Notas iniciais
Miss_Lari:
Flores!!!!! Não acredito que o capítulo que tanto esperamos finalmente chegou!!!
Sério... desde que Lany compartilhou a idéia comigo, esse capítulo se formou em minha mente...
Por isso espero que gostem... foi feito com todo carinho!
Prometo a voces muitas emoções!
Advirto que as cenas contendo costumes indígenas foram inspiradas em romances americanos que abordam o tema, alguns que posso até recomendar se alguem se interessar. Mas algumas partes saíram da minha própria cabeça. Pouquíssemas coisas correspondem, de fato, a tradições Quileutes, ja que não encontramos muito a respeito em nossas pesquisas.
Agradecimento especial a Talia_Lautner, que recomendou a fic tão lindamente. Obrigada, Flor!!!
Boa leitura, e as encontro lá embaixo.

"As cicatrizes do seu amor me lembram de nós dois. Elas me mantém pensando que nós quase tivemos tudo." (Adele)

Leah observava sua mãe e Emilly prepararem a noiva de Jacob para a cerimônia de casamento com os olhos turvos de ódio. Por que, entre todas as mulheres do mundo, Jacob escolhera justamente aquela moça branca e arrogante para desposar? Aquele lugar lhe pertencia por direito. Eram os seus cabelos que deveriam ser trançados pelos dedos experientes de sua mãe, e não os fios claros da Collin. Era a sua pele acobreada que deveria receber a tinta extraída de sementes, em traçados bem desenhados, como Emilly o fazia nas mãos e rosto de Elize. Enquanto observava o ritual, teve ganas de apanhar o vestido que a noiva usaria e rasgá-lo em mil pedaços, mas foi interrompida pela voz da sua mãe, que chamava sua atenção.

- Leah, ajude Emilly com a pintura dos olhos de Elize. Já estamos quase atrasadas. – pediu Sue com a voz carregada de autoridade. Conhecia a filha o suficiente para saber o quanto estava insatisfeita com a situação. Desde que soube do casamento de Jacob, a jovem não poupou insultos à futura Sra. Black, mesmo sendo repreendida por Sue, que na grande maioria das vezes não conseguia dominar o gênio forte da filha.

- Ora... – Leah esbravejou, surpreendida com o pedido da mãe. – Vocês podem pintá-la dos pés à cabeça, que nunca parecerá uma de nós. – retrucou com desdém, deixando Elize ciente de que, pelo menos por ela, não era bem quista. Mas isso a jovem já sabia, ainda eram jovenzinhas quando disputavam a atenção de Jacob e sua predileção, que por óbvio era dispensada a Elize.

Elize não pôde deixar de sorrir, indiferente às maneiras de uma pessoa que sempre teve dificuldades de entender. Só alguém tão obstinada a odiar como Leah não notaria o óbvio. Nada disso agradava a Elize. A jovem, contudo, notou que seu ato, tão despretensioso, mostrou-se intolerável à Leah, que, enquanto a observava, passava a criticar os adornos que a enfeitavam. Embora não lhe condoesse as objeções quase infantis da sua rival, Elize se viu concordando mentalmente com as palavras iniciais de Leah. Por que faziam questão de cumprir com todo o ritual, se seu casamento fugia a qualquer tradição? Pelo pouco que conhecia da tribo, sabia que o casamento inter-racial era terminantemente proibido pelos Quileutes. A que grau de loucura teria Jacob sido acometido, para imputar algo tão proibido ao seu povo?

- Se não quer ajudar, então saia daqui e procure o que fazer. – Sue repreendeu a filha, elevando um pouco o tom de voz e não disfarçando as feições severas.

Antes de ir embora, a moça relanceou seu olhar felino e feroz sobre Elize, que embora constrangida, não se intimidou ante ao rancor que a moça demonstrava. Existiam coisas que não iriam mudar nunca. Leah sempre tentara rivalizar com ela pelo amor de Jacob, mas imaginava que, com o passar dos anos, a animosidade entre ambas se dissiparia. Mas pelo visto Leah ainda nutria os mesmos sentimentos de antes, tanto por Jacob quanto por Elize.

- Tudo isso é mesmo necessário? – Elize perguntou com certo incômodo. – Afinal, Leah tem razão... Não sou uma Quileute. Todos esses adereços... Desculpem-me... Mas não combinam comigo. – enfatizou.

- Não dê ouvidos à minha filha. Ela só está com ciúmes de Jacob. Os dois cresceram juntos, se consideram como irmãos... – explicou Sue após um longo suspiro. A infantilidade de Leah não a surpreendia. Talvez tivesse passado a mão demais na cabeça da filha, principalmente após a morte do seu marido. Elize não discordou da senhora, ao menos não verbalmente.

- Você ficará linda, Elize. Não se preocupe. Aos olhos de Jacob garanto que não haverá noiva mais bela do que você. – Emilly completou, sorrindo enquanto finalizava a pintura nos olhos da noiva.

