Visitas Inesperadas, Amores Surpreendentes
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Capítulo 12
Ally on
Ficamos naquele beijo por um bom tempo, e quando percebemos já era 7:00 horas, nos separamos, pegamos minhas coisas e saímos em direção ao balcão da recepção para avisarmos que estávamos saindo e deixando o quarto em ordem e desocupado. Quando saímos do prédio e já estávamos na rua, o Austin pegou as minhas coisas que eu estava segurando e colocou suas costas, e com a mão que estava livre segurou a minha mão, eu corei um pouco e fiquei de cabeça baixa, eu ouvi ele dando um risinho bem baixo.
– O que foi? — Eu disse olhando pra ele.
– Você fica tão fofa quando fica envergonhada. — Ele disse com os olhos fixos aos meus, corei de novo, ai, ele tinha visto! — Ally, já que você ta com tudo da escola ai e já ta trocada, antes de irmos pra escola, podemos passar na minha casa pra eu poder me trocar? Fica aqui perto do hospital.
– Então ta bom, mas vamos logo que se não a gente vai chegar atrasados. — Eu disse e nós fomos andando até casa dele em silêncio, com o Austin segurando e acariciando minha mão, me sentia nas nuvens naquele momento, estava com o garoto que eu amo mais que tudo no meu mundinho louco...
Depois de uns dez minutos caminhando chegamos a casa do Austin, ele abriu a porta e falou pra eu ir preparar algo para nós comermos, e que eu podia pegar o que eu quisesse na cozinha. Ele subiu para tomar banho e se arrumar.
Como eu estava um pouco sem forças, ainda por causa do que aconteceu ontem, então encontrei duas tigelas dentro de um dos armários, e achei cereal dentro de outro, e por fim, o leite que estava na porta da geladeira.
– E ai? Achou o que precisava? — O Austin disse entrando na cozinha, me fazendo tomar um susto, que eu pulei e quase derrubei todo o leite.
– Austin, você ta louco? Você não pode ir entrando e falando o que quiser quando eu não prestando atenção, e principalmente, quando eu estou com uma caixa cheia de leite na mão! — Eu disse olhando séria pra ele, que fez uma carinha de cachorrinho sem dono e murmurou: "Desculpa, môzinho."
– Austin, do que você me chamou? — Eu olhei nos seus olhos que estavam fixos aos meus.
– Como você ouviu o que eu falei? — Austin disse confuso.
– Como eu ouvi? Isso não importa, o que importa é do que você me chamou agorinha a pouco! O que foi que você falou? — Eu disse me aproximando cada vez mais dele, que começou a ficar mais vermelho que pimenta.
– E-eu t-e-e ch-ame-i de... — Eu não entendi o por que dele estar tão nervoso.
– Austin, fala logo. — Eu disse já colada com ele, e peguei em suas mãos perfeitas.
– Ta, eutechameidemozinho! — Ele disse depressa e murmurando.
– O que você disse? Fala direito.
– EU TE CHAMEI DE MÔZINHO!! — Ele praticamente gritou naquela hora o que me assustou um pouco, mas quando ele finalmente se acalmou, eu olhei em seus olhos que estavam fixos aos meus, mas algumas vezes ele desviava o olhar para minha boca, e eu já sabia o que ele queria, foi quando eu retirei minhas mãos das suas e coloquei uma em sua nuca, deixando meus dedos entrelaçarem em seus cabelos, e com a outra me dei impulso e sentei em seu colo, mas frente a frente, o que o fez estranhar o meu ato, mas logo colocou suas mãos em minha cintura, e logo juntamos as nossas testas e eu disse baixinho mas ele ouviu:
– Eu te amo, meu amor. — Ele deu um sorriso idiota que eu simplesmente amava, e disse no mesmo tom que eu:
– Eu também te amo muito, môzinho!
E enfim juntamos nossos lábios em um ato desesperado, e ficamos nesse beijo durante alguns minutos, quando nos separamos, finalmente o Austin olhou o relógio e gritou:
– Ally, nós temos 5 minutos pra chegar na escola! — Ele subiu correndo para pegar a mochila, e eu sai correndo que nem uma louca pra sala e peguei minha mochila, quando o Austin desce e pega a chave do seu carro, e saímos com ele fechando a porta que nem um louco, ele abriu o carro e eu entrei e logo depois ele girou as chaves e saímos, ainda bem que o Austin morava mais perto da escola do que eu.
– Austin, qual a sua primeira aula? — Falei enquanto o Austin foi pegando um atalho que já saia na rua da escola.
– Geografia, e a sua?
– Também. — Eu disse e o Austin parou em qualquer vaga que ele achou, e saímos correndo para a sala, o sinal já tinha tocado, quando entramos todos já estavam na sala e olhavam para nós, foi quando eu vi a Trish e o Dez, sentados um ao lado do outro nos observando.
Quando eu percebi, eu estava de mãos dadas com o Austin, só ouvi o Dez lá traz gritando:
– Umm, o negócio no hospital foi bom ontem, hein? — Foi aí que eu e o Austin nos separamos e olhamos para todos, reparei que o Austin estava vermelho de vergonha, imagino até como eu devia estar!
– Austin e Ally estão namorando! — Eu ouço a Trish gritando lá do fundo e depois ela e o Dez fazem um toque e começam a rir.
– Não, nós não estamos. — Eu disse, porque era verdade, ele não tinha me pedido nem nada.
– Não Ally, não vamos mentir dessa vez, sim, eu e a Ally, estamos namorando. — Quando eu o ouvi dizendo isso, o olhei confusa.
– BEIJA, BEIJA, — O pessoal começou a gritar, e se eu já estava vermelha antes, agora eu estava queimando.
Então uma coisa aconteceu, eu senti as mãos do Austin em minha cintura me puxando para mais perto dele, e então, colou seu corpo ao meu, e me beijou. No começo eu não retribui, pois não estava entendendo o que estava acontecendo, mas depois comecei a aprofundar o beijo, e o professor entrou na sala.
– Austin, Ally, sala do diretor, AGORA!
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