Virtual Word

2 Capitulo 1 - Apenas um Jogo


Notas iniciais
Oi pessoal ^^
Primeiro quero dizer que essa FF é baseada no jogo > Grand Fantasia.
Como não tinha essa categoria, tive a ideia maluca de juntar com Grand Chase...
Espero que gostem ^^
Enjoy

Tente se concentrar Elesis, tente...

“E a potenciação é feita dessa maneira...”, continuava dizendo o professor.

É só matemática, você consegue...

“... Pois três ao quadrado é diferente de duas vezes o três...”

Agüente mais um pouco...

“... E então...”, a voz do professor foi interrompida pelo sinal de fim de aula, “Pagina 2 e 5 para casa, podem ir”

Peguei minhas coisas e sai correndo para fora da sala, tinha que chegar ao portão rápido. Desci as escadas do pátio rapidamente, o portão estava tão perto...

“Elesis”, ouvi uma voz irritada me chamar, “Aonde pensa que vai?”

Virei-me lentamente e observei a pessoa a minha frente. Alta, cabelos curtos e negros com olhos da mesma cor, e com a postura de alguém superior.

“Hoje eu não tenho dinheiro Janet”, disse, revirando os olhos.

Janet era uma das garotas populares da escola, mas não por ser bonita, e sim por ser temida. Ela era ENORME, e me odiava, junto com seu grupinho, e graças a isso, todos me odiavam. O motivo? Sou uma bolsista. Bolsistas não são bem vindos.

“Sei que está mentindo”, ela deu um sorriso maligno, ela ia me bater, a não ser que...

Sorri ironicamente e deu um passo para trás. Vi ela avançar contra mim, mas no ultimo minuto, andei para o lado e botei meu pé na frente para ela tropeçar. Imagine uma bola de boliche indo derrubar os pinos, agora imagine uma bola de boliche em tamanho humano indo derrubar pinos humanos.

Fiquei ali, rindo, mas quando ela me fuzilou com os olhos, nem pensei duas vezes, sai correndo escola afora. Parei numa praça, e me sentei num banco para descansar.

“Você é louca Elesis”, disse uma voz ao meu lado.

Virei-me, assustada, mas relaxei ao me deparar com a garota de olhos bicolores ao meu lado.

“Mari, não me assuste assim!”, falei emburrada.

“Me diz quando você não se assusta”, disse ela revirando os olhos, “Eu vim aqui para falar de um Jog...”

“Nem me venha com esses jogos de bonequinhas que temos que vestir Mari, eu odeio isso, no dia que você vier com um de luta, talvez eu até jogue”

“Se você me deixasse falar...”, ela disse, tirando fones de ouvido de sua bolsa, “Apenas coloque isso quando chegar em casa ok? Tenho que ir, tchau.”

“Mas...”, ela foi embora sem nem me ouvir.

Fitei os fones. Eram pretos, não tinham fio para se conectar em lugar algum e também eram um pouco pesados.

“Mas o que diabos será isso...”

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“Manheee! Cheguei”, ninguém responde. É... Hoje ela ia voltar tarde do trabalho.

Joguei minha mochila no sofá e fui direto para meu quarto. Peguei os fones e fiquei os olhando. O que será que me aguarda?... Quer saber, vou ver se o jogo é tão legal assim. Botei os fones, e nesse momento, um tipo de mascara surgiu deles, fechando minha visão.

Diga seu nome, por favor.

Tudo foi clareando lentamente. Pude ver que estava em uma sala com paredes azuis, sentada em um bloco de pedra, e a minha frente, se encontrava um robô circular, me olhando com seu único olho.

Diga seu nome, por favor.

“E-Elesis...”

Jogadora Elesis, por favor, escolha o modo de jogo.

De repente, aparecem dois hologramas, um escrito “Aventura” e outro escrito “Arena”

“Bem... Aventura”, escolhi, afinal, deve ser mais divertido.

Você escolheu o modo Aventura. Se encaminhe para a plataforma para receber seus equipamentos.

“Mas que plata...”, olhei um pequeno circulo brilhoso aparecer no chão, me direcionei até ele. No momento em que pisei no circulo, ele me “engoliu”, me levando para outro lugar, só que dessa vez era uma pequena clareira.

“Sente-se Guerreira”, olhei para o local de onde tinha vindo a voz, e encontrei uma pequena criatura. Sua cabeça era grande, e lembrava levemente uma gota, seu corpo era fino e amarelo e possuía asas semelhantes à de uma libélula.

Sentei-me em um tronco caído, de frente a criatura e abri a boca para falar, mas ela fez um sinal para que eu ficasse em silêncio.

“Seja bem vinda ao jogo guerreira”, a criatura falou calmamente, “Aqui você enfrentará muitos monstros, travará muitas batalhas, explorará muitos lugares e conhecerá muitas pessoas”

Ele voou para o buraco de uma árvore oca, e de lá, tirou uma mochila, daquelas que se bota na cintura. Voltando a mim, ele a entregou para mim.

“Está será sua mochila de suprimentos, abra-a”

Abri a manivela da mochila e encontrei três coisas. A primeira, era um mapa, que eu abri, revelando um mundo com seis continentes. Depois peguei um pequeno aparelho retangular, muito semelhante a um celular, mas naquele havia coisas escritas numa língua que eu não entendia. A terceira, era um pequeno cristal azul, com a gravura de uma bolinha redonda com orelhas de cachorro.