Elize sorriu pouco à vontade, e embora as duas mulheres a tratassem com carinho e educação, foi incapaz de concordar com elas. Sabia que só tinham a intenção de confortá-la, mesmo assim ainda sentia-se como uma estranha no ninho. Além disso, estava convicta de que Jacob não a olhava da mesma maneira de outrora. Fizera questão por todo o teatro apenas para humilhá-la e constrange-la. Mas Elize não o deixaria saborear o gosto da vitória tão rapidamente. Enfrentaria tudo de cabeça erguida, como sempre o fizera.

Pela janela do quarto de Sue, onde a jovem se arrumava, Elize observava o cair da noite e ouvia os primeiros sons que indicavam o início da festa. Os toques dos tambores se misturavam aos cantos e risos de euforia lá fora. Por um momento a moça se perguntou onde o seu noivo estaria naquele momento.

Após vestir o vestido que lhe fora feito pela própria Sue, como a mesma dissera, Elize permitiu-se se olhar no espelho por um breve momento. Seus cabelos castanhos claros estavam soltos, e duas pequenas tranças ladeavam o seu rosto, uma delas com uma pena colorida de Tiê. Sabia que aquela cor carmim só poderia pertencer ao pássaro predileto de Jacob. Será que ele escolhera também os seus adornos? Seus olhos receberam duas listras vermelhas perpendiculares. Tocou levemente a tinta, mas percebeu que não manchou seus dedos ou a pintura.

- Não se preocupe, extraímos a coloração de plantas, por isso a tintura sairá totalmente amanhã. – respondeu Sue, à preocupação que percebeu nos olhos de Elize.

A moça então desceu sua vista sobre a vestimenta que a ornava. Era um vestido feito de algodão, em tom claro, mas não branco, na altura do joelho. De suas mangas caiam leves franjas do mesmo tecido. Uma tira de couro amarrava a cintura da jovem, e uma pintura estampava o seu peito. Era um lobo, símbolo da tribo Quileute. Mirou as suas mãos, e encantou-se com os delicados traçados tribais que Emilly fizera.

Mas olhando-se atentamente no espelho, sentia-se como uma criança fantasiada para uma festa de Haloween. Não lembrava-se de que as pinturas ficavam tão realçadas na pele das nativas, as poucas vezes que assistira alguns de seus rituais, como em sua pele alva. Seus olhos cor de mel também se destacavam ainda mais, e o vestido parecia ressaltar sua ausência de curvas, pelo que a moça concluiu que quanto mais se tentasse amenizar, as diferenças entre ela e seu esposo só seriam maximizadas.

O que Jacob acharia quando a visse vestida daquela maneira? Zombaria dela, por parecer tão boba? Quem sabe a comparasse com as moças da tribo, e percebesse o quanto ela era insípida. Talvez Leah representasse uma noiva Quileute perfeita, e não ela...

- Moça bonita, mamã! – uma voz de criança fez-se ouvir no quarto, capturando a atenção de Elize.

A jovem virou-se e encarou a pequena Sarah, que logo se escondeu entre as pernas da mãe, assim que percebeu que estava sendo observada. Elize entendeu que a pequena criança não era acostumada a pessoas de pele tão branca, todavia a curiosidade da garotinha foi maior, e inesperadamente soltou a mão da mãe para aproximar-se dela. Elize abaixou-se automaticamente, estudando a menina. Ela era linda, talvez a criança mais linda que já vira. Tinha os traços indígenas expressivos. Seus olhinhos amendoados e inteligentes avaliavam Elize, que parecia ser tão diferente de todos que a criança conhecia. Suas mãozinhas tatearam a pele do rosto da jovem, enquanto um pequeno vinco se formava em sua testa. Um sorriso escapou de Elize, enquanto ela mesma lembrava-se de quando se encantara pelo diferente. De quando se encantara por Jacob Black.

- Cabelo bonito. – a menina falou sorrindo, enquanto segurava uma das tranças de Elize. – Cor de terra, não é mamã? – perguntou para a mãe, que sorriu confirmando.

- Qual o seu nome, mocinha? – Elize questionou, ainda agachada com medo de assustá-la.

- Salah – respondeu a menina, com seu inglês de três anos de idade. – E o seu?

- Me chamo Elize, anjinho.

- É você quem vai se casar com o tio Jake, não é? – a menina perguntou, surpreendendo a todos.

- Sim. Sou eu mesma. – Elize respondeu um pouco menos a vontade.

A menina nada disse. Simplesmente envolveu o pescoço de Elize com seus bracinhos pequenos, e depois de um breve momento a soltou.

- Vamos logo, Lize. Tio Jake está te esperando.

Sem pedir permissão, ou se importar com o olhar de repreensão de Emilly, Sarah guiou Elize porta a fora, e só parou quando ambas ultrapassaram a porta principal. Ainda sorrindo pelo rompante da pequena, Elize relanceou os olhos sobre a festa que havia sido preparada para comemorar o seu casamento com Jacob Black.

