Visions Of Alan

2 Chapter 2 - The apparition


Alan estava no quarto tentando dormir quando Jake chegou. O relógio bateu as 03:00 da manhã. Aquele então teve a vista escurecida e, quando recobrou esta estava de pé na sala de estar próximo das escadas. Um som de piano ecoava pela casa... era um dos Jingles de Charlie, ele conhecia todos os jingles de seu irmão e não se enganaria quanto àquele som.

Ele avança com cautela para próximo do piano e, ao chegar lá avista um homem com um smoking branco sentado no banquinho, sobre o piano estava uma garrafa vazia de whiskey e, quando o homem percebeu a aproximação de Alan parou de tocar.

— Querido irmão... vejo que anda se esquecendo de mim...

Alan pálido como a neve ou até mais, se isso fosse possível, começa a recuar mantendo os olhos fixos no homem sentado no piano que falava com ele. A voz era de Charlie, o jeito de tocar era de Charlie, o cheiro de bêbado era de Charlie!

— Cha-Cha-Charlie? N-não pode ser! Isso é um pesadelo, não tem outra explicação... ou a mamãe invocou um espírito do inferno só para me perturbar. Eu sabia que não deveria ter esquecido o aniversário dela.

Fala tremendo de medo, gaguejando, imaginando um milhão de coisas. Enquanto andava para trás tropeçou em um tapete e caiu de costas. Começou a se beliscar e nada acontecia.

— Que foi irmãozinho...? Eu sei que sou lindo e minha beleza é surreal, mas não tanto assim!

— Charlie! Você está morto!

— Estou...? Nunca percebi isso... deve ser por isso que ninguém grita quando entro nos banheiros femininos.

— O que!? Você mesmo morto entra em banheiros femininos?

— Não... só quando eu fico bêbado.

— Como diabos um fantasma fica bêbado?

Alan se levanta e começa a andar devagar na direção de Charlie.

— Alan, eu não morri. Você acha que se eu estivesse morto estaria aqui?

— Eu... eu não sei. Já vi muitos casos na TV de pessoas que voltam da morte, como Jesus Cristo por exemplo.

— Bem, se não quer acreditar não acredite. Pegue a chave do carro e vamos sair!

— E-espere um momento! Primeiro: eu não posso sair com um defunto, segundo: vamos deixar Walden e Jake SOZINHOS?

Charlie pensa um pouco e então responde: —Não vejo problema algum... acho que Jake sabe se cuidar sozinho, ou melhor, ele está muito bem acompanhado. Agora vamos.

Charlie sai da sala pela porta da frente e, vai em direção à garagem. Alan fica parado por um momento com cara de bobo olhando para o nada. Estava anestesiado com tudo que estava ocorrendo naquele momento. Antes de fazer o que Charlie mandara, Alan corre e para na frente da porta do quarto de Jake de onde ouve fortes gemidos além do nome de Martha sendo pronunciado pelo garoto.

Ainda incrédulo da cafajestice que Jake herdou do tio, Alan sai e, com a chave do carro de Walden em mãos encontra seu irmão impaciente em frente à garagem.

— Alan, você foi fabricar esta chave?

— Desculpe, fui checar o que Jake estava fazendo.

— Bem, vamos?

— Onde?

— Apenas dirija para onde eu mandar!

Assim os dois entram na MacLaren de Walten e, começam a andar em direção ao centro de Los Angeles. Charlie olha admirado para Alan.

— Esse é seu carro?

Alan olha com uma cara confusa para seu irmão e, responde:

— Aham!

— O que faz da vida agora?

— Er... eu... ahn... tenho uma empresa.

— Oh, é mesmo?

— Sim! – olha para frente, já sentindo-se em uma sinuca de bico e, decide concentrar toda a atenção na direção.

No momento em que vira para frente vê que está na contra mão e, uma carreta vem de frente. Com incrível destreza, Alan desvia da carreta porém acaba saindo da pista e, bate o carro em uma enorme pedra. Imediatamente os air-bags se abrem e ninguém se machuca.

Charlie, que estava com uma garra de vodka na mão, ficou inteiro molhado com a bebida e, olha furioso para Alan:

— Por um acaso você não sabe dirigir? Como diabos não viu aquele caminhão?

— Ah... falou o senhor senso de dirigibilidade!

— Eu pelo menos nunca bati o carro em uma PEDRA.

— Não... apenas se envolveu em um acidente em Paris!

— Que acidente?

— O que você morreu.

— Alan... você está louco. Por um acaso eu estou morto? Se eu estivesse morto estaria dentro desse carro ainda? Se bem que não sinto minha alma direito depois dessa porrada.

— Charlie...

— Alan, não quero discutir. Vamos andando, ainda tem alguns quilómetros até onde quero te levar.

— Espere! Você ainda quer festar? Mesmo depois de termos batido... a MacLaren. Oh meu deus! Walden vai me matar.

Charlie olha de modo irônico para Alan durante um bom tempo e, então simplesmente some, deixando Alan sozinho, no meio do nada e ainda por cima com a MacLaren de Walden totalmente incapacitada de ser dirigida. Como se não bastasse, Alan ainda estava sem um tostão furado no bolso.

— Charlieeee! Mas que droga! Onde você está!? Charlieeeeeeeee. – fala meio soluçando.

— Charlie seu bêbado infeliz, como ousa me abandonar aqui? Como... como é que eu vou fazer pra voltar pra casa?


Notas finais
Continua no próximo capítulo.