Virtude e Insensatez
6 Capítulo 5
Notas iniciais
Mas antes do capítulo gostaria de agradecer as 4 recomendações que V&I teve no último capítulo. Nossa meninas, vcs nos emocionaram pra valer!!! Eu to até sem palavras diante de tanta demonstração de carinho! É bonito de se ler onde a estória toca a cada uma de vcs! Portanto, um beijo enorme a Binhablack,Kalex,simovi, califoornia, que fizeram os olhinhos das autoras brilharem...@.@
Agora ao capítulo:advirto que o texto a seguir contém cenas hot's, ou seja, sexo, lime, hentai ou lemon, como algumas de vcs preferem chamar, em doses fortes. De qq forma, lembro que a estória é classificada para maiores de 18 anos, no entanto cada um sabe o que lê!
Boa leitura e conversamos ao final! :)
“O meu amor eu guardo para os mais especiais. Não sigo todas as regras da sociedade e às vezes ajo por impulso. Erro admito. Aprendo, ensino. Todos erram um dia: por descuido, inocência ou maldade. Conservar algo que faça eu recordar de ti seria o mesmo que admitir que eu pudesse esquecer-te.” (William Shakespeare)
O movimento estava mais intenso do que de costume na casa mais indecorosa da pacata Forks. Jacob encostou-se ao bar, pediu uma pequena dose de conhaque, tomou em um só gole e depositou o copo vazio no balcão lustroso de madeira. Não iria se embriagar, não era essa sua intenção. O jovem índio odiava perder o controle da situação, então não permitiria que o álcool se elevasse mais do que o necessário no seu organismo. No entanto, precisava aplacar a fúria interna que o comportamento soberbo de Elize havia despertado. Precisava aquietar-se, acabar de vez com os sentimentos perturbadores que o assolavam desde os acontecimentos do jantar, mais cedo. A arrogância e a indiferença da jovem rica haviam tirado a paz de espírito do rapaz completamente. E para o jovem, não existia lugar melhor do que a casa de Madame Mirna para recuperá-la.
O salão principal estava tomado de uma fumaça cinza esbranquiçada, proveniente dos charutos dos velhos, gordos e ricos, que gastavam seu dinheiro em apostas infames de carteado, por horas a fio, sem falar nas noites que desfrutavam de desejos sexuais com as moças da casa.
Por três anos freqüentando o lugar, Jacob vira muitos nobres aristocratas perderem montas volumosas de dinheiro, de imóveis e bens valiosos, tanto na jogatina, quanto em mimos que corrompiam não só o corpo, mas a alma das mulheres, chamadas graciosamente de “Meninas da Mirna”. Foi assim que seu futuro sogro perdera tudo, que ficara numa situação tão degradante, que chegara ao ponto de oferecer a própria filha como sacrifício medonho, para livrar-se do caos que era sua situação financeira. Só alguém com a alma suja como Melfin Collin seria capaz de tal ato.
O som das risadas femininas e o cheiro das bebidas fortes estavam impregnados no ambiente, e embora não fosse o lugar apropriado para uma dama, a casa tinha estilo e requinte, como se cada detalhe fosse caprichosamente decorado por uma. As mulheres que ali viviam eram instruídas em toda boa maneira e no ofício de satisfazer um homem, e para isso eram muito bem pagas. As meninas de Madame Mirna eram as mais belas de toda a região, muitas até possuíam dotes artísticos invejáveis.
Jacob endireitou-se quando sentiu um par de mãos longas e finas sobre seu rosto, cobrindo-lhe delicadamente os olhos. O aroma de canela misturado ao perfume francês o fez suspirar aliviado e sorrir com sinceridade. Virou-se para fitar a morena voluptuosa.
- Cariño. – sussurrou a mulher de curvas generosas e seios fartos, em seu ouvido. Seus braços enroscaram-se no pescoço do rapaz, trazendo seu rosto para a fenda que o espartilho deixava à mostra entre seus seios.