O fato de a tribo ser pequena facilitou a presença de todos, vestidos com roupas típicas, adequadas à ocasião, o que não deixou a jovem mais a vontade. Elize permanecia receosa enquanto observava a tudo. O lugar fora iluminado por pequenas lanternas que envolviam algumas árvores no jardim da propriedade. Uma enorme fogueira estava no centro do local, aquecendo o ambiente. Alguns troncos de árvores estavam distribuídos pelo jardim, onde grupos se sentavam e conversavam. Mas o que, de fato, chamou a atenção de Elize, fora o grupo que tocava os instrumentos, cantava e dançava próximo à fogueira. Sempre adorara ouvir as velhas canções quileutes entoadas por Jacob. Parecia que lhe tocavam o fundo da alma, embora não entendesse o seu significado. A música tocada parecia ser alegre, pelo seu ritmo e animação dos que a entoavam e dançavam. Mesmo com vontade de se aproximar, a jovem não se atreveu. Parada no mesmo lugar, observava a alegria dos nativos, e aos poucos, sem perceber, se deixou ser contagiada por ela, mesmo dizendo para si mesma que não deveria.

Ainda analisando o grupo que dançava próximo à fogueira, Elize observou expectante quando o círculo se entreabriu de repente e um belo jovem quileute se destacou entre eles. Era ele. Era o seu Jacob Black. O coração de Elize disparou, ao observar que, em vez de sério e taciturno, Jacob carregava uma expressão feliz. Seus olhos brilhavam e um largo sorriso iluminava a sua face, enquanto ele cantava e dançava entre os seus irmãos. Estava lindo, como sempre e como nunca. Suas feições atraentes deixaram Elize paralisada por alguns segundos. Seu cabelo ébano refletia o prateado da lua e também o vermelho das faíscas de fogo. Vestia apenas uma calça de antílope, que dava a exata precisão do comprimento de suas pernas bem torneadas, e seu peito nu acobreado brilhava ao luar, adornado por uma pintura, que Elize identificou como sendo a mesma que estampava o seu vestido. Seu rosto também recebera uma pintura. Em seu braço, havia uma tira de couro, envolta por duas penas. Sua pele acobreada reluzia à luz da fogueira. Seus músculos e formas másculas se realçavam enquanto dançava. Forte e esguio. A última vez que Elize vira Jacob sem camisa, o rapaz não era dotado de tantos músculos, tão proeminentes e rijos, como agora.

Todas as moças sonhavam com um príncipe encantado, daqueles que resgatariam a donzela vestido em belos trajes e num cavalo branco. Elize não. Não sonhava com um príncipe encantado. E vendo Jacob agora, vestido como um verdadeiro guerreiro Quileute, percebeu que ele era a materialização de todos os seus sonhos. Desejou-o ao ponto de quase sufocar. Desejava-o, da maneira mais íntima que uma mulher poderia desejar a um homem. Poderia permanecer admirando-o daquela maneira por toda a vida, se pudesse. Fascinada. Era assim que Elize se encontrava.

Ainda dançando e cantando entre seus amigos, Jacob relanceou os olhos e parou bruscamente ao reconhecer a figura de Elize parada a poucos metros de distancia. Num primeiro momento tornou-se sério, ao ponto de não variar uma emoção sequer, mas fora impossível conter o fascínio ao olhá-la. Se um dia a considerara a moça mais bela de todas, agora tinha certeza de que o era. Tão diferente de todas que conhecera, das mulheres da sua tribo, ou das moças brancas de Forks... Elize parecia ser uma mistura de ambas, e ao contrário do que ele pudesse supor, tal mistura se mostrara por demais harmoniosa.

Elize percebeu algo de indefectível no jeito que Jacob a fitava, no entanto fora incapaz de desgrudar seus olhos das orbes pretas e insondáveis do jovem índio. Havia algo que pairava no ar, que os impedia de dissuadir o olhar. Era como se se reencontrassem depois de muito tempo, como se apenas a distancia os tivesse separado. Não importavam mais os motivos, queriam um ao outro com toda a força de seus corpos e almas.

Sarah se desprendera das mãos de Elize e correra ao encontro do pai, que estava próximo a Jacob. Depois de se jogar nos braços de Sam, inquiriu a atenção do tio, mas este não conseguia tirar os olhos de Elize. A moça também não percebeu a presença de alguém ao seu lado. Era Billy, que chegava para anunciar o início da celebração. O velho Ateara, chefe da tribo, o acompanhava. Quando adentrou à festa, todos os demais prestaram a devida atenção. Ateara caminhou com seus passos cansados até a fogueira. Jacob aquiesceu e se aproximou, desviando finalmente os olhos de Elize. A moça sentiu-se por um momento confusa. O que faria? Jacob nunca lhe falara como acontecia a celebração do casamento em sua tribo.

- A noiva deve ser acompanhada por seu pai ou por um parente até o noivo, assim como em seus costumes. – Billy explicou. Elize sentiu-se mais uma vez sozinha, mas quando encarou o sogro, este lhe sorriu. – Embry. – Billy chamou. – Entregue Elize a Jacob.

O rapaz pareceu confuso por um momento, mas obedeceu. A música se suavizara, enquanto Elize era acompanhada por Embry.

