Nós vimos. – ela e Dez se entreolharam e estavam com expressões preocupadas. – Por isso viemos direto para escola, pra poder te dar apoio.
- Austin, eu não acredito nessa foto, e você sabe muito bem que a Ally não te trairia.
- A gente brigou feio ontem à noite, ela podia muito bem ter feito isso por raiva.
- Austin, se você está com tanta dúvida sobre isso, por que você não pergunta pra Ally? – a Trish disse fazendo sinal para olharmos na direção da entrada da escola, mostrando uma Ally com um violão nas costas, entrando e indo a nossa direção.
Eu percebi que vários olhares caíram sobre a garota, mas como a Ally é muito desligada e assim não percebe o mundo a sua volta, não viu nada.
- Ally, eu preciso falar com você! – eu disse a puxando em direção a uma sala, Trish e Dez ficaram na porta, garantindo que ninguém entrasse, ou ouvisse nossa conversa.
- O que foi Austin? – ela disse começando a ficar preocupada com a minha atitude repentina.
- O que é isso Ally? – eu disse mostrando o meu celular com a foto dela e do Elliot se abraçando. Sua expressão era de surpresa, ela deixou o violão em um canto e depois voltou sua atenção a mim.
- Como você conseguiu essa foto?
- Alguém mandou pra todo mundo no facebook, e quando eu acordei, tinham me mandado uma mensagem com essa foto.
Eu mostrei a mensagem.
- Austin, como você pode acreditar nisso?
- É que depois da nossa briga de ontem, eu fiquei preocupado da possibilidade de ser... – ela me interrompeu.
- Não importa o que aconteça, eu nuca vou ser capaz de trair alguém, pois eu sei muito bem a dor que a pessoa traída sente, e o mal causado as pessoas em volta dela.
- Como assim? Está falando de mim e da Cassidy? – eu perguntei enquanto nos sentávamos em cima de uma das grandes carteiras que tinha naquela sala, ainda assim, distantes um do outro.
- Não, mas não posso dizer que não me machucou isso e você sabe, então não precisamos ficar voltando a esse assunto. – ela disse brincando com os pés.
- Então do que você está falando? – eu disse me aproximando dela, já esperando que ela se levantasse, ou algo do tipo, mas não foi o que houve, ela se aproximou de mim também.
- Meus pais são separados, você sabe o por quê? – eu balancei a cabeça na negativa. – Então, logo depois do meu aniversário de dez anos, meu pai recebeu uma oferta de emprego em outra cidade que fica à uma hora daqui. – ela se virou para mim, cruzando suas pernas na posição de “índio”, ainda assim olhando para baixo, nunca fazendo contato com os olhos. – Ele não quis que nós nos mudássemos para lá, então ele resolveu que seria melhor se ele fosse para lá todo dia de manhã e voltasse à noite. No começo até deu certo, mas logo meu pai chegava bêbado toda noite e brigava com a minha mãe, claro que não chegava a bater nela, mas gritava com ela, e eu tinha que ficar escondida no meu quarto, fingindo que nada estava acontecendo. – ela começou a chorar. – Um dia, ele e minha mãe me disseram que iriam se separar, então no Natal, eu ficaria com o meu pai, e então eu fui. Mas no meu ultimo dia lá, ele estava se agarrando com uma mulher, e aquilo foi demais pra mim, porque cara, eu tinha dez anos e não fazia nem dois meses que ele havia se separado da minha mãe. Então eu contei isso tudo pra ela, que ficou devastada, mas continuei a viver com ela e ver meu pai muito raramente. Dois anos depois, ela recebeu uma proposta de trabalho na África, e me perguntou se eu gostaria de ir com ela, mas eu disse que queria ficar com o meu pai aqui, já que não queria deixar o Dez. E meu pai me prometeu que não iria ter relações com nenhuma outra mulher, mas ainda assim eu não confio nele.
Ela terminou de me contar e pude perceber que estava um pouco exaltada, com lágrimas correndo livremente pelo seu rosto. Aproximei-me dela e a abracei, ela de começou estranhou o meu ato, mas depois se entregou ao abraço. Ficamos em silêncio nos abraçando até que eu lembrei o porquê exato de estarmos naquela sala.
- Ally, isso ainda não explica por que o Elliot estava ontem na sua casa.
- Austin, não acredito que você realmente acha que eu te traí.
- Na foto você está abraçando ele e...
- E...?
- E que eu não entendi o motivo daquele abraço.
- Você não confia em mim, é isso?
- Claro que confio.
- Então por que não acredita quando eu digo que não aconteceu, nem nunca vai acontecer nada entre o Elliot e eu, porque existe um loiro ciumento que eu amo muito e nunca trocaria por ninguém? – ela disse com um sorriso vitorioso nos lábios, mas logo que percebeu o que havia dito, abaixou a cabeça e eu pude perceber que ela havia corado, então peguei seu queixo e levantei sua cabeça de uma forma que ela me encarasse nos olhos.
- Eu te amo mais. – e me levantei em direção ao seu violão que estava em um canto da sala.
- O que você está fazendo? – ela perguntou confusa com o meu ato.
- Vou cantar uma música, duh.
[coloque para tocar agora a música]
Some people laugh
Some people cry
Some people live
Some people die
Some people run
Right into the fire
Some people hide
Their every desire
But we are the lovers
If you don't believe me
Then just look into my eyes
'Cause the heart never lies
Nesse momento ela já estava chorando descontroladamente, e a única coisa que eu fazia, era sorrir.
Some people fight
Some people fall
Others pretend
They don't care at all
If you want to fight
I'll stand right beside you
The day that you fall
I'll be right behind you
To pick up the pieces
If you don't believe me
Just look into my eyes
'Cause the heart never lies
(Whoa 2X)
Another year over
And we're still together
It's not always easy
But I'm here forever
'Cause we are the lovers
I know you believe me
When you look into my eyes
'Cause the heart never lies
'Cause the heart never lies
Because the heart never lies
E ao final, nós nos beijamos.
- Mas amor, tem uma coisa que eu ainda não entendi, ou melhor, que não parece certa nessa história. – ela disse se afastando.
- O quê, vida? – eu disse e ela fez sinal pedindo meu celular, que estava ao meu lado na mesa, e eu o entreguei.
- Quem te mandou essa foto e como sabiam que o Elliot estava lá para tirá-la.
- Verdade, como sabiam? Muito suspeito isso. – foi nessa hora que o Dez e a Trish entraram na sala, e parecia que eles haviam ouvido tudo o que tinha acontecido, porque a Trish foi logo dizendo:
- Eu acho que tem o dedo da Cassidy, da Kira e daquele primo dela que gosta da Ally que eu não lembro o nome.
- Dallas. – eu e o Dez dizemos juntos, com um tom de raiva.
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