- Emma!- Jacob beijou-lhe a curva do pescoço lentamente, causando ondas de cócegas na mulher, que rira com vontade.
- Cariño, que tanta falta me fizestes... – ela segurou seu rosto entre as mãos e cravou um beijo no rosto do rapaz, pintando a bochecha de Jacob de vermelho escarlate, a cor do batom que brilhava em seus lábios.
Já fazia três meses que o rapaz não freqüentava a casa, tempo recorde desde que viera pela primeira vez, mas os assuntos na fábrica estavam lhe tomando mais tempo do que de costume. Hoje, entretanto, precisou desesperadamente fazer uma exceção, caso contrário seria capaz de tomar uma atitude que há anos atrás cogitara: invadir o quarto de Elize e fazê-la entender que não podia brincar com os sentimentos alheios. E mais, lhe mostraria que agora não era mais aquele garoto bobo de outrora, havia se tornado um homem feito, e o faria da maneira que um macho faria a uma fêmea no cio. No entanto, não estava disposto a fazer tal loucura, embora isso muito o excitasse, pois já havia esperado tempo demais para vingar-se. Não estragaria seus objetivos por um capricho machista, quando a teria em breve, em sua cama e sob seu domínio.
- Eu também senti sua falta, mi hermosa. – Jacob afastou seus pensamentos turbulentos em relação à Elize e devolveu o carinho, com o idioma mãe da prostituta. Suas palavras eram verdadeiramente sinceras. Em meio a tantos acontecimentos inesperados, sentira falta dos conselhos sábios de Emma. Mas hoje não se permitiria trocar confidências com a mulher, pois pressentia que ela não concordaria com seus planos.
Durante os três anos de convivência, o jovem aprendera muito com a espanhola. A prostituta compartilhara suas experiências de vida, e também lhe ensinara algumas poucas expressões em espanhol. Mas, principalmente, o jovem aprendera a lidar com o espírito vivo e selvagem da prostituta, cuja prática carnal o fazia gemer quando se movimentava entre suas pernas.
Emma era o pseudônimo de Constance. A espanhola, que tinha pouco mais de 30 anos, nascera na Espanha e viera para a América com o sonho de ser atriz. Sua beleza e desenvoltura para artes encantaram os olhos do primeiro pilantra por quem se apaixonou, quando ainda era muito jovem e ingênua para diferenciar lascívia de carinho. Entregou-se de corpo e alma a este homem, que lhe prometera um futuro cheio de sonhos e esperanças do outro lado do oceano.
Aportara em Nova York como clandestina em um navio, sem dinheiro e sem documentos. Mas antes que pusesse os pés em solo americano, decepcionou-se com o canalha do Carlo, que lhe dera documentos falsos e que incutira na cabeça da jovem que ela poderia ser a próxima Greta Garbo do cinema. Doce ilusão...
Beleza Constance tinha, mas não sabia lidar com os homens. Aprenderia da pior forma possível, com mentiras, frustrações, e com o uso de seu próprio corpo. Carlo dizia-lhe que a amava, e por não saber diferenciar o sentimento traiçoeiro do rapaz, Constance permitiu-se prostituir a primeira vez, ainda durante a viajem de navio. Fora a pior noite de sua vida, jamais esqueceria a imagem do velho gordo e bêbado fungando contra seu pescoço, como um porco, enquanto introduzia entre a pele fina das suas nádegas o membro grosso, forçando-a a mexer as ancas contra sua carne, de maneira quase animal. Constance não era mais virgem, perdera sua inocência com Carlo, mas este havia sido gentil e carinhoso, diferentemente do velho, que a fez vomitar logo que terminou o ato.
A jovem demorara a perceber que estava sendo usada vulgarmente por Carlo, mas no dia em que chegara às terras americanas, esse entendimento a tomou. Após todas as humilhações que sofreu durante a viajem, sabia que as intenções do rapaz quando a trouxe para a América eram as piores possíveis. Desolada, conseguiu libertar-se de Carlo e perambulou pelas ruas por dias. Passou fome e frio. Adoeceu, mas por um acaso do destino acabou conhecendo um comerciante, que a amparou com todo o carinho, e por quem se apaixonou perdidamente.