- Não fique nervosa. A celebração é muito bonita, você vai gostar. – disse Embry, lhe sorrindo. Elize segurou a sua mão ainda mais forte, e por um momento sentiu-se confortada.

- Obrigada! – sussurrou.

Não pôde deixar de notar os olhares de todos sobre ela. Uns pareciam realmente felizes. Outros olhavam-na com curiosidade. Mas alguns a encaravam com desdém e até torciam-lhe a cara. Elize lembrou-se de Leah, mas não a encontrou entre os presentes.

Finalmente ela estava frente a frente com Jacob. Embry se retirou, enquanto Jacob envolvia as mãos de Elize entre as suas e a olhava nos olhos. Elize sentiu-se ligeiramente surpresa. Antes, todas as vezes que a tocara havia se sentido ofendida. Parecia que ele queria lhe provocar, lhe afrontar. Agora não, com aquele gesto sentiu-se acolhida pela pessoa que um dia mais amara no mundo. Suas mãos frias aqueciam-se com a pele quente de Jacob. Será que voltara a sentir o mesmo pelo rapaz? Será que um dia o deixara de sentir?

Jacob a admirava, e foi impossível não sentir a felicidade encher o seu peito por se dar conta de que se uniria finalmente a Elize de todas as maneiras possíveis. E como esperara por esse momento! Enganara-se, enchendo sua mente e seu coração com pensamentos vingativos. Os sentimentos facciosos que alimentou durante esses quatro anos tornaram-se tão fugazes naquele momento! Era inegável que a amava de forma visceral. Viu-se obrigado a esconder esse sentimento a todo custo, mas agora, vendo-a tão linda, não havia porque fingir. Recriminou-se pelo escopo absurdo de destruí-la, quando na verdade tudo o que queria era tê-la de volta, como há quatro anos atrás. Satisfazia-se simplesmente porque ela seria dele, e ele dela. Um pertenceria ao outro para sempre, como deveria ter sido desde o início.

— Estamos reunidos para celebrar o casamento de um de nossos filhos. – começou o velho chefe, e fez-se silêncio automaticamente no local. Elize não deixou de perceber que fora excluída da primeira fala do ancião. – Nos reunimos em volta da fogueira, sob a luz da lua e das estrelas, porque o poder que move o universo é circular. – agora o senhor a encarava nos olhos, como se lhe explicasse algo que todos os demais já sabiam. Elize olhou por um instante ao seu redor, e percebeu que todos, de fato, os rodeavam. — O céu, as estrelas, o sol, a lua e o planeta são redondos. As estações do ano vão e vêm e a vida do homem também é um ciclo. – continuava Ateara, em tom solene. – Hoje vocês iniciam um novo ciclo em suas vidas. A união que estamos a testemunhar é incomum, meus irmãos, todos sabemos. Mas o que somos, senão irmãos e ainda assim diferentes? A Mãe Terra, onde vivemos, recebe as sementes, que germinam e nos dão frutos. E esses frutos são regados pela chuva que cai de nosso Pai Céu, que mesmo tão distante se aproxima de nós. – e então o velho encarou o casal novamente. – Não são as semelhanças que nos unem meus filhos, e sim as diferenças. Precisamos uns dos outros porque cada um tem um papel diferente a desempenhar no ciclo da vida. A flor dá o seu néctar ao pássaro, porque sabe que ele levará seu pólen até a próxima flor. – o velho Ateara encarava a moça branca à sua frente, mas não sentia a mesma aflição de outrora. Seu coração sentia que ela seria como uma brisa suave que sopraria sobre a tribo. – Você é uma ho-kwats*, Elize. E não o deixará de ser. Mas mesmo assim fará parte do nosso povo. Casará com um Quileute, e será uma de nós. – os olhos de Jacob expandiam um brilho de orgulho, ante as palavras de Quill. A moça também se sentia mais emocionada do que antes.

O chefe da tribo, então, pediu para que Billy trouxesse os elementos sagrados que selariam a união, e este se aproximou. Ao ver os objetos na mão do sogro, um relance de reconhecimento passou pelos olhos de Elize.

- Sei que já selaram a união há anos atrás, mas agora o farão diante do nosso povo. – Ateara explicou, e foi impossível à jovem conter as lembranças que povoaram a sua mente.

Flash Back

Quatro anos atrás...

Naquela noite Elize fora dormir ansiosa. Era véspera do seu aniversário de dezoito anos, e Jacob prometera que a faria uma grande surpresa, e que seria o primeiro a desejar-lhe os parabéns. A moça mexia-se em sua cama, mas o sono lhe fugia, enquanto esta imaginava as possíveis surpresas que o namorado lhe faria. Ouviu as batidas do relógio que ficava no corredor em frente ao seu quarto soarem à meia-noite, ao mesmo tempo em que escutou pequenos estilhaços no vidro de sua janela. Num primeiro momento julgou que seria algum galho de árvore movimentado pelo vento, mas o som persistia. A moça se levantou, e aproximou-se da janela. Abriu a cortina de seda e qual não foi a sua surpresa, ao avistar, através do vidro, a figura de Jacob metros abaixo. A jovem apressou-se em abrir a janela.