“O mapa servirá para guiar-lhe pelos caminhos desconhecidos”, a criatura falou, “O Hoka serve para interagir com o mundo afora, mesmo a distância”, ele disse, dessa vez apontando para o aparelho, “E por ultimo, seu Sprite. Esse pequenino te acompanhará por toda a jornada, servindo de amigo também. Ele tem a habilidade de construir suas armas e armaduras”

Olhei para o cristal que ele chamará de Sprite, e notei que a gravura era parecida com ele.

“Você também é um Sprite? E qual o seu nome?”, perguntei para ele.

Um sorriso esboçou-se em seu rosto, “Você é bem esperta guerreira, sim, eu sou um Sprite, e me chamo Efer, agora vá, comece sua jornada”

Efer começou a voar em minha volta, fazendo eu lentamente sair daquele lugar.

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“Cinco Jellys... Seis Jellys... Oito Jellys... Ah! Vou descansar”, Me joguei no chão, largando minha espada, e respirei fundo. Olhei para o lado e vi a maldita bolha rosa saltitante que eu tinha que matar. Só faltava mais um...

“Sua primeira missão, é matar dez Jellys-Coelhos. Depois que completa, volte até mim rapidamente”, disse o velho chamado Sábio Babama para mim.

Maldito, maldito, maldito! Odeio esses coelhinhos rosas saltitantes! Levantei-me e peguei minha espada novamente. Focalizei o alvo e...

“ATACAAR!”, sai correndo em direção a mais um Jelly, que no momento em que descia a espada para matá-lo, saltou em minha cabeça, fazendo força para eu cair. E foi o que aconteceu, cai de cara no chão e senti a criatura continuar pulando em cima de mim, só que mais forte.

Cinco pontos de vida perdidos. Dez, quinze...

Eu não quero morrer para um Jeeelly!!!

Trinta, Trinta e cinco...

Fechei os olhos, me preparando para morte, até que senti uma pequena rajada de ar em minhas costas, e depois disso, não senti mais o Jelly.

“Não acredito que você estava morrendo para uma criatura de nível 1”, disse uma voz debochada, rindo.

Com um Pouco de dificuldade, levantei-me e olhei com raiva a pessoa que estava rindo de mim. Acabei me deparando com um jovem moreno de cabelos negros bagunçados e olhos prateados.

“Aquilo me atacou de surpresa”, cruzei os braços e bufei.

“Sei, sei...” , disse ainda rindo, “Nem quero imaginar como você vai sobreviver fora dessa ilha”

Sim, ilha. Todos os iniciantes começam numa pequena ilha chamada Vermécia, onde decidiam o que iriam de tornar.

“Tsc, eu vou conseguir me cuidar!”, falei irritada, “Agora, tenho que matar mais Jellys”

Saquei minha espada e corri em direção a um Jelly, conseguindo acertá-lo em cheio.

“Uhu! Finalmente dez!”, peguei o Hoka em meu bolso, e vi que um botão com a figura de uma medalha piscava, e nele havia o número três gravado. Uhu! Havia subido de nível.

Coloquei minha espada na bainha e segui em direção a casa do Sábio Babama. Ah! Eu me esqueci de explicar pra vocês sobre o Hoka, não é? Bem, vou falar exatamente o que o velhote tinha dito...

“O Hoka é um aparelho com muitas utilidades, que não pode ser perdido em hipótese alguma. Nele, há as seguintes opções:

Amigos: Mostrará seus amigos On-lines e Off-lines.

Guilda: Mostrará integrante da guilda que você está, o nivel, o Deus Sprite e o quadro de avisos da mesma, mas você ainda não tem uma guilda, por isso, o botão esta escuro.

Bate-Papo: Você poderá conversar com as pessoas, não importa o local que esteja,mas use a opção de Bate-Papo certa:

- Word: Quando você falar, todos do jogo verão, não importa em que parte do mundo estejam.

- Guilda: Só será mostrado para integrantes de sua guilda.

- Grupo: É possível fazer grupos no jogo de até cinco personagens, esse chat permite você se comunicar com eles a distância.

Essas são as utilidades mais básicas. Ao longo do jogo, você aprenderá mais”

Conseguiram entender? Pra mim ainda está um pouco confuso. Avistei o velho e corri em sua direção para poder entregar minha missão ele.

“Ei! Velhot... Quer dizer, Sábio Babama! Completei a missão que eu você me deu, quero recompensa”, estendi as mãos esperando ele me recompensar.

“Aqui”, ele disse indiferente, me entregando minúsculas moedas de bronze.

Revirei os olhos e guardei as moedas em minha mochila. Naquela ilha as recompensas eram muito baixas. Olhei para o céu e vi que já estava escurecendo, e as estrelas começavam a brilhar no céu.

“Babama... Onde eu durmo?”, perguntei para o velho que já estava entrando em sua casa.

Ele deu um riso travesso, e respondeu: “Guerreiros tem que aprender a cuidar de si mesmos”, dizendo isso, entrou rapidamente em sua casa e trancou a porta.

Ótimo, me ferrei, e o que eu faço ago...

De repente, tudo fica escuro, até que a mascara que Cobria meu rosto some, revelando minha mãe com uma cara irritada.

“Elesis! Eu te disse que você tinha que lavar a louça quando chegasse em casa, mas ao invés disso ficou num jogo de realidade virtual”, ela suspirou, “Nunca vou entender os jovens de hoje”, dizendo isso, deu um sorriso.

“Desculpe mãe, eu...”

“Não se preocupe, eu já lavei, agora vá tomar um banho ok?”, dizendo isso, ela saiu do quarto.

Joguei-me na cama e dei um sorriso. Até que eu gostei daquele jogo.

Notas finais
Fico maior do que imaginei...
Comentem viu :3
Bye bye!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.