Edmund era bom e gentil, como ninguém que ela conhecera nessa terra distante e má. Tinha por volta dos quarenta anos, embora sua aparência jovial não os revelasse, e em muitos aspectos fazia Constance lembrar-se de seu pai. Viajaram juntos por metade do país, até chegarem a Seattle, onde ele mantinha residência fixa.
Aos olhos de Constance, Edmund parecia amá-la sinceramente, e o envolvimento entre os dois fora algo inevitável. O único inconveniente dava-se pelo fato de ele ser casado. Mantinha matrimônio há dez anos com uma mulher da região, com quem tinha três filhos.
Entretanto, mesmo com todos os entraves sociais, Edmund apaixonou-se na mesma proporção que Constance. Montou-lhe uma casa, um pouco mais afastada da cidade, o que lhes dava privacidade para viver esse amor renegado pela sociedade, e a encontrava freqüentemente. Na medida do possível, Constance era feliz.
No entanto a morte súbita do comerciante a deixaria em situação pior do que quando ele a encontrara. Viu-se mais uma vez sem nada... Sem casa, sem amparo e sem comida. Parecia que o destino lhe pregava mais uma peça. Antes, foram as suas ilusões que haviam sido arrancadas de si, mas agora a moça tinha perdido um amor verdadeiro. Porém Constance não se permitiu chorar o seu luto, o sofrimento parecia ter-lhe endurecido os sentimentos.
Para não morrer de fome, vagou pela segunda vez de cidade em cidade, até parar faminta e suja na porta de Madame Mirna. A princípio, a cortesã a aceitou como uma simples e despretensiosa serviçal, até ver a beleza nata incrustada no rosto e no corpo da jovem morena espanhola. Constance encantara madame Mirna, com sua beleza e personalidade doce, e a partir de então passou a também encantar os freqüentadores do bordel. Agora a prostituição se tornaria o meio de vida da jovem, pois não tinha outra escolha, a não ser abraçar o ofício que Carlo havia lhe legado.
Mas a cortesã apegou-se de tal forma à jovem, que passou a tratá-la como sua pupila. Ensinou à moça todos os artifícios que havia aprendido durante uma vida inteira de prostituição, e passou a dispensar-lhe tratamento diferenciado. Tanta atenção fez de Constance a jovem mais requisitada da casa e braço direito da cortesã. Vestia-se do bom e do melhor, aprendera a arte de tocar, recitar e falar fluentemente o inglês. Madame Mirna confiava em Constance fielmente e a recíproca era verdadeira. Todos esses acontecimentos já haviam se passado há cerca de dez anos.
- Venha, Cariño, vamos subir. – Emma segurou a mão do jovem, puxando-o escada acima. – Quero matar-lhe a fome de mim. – disse, rompendo um riso descarado no rosto maduro e belo.
Apenas com Jacob Constance se permitia um pouco de carinho em sua língua. Gostava sinceramente do rapaz, e não sabia explicar tanta doçura e ternura que emanava de si quando estava com ele. Jacob era seu preferido em todos os aspectos, pois não se comparava com nenhum outro cliente.
O fato era que, dada a boa relação que tinha com a dona do ambiente, nunca fora obrigada a dormir com qualquer tipo de homem. Constance sempre escolhia seus parceiros, e ultimamente eles eram contados nos dedos.
Não gostava da metade dos homens que freqüentavam o bordel. Não suportava a arrogância e a falsa moral que emanava deles. Pareciam gatinhos indefesos quando estavam em sua cama, mas no dia seguinte, quando os encontrava em qualquer parte da cidade, a máscara de austeridade voltava a cobrir-lhes o rosto. Nenhum a cumprimentava, pois tinham receio do que suas senhoras falariam. No fundo, Constance não se importava, já que não fazia a menor questão de ouvir suas vozes.