- Ficou louco? – indagou em voz sussurrada, num volume suficiente para que o rapaz a ouvisse.

- Desça. Estou te esperando. – o rapaz pediu no mesmo tom de voz. Elize o encarou com descrença. Por que queria que ela cometesse tamanho desatino? Se seu pai descobrisse que esteve andando por aí à noite com Jacob, as conseqüências seriam graves. – Não quer descobrir qual a surpresa que lhe preparei? – ele perguntou, sorrindo matreiro. Aquele era um golpe baixo, Jacob sabia. A moça era curiosa demais para resistir. E assim aconteceu. Elize bufou, enquanto fechava a janela. Mas vestiu um casaco sobre suas roupas, desceu as escadas no máximo de silêncio possível, e saiu às pressas de casa até encontrá-lo na saída lateral da cozinha.

- Perdeu o juízo de vez? Sabe o que meu pai fará se alguém nos vir aqui? Jacob, eu não posso...

Suas reclamações foram interrompidas pelos lábios de Jacob colados aos seus, enquanto o rapaz a beijava e abraçava com ardor. Todas as preocupações de Elize automaticamente se dissiparam.

- Parabéns, amor! – o rapaz sussurrou em seu ouvido, deixando-a arrepiada. – Vamos sair daqui antes que você congele.

Jacob a abraçou de lado e a guiou até o velho celeiro da propriedade, herança do tempo em que o seu pai criara os cavalos de raça ali. Agora, os cavalos eram criados em uma enorme propriedade especializada no oeste.

- O que...? – Elize tentou indagar.

- Shiii! – O rapaz a interrompeu, com um dedo em sua boca. – Descobrirá do que se trata em breve.

Ao chegarem à frente do celeiro, Jacob tapou os olhos de Elize com a mão, e a guiou até adentrarem o local. Após fechar a porta do celeiro, tirou as mãos que vendavam os olhos de Elize.

A moça abriu os olhos, e sorriu com o que viu. O namorado havia preparado o lugar de maneira especial. Velas e rosas se espalhavam pelo ambiente, e uma grossa manta exposta sobre o chão oferecia conforto ao casal. Um bolo de aniversário lhe chamou a atenção.

- A Sue quem fez, mas eu ajudei... – o rapaz garantiu orgulhoso, arrancando mais sorrisos de Elize.

- Deve estar uma delícia... – a moça falou, enquanto jogava os braços sobre o pescoço de Jacob e lhe dava um beijo singelo. — Obrigada! – sussurrou antes de aprofundar o beijo.

Jacob sentiu seu corpo em combustão, como sempre ocorria quando estavam a sós. Desejava Elize mais do que tudo no mundo, e sonhava com o dia em que a faria sua mulher. Seus dedos desceram pela coluna da jovem, arrepiando-a mais uma vez. Sugou a língua deliciosa e mordiscou o seu lábio. Elize reagiu, gemendo contra a sua boca, e o rapaz quase perdeu o controle. Quase, por que lembrou-se do motivo de ter preparado aquele momento.

- Tenho mais uma surpresa... – falou, enquanto sentava-se, puxando-a para o seu colo.

- Mais uma? – ela perguntou, com seu jeito travesso, enquanto beijava o pescoço de Jacob, descarregando outra onda de excitação no rapaz.

- Lizzie... – ele reclamou, fechando os olhos e desfrutando da carícia. – Depois não reclame, se eu perder o controle. – avisou.

- Tudo bem. – a moça se aquietou ante a ameaça. Sabia que o namorado era ardoroso demais para se conter se o provocasse ainda mais, e não queria que fossem além do limite apropriado a dois jovens que não tinham nenhum compromisso formal.

- Vou lhe fazer uma pergunta, mas espero que me responda com toda a sinceridade do mundo, está bem? – Jacob começou, e ela confirmou, se divertindo com o tom sério do rapaz. – Você me ama?

Elize sorriu abertamente antes de responder.

- Está brincando? – indagou, divertida.

- Não. – Jacob respondeu, ainda mais seriamente.

- Você sabe que sim, Jake. Sabe que lhe amo mais do que tudo nessa vida. – ela confessou, acariciando o rosto do homem que era o objeto de tamanha afeição.

- Quer que fiquemos juntos pelo resto de nossas vidas?

- É claro que sim! – a moça respondeu num sobressalto, estranhando a seriedade e o rumo da conversa. – O que houve Jake? – indagou, aflita. Ele a olhou nos olhos, e a beijou singelamente, com um pequeno sorriso nos lábios, o que a acalmou.

- De acordo com as nossas tradições, um casal que se ama desta maneira deve se unir diante de todos os espíritos, em uma cerimônia especial. – ele explicou. Os olhos de Elize brilharam, frente à expectativa de conhecer mais sobre o povo de Jacob, que tanto a encantava. – Você... – ele excitou. – Queria que selássemos a nossa união desta maneira, o que acha?