Mas o jovem índio era diferente. Jacob tinha o fogo e ardor da sua idade, personalidade forte e caráter, na opinião de Constance, intocável. Admirava-lhe em tudo e por tudo. Sentia-se feliz em vê-lo em outras ocasiões, já que Jacob era um dos pouquíssimos homens que sempre a cumprimentava em público, beijando-lhe a mão como se fosse uma verdadeira dama. Além disso, embora a tenra idade, o rapaz era um amante excepcional, e se orgulhava por ter-lhe ensinado quase tudo o que sabia na seara sexual.
Porém, ao contrário do que pudesse parecer, não havia traço de amor no relacionamento dos dois, apenas um sentimento genuíno de amizade. Jacob gostava sinceramente da mulher. Gostava de fazer sexo com ela, da sensação que a conjunção carnal com Emma lhe proporcionava. Mas, acima de tudo, apreciava a amizade sincera que nascera no decorrer do tempo. Emma não precisava mentir, tinha sua vida como livro aberto, e isso encantava Jacob. Além disso, o rapaz sabia que ela também não nutria sentimentos amorosos por ele, o que os liberava de qualquer obrigação. Talvez o que mais os unisse, entretanto, além da boa conversação, fosse as dificuldades que cada um passou, ao seu modo, na vida. Embora fosse renegada pela sociedade, Emma não precisava fingir quem era para Jacob admirá-la, e o rapaz agia da mesma maneira.
O quarto de Emma estava exatamente do jeito que o jovem índio se lembrava, com as cortinas de voil brancas e a cama de dossel, bem ao centro. A prostituta o puxou num abraço vigoroso, espremendo seu corpo contra o dele. Jacob sentiu o tesão crescer, e apertou as nádegas da espanhola com força e malícia. Ela arfou enquanto sorria.
- Hummm... Não esquecestes como me tocar. – Constance murmurou contra seu ouvido, à medida que despia o jovem índio.
- Você tem um lugar cativo em mim, Emma. – suas mãos correram pela cintura da mulher, apalpando-a sem pudores. — Como posso esquecer-me de você?- Jacob inquiriu, com tom afirmativo. Constance era sua válvula de escape, e hoje o seria mais do que nunca. — Onde estão os botões que tanto gosto de arrancar?- questionou o rapaz, quando seus dedos pararam sobre a fita de laço do espartilho da mulher.
- Ah, Cariño... Pensei que estivesse cansado de arrancar aqueles botões. – fez uma expressão de desentendida, seguida de um sorriso malicioso.
- Nunca me cansarei... – Jacob puxou-lhe o laço de uma só vez, desatando-lhe o nó, deixando seus seios expostos, da maneira que ele mais apreciava. Arqueou Constance pelos quadris e seguiu com ela para a cama.
A mulher beijou-lhe a boca, sugando avidamente a língua do rapaz, enquanto seus dedos habilidosos desabotoavam sua calça, deixando o pedaço de roupa correr-lhe perna abaixo. A mão de Emma demorou-se sobre o sexo endurecido de Jacob, massageando-o num ritmo de cima para baixo repetidas vezes. O jovem gemeu e deitou Constance entre os lençóis de cetim, brancos e cheirosos, de sua cama. A julgar pela arrumação, era o primeiro cliente do dia, e talvez o último da noite.
O rapaz arrancou a última fita que prendia o corpete, com mais força do que o necessário, e jogou-o longe. Abocanhou o seio de Emma, lambendo-o vorazmente, enquanto sua outra mão levantava-lhe a saia fina para tocar seu sexo em pêlo. Emma não estava usando peça íntima alguma, isso o excitou ainda mais. Seus dedos a penetraram fundo com certo desespero, um depois do outro, repetidas vezes. Constance gemeu e abriu-lhe mais as pernas para sentir todo o gozo que aquele toque despertava. A mulher nunca se incomodou com o fato de o jovem ser mais brusco em sua forma de lhe dar prazer, pois adorava toda a sua masculinidade.