Elize sorriu, e seu rosto iluminou-se. Admirava tanto as tradições Quileutes, que se sentia radiante ao poder participar de uma delas. A moça não tinha idéia, porém, da seriedade do momento, e das conseqüências que tal atitude acarretaria para um membro da tribo. Jacob o sabia, mas o que mais queria era se unir a Elize, e temia que, ao pedir a mão da moça no outro dia em sua festa de aniversário, sua tribo o rechaçasse por pretender se unir a uma moça branca. Os Quileutes não permitiam a união com os brancos, por isso o jovem não imaginou outra maneira, a não ser obrigá-los a aceitar a mulher que escolhera para si. Jacob sabia que Elize não dimensionava a seriedade da cerimônia, mas julgou que talvez fosse melhor desta maneira. Não queria dar-lhe a chance de se opor ao momento. Neste caso, teria que escolher entre o seu povo e o amor da sua vida.

- Claro! – Elize respondeu, e o rapaz respirou aliviado. – Como é feita essa tal cerimônia? Na tribo?

- Não! – o nativo se apressou. – Só precisamos seguir um ritual e repetir algumas palavras... – ele explicou, minimizando a cerimônia que os uniria para sempre.

Jacob afastou-se de Elize, e tirou de sua bolsa alguns objetos, dispondo-os sobre a manta que cobria o chão. A moça observava atenta, enquanto ele fazia os preparativos. Mais cedo, com a ajuda do neto do chefe da tribo, Quill, Jacob pegara os utensílios sagrados necessários para a celebração. Perguntou a Sue as palavras que ela dissera em seu casamento, e esta as recitou emocionada, lembrando-se do momento inesquecível, inocente ante as reais intenções do rapaz. Agora, ele tirava o pequeno papel onde escrevera as palavras de Sue e o depositava ao lado dos objetos.

Havia um cálice, que Elize o observou encher de água, e dois círculos de prata, em um, o índio pusera um pedaço de pão, e no outro, pequenos galhos e duas pedras pome. A moça não sabia, mas aquelas eram as representações dos quatro elementos naturais. O pão, feito do trigo, que germinava na Mãe Terra. A água, extraída do Irmão Rio. E por fim o Fogo, produzido das faíscas das pedras e alimentado pelo Ar.

Um frio percorreu a barriga de Elize, enquanto Jacob chamou-a a se aproximar. Os dois olharam-se, parados frente a frente, e o coração da moça lhe dizia que aquele momento era um marco importante na vida deles como um casal, embora a moça ignorasse a intensidade do acontecimento.

- Eu direi as palavras primeiro, e você as repetirá em seguida, ok? – Jacob pediu repentinamente ansioso e inseguro. Será que o que estava fazendo era o correto? Será que os espíritos abençoariam mesmo a sua união com Elize?

Ignorou tais pensamentos, e apanhou o primeiro elemento: o ciclo de prata onde continha o pão. Lembrou-se nesse instante de que as palavras ritualísticas utilizavam a língua Quileute, desconhecida por Elize. Mas como a união de ambos era diferente, talvez pudessem abrir mais essa exceção.

- “Nossos pés caminharão juntos sobre a Mãe Terra. Veremos no mesmo campo o brotar dos frutos e partilharemos o mesmo trigo”. – fez um sinal, e a moça o repetiu. Partiu o pedaço de pão e o ofereceu a Elize. Ambos comeram em silêncio. Jacob, então, tomou o próximo objeto do ritual, que era o cálice de água.

- “E nossas almas, purificadas como a água, serão uma só. E como a chuva a irrigar os campos será o meu amor por você.” – então beberam o conteúdo do cálice, primeiro Jacob e depois Elize.

- “Nosso amor nos aquecerá durante os invernos, e iluminará o nosso caminho na noite mais escura”. – enquanto recitava, o rapaz atritou as duas pedras sobre o segundo ciclo de prata, e as faíscas geraram o fogo, que consumia os retalhos de madeira enquanto Elize repetia as palavras. Quando a chama parecia esmorecer, Jacob pediu para que ambos soprassem o fogo, e esse reacendeu.

- “E nem os ventos mais fortes, ou as tempestades mais ferozes, poderão apagar a chama do nosso amor”. – após Elize repetir tais palavras, ambos deram as mãos, e recitaram os últimos votos. – “Serás como a Lua a iluminar as minhas noites, e ao despertar, o Sol que desponta. Nossos caminhos são agora um só caminho, nossas almas, uma só alma, e os mesmos espíritos estenderão sobre nós sua proteção.”

Quando proferiram as últimas palavras, ambos se olharam com os olhos transbordando de emoção. Elize percebera que tal ritual não se tratava de uma brincadeira de criança. Os dois acabavam de selar uma união. Suas almas, assim como ditaram, eram uma só. E desde quando não o fora?, Elize se perguntou. Já se pertenciam há muito tempo atrás, desde o momento em que passaram a se gostar na mesma intensidade com que amavam a si mesmos. O que causava sofrimento a Jacob, doía em Elize, e a felicidade da moça era mais valiosa do que a sua própria, pensava Jacob. Não havia mais palavras a serem ditas. Aproximaram-se e se beijaram apaixonadamente, selando o compromisso que acabavam de assumir.