Jacob também gostava da forma como Emma lhe correspondia. Sentiu o sexo latejante e úmido da mulher preparado para recebê-lo, e ele próprio estava a ponto de introduzir-se dentro dela, de fincar-lhe fundo e forte o seu membro duro. A excitação do seu sexo chegava a ficar dolorida, sentia em todo o comprimento do membro a pressão sanguínea.
- Quero tê-la sobre mim, Emma. Agora... — o jovem ordenou num sussurrou gutural, penetrando-a com seus três dedos mais uma vez. Emma ronronou como uma gata e o obedeceu automaticamente.
- Não o farei mais esperar, Cariño. – sua mão agarrou o membro do jovem rapaz, fazendo-o arquear. Então ele retirou os dedos da parte íntima da mulher e a rolou para o lado.
Sua vontade era de erguer a mulher e a penetrar sem preliminares, de forma que o permitisse dominar todo o ato. Mas sabia que Emma não merecia esse tratamento tão rude. Ela era mais que uma excelente amante, era uma boa amiga. No fundo seu desejo lacerante era de subjugar Elize, e nada melhor que o sexo para mostrar à mulher que o homem é quem dá as ordens, e não o contrário. Mas não podia perder o foco, não era Elize que estava na cama gemendo ao pé do seu ouvido, e sim Emma, portanto deixou-se levar pelo domínio da prostituta espanhola, antes que cometesse alguma imprudência.
Emma subiu sobre as pernas do índio, descendo-lhe a boca sobre a haste endurecida e grande. Puxou-lhe o prepúcio, deixando a glande exposta. A princípio beijou-lhe, em seguida passou a língua em movimentos circulares, e então sugou forte, permitindo que o membro penetrasse fundo em sua garganta. O jovem gemeu alto, afundando as mãos na cabeça da mulher, que movimentava a boca sobre o membro sensível de forma vigorosa.
- Dá-me teu leite, Cariño. – Emma sussurrou, referindo-se ao fluxo opalino, quase leitoso, que os homens expelem no momento da excitação extrema. Jacob rosnou em resposta.
Apesar de seu autocontrole extremo, era quase irresistível para o jovem índio deixar que seu líquido espermático inundasse a boca da mulher. A imagem em sua mente de Emma o engolindo com vontade provocou uma nova onda de espasmos pelo corpo do rapaz. Entretanto, como o macho que era não sucumbiria à satisfação sexual tão rapidamente.
Puxou a espanhola pelos cabelos, em seguida capturando seus lábios vorazmente. A intimidade entre o casal era tanta, que ele não mais se importava em sentir o próprio gosto na boca da mulher.
- Ainda não, Emma... – Jacob sussurrou, enquanto subjugava a prostituta embaixo de seu corpo novamente. Foi respondido com um sorriso excitado da mulher, que o tinha provocado propositalmente.
Emma encarou o rapaz com malícia, enquanto descia seu corpo sob ele. Assim que estava corretamente posicionada, juntou os fartos seios com as mãos, indicando quais eram as suas intenções. Adorava proporcionar-lhe uma “espanhola”.
O rapaz obedeceu automaticamente à ordem implícita naquele ato, sabendo, desde já, o que a mulher lhe oferecia. Esfregou o sexo intumescido entre os dois montes da prostituta, que forjava com perfeição a gruta de uma fêmea. O membro deslizava entre a fenda dos seios, alcançando do outro lado a boca da mulher, que tocava com a língua o sexo do rapaz.
O movimento deixou-lhe tão excitado, que não pôde mais se segurar, e ejaculou sobre os seios de Emma. O jovem índio deitou-se ofegante, enquanto a prostituta limpava o líquido quente e escorregadio que descia pela barriga.
Jacob pôs-se a observá-la, e pela primeira vez, embora estivesse plenamente satisfeito, desejou estar possuindo outra mulher. Desejou estar possuindo Elize. Desejou escutá-la gemer o seu nome, e não Emma, em detrimento da afeição que nutria pela espanhola. Todo o furor que sentia ainda não havia sido aplacado, e agora descobrira que não o conseguiria apenas através do sexo.
Era Elize, sempre Elize, rodeando-lhe os pensamentos. Maldita! O xingamento quase lhe escapou aos lábios, mas conteve-se. Não deixaria que ela o manobrasse desta maneira. Chegara a hora da sua tão sonhada vingança! Agora ele estaria no controle, ditaria todas as regras, faria ela se arrepender por sua inércia, e por todas as vezes que havia feito pouco caso de si. Jacob sorriu triunfante, pois se lembrou de que não seria mais o motivo dos sorrisos indiferentes de Elize, e sim de suas lágrimas.
Emma deitou-se ao seu lado, brincando com os dedos sobre o tórax definido do nativo, criando círculos imaginários enquanto o observava respirar.
- Está quieto, Cariño. Nunca o vi assim antes... Não o satisfiz?- ela perguntou com o tom de ingenuidade que estava longe de sentir, arqueou uma de suas sobrancelhas e esperou a resposta.
- Claro que sim, Emma, você sabe me satisfazer como ninguém. — ele respirou satisfatoriamente, embora ainda estivesse desejoso de mais. Nunca fora tão difícil aplacar sua fera interior como agora. Carinhosamente beijou a testa da mulher. — Só estou pensativo. — deixou escapar.
Sim, estava pensando em Elize, mas não queria admitir para Emma que quem perturbava sua mente era uma maldita aristocratazinha, há quem um dia jurara amor eterno. Hoje, sua única intenção era vingar-se, da pior maneira que podia fazer a uma mulher de sua estirpe: comprando-a, como se ela não passasse de um objeto! Pensar em Elize como seu mais novo parque de diversão era a maior das satisfações.
- Pensativo?- indagou Emma de forma reticente, levantando um pouco a cabeça, que apoiava com uma mão.
- Sim... – confirmou, embora tenha guardado para si o real motivo de parecer tão distante. Preferiu omitir suas intenções e satisfazer-se mais uma vez com Emma. — Estou pensando em como te retribuir. – o rapaz falou, rasgando o tecido fino da saia e girando seu corpo para posicionar-se sobre Emma, que sorriu prazerosamente da mudança de posição. Abriu-lhe as pernas, para que o jovem se encaixasse perfeitamente entre suas ancas largas, criadas exatamente para a satisfação masculina. — Sei exatamente do que gosta. – ele sussurrou, esfregando o membro, já rígido, na fenda da espanhola. Rapidamente afastou-se, apenas para proteger-se com o preservativo que repousava no criado-mudo, e retornou à sua posição.
Quando o rapaz finalmente penetrou a sensibilidade pulsante entre suas pernas, a mulher gemeu alto. Não era o primeiro a possuí-la com tamanha intensidade, mas era o único que conseguia fazê-lo com excelência, trazendo aquela sensação deliciosa que aplacava seu instinto de fêmea. Emma cravou suas unhas nas costas do rapaz, enquanto seu corpo se arqueava entregue às vezes que ele lhe apetecia.
- Se bem me lembro, é assim que você prefere. – o jovem falou, entre uma penetração e outra, permitindo que seu membro a tocasse fundo em sua feminilidade.
- Sim... Sim... Cariño. — a voz de Emma saiu enrouquecida, enquanto contorcia o quadril de prazer.
O sexo inchado da mulher ardia, com o fluxo de sangue que desencadeava um prazer tórrido, que só um bom amante seria capaz de proporcionar. Então Emma gritou e sucumbiu ao desejo sexual que era tão plenamente satisfeito. O jovem sabia levá-la à exaustão.