Flash back off

Após repetirem as mesmas palavras e gestos de quatro anos atrás, a união de Jacob e Elize mais uma vez fora selada. Ao se olharem agora, sentiam a mesma emoção de outrora, a mesma felicidade em atestar uma situação pré-estabelecida. Jacob era de Elize e Elize era de Jacob. Entre música e risos de alegria, o velho Quill os envolveu em uma manta, como símbolo de que ambos agora dividiam a mesma tenda, e o casal virou-se para receber as felicitações da tribo. Ambos se olhavam e inconscientemente trocavam sorrisos cúmplices, o que aquietou o coração de Billy ao observá-los. Seu filho parecia feliz como nunca. Talvez, embora por meios errados, tivesse feito a coisa certa afinal.

Na mente de Jacob, a felicidade que a moça demonstrava atestava que ela ainda o amava. Elize o amava! O que poderia lhe ser mais precioso do que tal constatação? Por um momento cogitou esquecer-se de suas idéias de vingança. Naquele momento tudo o que queria era fazer sua esposa feliz, e esquecer-se do que passou. Elize por sua vez, chegava à mesma conclusão. Tudo o que o jovem fizera era por que a amava, era porque queria casar-se com ela, e nada mais. Seriam felizes! Não continha o sorriso, ao receber os cumprimentos dos membros da tribo.

Cada Quileute trouxera um presente para o jovem casal, que os recebia em agradecimento. O primeiro presente fora dado por Sam. Era uma manta, que fora bordada pela mãe de Emilly quando estes se casaram. Elize estranhou o presente.

- Em nosso povo, temos o costume de presentear uns aos outros com objetos de estima, algo de que gostamos muito, que nos seja precioso. – explicou Jacob, enquanto recebiam mais presentes “usados”. O coração de Elize disparou mais uma vez ao simplesmente ouvir a voz de Jacob. Seu tom de voz era doce e amoroso, e não insolente e irônico. Elize lhe sorriu, concordando com a explicação, e inesperadamente ele lhe abraçou e lhe beijou a testa gentilmente. Tão diferentes eram os valores do povo Quileute, que prezava mais o afeto do que o valor material dos bens...

E quão estúpida Elize se considerou, por não se dar conta de que só seria feliz ao lado de Jacob. E quão tolo ele se julgou, enquanto admirava Elize se congratular com os seus, e se lembrava das atrocidades que lhe fizera.

- Vejo que algo mudou, meu amigo... – Sam observou, enquanto Elize estava um pouco mais afastada, brincando com a pequena Sarah.

- Não sei... – o rapaz confessou um tanto precavido. — Só o tempo dirá, meu caro. – Sam concordou com aquelas palavras, mas esperava estar certo.

A noite continuou, com música, danças e comidas típicas. Elize deliciou-se com assados e bolos, feitos por Sue e outras nativas, enquanto trocava olhares e sorrisos de longe com o noivo, que recebia os cumprimentos dos amigos. Em certo momento o rapaz se aproximou, tocando-a na cintura.

- Não quer dançar? – perguntou com o tom de voz enrouquecido, que fez o pulso de Elize disparar, e com um sorriso de canto irresistível.

- Não sei. Acho que irei passar vergonha... – Elize confessou vacilante.

- Eu guio você. – propôs Jacob, puxando-a pela mão em direção a um grupo que se divertia. E era isso que Elize queria. Após tantos anos de sofrimento, só queria que Jacob a conduzisse em direção à felicidade.

O rapaz lhe sorriu, enquanto lhe girava pelas mãos ao som da música. E Elize sentia de volta a mesma alegria e segurança de quando eles pertenciam um ao outro. Amava o seu sorriso, amava o seu toque, amava tudo em Jacob Black. Ele, por sua vez, sentia-se o homem mais feliz do mundo por tê-la de volta. Era a sua Elize, sorridente e travessa como antes, a dançar em seus braços, sob a luz da Lua e ao ritmo da música. Como sentira falta de tocar a sua mão... Puxou-a mais para junto de si, a fim de sentir o calor do seu corpo junto ao seu. Aproximou o rosto do pescoço da jovem e aspirou seu perfume. Quantas vezes lembrara-se daquela fragrância, que impregnava em sua pele quando ficavam tão juntos... Olhou dentro dos olhos cor de mel de Elize, admirando os contornos das pinturas nativas que o ressaltavam, e quando se deu conta não estavam mais dançando, apenas abraçados a se admirarem mutuamente.

- Quero lhe dar o meu presente de casamento. – o rapaz falou, enquanto a guiava para um ponto mais afastado da festa.

- Podemos nos ausentar? – Elize perguntou, olhando para a comemoração que se distanciava.

- Não se preocupe. Não vão sentir nossa falta. – respondeu sorrindo, acariciando a mão de Elize em movimentos circulares.