Ele, por sua vez, penetrou-a ainda três vezes mais, até chegar ao clímax e sentir seu gozo preenchendo o látex preso à sua haste. Retirou o preservativo, e deitou-se ao lado da espanhola, aconchegando-a em seus braços fortes.
- Se sua intenção foi fazer-me perder cabeça... Conseguistes Cariño. – Emma gemeu depois de alguns segundos, enquanto esperava sua respiração se controlar. O rapaz sorriu. — Sempre sabes me possuir como ninguém.
- Não é difícil possuir uma mulher maravilhosa como você. Simplesmente não se compara a nenhuma das Meninas de Mirna, sabe disso. — o rapaz respondeu, e foi à vez da mulher gargalhar.
- Ah, Cariño... Acredito que algumas das meninas até pagariam para deitar-se contigo. Nem os rapazes mais jovens que freqüentam a casa têm sua força e seu ardor. – isso era a mais absoluta verdade, as meninas, principalmente as mais jovens, suspiravam pelo rapaz, e não entendiam por que se deitava apenas com Emma, qual o motivo de sua clara preferência pela espanhola.
Para Emma, o rapaz lhe agravada e muito, não só sexualmente, mas por suas inúmeras outras qualidades. Jacob sempre a fazia imaginar como seria sua vida se não fosse uma prostituta de luxo. Já para o rapaz, Emma, além de ser uma linda mulher, o deixava livre de dores de cabeça. Não lhe cobrava sentimentos recíprocos, muito menos amor, como o faria uma namoradinha, que com certeza implicaria com as muitas vezes em que nunca lhe diria “eu te amo”. Emma não exigia algo que Jacob não podia lhe dar.
Os pensamentos do jovem, porém, ainda estavam presos à revanche que desempenharia no dia seguinte. A satisfação por sua vingança desencadeou outra onda de excitação no corpo do índio, e a bela espanhola percebeu o quanto ele já estava preparado para dar continuidade à noite de prazer. Aproximou-se sorrateiramente do jovem, fazendo com que os pensamentos que o rodeavam fossem deixados de lado. Emma sentou-se nua sobre o sexo do índio, e sua feminilidade roçando-o o fez endurecer como pedra.
- Vejo que ainda não estás cansado, Cariño. — Emma o provocou, beijando-lhe a boca. O rapaz segurou-lhe o quadril, remexendo-o sobre seu sexo.
- Mal começamos minha querida. — Jacob grunhiu com tom de sarcasmo.
Emma ergueu-se, pôs outro preservativo no membro do jovem, e nua desceu sobre o índio, enquanto rebolava seu quadril até sentir o sexo duro do rapaz fincar em sua feminilidade, forte e fundo. Encaixou a haste do índio entre sua fenda de uma só vez.
- Assim que gostas Cariño?- Emma balançava lentamente as ancas sobre o rapaz.
- Sim... Emma!- a mulher aumentou o ritmo, cavalgando sobre o jovem que segurava firme suas nádegas, enquanto gemia a cada nova investida de Emma.
Geralmente o jovem Black não era tão passivo em suas relações sexuais com a espanhola. Do contrário, comandava todos os movimentos e investidas, comprovando ser o macho alfa que a prostituta tanto venerava. Mas dessa vez, com satisfação deixou-se conduzir por Emma, até alcançar o cume do prazer. Sabia que ela seria a única que poderia elevar sua mente a caminhos mais agradáveis, por isso entregou-se de corpo e alma às habilidades da espanhola. Logo os dois atingiram juntos, um orgasmo monumental, que não seria o último, pois o casal demorou a ser atingido pelo torpor costumeiro após longas horas de sexo.
Notas finais
Eu particulamente gosto da personagem de Emma ( gosto de persoangens diferentes hehehe!) e digo que ela terá participações importantes no decorrer da fic, ok?
Depois dessas considerações,to louca pra saber o que vcs acharam...Please!!! Comentem, indiquem e recomendem, adoramos saber o que vcs estão achando, além, é claro de nos sentirmos motivadas. ;)
Muitos beijos e até a proxima :))
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