Parou quando chegaram em frente à árvore onde trocaram os seus primeiros beijos, e a jovem o encarou com os olhos estreitos.

- O que pretende, Jacob Black? – indagou. Havia mais divertimento do que acusação em seu tom de voz.

- Quero presentear a minha esposa, já disse. – o rapaz respondeu, tirando algo do bolso. – Deve ter percebido que não trocamos alianças, ou algo do tipo. – Elize concordou. – Em nossa tribo, o marido presenteia a esposa com algo que represente a união de ambos. Pode ser um bracelete, uma pulseira, um adorno, algo que a deixe bonita e o faça se orgulhar de tê-la como sua. – abriu as mãos e mostrou um colar, feito de tiras de couro, com um pingente de metal fundido. – O marido deve fazer o regalo com suas próprias mãos, para demonstrar o quanto a noiva lhe é preciosa. – dito isto, aproximou-se de Elize. – Vire-se. — ela o fitou por alguns segundos, ainda se sentindo um pouco perplexa. Por um momento imaginou, no meio de toda essa celeuma que se tornou o relacionamento deles, que Jacob estaria condenando sua indolência, mas estava enganada. O garoto por quem tinha se apaixonado estava de volta. Por fim, obedeceu e virou-se. Cuidadosamente Jacob afastou os seus cabelos e pôs o presente em seu pescoço. A moça acariciou os traçados que se formavam no pingente, analisando a riqueza de cada detalhe. – Eu o fiz há alguns anos atrás, quando...

- É lindo! – Elize o interrompeu bruscamente, com um sorriso genuíno, percebendo o quanto era difícil ao nativo se reportar a fatos que ainda o machucavam.

- Sei que não é algo convencional. Não é uma peça que as moças abastadas utilizem normalmente, ou que combine com o estilo de roupas que está habituada a utilizar. Mas peço que o use. É o símbolo da nossa união. – seu tom, embora calmo, tornou-se mais sério quando explicou o significado da peça.

Elize concordou, olhando-o nos olhos. Sabia que a peça, rústica e um tanto quanto extravagante, chamaria atenção nas rodas sociais que freqüentava. Mas no momento tudo o que lhe importava é que era um presente de Jacob.

- Jake, eu... – a moça começou, se permitindo, pela primeira vez nestes últimos quinze dias, chamá-lo pelo apelido carinhoso. Ele lançou-lhe um olhar matreiro e por um momento Elize não soube como continuar. Havia tanto a ser dito, tantas feridas a serem reabertas. Por onde começar? – Eu sinto muito... – lamentou com tristeza.

- Não. Não lamente. – o rapaz rebateu, segurando seu rosto entre suas mãos, acariciando levemente a tez macia e alva. – O que passou, passou. E só o que importa é o agora. Como Ateara falou, hoje é o começo de nossas vidas. Sei que temos muito o que dizer um ao outro, e acredite, eu esperei quatro anos para ouvir explicações da sua boca. E não é só você a ter arrependimentos, Elize, eu também os tenho. Tudo o que fiz foi consciente, não nego. Mas não creio que esse seja o momento certo. Se já esperamos até agora, podemos esperar um pouco mais.

- Mas... – a moça tentou contradizê-lo, mas ele a silenciou com um dedo em seus lábios.

- Esqueça de todo o resto. Lembre apenas que estamos juntos novamente...

E como poderia opor-se, se, de fato, aquilo era a única coisa que importava no momento? Só lhe importava as mãos de Jacob em seu rosto, seu corpo junto ao dela, seu hálito contra a sua pele, seu cheiro amadeirado. Seus olhos negros e amorosos. E a sua boca... Tão convidativa, que a moça tomou a iniciativa e cessou a distância entre ambos.

Antes, resistira. Mas agora... Seria capaz de implorar pelos beijos do nativo. Mas não foi preciso. Jacob retribuiu ao gesto, movendo seus lábios gentilmente sobre os da moça, até introduzir sua língua na boca de Elize. Era um beijo diferente de todos os outros. Intenso e calmo ao mesmo tempo. Cheio de ternura e de paixão. Todas as barreiras pareciam cair por terra, enquanto entregavam-se ao sentimento que nutriam um pelo outro.



* ho-kwats — pessoa branca, na língua Quileute.

Notas finais
Miss_Lari:
E então, o que acharam?! Modéstia a parte, é o meu capítulo preferido até agora!!!! rsrsrsrs
O que acharam das cerimonias e tradições indígenas?
Será que nosso casal vai tomar jeito? Será que finalmente vão se dar conta da burrada que estavam fazendo? Será que terão uma lua-de-mel romantica e perfeita?
Infelizmente terão que aguardar até o próximo capítulo para saber... rsrsrsrs
E vai demorar um pouquinho, Flores, infelizmente...
Miss_Lani está viajando, e só quando voltar poderemos retomar o próximo capítulo...
:(
Comentem, recomendem... Voces são a nossa verdadeira inspiração!!!!
Beijosss!!!